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Ciclista atropelado com fuga em Cabeceiras de Basto já não corre perigo de vida

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Um ciclista que sábado de tarde foi atropelado gravemente, com fuga da parte de quem chocou com a vítima, em Cabeceiras de Basto, assistido pelo Serviço de Emergência do Hospital de Braga, não corre perigo de vida e apesar de ter prognóstico muito reservado.

A situação mais preocupante será alguns coágulos sanguíneos na zona cerebral, valendo o capacete que se manteve sempre na cabeça da vitima durante o embate, havendo ainda costelas fraturadas e politraumatismos nos membros inferiores e superiores do ciclista, o que no entanto não impediu uma evolução positiva durante a noite no Hospital de Braga para onde foi transportado por Bombeiros Voluntários Cabeceirenses e VMER do INEM.

Foto: O MINHO

Pedro Pereira, de 37 anos, casado, foi encontrado por uma testemunha, já inconsciente, na berma da Estrada Nacional 311, na localidade de Cernadela, da União de Freguesias de Refojos de Basto, Outeiro e Painzela, em Cabeceiras de Basto, tendo a transeunte, ao aproximar-se da vítima, para a socorrer, presenciado um automóvel, que estava em fuga.

O ciclista, Pedro Pereira, que reside a cerca de 500 metros do local do acidente, estava a iniciar uma deslocação a Arco de Baúlhe, onde era esperado pelo sogro, para fazerem de seguida um passeio de bicicleta, quando alegadamente foi colhido por um automóvel na berma, onde caiu desemparado, sem o apoio do atropelante, segundo apurou O MINHO.

A bicicleta, que tinha sido comprada há uma semana, estava completamente amolgada e “feita num oito”, devido à violenta pancada que sofreu, no choque com o outro veículo.

Foto: O MINHO

A vítima foi socorrida pelos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses e por uma médica e uma enfermeira da Viatura Médica de Emergência e de Reanimação (VMER) do INEM baseada no Hospital de Guimarães e de acordo com informações clínicas, a forma como a vítima foi logo estabilizada no local e transportada para Braga terá sido determinante a fim de preservar a vítima, tendo a médica do INEM feito tal viagem sempre ao seu lado.

A ocorrência foi já registada pelo Posto Territorial da GNR de Cabeceiras de Basto, que está a investigar as circunstâncias do choque rodoviário, seguido de fuga, que constitui um crime de especial omissão de auxílio, estando a tentar-se identificar o automobilista.

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Guimarães

Dança contemporânea regressa a Guimarães com o GUIdance em fevereiro

No Centro Cultural Vila Flor.

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O GUIdance – Festival Internacional de Dança Contemporânea regressa a Guimarães de 07 a 17 de fevereiro, com uma edição que tem como “grande característica” estreias absolutas, e espetáculos “especialmente para a família”.

Apresentado esta quinta-feira, o programa da nona edição daquele festival inclui 11 espetáculos, dos quais seis vão ser apresentados ao público pela primeira vez, com destaque para o novo trabalho de Vitor Hugo Pontes e para a estreia da banda Mão Morta no evento.

Com “a marca de origem portuguesa” a marcar “presença em peso”, o cartaz do GUIdance conta com nomes como Jonas & Lander, Miguel Moreira (Útero), Sara Anjo, Maurícia | Neves, Ainhoa Vidal, Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão.

“Todos nós, quando o pano levantar, vamos ver algo novo pela primeira vez. Esta é grande característica da 9.ª edição”, salientou o diretor artístico do GUIdance, Rui Torrinha.

Foto: Divulgação

O evento abre a 07 de fevereiro com “Drama”, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), de Vitor Hugo Pontes, que prolonga, nesta nova criação, o trabalho laboratorial de procura de uma nova linguagem artística, situada algures entre a palavra e o movimento, partindo da peça seminal de Luigi Pirandello “Seis Personagens à Procura de Um Autor”.

No segundo dia do GUIdance entram em cena, na Black Box da Fábrica ASA, os Mão Morta, que dão assim resposta a um “desafio” e, juntamente com a coreógrafa Inês Jacques, apresentam um “projeto inédito” que junta os seis músicos da banda a seis de bailarinos para apresentarem “uma desconstrução do espetáculo de música e de dança”, a que deram o nome de “No Fim Era o Frio”.

No dia nove, sábado, “a dança tem 3 vidas”, começando com “Um Ponto que Dança”, espetáculo-oficina de Sara Anjo, a partir do livro com o mesmo nome que a artista escreveu, com ilustrações de Martina Manyà.

Segue-se a estreia absoluta de “anesthetize”, de Maurícia | Neves, coreógrafa e performer, mas também autora de instalações e música, que fez nascer uma peça para três corpos femininos. O último espetáculo do dia será pela companhia Wang Ramirez, que se estreia em Portugal com “EVERYNESS”, peça que traz para o palco o tema das relações humanas, seja a amizade ou o amor romântico.

Dia 13, a “segunda ronda de espetáculos” abre, tal como a primeira, com uma peça de Victor Hugo Pontes, que volta a trazer a cena a peça que estreou no CCVF em 2011, “Fuga Sem Fim, numa remontagem encomendada pelo GUIdance 2019.

