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Braga

Condenado do processo “Máfia de Braga” quer submeter-se ao teste do “detetor de mentiras”

Pedro Bourbon apanhou 25 anos de prisão por sequestro e homicídio de um empresário de Braga, cujo corpo acabou dissolvido em ácido sulfúrico

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Foto: DR/Arquivo

O arguido do processo “Máfia de Braga” Pedro Bourbon, que se mantém em prisão preventiva depois de recorrer da sua condenação a 25 anos de prisão, requereu aos Serviços Prisionais que o deixem submeter-se ao teste do polígrafo.

No requerimento, a que a agência Lusa teve hoje acesso e interposto pelo seu advogado, Lopes Guerreiro, o arguido pede à Direção Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais que lhe conceda uma “saída administrativa especial” da cadeia de Vale de Judeus, onde cumpre a prisão preventiva, para pode realizar o teste do polígrafo.

Em alternativa, o arguido pede permissão para se submeter ao chamado “detetor de mentiras” no próprio estabelecimento prisional onde se encontra.

Para Pedro Bourbon, “vislumbra-se pertinente e não despiciendo” um tal exame, já que poderá, por si só ou em conjunto com outros dados já apurados, “contribuir de modo substancial para a descoberta da verdade dos factos nesse processo e noutros com esse contexto que, ora, vão brotando à luz”.

O teste seria também, segundo o arguido, um “meio crucial” para “repor, na esfera pessoal e social, a dignidade e respeito do seu bom nome e reputação, por ora molestados”.

Pedro Bourbon é uma das seis pessoas que o Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou, em 20 de dezembro de 2017, a 25 anos de prisão, a pena máxima permitida em Portugal, por sequestro e homicídio de um empresário de Braga, cujo corpo acabou dissolvido em ácido sulfúrico.

Em 17 de outubro de 2018, o Tribunal da Relação do Porto confirmou cinco das seis penas máximas – sendo a restante reduzida para 23 de cadeia –, pelo que todos os arguidos recorreram para o Supremo Tribunal de Justiça, esperando agora que aquela instância superior marque a audiência para alegações.

Em primeira instância ficou provado que os seis principais arguidos deste caso organizaram-se entre si, criando uma estrutura humana e logística com o propósito de sequestrar um empresário de Braga, de o matar e de fazer desaparecer o seu cadáver.

Com isso, pretendiam impedir a reversão de um estratagema mediante o qual o património dos pais da vítima fora passado para uma sociedade controlada por dois dos arguidos.

Na execução daquele propósito, e depois de terem monitorizado as rotinas da vítima, quatro dos arguidos dirigiram-se, em 11 de março de 2016, a Braga, em dois carros roubados no Porto, numa empresa de comércio de automóveis.

“Abordaram o empresário por volta das 20:30” daquele dia, “meteram-no no interior de um dos veículos automóveis e levaram-no para um armazém em Valongo, onde o mataram por estrangulamento, acabando por dissolver o cadáver em 500 litros de ácido sulfúrico, já noutro armazém, sito em Baguim do Monte”, no concelho de Gondomar, sustenta a acusação.

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Braga

Braga: Sócios da TLCI separam-se ao fim de 25 anos – “Foi um divórcio amigável”

Empresa de Braga, que engloba a Phone House, tem mais de uma centena de lojas em Portugal, cerca de 800 colaboradores e faturação na ordem dos 80 milhões

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Capa Pereira (segundo à esquerda) ouve Jorge Martins (de costas, à direita) numa visita da InvestBraga. Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O Grupo TLCI, de Braga, que opera na área das telecomunicações, foi objeto de uma reestruturação, com a alienação da totalidade das participações detidas por José Manuel de Capa Pereira ao sócio Jorge Martins.

O conhecido empresário bracarense, que foi presidente da Associação Industrial do Minho (AIMinho), disse a O MINHO que se vai manter na área empresarial em Braga, nomeadamente na do imobiliário.

“Foram 25 anos de trabalho no setor, onde, em vários aspetos fomos pioneiros”, disse.

A TLCI, que engloba a Phone House, tem mais de uma centena de lojas em Portugal, cerca de 800 colaboradores e um volume de negócios na ordem dos 80 milhões de euros.

Ao Jornal de Negócios, Capa Pereira refere que os sócios tinham “diferentes estratégias relativamente à forma de conduzir o futuro das empresas do grupo, especialmente a Phone House”. Ainda assim, diz, trata-se de um “divórcio amigável”.

“Dirimimos as nossas divergências de forma recatada. Foi um divórcio amigável”.

Criado em 1992 por um grupo de acionistas liderado por Capa Pereira, o Grupo TLCI contava, desde 1994, com a participação acionista e executiva paritária de Jorge Martins e de José Manuel Capa Pereira.

Com a reestruturação do Grupo TLCI, a Exclusive5M – Serviços, SA, sociedade maioritariamente detida por Jorge Martins, adquiriu à Imominius – Sociedade Imobiliária, SA, sociedade detida por José Manuel de Capa Pereira, as participações sociais correspondentes a cinquenta por cento de cada uma das sociedades que integram o Grupo TLCI: a TLCI2 – Soluções Integradas de Telecomunicações, S.A., a MMCI – Multimédia, S.A., a Mobile World – Comunicações, S.A., a Digital Place – Comunicações e Serviços Digitais, S.A. e a The Phone House – Comércio e Aluguer de Bens e Serviços, S.A..

