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Braga

Clima: Manifestantes pedem em Braga medidas “urgentes e eficazes”

Manifestações decorreram em mais de 170 países

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Foto: Fábio Machado / O MINHO

O protesto “pela espécie” marcada hoje para várias cidades juntou em Braga cerca de 40 manifestantes “mais miúdos que graúdos”, que exigiram medidas “urgentes e eficazes” contra as alterações climáticas e a “possibilidade de terem um futuro”.

Braga faz parte da lista de mais de 30 cidades portuguesas onde se estão a realizar manifestações e “gritos de alerta” no âmbito da greve climática global que também está a acontecer em mais de 170 países.

“Nós merecemos um futuro”, cantarolava um grupo de jovens, entre os 16 e os 20 anos: “Somos a última geração que pode salvar o planeta, eu sei que isto já é quase um ‘cliché’, mas é um facto. Se nos acomodarmos e não nos levantarmos do sofá os nossos netos não vão ter planeta para viver”, explicou à Lusa, Luis Amândio, 18 anos.

Os cartazes eram poucos, as vozes ecoavam pela Praça da República, entre os olhares curiosos de alguns turistas que acabaram por se juntar ao protesto: “Não sabíamos do protesto, mas estamos solidários com esta juventude. A nós, pessoalmente é um tema que não afetará muito, já passamos os 70 anos e não temos filhos. Mas temos essa consciência”, referiu Phill Maining, inglês.

A meio do protesto “em jeito de festa”, embora lembrando que as alterações são “coisa séria”, os manifestantes calaram-se quando se depararam com a líder nacional do Bloco de Esquerda, Cataria Martins que se juntou ao protesto.

“Ter aqui uma líder partidária dá-nos visibilidade, mas isto não é uma ação política. É uma ação pela Humanidade”, referiu Patrícia Carvalho, 23 anos, estudante da Universidade do Minho.

Entre os pedidos deixados “aos grandes”, os jovens pediram “medidas eficazes e urgentes” e não apenas “propaganda”.

“Temos pouco interesse em que este seja um tema da campanha [eleitoral], que sejam prometidos mundos e fundos e depois nada seja feio. Algo tem que ser feito”, salientou Luis Amândio.

Um outro grupo lembrou que “só Portugal pouco pode fazer”, mostrando agrado pela adesão que o protesto está a ter pelo mundo.

“Somos muito poucos aqui, uns milhares em Lisboa, no Porto e nas restantes cidades não sabemos. Mas sabemos que por todo o mundo há gente que saiu à rua. Tenho esperança que seja o início do caminho para que não haja um fim para o nosso mundo”, finalizou Patrícia Carvalho.

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Braga

Suspeito de abusar de enteadas detido pela PJ em Vila Verde

Abuso sexual de criança

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga anunciou hoje a detenção de um homem de 48 anos, residente em Vila Verde, por alegado abuso sexual de duas enteadas desde 2015 até à atualidade.

Em comunicado, a PJ refere que o homem foi detido fora de flagrante delito e é “suspeito da eventual prática de vários crimes de abuso sexual de crianças”.

O detido vai ser presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

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Braga

Braga vai investir 617 mil euros no Theatro Circo – e 400 mil são para o modernizar

Ao longo dos próximos quatro anos

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Foto: DR / Arquivo

O Theatro Circo, em Braga, vai investir 617 mil euros ao longo dos próximos quatro anos, sendo a maior fatia, de cerca de 400 mil euros, destinada a equipamentos, disse hoje a administradora à Lusa.

Segundo Cláudia Leite, em causa está aquisição de novos equipamentos de luz, som e projeção, além da renovação de toda a maquinaria de cena.

“O Theatro já reabriu há bastante tempo [em 2006, após profundas obras de remodelação] e já se justifica o reinvestimento na modernização dos equipamentos”, referiu.

Em termos estruturais, terão também lugar obras de ampliação dos espaços de trabalho, uma necessidade já identificada há meia dúzia de anos.

“As equipas têm vindo a crescer e os espaços de trabalho já não são adequados. Hoje em dia, há equipas de teatro a trabalhar em espaços improvisados e de passagem. A ideia é termos escritórios condignos para todas as equipas”, disse ainda Cláudia Leite.

A responsável adiantou que haverá a preocupação de as intervenções causarem “o menor impacto possível” na atividade normal do teatro.

