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“Burlão das notas de 50” julgado por crime de falsidade informática em Famalicão

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Foto: DR / Arquivo

O homem conhecido como “burlão das notas de 50 euros”, a cumprir 12 anos de cadeia por crimes em várias cidades, entre as quais Braga e Famalicão, voltou a sentar-se no banco dos réus, desta vez por crimes de falsidade informática, avança o Jornal de Notícias (artigo exclusivo para assinantes).

Estes crimes de falsidade informática foram cometidos num quiosque em Famalicão e num café em Paredes, em conluio com o irmão, que se encontra em parte incerta, mas avisou o tribunal de que não poderia estar presente.

Valdemar Castro, 46 anos, cumpre uma pena de 12 anos em Paços de Ferreira e, na cadeia, vai fazer um mestrado em psicologia, depois de ali já ter completado um licenciatura em Ciências Sociais, sendo que já era formado em Engenharia Civil.

No caso agora em julgamento, está acusado de vários crimes de burla informática e falsidade informática consumadas e tentadas.

No entanto, segundo aquele diário, do processo original, a maioria dos lesados desistiu da queixa, pelo que o procedimento criminal quanto ao crime de burla informática extinguiu-se.

As burlas eram efetuadas através de cartões de crédito pré-pagos. Com este método, chamado ‘pay safe cards’, disponível em payshops, os clientes solicitam a emissão de um talão com um determinando montante, que liquidam na altura, e um código associado para usarem em compras.

Sempre ao telemóvel, quando estava na posse do cartão e do respetivo código arranjava uma desculpa para se ausentar durante alguns momentos. Nessa altura, fornecia ao irmão os dados para que este pudesse efetuar compras online. Depois voltava a entrar na loja e devolvia o cartão, alegando que mudara de ideias em relação à compra do mesmo.

Nos dois casos agora julgados, o prejuízo foi de 200 euros.

Segundo o Jornal de Notícias, Valdemar Castro confessou que fotografava os códigos e os enviava ao irmão.

Defendeu tratar-se de “um período difícil da sua vida”. “Depois do falecimento da minha mulher, não soube lidar com a situação e reincidi nos consumos de droga”, terá dito em tribunal.

Ressarciu os lesados, com o apoio da família, uma vez que está detido e não tem rendimentos, facto que a sua defesa salientou.

O “burlão das notas de 50” foi condenado em cúmulo jurídico, em novembro do ano passado, por golpes em 37 cafés e restaurantes do norte e centro do país, mas também pelo crime de desobediência, resistência às autoridades e condução perigosa.

Tinha sido detido em Gaia, em 2016, após perseguição policial.

Valdemar Castro usava como método entrar nos cafés e fazer um pedido ao balcão [sempre de pouco valor] que tentava pagar com uma nota de 50 euros. Quando recebia o troco saía do estabelecimento com o troco e a nota de 50 euros.

Fazia-se sempre acompanhar de um telemóvel e, quando chegava o momento de receber o troco, fingia estar ao telefone e não conseguir ouvir bem. Levantava-se e com a desculpa de procurar rede para atender melhor a chamada e fugia com o dinheiro.

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