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O Vitória e o Benfica empataram hoje 0-0, no jogo de abertura do grupo B da Taça da Liga de futebol, disputado no estádio da Luz, em Lisboa.


A jogo foram duas equipas muito alteradas, com os treinadores Bruno Lage e Ivo Vieira a promoverem oito alterações face aos derradeiros encontros. Nos ‘encarnados’ sobressaíram as estreias absolutas de Zlobin, Jardel e Caio Lucas no ‘onze’, enquanto nos minhotos só Davidson, Poha e Sacko mantiveram a titularidade.

Com tantas mudanças, saiu melhor a ‘transformação’ vitoriana, equipa capaz de assegurar a coesão defensiva e, sobretudo, uma interessante desenvoltura ofensiva desde o primeiro minuto. Num esquema 4-2-3-1 muito dinâmico, as deambulações de Davidson, Rochinha e Lucas Evangelista nas costas de Bonatini baralharam a defesa do campeão nacional e mostraram que o Vitória vinha à Luz para fazer jus ao seu nome.

Quando Jardel criou, pela primeira vez, perigo para o Benfica, num cabeceamento que saiu perto do poste, aos 16 minutos, já os vimaranenses podiam ter inaugurado o marcador por Davidson (06) e Rochinha (09). Era a expressão clara da falta de fluidez do jogo dos ‘encarnados’ – com meio-campo e ataque desligados – e do atrevimento da formação do Minho.

O Benfica demorou muito a acertar as marcações e só conseguiu assumir a iniciativa do jogo após os 15 minutos. No entanto, a pouca dinâmica e as dificuldades na circulação de bola mantinham o Vitória num plano superior e só mesmo o azar – ou excesso de pontaria nos postes – impediram os visitantes de ir para o intervalo em vantagem.

Num surreal minuto 45, o Vitória ficou perto do golo por quatro vezes na mesma jogada: Zlobin – com uma defesa de recurso a remate de Bonatini – negou o golo em cima da linha para o poste, Pedro Henrique recargou para o poste, Rochinha para a barra e, por fim, Zlobin segurou a última tentativa.

Se o Vitória acabou a primeira parte por cima, assim se manteve nos primeiros minutos do segundo tempo, com Bonatini a saltar mais alto do que Nuno Tavares e a cabecear ao lado, quando Zlobin já estava fora da jogada. Pouco depois, foi a vez de Davidson protagonizar nova ameaça ao guardião russo. Com uma hora de jogo, Bruno Lage lançou Rafa para o lugar de Jota e o Benfica transfigurou-se para melhor de forma quase imediata.

O internacional português veio dar uma nova dinâmica aos ‘encarnados’ e ajudou a travar o ímpeto minhoto. Pouco depois, Gabriel consumou o regresso à equipa, após uma paragem por lesão que durava já desde a Supertaça. O Benfica cresceu no jogo e começou finalmente a ameaçar Douglas. Rafa, Caio e Seferovic tiveram o golo à sua mercê, mas não a pontaria desejada.

O Benfica acabou a segunda parte a carregar sobre o Vitória, depois de ter sofrido um ‘calvário’ semelhante no final do primeiro tempo. Desta feita, como no fim dos primeiros 45 minutos, a bola nada quis com as balizas e sentenciou o jogo num nulo final, em que só faltaram os golos para as emoções do jogo.

Ao empatar no terreno do adversário mais forte, o Vitória mantém as pretensões de se apurar para a final four da competição, que volta a disputar-se em Braga.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica – Vitória SC, 0-0

Equipas:

– Benfica: Zlobin, Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Gedson, Samaris (Gabriel, 65), Taarabt, Caio Lucas (Raul de Tomás, 81), Jota (Rafa, 60) e Seferovic.

(Suplentes: Svilar, Grimaldo, Gabriel, Raul de Tomás, Rafa, David Tavares e Ferro).

Treinador: Bruno Lage.

– Vitória SC: Douglas, Sacko, Venâncio, Pedro Henrique, Florent, Mikel (André Pereira, 66), Poha, Rochinha, André Almeida (Evangelista, 58), Davidson e Bonatini (Edwards, 73).

