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Alto Minho

Comédias e Teatro do Frio partilham criação de nova peça com aldeias do Alto Minho

Cultura

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Foto: Divulgação

As companhias Comédias do Minho e o Teatro do Frio, do Porto, vão partilhar com dez aldeias do Vale do Minho o processo criativo da nova coprodução que vão estrear no verão.

“Achámos por bem partilhar e estarmos junto destas pessoas não só no objeto final, mas – por que não – oferecer um bocadinho deste processo criativo, deste namoro entre as duas companhias”, afirmou hoje à agência Lusa o diretor artístico do Teatro do Frio, Rodrigo Malvar.

As apresentações intercalares da coprodução “Eco – Reverberações no Vale do Minho”, vão decorrer entre os dias 12 e 28, em freguesias dos concelhos de Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Melgaço, Valença e Monção, sendo que a estreia da peça está prevista para finais de junho, início de julho.

“Decidimos abrir o processo criativo às pessoas das várias freguesias destes cinco concelhos para que pudessem ter acesso a uma forma ainda que algo bruta, mas cuidada, ao que será o espetáculo final”, especificou Rodrigo Malvar.

O diretor artístico do Teatro do Frio realçou ainda que o processo criativo do novo espetáculo está a ser desenvolvido de forma “colaborativa”.

“Existe a figura da direção artística, mas todos os atores são encarados como criadores que podem contribuir para o desenvolvimento do conceito. Os atores mais do que intérpretes são criativos e seres que pensam, que têm opinião sobre os temas e que podem propor pensamentos, textos, ações que se montam como um ‘puzzle’ no conceito da dramaturgia”, explicou o cofundador do Teatro do Frio.

Rodrigo Malvar adiantou que o projeto da nova coprodução “partiu de várias conversas entre as duas companhias sobre as relações de interdependências dos vários ecossistemas presentes no território”.

“Podemos ver esta criação como um grande ciclo que abarca várias realidades. Nestas apresentações intercalares vamos debruçar-nos sobre a questão da comida. Como nos alimentamos, como alimentamos o território, como isto se processa em termos de alimentos”, adiantou.

A direção artística da nova coprodução é repartida por Rodrigo Malvar e Catarina Lacerda e a interpretação está a cargo de Joana Magalhães, Rui Mendonça, Luís Filipe Silva, Maria Luís Cardoso, Sara Neves.

As primeiras apresentações intercalares, que vão decorrer sempre às 21:00, acontecem no dia 12 e 13, nas Juntas de Freguesia de Covas e de Cornes, respetivamente.

Nos dias 14 e 15 decorrerão em Romarigães e Ferreira, Paredes de Coura, e a 19 e 20, na sede da Associação dos Fronteiriços, em Cristóval e Centro Cívico de Castro Laboreiro, em Melgaço.

Em Valença, a primeira apresentação intercalar está marcada para dia 21 no auditório de Verdoejo, sendo que no dia seguinte ocorrerá na Junta de Freguesia de Gandra.

As apresentações intercalares terminam em Monção, nos dias 27 e 28. Primeiro no edifício da antiga Junta de Freguesia de Sá (União de Freguesias Messegães, Valadares e Sá) e no segundo dia na antiga Junta de Freguesia de Sago (União de Freguesias de Sago, Lordelo e Parada).

O Teatro do Frio – Pesquisa Teatral do Norte é um coletivo de pesquisa, criação e produção teatral oficialmente constituído em 2005.

As Comédias do Minho são um projeto cultural dos municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova da Cerveira.

O grupo, com sede em Paredes de Coura, assenta a sua atividade em três eixos de intervenção – o teatro, mas também um projeto pedagógico -, apostando na formação artística dos jovens, e um projeto comunitário, difundindo e dinamizando projetos das comunidades, apoiando também a formação de grupos de teatro amadores.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo quer reforço de 220 mil euros para investir em obras

Obras Públicas

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A maioria PS na Câmara de Viana do Castelo vai propor na quinta-feira, em reunião do executivo, a segunda revisão orçamental de 2020 para enquadrar um reforço de 220 mil euros, resultantes da reprogramação de fundos comunitários.

Em comunicado hoje enviado às redações, a autarquia da capital do Alto Minho explicou que aquele montante será investido em obras “nos domínios da reabilitação urbana, redes de abastecimento de água e águas residuais e ainda equipamentos escolares”.

Segundo o município, “as alterações propostas identificam ações e projetos que anteriormente não tinham elegibilidade no Quadro Comunitário do Portugal 2020, bem como alguns projetos que passam a ter financiamento na sua totalidade”.

“Esta revisão orçamental permite-nos avançar de imediato para a abertura de procedimentos concursais, garantindo a maturidade necessária para a apresentação das candidaturas resultante da reprogramação em curso”, lê-se no documento a apresentar pela maioria socialista na autarquia.

Em causa, está o reforço de 220.324,28 euros, “em rubricas como escolas, sistema de drenagem de águas residuais, captação e distribuição de água, viadutos, arruamentos e obras complementares, e ainda obras na rede viária municipal, entre outros”.

Contactada pela agência Lusa, a bancada do PSD, composta pelos vereadores Cristina Veiga e Hermenegildo Costa, afirmaram que o “sentido de voto ainda não está definido, mas que o partido tem uma ideia muito clara sobre o assunto”.

“Não consideramos prioritária a concretização de obras públicas na fase atual. Esta segunda revisão orçamental visa, sobretudo, viabilizar projetos de obras públicas, que seriam mais oportunas noutras circunstâncias e noutro período de tempo, não tão próximo de um período eleitoral”, referem os dois vereadores.

