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CDU diz que concessão da água em Viana é “inadmissível” e teme privatização

Alto Minho

CDU diz que concessão da água em Viana é “inadmissível” e teme privatização

A vereadora da CDU na Câmara de Viana do Castelo, Ilda Figueiredo, classificou hoje de “inadmissível” a concessão do abastecimento de água pela autarquia à empresa Águas do Noroeste, por temer a privatização do setor.

“O que se está aqui a fazer é um caminho para a privatização do sistema das águas e saneamento, com as consequências que isto terá para a população”, sublinhou Ilda Figueiredo, referindo-se à reforma anunciada pelo Governo a semana passada.

Aquela reforma prevê “a redução em 17%, já em 2015, nas faturas mensais de água dos municípios do interior, sem que essa redução coloque em causa a sustentabilidade económica financeira do abastecimento de águas”.

A reestruturação passa por “um fortíssimo emagrecimento” do grupo Águas de Portugal, agregando 19 empresas regionais em cinco entidades e reduzindo custos em 2.700 milhões de euros.

No norte do país vão ser agregados quatro sistemas multimunicipais de abastecimento de água e saneamento e fundem-se quatro entidades gestoras, constituindo-se a sociedade Águas do Norte, SA, que terá sede em Vila Real.

Em conferência de imprensa, na sede do PCP em Viana do Castelo, a vereadora afirmou que “se o de abastecimento de água e saneamento básico em alta for privatizado o funcionamento do sistema far-se-á não em função dos interesses das populações, mas sim em função da obtenção do lucro para a empresa privada”.

“A população vai ficar sujeita a um agravamento dos preços e, provavelmente, a uma menor qualidade mas também a ter mais dificuldades para que se concluam as obras que são precisas para levar a toda a população a agua e o saneamento”, sustentou.

Ilda Figueiredo manifestou “grande preocupação com o avanço deste processo” anunciando que em maio a CDU irá realizar na capital do Alto Minho uma sessão pública “para explicar à população o que se está a passar”.

A vereadora comunista criticou também a maioria socialista na autarquia ter “entregado” a captação e fornecimento à empresa Águas do Noroeste, que de acordo com a reforma do Governo será fundida na sociedade Águas do Norte, SA.

O acordo celebrado com a empresa Águas do Noroeste para o fornecimento de água e recolha de efluentes em alta, foi aprovado em novembro passado em reunião extraordinária da autarquia, com os votos favoráveis do PS e PSD e o voto contra da CDU.

Já este mês, aquando da aprovação do Relatório de Atividades e Conta de Gerência de 2014, a vereadora da CDU justificou o voto contra aquele documento por refletir um dos “grandes erros” da maioria socialista, “a concessão do abastecimento de água à empresa Águas do Noroeste”.

Hoje, no encontro com os jornalistas entregou um documento que integra aquele relatório e que, sustentou, “permite ver que o município não só tinha capacidade de captação de água para o seu abastecimento completo como ainda conseguia vender água a Ponte de Lima”.

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