(Suplentes: Miguel, Tapsoba, Evangelista, André Pereira, Edwards, Lucas e Pêpê).

Treinador: Ivo Vieira.

Árbitro: Rui Costa (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Davidson (56), Taarabt (74) e Sacko (75).

Assistência: 37.507 espetadores.

Grupo B

– 1.ª jornada:

– Quarta-feira, 25 setembro:

Benfica – Vitória SC, 0-0

– Sábado, 12 outubro:

Sporting da Covilhã – Vitória de Setúbal, 16:00

– 2.ª jornada:

– Terça-feira, 03 dezembro:

Sporting da Covilhã – Benfica, 20:15

– Quarta-feira, 04 dezembro:

Vitória de Setúbal – Vitória SC, 18:45

– 3.ª jornada, 21 dez:

Vitória de Setúbal – Benfica

Vitória SC – Sporting da Covilhã

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Futebol

“Vamos lutar com todas as forças para segurar o 5.º lugar”

João Pedro Sousa

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Foto: DR

Declarações após o jogo Vitória de Setúbal-Famalicão (1-2), da 32.ª jornada da I Liga de futebol, disputado na segunda-feira no Estádio do Bonfim, em Setúbal.


João Pedro Sousa (treinador do Famalicão):
“Foi um jogo duro, contra uma equipa dura. Foi muito difícil, mas o resultado obtido é muito importante. Sempre acreditámos na forma como procurámos chegar ao golo e à vitória. Nunca conseguimos dominar na primeira parte, mesmo marcando um golo bonito.

Numa bola parada fomos incompetentes e permitimos que o adversário empatasse. O intervalo foi bom, porque corrigimos muitas coisas que tínhamos de corrigir. O golo chegou muito tarde, mas foi uma vitória merecida e muito importante.

São mais três pontos. O nosso objetivo era vencer este jogo e manter o objetivo de manter uma posição europeia. Faltam dois jogos e ainda há muitos minutos para esta luta.

[Diogo Gonçalves decisivo]. Foi o nosso capitão hoje. Temos o Defendi como capitão e depois temos mais 26. Um jogador jovem assumir esta função é importante. O Diogo não fez mais do que fez nos jogos anteriores. Tecnicamente, é muito acima da média, tem golo. A evolução dele é a evolução de toda a equipa. É um orgulho ver os jogadores crescerem.

[Seria uma desilusão perder qualificação europeia?] Ficaríamos tristes. Começámos logo em primeiro lugar no início do campeonato. Sabíamos que era difícil manter os primeiros lugares, mas isso não nos retira ambição. Reconheço que seria triste perdermos este lugar [5.º]. Mas, aconteça o que acontecer, é impensável para sentirmos esta época como um fracasso. Estes jogadores fizeram trabalho fantástico. Vamos lutar com todas as forças para segurar esta posição.”

Lito Vidigal (treinador do Vitória de Setúbal): “No momento em que estamos não interessa falar em justiça no resultado, importante é conseguir pontos. Fizemos um jogo positivo e valorizo a entrega dos jogadores. Saliento também a falta de sorte por termos jogadores que não podem atuar devido a lesão. Temos de nos focar só em nós.

Não era este resultado que queríamos. Faltam dois jogos e vamos acreditar. Quando vim, foi com espírito de missão. Sei que vai ser duro e vai ser até ao fim. Vamos trabalhar até ao último segundo do campeonato.

[Golo aos 89 minutos] É duro, mas temos de aprender com isso e tornarmo-nos fortes. É claro que isso pesa emocionalmente nos jogadores. Temos de continuar a trabalhar e a acreditar no que temos de fazer. Vamos trabalhar para angariar o máximo de pontos.

Não deixo ninguém desistir aqui. Se jogássemos com os nossos adeptos, este resultado não aconteceria. Conseguiríamos pelo menos um ponto. O objetivo é ficar na I Liga.

Não há fórmula mágica. Há o peso de não ganhar, mas a equipa está forte. Vamos continuar a passar uma mensagem de força. Todos juntos, de forma coletiva, temos de continuar a trabalhar e a acreditar.

