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Viana do Castelo

Cerca de 300 fiéis apoiam padre contestado (a quem apagaram as luzes da igreja) em Viana

Padre não foi bem recebido numa nova paróquia

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Foto: DR

Cerca de 300 pessoas de Subportela, em Viana do Castelo, participaram neste domingo na homenagem de apoio ao pároco da freguesia que, este mês, foi impedido pelos fiéis de Santa Leocádia de Geraz do Lima de tomar posse daquela paróquia.

Em nota enviada à Lusa, a organização da homenagem a padre Adão Lima explicou que a comunidade paroquial decidiu “unir-se para celebrar e agradecer ao padre Adão Lima pelos 17 anos como pároco” em que, além da “obra distinta” que “ergueu” naquela zona, criou “emprego a 58 pessoas”.

O padre Adão Lima é pároco nas paróquias de Deão e Subportela.

Viana: Fiéis desligam luzes e abandonam igreja à entrada de novo padre

O impasse na tomada de posse do padre na paróquia de Santa Leocádia de Geraz do Lima, com cerca de dois mil habitantes e situada a cerca de 20 quilómetros da cidade de Viana do Castelo, arrasta-se desde maio de 2019 na sequência da morte do pároco anterior, João Cunha, e da nomeação, pela diocese, do sucessor, o padre Adão Lima.

Os fiéis da nova paróquia entendem que “o padre Adão Lima é uma pessoa materialista, com grandes sinais de riqueza, autoritário, inacessível, não dialogante e um mau exemplo para a comunidade”.

Desde o início do diferendo, tanto o pároco em causa como a diocese, recusam fazer comentários sobre o assunto.

Hoje, um grupo de paroquianos de Subportela preparou uma homenagem “surpresa” ao padre Adão Lima.

“Sempre demonstrou para com todos, desde os de mais tenra idade, até aos de idade mais avançada, muita amizade e consideração. Como pastor que é, compartilha connosco todos os sofrimentos, lágrimas e amarguras, mas também as alegrias e os sorrisos, cuida e conhece cada um de nós, qual pastor cuida e conhece o seu rebanho. Que continue a ser para cada um de nós o pastor, o guia e o amigo de sempre. Saudações destes paroquianos que tanto o estimam”, refere a organização da manifestação de apoio hoje realizada.

O grupo constituído por cerca de dez paroquianos de SubPortela recordou que, “em 17 anos, o padre Adão Lima, ergueu, com a população, o centro social paroquial de Deão e o centro social e paroquial de Subportela”.

“Os centros de dia, os serviços de apoio domiciliário e a estrutura residencial para pessoas idosas, dão respostas a 170 pessoas idosas de Deão, Subportela, Santa Leocádia, Santa Maria e Moreira de Geraz do Lima, Deocriste, Barroselas, Portela Susã, Vila Franca, Mujães, Mazarefes, Lanheses”.

A organização adiantou que “também a creche, em Deão, acolhe 30 crianças”.

“O padre Adão gostou muito da nossa homenagem. Ficou muito feliz com esta manifestação de apoio, por estar a viver um momento triste”, disse a organização.

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Viana do Castelo

Foca resgatada com vida em Viana

Em Areosa

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Foto: Divulgação / Autoridade Marítima Nacional

Uma foca foi assistida e resgatada pelas autoridades na costa da freguesia de Areosa, em Viana do Castelo, onde o animal estava arrojado, foi hoje anunciado.

A foca deu à costa na orla marítima da praia do Porto de Vinha, junto ao campo de futebol do Areosense.

Terá sido encontrada por populares que deram o alerta para a autoridade marítima local, no caso, o comando da Polícia Marítima de Viana do Castelo, que assinalou a ocorrência.

A Polícia Marítima delimitou o espaço onde a foca se encontrava, desconhecendo-se as causas que levaram ao arrojo da mesma.

De forma a prestar a assistência ao mamífero aquático, deslocaram-se para o local elementos vindos do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM), situado em Quiaios, distrito de Aveiro, e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Depois de estabilizado e assistido, o animal foi transportado para Quiaios por elementos do CRAM, para posteriormente ser devolvido ao seu habitat.

O arrojo da foca ocorreu a 13 de fevereiro, mas só hoje foi divulgado pela Autoridade Marítima Nacional.

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Viana do Castelo

Incêndio destrói casa na cidade de Viana e desaloja inquilina

Rua João Paulo II

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Uma mulher foi transportada para o hospital na sequência de um incêndio urbano que deflagrou numa habitação na cidade de Viana do Castelo, durante esta madrugada, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

O incêndio terá tido início pelas 04:15 horas deste sábado, numa habitação da Rua João Paulo II, desconhecendo-se ainda a origem das chamas.

