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Francisco Rodrigues dos Santos, o jovem conservador admirador de Churchill que vai ser líder do CDS

38.º Congresso Nacional do CDS-PP

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Foto: Twitter

Francisco Rodrigues dos Santos, que vai ser este domingo eleito líder do CDS, é advogado, era o mais jovem dos candidatos, e fez um percurso ligado à Juventude Popular (JP), de que é presidente desde 2015, e é admirador de Churchill.

Foi notícia em 2018 quando a revista “Forbes” o considerou um dos “30 jovens mais brilhantes, inovadores e influentes da Europa” na categoria Direito e Política e entrou na lista “30 under 30”, dos trinta com menos 30 anos, pelo trabalho desenvolvido enquanto líder da JP, ultrapassando os 20.000 filiados.

A moção de estratégia global de Francisco Rodrigues dos Santos ao 28.º Congresso, que termina hoje em Aveiro, obteve a maioria dos votos dos delegados, e será hoje eleito presidente da Comissão Política Nacional.

Quase dois anos passaram e Francisco Rodrigues dos Santos tem hoje 31 anos. Desde então foi candidato a deputado pelo Porto – ficou à porta de São Bento – e lançou-se numa candidatura à liderança do partido, sendo o últimop a entrar na corrida, depois de abel Matos Santos, que o apoia, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila e Carlos Meira.

Francisco Rodrigues dos Santos nasceu em Coimbra em 29 de setembro de 1988 e estudou no Colégio Militar, em Lisboa, antes de se formar em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Filiou-se na JP em 2007 e no partido em 2011, era Paulo Portas presidente dos centristas. E no partido e na “jota” que começa a ser conhecido por “Chicão” e pelas suas posições conservadoras, contra a designação de casamento às uniões de pessoas do mesmo sexo, e contra a despenalização do aborto, um “dossier” que não quis “desenterrar” na campanha interna para a liderança.

Com o PSD e CDS no Governo, em coligação, trabalhou no gabinete de Mota Soares, ministro da Solidariedade e Emprego, e fez um percurso como autarca, primeiro na junta de freguesia de Carnide, em Lisboa, e depois como deputado municipal pelo CDS, para que foi eleito em 2017.

Admirador da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e do antigo presidente norte-americano Ronald Reagan, dois políticos conservadores, no dia em que admitiu candidatar-se, em 17 de outubro de 2019, citou uma frase de outro chefe de Governo do Reino Unido, também ele conservador, Winston Churchill: “O fracasso não é eterno, o sucesso não é definitivo, o que conta é coragem para continuar.”

Na história do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos não é o mais jovem a chegar à liderança.

Esse recorde é 29 anos e foi protagonizado pelo ex-presidente Manuel Monteiro, que, numa entrevista ao Público, admitiu que simpatiza com as suas ideias e o apoiaria, se pudesse e já fosse de novo militante.

Aos delegados do 28.º congresso, depois de ter sido criticado por muitos, até pela sua juventude – “não se preocupem que com o tempo passa”, iroonizou – apresentou-se como alguém em que se pode condiar: “Não adianta diabolizar-me. O partido conhece-me, estive diariamente disponível. Eu amo o meu partido. Eu sou um filho do meu partido.”

“Esta é a nova direita para Portugal. Peço aos avós e aos pais que acreditem em mim como acreditam nos seus netos e filhos. Aos jovens, aos da geração acima e abaixo, acreditem no CDS em Portugal, porque Portugal precisa de nós”, pediu ainda.

Há ainda outro traço na sua vida: gosta de futebol e é sportinguista. A ponto de ter sido, até dezembro, altyra em que se lançou na candidatura, vogal da direção do clube, sob a presidência de Frederico Varandas.

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FMI tem um bilião de dólares para combater crise “nunca antes vista”

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Fundo Monetário Internacional vai disponibilizar um bilião de dólares para combater uma crise mundial “nunca antes vista” na história da instituição provocada pela pandemia de covid-19, anunciou hoje a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.

“Temos uma reserva de emergência de um bilião de dólares [cerca de 927 mil milhões de euros] e estamos determinados a usar o que for preciso para proteger das cicatrizes que essa crise causará”, disse a economista búlgara, numa videoconferência de imprensa conjunta com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A diretora-geral do FMI disse ainda que mais de 90 países já solicitaram assistência financeira de emergência do FMI devido à atual crise do coronavírus.

Kristalina Georgieva lamentou que a pandemia de covid-19 tenha causado “uma paralisia da economia mundial”, tendo mergulhado o planeta numa “recessão muito pior do que a crise financeira” iniciada em 2008.

“A OMS está aqui para proteger a saúde das pessoas, o FMI para proteger o estado da economia mundial, ambos estão sendo cercados e somente juntos podemos alcançá-lo”, afirmou.

