Os canoístas que hoje garantiram duas medalhas de prata para Portugal nas provas de estafetas mistas dos Mundiais, em K1 sub-23 e C1 júnior, revelaram hoje o orgulho de subirem ao pódio perante os que sempre os apoiaram.
“A minha transição para os sub-23 está a ser um pouco complicada, com atletas mais fortes, mas esta medalha é sinal de que está a correr bem. Foi um desafio difícil, mas tivemos bastante nível e é bom ser segundo”, disse Maria Luísa Gomes, que ainda forçou o sprint com a rival húngara na prova de K1 5.000 metros.
A jovem lusa cortou a meta após 21.36,12 minutos, apenas a 52 centésimos de segundo dos húngaros Lorincz Halmy e Eszter Rendessy, numa prova em que fez equipa com João Duarte.
“É uma sensação incrível por conseguirmos esta medalha de prata em frente aos nossos familiares e amigos, numa época que não foi nada fácil. Acabar com esta prata sabe mesmo muito bem, sabe a ouro e, por isso, mais feliz não podia estar”, acrescentou João Duarte.
Os juniores Leonardo Barbosa, campeão da Europa de maratonas em C1, e Lara Lopes, ‘vice’ também em Ponte de Lima, juntaram-se na regata de C1 5.000 metros na qual só foram superados pela dupla da China, com folga de 41,98 segundos depois de os lusos terem pagaiado durante 24.30,91 minutos.
“O segredo foi acreditar desde o início, até antes de entrar para a água, e ter a vontade de fazer a prova. Ainda antes de sabermos que vínhamos ao Campeonato do Mundo, já pensávamos nisto. Este pódio sabe muito bem diante do nosso público”, disse Lara Lopes.
Já Leonardo Barbosa revelou que viveu “momentos muito especiais” fruto do “muito esforço” de ambos no desafio no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho, onde constituíram uma dupla “quase imbatível”.
Portugal terminou os Mundiais de sub-23 e juniores de canoagem de pista com cinco medalhas, uma de ouro, três de prata e uma de bronze, num evento que juntou cerca de 1.000 atletas em representação de 66 países.