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Braga

Braga: Trotinetas vieram para ficar e vão chegar ao interior da UMinho

Empresa quer 400 trotinetas a circular em Braga até final de 2019

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A empresa de aluguer de trotinetas partilhadas CIRC já concluiu o período de quatro semanas de testes na cidade de Braga e o resultado é “muito positivo”, disse esta quarta-feira a O MINHO o diretor-geral, Felix Petersen.


Durante uma apresentação informal aos jornalistas em um dos 25 pontos de partilha deste meio de transporte, foi ainda anunciada a implementação de mais 25 pontos de partilha, como já havia avançado O MINHO em primeira mão, com a novidade de alguns desses pontos ficarem localizados no campus  da Universidade do Minho, em Gualtar.

Atualmente, estão disponíveis cerca de 150 veículos deste tipo, havendo a estimativa que, até novembro, passem a circular em Braga 400 exemplares da CIRC.

Gustavo Silva e Felix Petersen. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Felix Peterson deixou elogios à cidade e aos utilizadores, adiantando que Braga está no cimo do número de quilómetros de utilização diária entre as 12 cidades onde a empresa implementou este modelo.

O diretor-geral, de nacionalidade alemã, mas radicado em Portugal há vários anos, destaca dois pontos “chave” para que esta implementação esteja a ter um sucesso repentino.

“Estamos a trabalhar em conjunto com a Câmara de Braga e esta tem sido muito rápida a colocar locais de estacionamento ao serviço das trotinetas e isso é importante”, destacou.

João Rodrigues, vereador que tem acompanhado a implementação deste modelo na cidade, publicou, há dias, uma nota nas redes sociais destacando o sistema da CIRC, dando a entender que veio mesmo para ficar.

Outro dos pontos a rodar a favor da cidade dos Arcebispos passa pela experiência (bem sucedida, segundo Felix) da implementação de trotinetas com pneus de ar, com outro tipo de suspensão, “ideal para estradas com pedra de calçada como é o caso do centro de Braga”.

Trotinetas devem deslocar-se pela estrada. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Felix Petersen destaca ainda o bom comportamento, em termos gerais, dos utilizadores, que têm, na sua grande maioria, estacionado corretamente os veículos nos hotspots disponíveis, embora não sejam ainda suficientes para evitar “algumas falhas”.

Através das redes sociais, foram divulgadas algumas imagens, por diferentes utilizadores, de trotinetas abandonadas em certos locais da cidade, distantes dos pontos de estacionamento.

Todavia, a CIRC conta com uma equipa de 25 elementos que se dedicam à reparação e recuperação das trotinetas, devendo esses avistamentos serem cada vez em menor número na cidade, garante o responsável.

Geolocalização ajuda a encontrar trotinetas ‘perdidas’. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“A partir do final de outubro já devemos ter duplicado os pontos de partilha o que fará com que existam cada vez menos trotinetas perdidas“, assegura.

Outra das novidades anunciadas pelo diretor-geral consiste na criação de uma academia de formação para os utilizadores, onde serão distribuídos capacetes de forma gratuita, mas também para agentes da autoridade, que podem compreender melhor a forma de atuar.

Felix explica que, por ser uma novidade, ainda há alguns utilizadores que não conhecem algumas regras importantes, como é o caso da utilização de capacete ou de que não podem circular em passeios nem nas zonas pedonais da cidade, como é o caso da Rua do Souto ou da Avenida da Liberdade.

O uso de capacete é recomendado. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Contudo, Felix Petersen acredita que, “em pouco tempo”, os hábitos vão mudando, e que a própria implementação deste sistema de transporte pode ajudar à reformulação da cidade de Braga em termos de mobilidade, com a criação de mais ciclovias, onde é permitida a circulação de trotinetas, e a redução de vias para automóveis.

“Na Holanda, a utilização de bicicleta ou trotineta decorre sem quaisquer problemas, porque as cidades são pensadas para este tipo de transporte, mas em Portugal ainda há a necessidade dessa mudança, e estou em crer que a proliferação deste sistema pode ajudar os responsáveis da cidade a efetuar melhorias”, acrescenta.

Vandalismo

Felix deixa o apelo aos habitantes de Braga para que, caso vejam alguma trotineta a ser vandalizada ou até fora dos locais de estacionamento, denunciem a situação às autoridades.

“É importante que as pessoas percebam que vandalizar uma trotineta é crime, da mesma forma como o é em relação a viaturas automóveis. Se alguém vê uma pessoa a vandalizar um carro, chamam a polícia. E queremos que as pessoas pensem o mesmo em relação às trotinetas, porque isto não é um brinquedo, é um meio de transporte e é propriedade privada”.

O responsável adianta que está prevista uma reunião durante a próxima semana com a PSP para expor algumas situações de trotinetas roubadas. “Mas é importante que as pessoas percebam que é um crime”, vincou.

Instalação na Universidade do Minho e junto a residências universitárias

Gustavo Silva, City Manager da CIRC para o Norte de Portugal, explica que existem já negociações com a UMinho para facultar descontos aos estudantes que utilizem este meio de transporte.

“Hipoteticamente, poderemos ter locais de partilha junto às residências universitárias, mas ainda estamos em negociações”, disse.

Gustavo conta que, para a implementação dos novos pontos, a empresa está “a trabalhar com a Câmara e ainda não existe uma data definida”, mas “tendo em conta que existe cada vez mais procura por parte de estudantes”, o responsável aponta “algumas semanas” para a implementação desses novos espaços.