Segundo os social-democratas, “os compromissos para com os vianenses, nesta fase tão crítica, deveriam passar por outras opções, que teriam que passar necessariamente por um apoio efetivo às pessoas, às famílias e à atividade empresarial e comercial local, de modo a mitigar os problemas socioeconómicos surgidos, entretanto, com a crise originada por este estado pandémico”.

“É importante responder eficazmente aos constrangimentos em termos de empregabilidade, de capacidade económica das famílias e dos munícipes, da sustentabilidade da atividade dos comerciantes e empresários, de modo a minimizar os impactos que esta crise vai provocar no âmbito económico e socioeconómico. Esta é, sem dúvida, a nossa preocupação fundamental – criar o bem-estar pessoal, social e económico de todos, pessoas e agentes económicos, de modo a ultrapassarmos, de forma crucial e sustentável, esta fase que está a criar dificuldades a quem é mais vulnerável”, sustentam”.

Já a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, disse à Lusa que irá abster-se, remetendo para quinta-feira uma declaração de voto sobre este ponto.

A reunião camarária do executivo, com 28 pontos na ordem de trabalhos, vai decorrer, na quinta-feira, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

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Alto Minho

Violinista de Ponte de Lima entre os 14 melhores do mundo em concurso de Jazz

João Silva é de Freixo

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Foto: DR

João Silva, violinista profissional natural de Freixo, Ponte de Lima, é um dos 14 semi-finalistas do Seifert Competition, o mais importante concurso mundial para violinistas de jazz.

A viver em Barcelona há 8 anos, onde integra vários projetos relacionados com diferentes estilos, o músico de 29 anos decidiu participar neste concurso quando a covid-19 interrompeu os concertos que dava no Palácio Del Flamenco, na Praça de Catalunha, um dos locais turísticos mais visitados na Europa.

“Como fiquei em confinamento e com algum tempo, decidi selecionar e enviar algum material para o concurso, que se realiza na Polónia, e acabei por ser apurado para as semi-finais, com mais 13 outros violinistas”, conta o jovem talento a O MINHO.

O conceituado concurso conta com dezenas de participantes de todo o mundo e almeja distinguir o melhor violinista de jazz. E João é o primeiro português a chegar tão longe.

Em Portugal, começou no Racho Infantil e Juvenil de Freixo, passou pela Escola Profissional de Música em Viana do Castelo, onde explorou uma vertente mais clássica da música com o violino. Passou depois três anos em Lisboa onde estudou no Hot Club de Portugal – e onde desenvolveu a paixão pelo jazz e pelo improviso.

“Depois vim para Barcelona e ainda por cá estou, tenho grupos, tiro formações e já gravei vários discos”, conta. Toca em clubes de jazz, bares musicais, mas a maior parte dos concertos são dados em salas, clubes e festivais. Viaja também pela Europa em digressão pelos maiores festivais de jazz.

A semi-final, marcada para o próximo dia 08 de julho, será transmitida via streaming, face à pandemia, e o voto do público conta, como explica o músico.

“Há gente de todas as partes do mundo e como não estamos em tempo de viagens, a organização decidiu realizar o concurso via digital. Se passar a meia-final, toco na final no dia 10”, sublinha.

Com concertos perante milhares de pessoas, como no caso do Festival Jazz Grand Canaria, João já está habituado à pressão, que combate com um bom improviso, ou não tivesse sido esse o motivo de seguir este estilo musical desde cedo.

“O objetivo é tocar a minha música de forma a que as pessoas gostem. É sempre esse o meu objetivo, seja em casa, num grande festival ou num concurso”, adianta.

E, embora a partir de Barcelona, estará a jogar em casa, uma vez que as suas duas grandes influências no violino são polacas, como Adam Baldych, estrela que, desde há um ano, tem feito parcerias com o limiano.

Mas também tem presente as grandes influências mundiais, como Miles Davis, no trompete, ou Coltrane, o eterno azul do saxofone.

Sobre a entrada deste estilo mais rebelde na vida, João recorda que já ouvia jazz em Ponte de Lima, mas não de uma forma aprofundada: “Quando acabei de estudar em Viana fui para Lisboa estudar clásssicas quando tive contacto com músicos de jazz, comecei a ver que o improviso era uma forma de composição instantânea e percebi que era o caminho para poder tocar a minha música e expressar-me de uma forma mais livre”.

Para o futuro, não prevê um regresso a Portugal, embora admita que o regresso poderá estar nos planos a longo prazo. “Neste momento tenho vários projetos em Barcelona que estão a correr muito bem e que me deixam feliz, por isso é que não regresso, embora saiba que poderia ter trabalho no meu país”, admite.

Para além de jazz, João ganha a vida a tocar flamenco e música balcânica nos grandes clubes de Barcelona. “Mas o jazz e a improvisação são a minha base”, reforça.

João Silva toca no próximo dia 08 de julho, via streaming, através da página de Facebook do concurso, e todos os que assistirem poderão votar e influenciar o resultado final.

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Alto Minho

GNR recupera material roubado de casa em Ponte da Barca

Crime

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Foto: GNR

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Arcos de Valdevez recuperou, na terça-feira, diverso material furtado de uma habitação no concelho de Ponte da Barca, anunciou hoje aquela força militar.

Os militares recuperaram dois velocípedes com motor, uma máquina agrícola e uma televisão.

“No âmbito de uma investigação policial que decorria há duas semanas por furto em residência, os militares da Guarda apuraram que os suspeitos, de 30 e 33 anos, introduziram-se numa habitação através de arrombamento e furtaram vários bens”, refere comunicado da GNR.

Os dois suspeitos têm antecedentes criminais relacionados com furtos.

Foram constituídos arguidos e os factos remetidos para o Tribunal Judicial de Ponte da Barca.

A ação contou com o reforço do Posto Territorial da GNR de Ponte da Barca.

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