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“Caminha é um couto de socialistas corruptos e mentecaptos”, diz candidato do Chega

Eleições autárquicas

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Carlos Gomes Pinto, candidato do Chega a Caminha. Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Carlos Gomes Pinto, de 66 anos, piloto de aviação civil reformado, vai concorrer pelo Chega à Câmara de Caminha para tentar acabar com o “couto de socialistas corruptos” naquele concelho.

“Caminha é um couto de socialistas corruptos e mentecaptos. Fazem uma gestão à moda do terceiro ou quarto mundo”, afirmou hoje à agência Lusa o candidato do Chega, natural de Lourenço Marques [Maputo], Moçambique.

Carlos Gomes Pinto disse ter vivido “sempre fora de Portugal”, tendo regressado em 2011, à casa de Carcavelos, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

Há dois anos reformou-se e veio viver para Caminha, devido às ligações familiares da mulher.

“Fazem um porto de apoio aos pescadores de Caminha que parece um depósito de lixo. Na mesma marginal vão fazer uma obra que custou meio milhão de euros, dizem eles. Roubam 20 centímetros à estrada. A Estradas de Portugal [Infraestruturas de Portugal] embarga a obra. O presidente da Câmara de Caminha está falido. Tinha três milhões de prejuízo quando entrou na Câmara e agora tem 23 milhões”, apontou.

Carlos Gomes Pinto adiantou ter aceitado o convite para encabeçar a candidatura à Câmara de Caminha para “acabar com este estado de coisas”.

“Temos de arregaçar mangas e voltar a fazer de Portugal um país decente e orgulhoso. É uma vergonha o estado deste país, sobretudo para quem esteve fora, como eu que saí de Portugal em 1975, vinha cá, mas nunca tinha tido tempo suficiente para me aperceber de que o país está pior do que em 74”.

Disse que “o país vive mergulhado na corrupção, na falta de futuro para as novas gerações e na falta de condições para uma população envelhecida”.

Defendeu que os idosos “não têm forma de ter uma vida minimamente decente, não têm dinheiro para comer e para comprar medicamentos, e a saúde que é uma anedota”.

Questionado sobre as expectativas da candidatura que encabeça à Câmara de Caminha nas autárquicas deste ano, o candidato referiu “ser difícil prever” o resultado eleitoral.

“O pessoal do Norte, sobretudo o Minho, é terra de viriatos, mas que têm medo de dar a cara. Depois da primeira eleição, em que eu presumo que o Chega vai ter uma votação substancial, as pessoas vão perder um pouco o medo de dar a cara, mas neste momento é muito difícil fazer previsões. Penso que vamos estar entre os 8% e os 10%”, especificou.

Carlos Gomes Pinto disse que vai concorrer “para ganhar”, mas que “qualquer vitória é positiva” para o partido.

“Não se entra num campeonato para perder. Qualquer vitória para nós é positiva. Estamos a começar, é um partido novo e é bom elegermos alguém para ter uma voz do Chega dentro da Câmara. A partir daí, devagarinho vamos modelando e fazendo com que a nossa filosofia de vida se vá implantando”, sustentou.

Nas autárquicas de 2017, o PS garantiu a Câmara de Caminha com 53,15% dos votos e quatro mandatos. O PSD foi a segunda força política mais votada, com 39,14% e três mandatos autárquicos.

O PCP alcançou 2,78% dos votos e o CDS-PP 1,129%.

De acordo com a lei, as eleições autárquicas decorrem entre setembro e outubro, mas a data ainda não está marcada.

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