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Alto Minho

“Conseguimos, car****!”: Bilheteira do Rocha em Caminha paga mão mioelétrica ao Diogo

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Foto: Facebook de Fernando Rocha

O espetáculo solidário do comediante Fernando Rocha, em Caminha, arrecadou cerca de 13 mil euros para ajudar a comprar uma mão mioelétrica para o jovem Diogo Farinhoto. A empresa que construiu a prótese disponibilizou-se para cobrir o valor restante.

Natural de Gondar, Caminha, o jovem Diogo nasceu com uma deficiência grave. Há cerca de oito anos, através de uma campanha para que conseguisse uma prótese de braço, foi notícia em Portugal e Espanha.

Atualmente, necessitava de nova ajuda, para uma mão mioelétrica, e Fernando Rocha, conhecido comediante, decidiu ajudar com este espetáculo, que decorreu este sábado, no Pavilhão Desportivo Municipal de Caminha.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Inicialmente previsto para o Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, houve necessidade de encontrar o maior local do concelho para este tipo de eventos, dada a grande procura por bilhetes.

O comediante anunciou nas redes sociais que foram angariados 13 mil euros e que o objetivo para ajudar o Diogo “foi cumprido”.

“Apesar de não chegar para cobrir as despesas da prótese, o doutor Marco Baggini da Ortoadapta, empresa que construiu a prótese, assumiu o restante”, anunciou Fernando Rocha.

Foto: Divulgação

 

De acordo com o Âncora Praia Futebol Clube, parceiro na organização do evento, foram ainda angariados 795 euros, fruto da receita da bilheteira do jogo entre os caminhenses e o Courense, para a 1.ª divisão da AF Viana.

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Viana do Castelo

PCP de Viana do Castelo reclama abolição de portagens na A28

Partido não ficou satisfeito com os descontos anunciados

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Foto: DR / Arquivo

O PCP de Viana do Castelo afirmou hoje que vai continuar a lutar pela abolição das portagens na A28, considerando que os descontos esta semana anunciados só terão efeitos em “casos muito particulares”.

Em comunicado, a Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP refere que a manutenção de portagens na A28 constitui uma “severa penalização” à mobilidade dos trabalhadores e das populações e ao desenvolvimento da economia regional.

“Só o prosseguimento da luta e o reforço do PCP encurtará o caminho para a abolição das portagens e para a devolução da A28 às populações desta região”, acrescentam.

Na quarta-feira, a ministra da Coesão Territorial anunciou, em Macedo de Cavaleiros, descontos nas portagens de sete auto-estradas, incluindo a A28, para os “utilizadores frequentes”.

A partir do oitavo dia até ao 15.º, haverá um desconto de 20%, e a partir do 16.º dia até ao final do mês o desconto será de 40%.

Os descontos são para veículos das classes 1 e 2 e começarão a ser implementados no terceiro trimestre deste ano.

“Trata-se de uma medida que, sem prejuízo de poder representar em casos muito particulares uma redução dos custos de utilização na A28, confirma no essencial a opção do Governo PS em manter as portagens nas ex-SCUT, assim como continuar a assegurar a rentabilidade da concessionária”, aponta a DORVIC do PCP.

Para os comunistas, com a aplicação de um “desconto de quantidade”, em função do número de utilizações, o Governo PS “não só mantém intocáveis os privilégios da empresa concessionária, como pode ainda vir a aumentar os seus lucros.

Por isso, prometem continuar a lutar para “libertar” a região de uma concessão “que só interessa ao grupo económico privado” que explora a A28, autoestrada que liga o Porto a Caminha.

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Viana do Castelo

Torta de Viana vai ser certificada

Investimento de 20 mil euros

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Foto: Arquivo

A Câmara de Viana vai investir perto de 20 mil euros na certificação da Torta de Viana, um “ex-libris” da doçaria tradicional de Viana, informou, esta quinta-feira, a vereadora da Cultura da câmara local.

Contactada, esta quinta-feira, pela agência Lusa, Maria José Guerreiro adiantou que, “durante o mês de abril” está constituída a equipa que irá iniciar o processo de certificação da Torta de Viana, doce típico local, à base de creme de ovo, farinha e açúcar.

“Neste momento ainda estamos em fase de adjudicação, e, portanto, em breve saberemos quem é que vai orientar o processo. Esperamos em finais de abril ter novidades”, referiu, a propósito da publicação no portal BASE relativo a contratos públicos, de um ajuste direto para a adjudicação de serviços “na área de consultoria, apoio a acompanhamento técnico especializado”.