Uma parte das equipas vai trabalhar provisoriamente no edifício gnration, mas o teatro tentará manter a programação normal.

“Temos uma função de serviço público que não pode ser, nem será, descurada, prejudicada ou interrompida”, vincou a administradora.

O Theatro Circo foi inaugurado em 21 de abril de 1915.

Em 1986, a Companhia de Teatro de Braga tornou-se a estrutura residente do Theatro Circo e, para além de assegurar produção teatral própria, também assumiu responsabilidades na programação artística.

Um ano depois, a Câmara Municipal de Braga adquiriu a quase totalidade do capital acionista do Theatro.

Em 1999, teve início o processo de remodelação do edifício, que foi submetido a profundas obras de restauro e requalificação, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre a Câmara de Braga e o Ministério da Cultura.

A requalificação incluiu o restauro de todo o imóvel, com “total respeito” pela sua arquitetura e o reforço e a consolidação da estrutura e sua segurança.

Segundo o ‘site’ do Theatro, o objetivo foi a reconversão do “num grande complexo cultural, capacitado com a mais atual e completa tecnologia cénica e sonora, capaz de responder às necessidades da arte contemporânea nas suas mais variadas dimensões”.

Para além da sala principal, com lotação de 897 lugares, o equipamento foi complementado com duas novas salas: um pequeno auditório com 236 lugares e uma sala de ensaios.

Foi ainda aumentada a sua capacidade nas zonas de apoio, com a dotação de novos camarins e armazéns.

A requalificação incluiu também a reposição da traça original do salão nobre, libertando-o das alterações que foi sofrendo ao longo dos anos.

O teatro reabriu em 27 de outubro de 2006.

Dois anos depois, o município adquiriu as restantes ações e tornou-se detentor de 100% do capital da empresa.

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Braga

Prisão efetiva para cinco examinadores de condução de centro de exames de Vila Verde

Caso com 47 condenados, envolveu escolas de Vila Verde, Barcelos, Ponte de Lima, Vizela e Guimarães. Tribunal da Relação reduziu as penas a três deles

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Penas de prisão efetiva confirmadas pelo Tribunal da Relação de Guimarães. Os juízes decretaram-na, para cinco ex-examinadores do centro de exames da ANIECA- Associação Nacional dos Industriais de Condução, que existia em Vila Verde. Por corrupção nos exames, teóricos e práticos, para obtenção de cartas de condução.

ANIECA. Foto: O MINHO / Arquivo

Em princípio, apenas o examinador, Joaquim Oliveira, pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça, dado que a sua pena é de oito anos. Aos outros, aplica-se o princípio da dupla conforme, ou seja, o de que a decisão se torna definitiva quando é aplicada duas vezes.

Aquele Tribunal da Relação diminuiu as penas a Joaquim Oliveira, de dez para oito anos, a José Miguel Mota, de seis para cinco anos e seis meses, e a João Abreu, de sete para cinco anos e seis meses.

Os juízes mantiveram as penas a 25 outros condenados em primeira instância no Judicial de Braga, não alterando as de prisão efetiva, dos examinadores, João Ribeiro, (quatro anos e três meses) e João Cancela (quatro e nove meses).

Estes cinco arguidos ficam, ainda, obrigados a entregar ao Estado um total de 730 mil euros.

47 condenados

Em 2018, o Tribunal condenou, ao todo, 47 arguidos, 42 com penas suspensas,entre examinadores, donos de escolas de condução, instrutores e alunos. Estes arguidos ficaram obrigados a entregar quantias em dinheiro – de cinco a mil euros – a diversas instituições sociais.

O Coletivo de Juízes sentenciou, ainda, um agente da GNR, que apanhou dois anos e meio por alegadamente ter pedido favores para três alunos. Houve, ainda, dois arguidos absolvidos.

O tribunal considerou provado que os alunos eram auxiliados pelos examinadores, a troco de quantias monetárias que, em média, variavam de 1.000 a 1.500 euros, no caso dos exames teóricos, e de 100 a 150 euros nos práticos.

Mas havia quem pagasse mais, como foi o caso do futebolista Fábio Coentrão, que desembolsou 4.000 euros, tal como o próprio testemunhou em tribunal. O caso envolveu escolas de Vila Verde, Barcelos, Ponte de Lima, Vizela e Guimarães, sendo que os factos decorreram entre 2008 e 2013.

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