[Lesão de Guedes] Tem-nos faltado alguma sorte. No primeiro jogo, não pudemos contar com quatro jogadores, neste também não podemos contar com todos. Num lance de infelicidade perdemos um jogador importante.”

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Futebol

Diogo Gonçalves ‘bisa’ e deixa Famalicão em zona europeia

I Liga

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Foto: Twitter

O Famalicão venceu hoje o Vitória de Setúbal, por 2-1, no Estádio do Bonfim, em jogo da 32.ª jornada da I Liga de futebol, resultado que permite ao conjunto nortenho ascender à quinta posição.

Diogo Gonçalves, autor dos dois golos do Famalicão, o último deles obtido aos 89 minutos, foi o herói do encontro, que veio agravar a crise dos setubalenses, que somaram a sexta derrota consecutiva e o seu 14.º jogo sem vencerem na prova e, assim, podem ser ‘apanhados’ pelo Portimonense na luta pela manutenção.

Em relação ao jogo da ronda anterior com o Benfica, o Famalicão, que entrou em campo a saber do empate (0-0) do Rio Ave com o Marítimo e que, em caso de triunfo em Setúbal, ascenderia isolado ao quinto lugar, entrou melhor no encontro e cedo começou a criar problemas à defesa vitoriana.

No primeiro remate que fez à baliza do guarda-redes georgiano do Vitória de Setúbal, aos 15 minutos, o conjunto nortenho colocou-se em vantagem. Diogo Gonçalves, assistido por Toni Martínez, rematou com o pé direito no coração da área fazendo o 1-0 para a sua equipa.

Em desvantagem no marcador e já depois de ter perdido o avançado Guedes por lesão – substituído por Berto aos 20 minutos –, o Vitória de Setúbal reagiu e conseguiu repor a igualdade, aos 24 minutos. Depois de um primeiro aviso em que Éber Bessa viu Roderick desviar para canto, os setubalenses marcaram logo a seguir num remate acrobático de Jubal.

O 1-1 permitiu à equipa de Lito Vidigal ganhar ânimo no jogo. Aos 38 minutos, a falta de pontaria de Zequinha não deu a melhor sequência a um contra-ataque dos anfitriões, que só no tempo de compensação voltaram a permitir que o Famalicão voltasse a ameaçar a sua baliza.

Aos 45+2, Fábio Martins viu Makaridze opor-se de forma superior a um remate cruzado e, aos 45+6, Diogo Gonçalves, na cobrança de um livre direto em zona frontal, rematou a centímetros do poste direito da baliza, mantendo-se o 1-1 no final do primeiro tempo.

Após o intervalo, o Vitória de Setúbal entrou pressionante e, aos 47 e 49 minutos, acercou-se com perigo da baliza de Vaná Alves. Primeiro, foi Zequinha a quase aproveitar uma saída em falso do guarda-redes e, logo a seguir, Berto permitiu que um defesa travasse um remate seu à ‘boca’ da baliza.

Numa partida com muita luta e faltas, o Famalicão continuou a ter mais posse de bola, mas foi o Vitória de Setúbal a voltar a ameaçar marcar. Aos 71 minutos, Zequinha cruzou na direita, mas nem Semedo, nem Pirri conseguiram chegar à bola a tempo de desviar para a baliza.

A muralha sadina só cedeu aos 89 minutos, altura em que Diogo Gonçalves, assistido por Anderson, rematou com o pé direito fazendo o 2-1 que permitiu ao Famalicão conquistar os três pontos em Setúbal e subir ao quinto posto, que dá acesso à Liga Europa, agora com 52 pontos, mais um do que o Rio Ave.

Já o Vitória de Setúbal complicou as contas da manutenção: embora mantenha o 16.º lugar, com 30 pontos, pode ser igualado na terça-feira, caso o Portimonense, 17.º e primeira equipa abaixo da linha de despromoção, vença na receção ao Boavista.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

Vitória de Setúbal – Famalicão, 1-2.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

0-1, Diogo Gonçalves, 15 minutos.

1-1, Jubal, 24.

1-2, Diogo Gonçalves, 89.