No dia seguinte, 14 de fevereiro, mais uma estreia absoluta marca o programa: o espetáculo “Fraternidade I + II”, da autoria de Miguel Moreira, protagonizado pela companhia Útero, com cocriação e interpretação partilhada por Cláudia Serpa Soares, Francisco Camacho, Luís Guerra, Maria Fonseca, Miguel Moreira, Romeu Runa, Sara Garcia e Shadowmen.

Domingo, Jonas&Lander (Jonas Lopes e Lander Patrick) viajam até à Black Box da Fábrica ASA para revelar o seu “Lento e Largo”, um trabalho fabricado no Centro de Criação de Candoso, local onde em residência artística, em que os robôs que dançam são um dos elementos que contribuem para o que chamam de “poética da alucinação”.

O GUIdance encerra no dia 17, com vários espetáculos: “Oceano”, criado por Ainhoa Vidal, para “fazer sonhar” crianças dos seis meses aos 2 anos e “Dos Suicidados – O Vício de Humilhar a Imortalidade”, de Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão (outra estreia).

O festival fecha “em grande forma” com a Michael Clark Company e “to a simple, rock ‘n’ roll’ song.” pela primeira vez em Portugal, uma peça em três atos que presta homenagem a três das fontes de inspiração musical do autor (Erik Satie, Patti Smith e David Bowie).

A organização promete ainda “as essenciais” atividades paralelas que agregarão público, artistas, escolas e pensadores, havendo assim ‘masterclasses’ (08 e 15 fevereiro), “uma experiência única de trabalho criativo que permite a bailarinos e alunos de dança de nível avançado um contacto privilegiado com alguns dos mais conceituados criadores internacionais da dança contemporânea”.

Em 2019, as ‘masterclasses’ vão ter orientação das companhias Wang Ramirez e Michael Clark, havendo também debates (09 e 16 fevereiro), oficinas para famílias orientadas por Ángela Diaz Quintela (10 e 17 fevereiro) e ainda encontros que levarão Adolfo Luxúria Canibal e Victor Hugo Pontes às escolas do concelho de Guimarães (5 e 11 fevereiro), para partilharem os seus percursos, experiência de vida e as suas visões artísticas em contexto de sala de aula.

Os bilhetes já se encontram disponíveis, com o preço a variar entre os dois e os dez euros, havendo ainda a possibilidade de adquirir diferentes assinaturas para o festival que permitem assistir a quatro ou cinco espetáculos à escolha, pelo valor de 20, 25 ou 30 euros.

O programa completo do GUIdance pode ser consultado em www.ccvf.pt.

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Fafe

Detenção por ameaças a vizinhos em Fafe

Foram apreendidas armas de fogo.

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Foto: GNR

A GNR de Fafe deteve hoje um homem de 61 anos, pelo crime de ameaças, ao qual apreendeu várias armas de fogo e munições, informou a autoridade policial.

Ao que O MINHO apurou, o caso ocorreu na freguesia de Estorãos.

Segundo um comunicado enviado à Lusa, a detenção ocorreu no âmbito de uma investigação pelo crime de ameaças com recurso a arma de fogo entre vizinhos, que decorria há cerca de seis meses”.

Os militares realizaram uma busca domiciliária que permitiu a apreensão de duas espingardas, uma espingarda de pressão de ar, um revólver, uma pistola adaptada e 134 munições, de diversos calibres.

O suspeito foi constituído arguido e ficou sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.

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Guimarães

Câmara de Guimarães aprova isenção de IMI a 248 prédios do Centro Histórico

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Foto: Divulgação / Arquivo

A Câmara de Guimarães aprovou esta quinta-feira isentar do pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), durante cinco anos, 248 prédios situados no Centro Histórico da cidade.

A Câmara tinha recibo 265 pedidos de isenção de pagamento do IMI, contudo, 12 imóveis foram excluídos por não cumprir os requisitos.

O executivo municipal decidiu, em 16 de novembro, isentar os proprietários de imóveis no Centro Histórico de pagar o IMI, justificando a medida com uma “discriminação positiva”, porque a classificação como Património Mundial que aquela área ostenta “condiciona” os direitos dos proprietários.

À data, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, referiu que a medida levaria a autarquia a “perder” cerca de um milhão de euros.

Segundo consta na proposta levada na quinta-feira à reunião do executivo camarário, e que foi aprovada, “foram apresentados na Câmara Municipal 265 processos, dos quais, e após disponibilizado apoio técnico no sentido da sua devida instrução, foram validados 248 processos, tendo os demais sido excluídos por se encontrarem ou fora da área classificada, ou devolutos ou pela entrega do processo ter ocorrido fora do prazo fixado”.

“Esta isenção tem em conta uma discriminação positiva para quem perde quase o direto de propriedade”, disse, acrescentando que estes proprietários têm um “conjunto de restrições” que a autarquia quer compensar.

“É-lhes vedado o acesso do carro, há desassossego, tudo são restrições que queremos compensar. O proprietário de um prédio no Centro Histórico está muito mais condicionado do que fora do Centro Histórico”, explicou o autarca.

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