O contrato para a prestação daquele serviço, consultado, esta quinta-feira, pela Lusa naquele portal, foi assinado no dia 24, entre a autarquia de Viana e a empresa Certis- Controlo e Certificação, no valor 19.950 euros, e com um prazo de execução de 60 dias.

A vereadora da Cultura justificou a certificação com a necessidade de “preservar a receita tradicional de um doce que tem o nome de Viana do Castelo”.

“Temos reparado que as receitas já começaram a ter diversas formas, o que, não nos parece mal, dentro do espírito de inovação, que pode acontecer na gastronomia, como noutras áreas. Mas, aquela que é a Torta de Viana tradicional, deve ser conhecida e preservada”, sustentou.

Segundo Maria José Guerreiro, o estudo que vai agora ser iniciado “destina-se exatamente a aferir das características que fazem com que a Torta de Viana, seja diferente de outras”.

“De alguma forma poderemos achar que sabemos quais são as características, mas naturalmente é preciso haver um estudo para que se produza um caderno das especificações e esse caderno de especificações depois é que dará origem a uma certificação, ou pelo menos um reconhecimento”, especificou.

A vereadora da Cultura adiantou que “o trabalho de recolha vai ser feito junto de quem a faz a Torta de Viana, de forma tradicional”.

“O objetivo é perceber quais são as variáveis e as características comuns de cada receita, para chegarmos àquela receita”, observou.

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Alto Minho

Atendimento a vítimas de violência doméstica será reforçado no Alto Minho

Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva

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Foto: Ilustrativa / DR

A rede de atendimento e apoio especializado a vítimas de violência doméstica vai cobrir a totalidade do país durante o primeiro semestre do ano, disse esta quinta-feira, a ministra de Estado e da Presidência, em Ponte de Lima.

“O concurso que abriu em janeiro e que termina em março já vai permitir cobrir todo o país, durante o primeiro semestre deste ano”, afirmou Mariana Vieira da Silva.

A governante, falava aos jornalistas, em Ponte de Lima, no final da sessão de assinatura de dois protocolos de Territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, com a Comunidade Intermunicipal (CIM) Alto Minho.

Mariana Vieira da Silva referia-se ao concurso lançado, em janeiro pela secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade. O procedimento, dotado de 902 mil euros, tem como objetivo reforçar a “cobertura nacional do atendimento e apoio especializado a vítimas de violência doméstica”.

Trata-se de uma iniciativa enquadrada no POISE – Programa Operacional Inclusão Social e Emprego.

Segundo Mariana Vieira da Silva, atualmente “são 218 os concelhos integrados na rede, com estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica”, o que, disse, representa “uma cobertura de 71% do território nacional”.

“Na legislatura anterior alargámos a 48 concelhos e temos hoje 140 casas abrigo e acolhimento de emergência, com 853 vagas para vítimas de violência doméstica.

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, que acompanhou a ministra na sessão realizada na sede da CIM do Alto Minho, adiantou que as zonas “a norte do distrito de Coimbra, algumas zonas de Trás-os-Montes e alguns focos em torno do grande Porto”, não se encontram dotadas destas respostas.

Os protocolos assinados, esta quinta-feira, na CIM do Alto Minho envolvem os dez municípios da região, duas organizações não-governamentais especializadas, o Gabinete de Atendimento à Família (GAF) de Viana e o Centro Social e Paroquial de Vila Praia de Âncora, bem como vários organismos da administração pública das áreas da educação, emprego, forças de segurança, justiça, saúde, segurança social.

Os acordos assinados integram-se “na nova geração de protocolos promovidos pela secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade”. A parceria “vai permitir criar e potenciar a rede local, com o intuito de combater o flagelo da violência doméstica e de género”.

Presente na sessão, o presidente da CIM do Alto Minho e da Câmara de Viana, José Maria Costa, sublinhou a importância do “trabalho conjunto” que vai ser realizado por “municípios, movimento associativo e entidades públicas” para combater um “flagelo da sociedade”.

“Acredito que dentro de um ano, e após este trabalho conjunto, vamos poder dizer que demos um passo em frente para eliminar este flagelo da nossa sociedade e um fator que nos empobrece”, destacou o autarca socialista.

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