O Grupo TLCI é atualmente um dos principais players nacionais do mercado dos produtos e serviços de telecomunicações e multimédia, um parceiro de referência das operadoras de telecomunicações.

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Braga

Vento forte: Braga deixa aviso à população

INFORMAÇÃO MUNICIPAL

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O Município de Braga deixou hoje um aviso à população devido ao vento forte previsto para os próximos dias.

AVISO À POPULAÇÃO

Vento forte

No seguimento das informações prestadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e de acordo com a informação meteorológica disponibilizada, prevêem-se para as próximas 48 horas condições meteorológicas adversas, nomeadamente vento forte.

Hoje – 13 Novembro:

• A partir do final da tarde, períodos de chuva, no Minho;

• Vento do quadrante oeste por vezes forte na faixa costeira ocidental com rajadas até 60 km/h e forte nas terras altas, com rajadas até 100 km/h a partir do início da noite.

Quinta-feira – 14 Novembro:

• Períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada no Norte;

• Vento do quadrante oeste, forte no litoral oeste, com rajadas até 85 km/h no Norte.

Sexta-feira – 15 Novembro:

• Aguaceiros fracos, em especial no litoral Norte;

• Vento noroeste por vezes forte no litoral oeste com rajadas até 60 km/h, e com rajadas até 75 km/h nas terras altas.

Em função das condições meteorológicas previstas, a Divisão Municipal de Protecção Civil faz as seguintes recomendações:

· Garantir a adequada fixação de estruturas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

· Especial cuidado na circulação e permanência junto a áreas arborizadas, mantendo-se atentos à possibilidade de queda de ramos e árvores;

· Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.

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Braga

Ativista Greta Thunberg convidada a vir a Portugal por proposta de deputado de Braga

José Maria Cardoso (Bloco de Esquerda)

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A jovem ativista sueca Greta Thunberg deverá passar por Portugal na viagem de barco que iniciou hoje dos Estados Unidos para cruzar o Atlântico e participar na Cimeira do Clima (COP25) de Madrid.

A possibilidade de Greta Thunberg passar por Portugal foi avançada hoje por Elayna Carausu, que viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde (“A Vagabunda”) e que se ofereceu para a levar até Madrid.

“Uma decisão espontânea de mudar a nossa casa para o outro lado do oceano, mas nós amamos a Europa, por isso estamos ansiosos [para comer] um caldo verde à chegada”, disse hoje Carausu na sua conta no Instagram, sugerindo que o porto de chegada será em Portugal.

“Estou satisfeita por anunciar que espero chegar à COP25 em Madrid [que se realiza entre 02 e 13 de dezembro]”, disse Thunberg, de 16 anos, na terça-feira, na rede social Twitter.

A ativista viaja com os australianos Riley Whitelum e Elayna Carausu, que documentam as suas viagens por todo o mundo no YouTube, estando ainda no barco a sua filha, Lenny, de 11 meses, e a marinheira inglesa Nikki Henderson.

A provável passagem de Greta Thunberg por Portugal encaixa com uma proposta aprovada na terça-feira na comissão parlamentar de Ambiente da Assembleia da República no sentido de convidar a jovem sueca a vir a Portugal.

A proposta foi apresentada pelo presidente da Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, José Maria Cardoso (deputado do BE eleito por Braga), e mereceu a aprovação dos deputados.

Foto: Arquivo

“Foi uma proposta apresentada por mim e aprovada por unanimidade, que foi assumida por toda a comissão. Esta é uma vontade que vem já da anterior legislatura”, disse José Maria Cardoso, em declarações à Lusa.

De acordo com o presidente da comissão parlamentar de Ambiente, considerou-se agora ser “mais possível” a vinda de Greta a Portugal, tendo em conta que a ativista vai participar, em dezembro, numa conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as alterações climáticas em Madrid, Espanha.

“A vinda [de Greta Thunberg] a Portugal servirá para reconhecer o trabalho desta ativista no que se refere às alterações climáticas […] e também responde à vontade manifestada por vários grupos de jovens”, acrescentou.

Esta proposta segue agora para deliberação pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e só após esta decisão é que será endereçado um convite à jovem sueca e agendada uma data.

Greta Thunberg viajou em agosto do Reino Unido para Nova Iorque no veleiro ecológico de Pierre Casiraghi, o filho mais novo de Carolina de Mónaco, para participar da Cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, em setembro.

A ativista, que tirou um ano sabático, pretendia viajar pelas Américas, por terra, até ao Chile, onde a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP25) estava inicialmente agendada.

O governo chileno, no entanto, cancelou a organização do evento devido aos fortes protestos sociais que há semanas abalam este país sul-americano.

Thunberg evita viajar de avião para conscientizar sobre seu impacto na crise climática e pediu ajuda para chegar a Madrid, onde se vai agora realizar a cimeira.

A jovem iniciou uma greve à escola em setembro de 2018 em frente ao parlamento sueco para apelar à tomada de medidas contra as alterações climáticas, que inspirou um movimento global que a levou a ser recebida pelos líderes mundiais e a falar em conferências.

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