Como resultado do incêndio, verificou-se a destruição completa da sala e da cozinha da casa, ficando a mesma inabitável.

A vítima, inquilina, foi assistida no local e transportada para o Hospital de Viana, por suspeitas de intoxicação devido à inalação de fumo.

No local estiveram os Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, com três viaturas e nove operacionais, assim como os Voluntários de Viana, com sete operacionais e duas viaturas e uma ambulância de emergência médica do INEM.

A VMER de Viana fez acompanhamento da vítima.

A PSP registou a ocorrência.

(notícia atualizada às 12h44)

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Viana do Castelo

Em contraciclo com o país, porto de Viana cresce 16,5% na movimentação de carga

Autoridade da Mobilidade e dos Transportes

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Foto: Cedida a O MINHO / Arquivo

Os portos do continente movimentaram, no ano passado, 86,9 milhões de toneladas em carga, uma queda de 6,2% face ao ano anterior, de acordo com informação divulgada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Ao contrário de vários portos do país, o de Viana do Castelo encontra-se em crescimento, sendo o que mais aumentou a movimentação em todo o país.

O recuo nacional, que reflete, em volume, menos 5,7 milhões de toneladas, deve-se “maioritariamente ao comportamento do porto de Sines que perde quase 6,1 milhões de toneladas, por efeito da diminuição das importações de carvão e de petróleo bruto e da diminuição do volume de carga contentorizada, que atingiu um total de menos 4,9 milhões de toneladas, decorrente da quebra registada nas operações de ‘transhipment’”, revelou o regulador.

A queda no ‘transhipment’ é uma consequência das “perturbações laborais no Terminal XXI [Sines] no período de maio a agosto e de ter ocorrido, no mês de abril, um derrame de hidrocarbonetos no reabastecimento de um navio na zona do mesmo terminal”, explicou a AMT.

Segundo os mesmos dados, os portos de Aveiro, Figueira da Foz, Faro e Portimão “foram responsáveis, no seu conjunto, por uma quebra de 240 mil toneladas”, salientou o regulador.

Em sentido contrário, Leixões, Setúbal, Viana do Castelo e Lisboa “registaram variações positivas face ao ano de 2018, apresentando, respetivamente, +1,8%, +3,1%, +16,5% e +0,04%, a que corresponde um total de 595,5 mil toneladas”, lê-se no mesmo documento.

Os segmentos com “impacto mais negativo e que condicionam fortemente o desempenho do sistema portuário são a carga contentorizada, o carvão e o petróleo bruto, representando, no seu conjunto, 85,7% do total de 9,6 milhões de toneladas de carga perdida, considerando o movimento total”, destacou a AMT.

Com impacto positivo destacaram-se os mercados dos produtos petrolíferos em Sines, “com um acréscimo de quase 2 milhões de toneladas, representando 51% do total de 3,8 milhões de toneladas que totalizam os ganhos de carga nos vários mercados”, salientou a entidade.

Por outro lado, a carga contentorizada em Lisboa e os outros granéis líquidos em Sines e Aveiro “registaram ganhos de, respetivamente, 235 mil toneladas, 226 mil toneladas e 203,6 mil toneladas”, referiu o regulador.

Apesar do recuo verificado no ano passado, Sines continua a liderar no volume global de carga movimentada, com “uma quota de 48,1%, inferior em 3,6 pontos percentuais ao que detinha no final do ano de 2018″, seguindo-se Leixões (com 22,5%), Lisboa (13%), Setúbal (7,3%) e Aveiro (6,3%), segundo a informação divulgada.

No que diz respeito aos contentores, os portos do continente registaram no ano passado um volume de 2,7 milhões de TEU (medida aplicada aos contentores), “inferior em 8,9% ao valor de 2018”, o que corresponde a uma quebra de 266,4 mil TEU, da responsabilidade do porto de Sines.

A AMT divulgou ainda que nos portos comerciais registou-se, em 2019, “um total de 10.646 escalas de navios de diversas tipologias”, um aumento de 1,2% em número de escalas.

“Lisboa foi o porto que mais contribuiu para o crescimento global do número de escalas, registando +192 escalas do que em 2018 (+8%), seguido de Douro e Leixões (+1,2%), Setúbal (+1,3%) e Viana do Castelo (+8,7%). Aveiro, Figueira da Foz, Faro e Portimão registaram, no seu conjunto, -143 escalas”, informou o regulador.

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