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Alto Minho

Cônsul Honorário de Portugal em Melbourne condecorado pelo governo da Austrália

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Marion Molly de Lemos e Carlos Pereira de Lemos. Foto: Vicky Hughson/ Jornal "The Standard" (2016)

O melgacense Carlos Pereira de Lemos, Cônsul Honorário de Portugal em Melbourne, foi condecorado pelo governo australiano com a Ordem da Austrália, anunciou esta segunda-feira a autarquia de Melgaço. 


Carlos Pereira de Lemos, o Cônsul honorário português mais antigo, com 92 anos, conta com mais de 30 anos enquanto responsável em Melbourne.

Agora, foi distinguido pelo governo australiano com a Ordem da Austrália aquando da celebração do Dia da Austrália, pelos seus feitos beneméritos ao longo destes anos de enorme esforço e dedicação.

“Após a condecoração ser anunciada na imprensa de todo o país, foi felicitado por dezenas de individualidades de renome, através de emails, telefone e cartas”, relata e autarquia em nota enviada a O MINHO.

Condecorado pelos Estados português, de Timor-Leste e Austrália, Carlos Pereira de Lemos é responsável por um consulado honorário que presta serviço a uma comunidade de cerca de 18 mil pessoas.

“A Ordem da Austrália é altamente significativa nesse mesmo país, uma vez que a seleção é rigorosa”, salienta a nota, explicando que “uma Comissão investiga em detalhe a vida da pessoa e só seguidamente o Chefe de Estado aprova ou rejeita. É uma ordem de cavalaria estabelecida por Elizabeth II do Reino Unido, Monarca da Austrália, com o propósito de reconhecimento aos cidadãos australianos e outras pessoas por feitos ou serviços beneméritos. As pessoas premiadas que não são cidadãos australianos recebem-no na categoria de ‘honorários’”.

De realçar que também o Município de Melgaço distinguiu Carlos Pereira de Lemos durante a cerimónia de atribuição das Medalhas de Mérito, inserida no Melgaço em Festa de 2017, com a medalha de Cidadão de Mérito.

Carlos Pereira de Lemos com Manoel Batista. Foto: DR

“A Câmara Municipal, como legítima representante da comunidade melgacense tem o dever de demonstrar gratidão e apreço institucionais aos cidadãos e instituições que, de qualquer forma, honraram, prestigiaram e promoveram o município, contribuindo para o seu desenvolvimento e bem-estar da população”, afirmou na altura o autarca Manoel Batista.

Sobre Carlos Pereira Lemos

Carlos Pereira Lemos começou a vida profissional como topógrafo em Portugal, trabalhando depois em Moçambique, em Timor e na Austrália. Foi estudante na África do Sul – Rhodes University e University of South Africa. Depois da licenciatura em Ciências Políticas e Sociologia fez a pós graduação em Pedagogia na Universidade de Melbourne e foi professor de Sociologia e Ciências Políticas no Royal Melbourne Institute of Technology e de línguas na Universidade de Monash, e representante do Banco Borges em Melbourne.

Biografia de Carlos Pereira de Lemos à venda no site da Chiado Editora. “Adorei ler o capítulo sobre Timor! Bonito! De fácil leitura, agradável!”, escreve o timorense José Ramos Horta, na caixa de comentários daquela página.

A sua atividade estendeu-se ainda ao âmbito associativo, no quadro do qual, como dirigente, criou uma escola de português e um programa de rádio.

Em 1988, foi nomeado Cônsul Honorário de Portugal em Melbourne, no Estado de Vitória, na Austrália, e agraciado com a Ordem de Mérito, no grau de Comendador, pelo Presidente Jorge Sampaio em 2002. Mais recentemente, foi também condecorado pelo Presidente de Timor Leste e, mais recentemente, pela Ordem da Austrália.

É ainda de destacar que foi o grande impulsionador da edificação de um ‘Padrão’ de homenagem aos navegadores portugueses Infante Dom Henrique e Vasco da Gama, em Warrnambool, que se tornou um lugar de culto da presença portuguesa. Em reconhecimento ao seu trabalho de promoção das relações bilaterais, a uma das ruas de Warrnambool foi dado o seu nome, ‘De Lemos Court’.

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Alto Minho

Um trabalhador infetado e quatro em isolamento numa fábrica de Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR

Um trabalhador da fábrica Mora, sediada em Arcos de Valdevez, testou positivo para a covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte da empresa. Outros quatro trabalhadores foram dispensados para recolher a isolamento obrigatório nos seus domicílios enquanto aguardam testagem para o vírus.