Atualmente, a CIRC contabiliza cerca de 10.000 quilómetros percorridos nas últimas quatro semanas pelas 150 trotinetas disponíveis, esperando que esse número duplique com a implementação de novos veículos deste género.

Notícia atualizada com a palavra trotineta, erradamente escrita anteriormente como trotinete

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Braga

Explosão em pedreira de Vieira do Minho faz um ferido

Acidente

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Foto: Redes sociais

Um homem ficou ferido devido a uma explosão numa pedreira em Vieira do Minho e foi transportado de helicóptero para o Hospital de Braga a partir de Póvoa de Lanhoso.

Ao que O MINHO apurou, a explosão aconteceu numa pedreira em Vieira do Minho, sendo que o ferido terá sido transportado de carro particular até à rotunda do ouro, em Póvoa de Lanhoso, onde foi chamado o socorro.

Vídeo: Diogo Lopes / Grupo Moina na Estrada

Entretanto, foi acionado um helicóptero que transportou a vítima para o hospital de Braga.

Até ao momento, não foi possível apurar a gravidade dos ferimentos.

Os Bombeiros da Póvoa de Lanhoso estão a prestar socorro.

No local estão 17 operacionais apoiados por oito viaturas.

(em atualização)

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Braga

Detido por extorquir mulheres com fotos sexuais também praticou crimes em Braga

Polícia Judiciária

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Foto: DR / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um suspeito dos crimes de burla qualificada e extorsão, em Vila Real, que terá exigido dinheiro a várias mulheres para não divulgar fotografias ou filmes de cariz sexual, anunciou hoje aquela força policial. O suspeito também praticou crimes em Braga.

O Departamento de Investigação Criminal de Vila Real divulgou, em comunicado, que o homem de 53 anos é suspeito de ‘sextortion’ (ameaça de publicação de imagens privadas e sensíveis de cariz sexual, a menos que a vítima pague uma determinada quantia) e está “fortemente indiciado” pela prática dos crimes de burla qualificada e extorsão em Vila Real.

A investigação da PJ apurou que o arguido, mediante a utilização de uma identidade falsa e através das redes sociais (Facebook), criou amizade com várias mulheres, convencendo-as a facultarem-lhe fotografias ou filmes de cariz íntimo e sexual.

Segundo aquela polícia, depois de obtidas as imagens, o suspeito exigiu “montantes elevados em dinheiro, para que as mesmas fotografias e filmes não fossem divulgados a amigos e familiares das vítimas”.

A PJ acredita que o arguido terá feito desta atividade ilícita “o seu modo de vida” nos últimos meses, estando referenciado em vários locais, designadamente em Peso da Régua, Braga, Paços de Ferreira e Évora.

De acordo com a PJ, o homem, sem ocupação laboral, vive de forma itinerante pelo país, pernoitando em residenciais.

Depois de presente às autoridades judiciárias competentes para aplicação de medidas de coação, o detido ficou sujeito a apresentações bissemanais, proibição de acesso a redes sociais e proibição de contacto com as vitimas.

A Polícia Judiciária disse que vai continuar a desenvolver diligências de investigação no sentido de apurar a extensão da atividade criminosa do arguido, designadamente o número de vítimas atingidas.

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Braga

Hospital de Braga realizou mais de 35.000 consultas não presenciais

Entre maio e julho

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Foto: Divulgação / Hospital de Braga

Hospital de Braga realizou, de maio até final de julho, mais de 35.000 consultas não presenciais nas várias especialidades, revelou hoje a instituição.

Em comunicado, aquela unidade hospitalar explica que, “no atual contexto de pandemia, retomou a atividade assistencial realizando, sempre que clinicamente possível, consultas à distância que permitam continuar a dar resposta às necessidades da população e assegurar a continuidade dos cuidados de saúde aos utentes”.

Nestes três meses de retoma, para além das consultas presenciais, foram realizadas, à distância, 1.360 primeiras consultas e 34.069 consultas subsequentes.

“A implementação da consulta não presencial teve como objetivo reduzir a deslocação dos utentes ao Hospital, bem como retomar de forma progressiva a atividade assistencial que, até então, se encontrava suspensa”, explica o hospital.

Durante o processo deste tipo de consulta não presencial o médico acede ao processo clínico do utente, analisa resultados, emite prescrições e, caso seja necessário, solicita exames de meios complementares de diagnóstico e terapêutica para o seguimento do utente em consulta presencial.

“Existem muitas vantagens no recurso a este tipo de consulta, até porque em muitos casos a presença física do utente pode ser dispensada, respondendo-se com o mesmo nível de qualidade assistencial. É cada vez mais atual o recurso às novas tecnologias. No Hospital de Braga já são realizadas consultas não presenciais com dispositivos de telemetria, sendo que o futuro exigirá, cada vez mais, o desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas”, aponta o Diretor Clínico do Hospital de Braga, citado em nota de imprensa.

O Hospital de Braga encontra-se, ainda que numa fase experimental, a implementar uma melhoria destas consultas não presenciais, através da colocação de um dispositivo com câmara e microfone em alguns monitores para adicionar o sistema de videochamadas nestas consultas, podendo realizar-se assim teleconsultas.

“O processo das consultas à distância é simples e seguro, promove a continuidade de cuidados e reforça a capacidade da prestação dos mesmos”, garante o hospital.

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