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Braga

Bragahabit garante que “nunca deixou sem refeição” qualquer aluno do concelho

Em resposta ao vereador socialista Hugo Pires

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Foto: Ilustrativa / DR

O administrador da Bragahabit, Carlos Videira, garantiu hoje que aquela empresa municipal “nunca deixou sem refeição” qualquer criança das escolas do concelho de Braga em que tem a responsabilidade de assegurar aquele serviço.

Em declarações à Lusa, Carlos Videira disse que há cerca de 700 crianças cujos pais estão em falta com o pagamento devido, num montante superior a 30 mil euros, mas nunca nenhuma delas ficou privada de refeição.

“A Bragahabit nunca deixou sem refeição qualquer criança”, assegurou.

Disse ainda que a empresa também não afixa na escola a lista dos pais devedores.

Carlos Videira reagia, assim, às declarações do vereador socialista na Câmara de Braga Hugo Pires, que hoje, no final da reunião do executivo, denunciou que há crianças que ficam sem almoçar em algumas escolas do concelho, por falta de pagamento por parte dos pais.

Deu como exemplo a escola de S. Lázaro, mas Carlos Videira disse que as refeições nesse estabelecimento não estão sob a alçada da Bragahabit.

Para Hugo Pires, trata-se de um caso de “insensibilidade social”, já que “as crianças não podem ser tratadas como números”.

Admitindo que o orçamento municipal “não estica”, acrescentou que é preciso fazer escolhas, sobretudo numa fase em que a pandemia de covid-19 veio complicar muitos orçamentos familiares.

“Se o PS tivesse que pôr em cima da mesa uma grande Noite Branca ou um apoio às famílias ou crianças mais carenciadas, não teria dúvidas do que escolheria””, apontou.

Na resposta, o presidente da Câmara, Ricardo Rio, contrapôs que “quem pode pagar, tem de pagar”.

Adiantou que, numa recente reunião com o administrador da Bragahabit, ficou decidido que a empresa irá notificar todos os pais em incumprimento, informando-os de que, caso estejam em situação elegível para que o seu escalão seja revisto, poderiam beneficiar, retroativamente, da respetiva redução ou isenção.

Caso contrário, acrescentou, têm de pagar, “sob pena de os seus filhos não poderem receber” a refeição.

“Isto não é insensibilidade social, é a verdadeira justiça social. Quem não pode pagar, não paga. Quem pode pagar, tem de pagar. Se não pagar, está a prejudicar as outras famílias que não têm condições para o fazer”, acrescentou Ricardo Rio.

O administrador da Bragahabit disse que a empresa assegura as refeições escolares em nove jardins de infância e 15 escolas do 1.º ciclo, num total de 1.398 alunos.

“Segundo dados referentes a 2021, há pagamentos em atraso relativos a cerca de 700 crianças”, adiantou.

No total, juntando refeições e a componente de apoio à família, em causa está uma verba de 36 mil euros.

As refeições nas escolas e jardins de infância no concelho de Braga são asseguradas, consoante os casos, pela Bragahabit, juntas de freguesia e associações de pais.

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