Georgieva indicou que, da mesma maneira que o coronavírus é especialmente prejudicial para os pacientes mais vulneráveis, a crise atingirá especialmente os países em desenvolvimento e emergentes, dos quais já surgiram investimentos no valor de 90 mil milhões de dólares [cerca de 83 mil milhões de euros] nos últimos meses, mais do que na crise de 2008.

A diretora-geral do FMI acrescentou que a atual crise é “a hora mais sombria da humanidade”.

É “uma grande ameaça à qual devemos nos unir para proteger os mais vulneráveis”, concluiu.

O novo coronavírus responsável pela covid-19, detetado no final do ano, na China, já infetou mais de um milhão de pessoas a nível mundial, das quais 55 mil mortos morreram.

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PR promulga regime excecional de endividamento para as autarquias

Covid-19

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Foto: Presidência da República / DR

O Presidente da República promulgou hoje o diploma da Assembleia da República que cria um regime excecional de endividamento para as autarquias locais aplicado às despesas com apoios sociais, equipamentos e outras medidas de combate à covid-19.

De acordo com uma nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou também um outro decreto do parlamento com novas medidas excecionais e temporárias de resposta à situação epidémica provocada pelo novo coronavírus.

Este segundo diploma agrega uma proposta de lei do Governo que estabelece um regime excecional e temporário de caducidade e da oposição à renovação dos contratos de arrendamento habitacionais e não habitacionais, e um projeto de lei do PCP que suspende os prazos judiciais e a prática de atos processuais e procedimentais durante o atual quadro.

O regime excecional segundo o qual as despesas relacionadas diretamente com o combate ao surto de covid-19 serão excecionadas dos limites do endividamento das autarquias foi aprovado por unanimidade na quinta-feira, em votação final global.

As regras excecionais e temporárias relativas aos contratos de arrendamento foram aprovadas também nas votações de quinta-feira, com os votos favoráveis de todos os partidos menos o Chega, que se absteve, e a suspensão dos prazos judiciais proposta pelo PCP teve a abstenção da Iniciativa Liberal, contando com o apoio das restantes bancadas.

Estes diplomas da Assembleia da República seguiram hoje para o Palácio de Belém e o Presidente da República promulgou-os no mesmo dia em que os recebeu.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais perto de 55 mil morreram.

Em Portugal, registaram-se 246 mortes e 9.886 casos de infeção confirmados, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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PSP reforça proteção a vítimas de violência doméstica apesar de menos casos

Covid-19

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Foto: Ilustrativa

A PSP recebeu em março 585 denúncias de violência doméstica, menos 15% do que no mês homólogo de 2019, mas admite que os números possam não ser um reflexo da realidade, pelo que vai reforçar a proteção às vítimas.

“No decurso do mês de março foram registadas 585 denúncias. Uma quebra de 15% em comparação com o período homólogo de 2019. Antevendo que este decréscimo não reflita a realidade, a PSP já iniciou a intensificação dos contactos pessoais com as vítimas de violência doméstica, no sentido de apurar da estabilidade da vivência familiar e, se necessário, proceder à imediata reavaliação individualizada de risco e reajuste das medidas de proteção da(s) vítima(s)”, lê-se num comunicado da Polícia de Segurança Pública (PSP), hoje divulgado.

No documento, a PSP refere que no contexto de emergência na pandemia de covid-19 “tem dedicado grande atenção a algumas tipologias criminais as quais, potencialmente, poderão conhecer agravamentos e ou novas formas de concretização”.

“Nesse contexto, o crime de violência doméstica merece por parte da PSP uma ainda maior atenção e cuidado na sua análise e resposta. O confinamento domiciliário que as famílias têm de observar poderá propiciar condições particularmente gravosas para que este crime ocorra de forma pouco percetível, contrariando o esforço realizado ao longo de vários anos”, refere esta força policial.

Apesar do diminuição de queixas face ao período homólogo, foram feitas em março 36 detenções, mais quatro do que no mesmo mês de 2019.

A PSP lembra que o crime de violência doméstica continua a ser “um dos que merece reação e investigação prioritárias”, mesmo em estado de emergência, e que a violência doméstica é um crime público, o que significa que qualquer pessoa, e não apenas a vítima, pode apresentar queixa às autoridades.

“Constitui um ponto de grande importância para a PSP que a(s) vítima(s), com histórico anterior de vitimização ou não, sinta(m) que a quarentena agora vivenciada não é sinónimo de isolamento ou ausência de apoio. Pelo contrário, por parte da PSP, há um total empenhamento em demonstrar que também durante o confinamento domiciliário o crime de violência doméstica é absolutamente inadmissível”, afirma a PSP em comunicado.

As queixas podem ser feitas à PSP pelas vias habituais, nomeadamente o email [email protected], e estas continuam a ser analisadas “por equipas policiais especificamente preparadas”, sendo depois “encaminhadas para as Equipas de Proximidade e de Apoio à Vítima da PSP, que se deslocarão aos locais para recolha de informação e reforçar a proteção da(s) vítima(s)”.

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