De acordo com Jorge Hilário, diretor-geral da Mora Portugal, a empresa continua a laborar, uma vez que tem adotado várias medidas do plano contigencial que evitam possíveis contágios. No entanto, quatro colaboradores que estiveram junto à pessoa contagiada foram colocados em quarentena após recomendação da delegada de saúde daquele concelho do Alto Minho.

“Temos um caso positivo. A pessoa em causa acusou sintomas de febre na passada terça-feira, pelo que lhe dissemos para ficar em casa e contactar a saúde 24”, explica a O MINHO o diretor-geral, assegurando que é “prática recorrente” sempre que alguém apresente sintomas associados ao novo coronavírus.

“O próprio funcionário disse logo ao chefe que iria fazer teste de despiste por livre vontade, mas a verdade é que, depois desse episódio na terça-feira, não voltou a apresentar quaisquer sintomas”, conta o responsável da empresa.

“Hoje, pelas 7:00 horas, fomos informados que o trabalhador em causa tinha testado positivo, pelo que tomei logo conta da situação e segui o protocolo, ligando para a Saúde 24, que me deu instruções. Às 7:30 falei com a delegada de saúde e ela confirmou as instruções que me tinham dado através daquela linha de atendimento médico, passando a delegada a tomar conta da ocorrência”, acrescentou Jorge Hilário.

A empresa recolheu o nome dos quatro trabalhadores que estiveram mais próximos à pessoa infetada e estes já não entraram ao trabalho, que seria pelas 08:00 horas desta sexta-feira.

Jorge Hilário diz que agora os quatro colaboradores também vão ser rastreados e ficam em casa enquanto aguardam o resultado dos testes. Nenhum apresenta sintomas.

Sobre a laboração não ter sido interrompida, o engenheiro explica que foram feitos alguns ajustes perante os cerca de 100 trabalhadores, mas que tem a ver por uma questão de precaução, uma vez que não existe proximidade no local de trabalho entre os colaboradores. “Temos umas instalações novas, amplas, e todos trabalham separados por acrílicos, o que nos dá alguma segurança para crer que não existiu contágio”, disse o responsável.

No entanto, o diretor-geral reforça que, na próxima segunda-feira, quando já se saberá o resultado dos restantes trabalhadores, não possa mudar o protocolo, uma vez que caso existam muitos casos, a empresa pode mesmo parar a laboração. Todavia, a empresa continua em plenas funções durante o fim de semana.

O último relatório divulgado pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a que O MINHO teve acesso, indicava onze casos ativos de covid-19 no concelho de Arcos de Valdevez, num total acumulado de 94 casos desde o início da pandemia. Há 74 pessoas recuperadas e nove óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

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Viana do Castelo

Viana aprova criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

Decisão unânime

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Foto: CM Caminha / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo aprovou esta sexta-feira por unanimidade, em reunião camarária, a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho.

Com aquela decisão, o executivo municipal autorizou o município de Viana do Castelo a “constituir com [os concelhos de] Ponte de Lima, Caminha e Vila Nova de Cerveira, uma associação de municípios com fins específicos que garantirá a gestão futura Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga”.

“Enquanto a nova associação não estiver constituída, será a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho a dar cobertura do ponto de vista do chapéu jurídico”, especificou o presidente da Câmara de Viana do Castelo, durante a apresentação da proposta.

A criação da nova área protegida que “observa o disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

A proposta que o executivo de Viana do Castelo hoje aprovou, refere que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

O documento enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

A decisão foi tomada na sessão extraordinária convocada pela maioria socialista a pedido dos vereadores do PSD e CDU para discutir o abate de 20 árvores, na avenida do Cabedelo, em Darque, previsto nas obras de construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade.

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Alto Minho

Caminha investe mais de 400 mil euros na reabilitação do centro histórico

Segunda fase da empreitada

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Foto: CM Caminha

A Câmara de Caminha iniciou a segunda fase da empreitada de reabilitação urbana do centro histórico, num investimento de mais de 400 mil euros, que deverá prolongar-se por cerca de 180 dias, foi hoje divulgado.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia realçou que o projeto visa a “qualificação do ambiente urbano, do espaço público e das vivências por ele proporcionadas, através da melhoria do desenho e do mobiliário urbano, da pavimentação de arruamentos e passeios, da introdução de elementos arbóreos, da eliminação de barreiras arquitetónicas e visuais e da renovação das infraestruturas no subsolo”.

A empreitada pretende ainda “intervir ao nível da organização da circulação automóvel de forma a permitir o alargamento de passeios, arborização, ou estacionamento, devolvendo-se a esta artéria a dinâmica comercial desejada e as ações de rua inerentes a um espaço com esta centralidade”.

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