 Equipas:

– Vitória de Setúbal: Makaridze, João Meira, Jubal, Pirri, André Sousa, Semedo (Leandrinho, 90+1), Carlinhos (Mathiola, 90+1), Éber Bessa, Zequinha, Mansilla (Alex Freitas, 66) e Guedes (Berto, 21).

(Suplentes: João Valido, Leandrinho, Leandro Vilela, Nuno Valente, Montiel, Mathiola, Alex Freitas e Berto).

Treinador: Lito Vidigal.

– Famalicão: Vaná Alves, Ivo Pinto, Roderick, Nehuén Pérez (Riccieli, 81), Coly (Alex Centelles, 70), Gustavo Assunção, Uros Racic, Pedro Gonçalves (Guga, 85), Diogo Gonçalves, Fábio Martins (Walterson, 81) e Toni Martinez (Anderson, 82).

(Suplentes: Defendi, Guga, Walterson, Rúben Lameiras, Riccieli, João Neto, Alex Centelles, Anderson e Patrick William).

Treinador: João Pedro Sousa.

Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Pirri (08), Uros Racic (37), Carlinhos (37), Gustavo Assunção (38), Diogo Gonçalves (40), Makaridze (69), Zequinha (87) e Vaná Alves (90+5).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

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Futebol

Edwin Banguera quer Gil Vicente com “responsabilidade” na ponta final da I Liga

I Liga

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Foto: Imagem Gil Vicente TV

O defesa Edwin Banguera apelou hoje à “responsabilidade” dos futebolistas do Gil Vicente para “honrarem o clube e os adeptos” na reta final da I Liga, na véspera de receber o Tondela, em encontro da 32.ª jornada.

“Já estamos livres daquela pressão da descida, mas ninguém gosta de perder. Temos de encarar o jogo com responsabilidade para honrar o clube e quem nos têm apoiado, mas também porque os nossos adversários merecem respeito”, recomendou o lateral colombiano, numa conversa promovida pelo emblema de Barcelos nas redes sociais.

Os ‘galos’ alcançaram a manutenção na sexta-feira, quando triunfaram na deslocação ao Vitória de Guimarães (2-1), registo “muito gratificante” desejado “desde o primeiro treino”, com a condicionante de os minhotos terem subido pela via administrativa à elite esta temporada, a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’.

“Foi um momento incrível, sob a batuta de um treinador muito experiente, exigente e com quem aprendemos todos os dias. Como se costuma dizer, esta equipa é o reflexo do treinador. Graças a Deus, conseguimos o objetivo e sinto-me muito honrado de fazer parte deste clube. Até agora, o Gil Vicente foi o melhor que aconteceu na minha carreira”, frisou.

Edwin Banguera, de 23 anos, assinou pelos gilistas na temporada passada, proveniente do Salgueiros, e foi um dos quatro elementos que transitaram para a I Liga em 2019/20, tal como o guarda-redes Wellington Luís e os médios Ahmed Isaiah e Juan Villa, depois de um ano a competir sem pontuar no terceiro escalão do futebol português.

“Atuávamos mais pelo orgulho e pela vontade em querer chegar à elite. Sabíamos da exigência que o Gil Vicente merece e tínhamos de jogar para honrar a camisola. Até que chegámos à divisão máxima e vimos que era totalmente diferente. Cada jogo exige concentração máxima e os pormenores fazem a diferença”, analisou Edwin Banguera.

Entre o flanco esquerdo ou o eixo defensivo, o lateral formado no América de Cali e com uma breve passagem pelo Depor Córdoba soma 10 jogos e atravessa um “ano muito importante” nos relvados, onde quer “aproveitar cada oportunidade e a qualidade dos mais experientes” para “treinar da melhor maneira diariamente e ter um melhor futuro”.

O Gil Vicente, nono classificado, com 39 pontos, recebe o Tondela, na 15.ª posição, com os mesmos 30 pontos do Vitória de Setúbal, três acima da zona de despromoção, na terça-feira, às 21:30, no Estádio Cidade de Barcelos, em encontro da 32.ª jornada, que terá arbitragem de Jorge Sousa, da associação do Porto.

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