Seguir o O MINHO

Braga

Braga: Professor julgado por abusar de aluna de 15 anos diz que relação era de atração mútua

Abuso sexual

em

Relações amorosas tidas de forma consensual. Foi, assim, que o professor de educação física de uma escola, em Braga, que começou a ser julgado por abuso sexual de menor dependente, descreveu ao Tribunal o relacionamento com uma aluna, então com 15 anos.


Na sessão, que decorreu à porta fechada, foi ouvido o depoimento da jovem, gravado em 2017 para memória futura, aquando da detenção do docente pela PJ/Braga, no qual ela corrobora a sua versão, a de que, houve contactos sexuais, sem cópula, entre os dois, por vontade mútua e sem que ele a tivesse forçado física ou psicologicamente. O julgamento prossegue esta semana…

Aos juízes, o arguido, casado, de 51 anos, e que é defendido pelo advogado João Ferreira Araújo, confessou o crime e manifestou-se arrependido, dizendo que se deixou envolver pela atração mútua, embora sabendo que tal era ilícito.

O professor, além de aulas de ginástica, ministrava xadrez, onde a aluna se inscreveu.

Abraços

O relacionamento, – diz a acusação – começou em janeiro de 2017, quando a menor, com alguns colegas, organizou uma festa de aniversário ao arguido, no interior do pavilhão desportivo da escola.

“Após este evento, e um outro, uma corrida em Guimarães, o arguido começou a aproximar-se dela, rindo-se, brincando e abraçando-a”, descreve o MP.

Desde então, acrescenta, “começou a contactá-la diariamente, no Facebook, o que fez exacerbar nesta sentimentos mais afetuosos pelo arguido”.

Assim, numa sexta-feira, em fevereiro de 2017, durante uma aula de xadrez, e na sequência de uma aposta que haviam feito e que a menor havia perdido, o arguido ordenou-lhe, que se pusesse de pé, ao que a mesma obedeceu. Ato contínuo, aproximou-se dela e beijou-a na boca”.

Desde então, nas sextas-feiras seguintes, nas aulas de xadrez, “beijava-a na boca e apalpava-a, por cima e por debaixo da roupa”.

Beijos…

Em abril, nas férias da Páscoa, o prof – adianta o magistrado – “enviou-lhe uma mensagem, pelo Facebook, para se encontrarem, a fim de praticarem atletismo”. Como a menor não podia, combinaram encontrar-se depois.

Nesse dia, seguiram, de automóvel, até a um espaço comercial, em Lomar. Aí, entraram numa sala arrendada, que o arguido explorava, para a comercialização de produtos da Herbalife.

Então, estendeu um cobertor, no chão, e pediu-lhe que se despisse, ao que ela acedeu, tendo também o arguido tirado a roupa. Completamente desnudados, começaram a beijar-se na boca. Ele apalpou a menor, e praticaram sexo oral.

O docente voltou a encontrar-se com a menor, nas aulas de xadrez, pelo menos, mais três vezes. A seguir, combinaram um outro encontro, a sós, na casa dos padrinhos da menor, que estão emigrados.

Colegas denunciam

Depois de ter sabido que a relação de ambos havia sido tornada pública, por denúncia de colegas da vítima, em maio, o arguido contactou-a telefonicamente, a fim de se encontrarem.

Aí rogou à menor para que não contasse a ninguém, de modo a, assim, eximir-se à ação da justiça e manter o seu posto de trabalho, como professor.

Toma medicação

Mercê de todo o sucedido, a menor manifesta dificuldades em dormir e apresenta episódios de choro compulsivo, encontrando-se a tomar medicação antidepressiva.

O Tribunal considera que houve atentado aos direitos da jovem, já que o arguido “sabia que o seu comportamento era atentatório do direito da menor ao livre desenvolvimento da personalidade sexual, tendo-se aproveitado, da proximidade que lhe advinha da sua condição de seu professor, diretor de turma e orientador de xadrez.

Proibido de trabalhar

O Tribunal de Braga aplicou-lhe, no inquérito, a proibição de exercício de funções.Além de não poder dar aulas, ficou ainda proibido de se aproximar da alegada vítima e das testemunhas do caso.

(notícia atualizada as 00h37)

Anúncio

Braga

Jovem pede ajuda à varanda após agressões do namorado em Braga

Agressões

em

Foto: Ilustrativa / DR

Um jovem casal ter-se-à envolvido em agressões mútuas ao início da madrugada desta sexta-feira dentro de um apartamento na cidade de Braga.

A PSP foi chamada a intervir após chamada telefónica dos vizinhos, na Rua dos Lusíadas, junto à Universidade do Minho, segundo conta o Jornal de Notícias.

Na sequência de vários gritos e pedidos de ajuda por parte de uma rapariga, que chegou a estar seminua na varanda enquanto gritava por socorro, a PSP deslocou-se ao local, pondo fim à contenda.

De acordo com a mesma fonte, as agressões terão sido mútuas entre o casal, com um jovem que estaria também no apartamento a ser testemunha da pancadaria.

Apesar de apresentarem escoriações, nenhum dos dois recebeu assistência hospitalar.

A jovem apresentou queixa na esquadra da PSP.

Continuar a ler

Braga

Covid-19: Mais seis bracarenses infetados contabilizados como sendo de Lisboa

Covid-19

em

Foto: DR

Seis bracarenses infetados com o novo coronavírus, ao longo dos últimos dias, foram agora registados pela Direção-Geral de Saúde (DGS) como sendo da área de Lisboa e Vale do Tejo, por residirem atualmente naquela região, por motivos profissionais, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Esta mudança nos registos tem sido habitual desde o início da pandemia levando a que os números entre dados divulgados a nível local e nacional não coincidam.

Há também um atraso na colocação de números e a não contabilização de testes efetuados no âmbito laboratorial e que não são inseridos por médicos na plataforma SINAVE, que contabiliza os casos divulgados no relatório diário da DGS. Esses casos derivados no âmbito laboratorial são incluídos no total acumulado de infetados com covid-19 a nível nacional mas não discriminados por concelho.

Segundo a fonte local, registava-se até ás 18:00 horas de quinta-feira, 1.397 casos acumulados de infetados desde o início da pandemia, mais três do que ontem. Destes, 1.297 já estão recuperados, mais um do que ontem, lamentando-se ainda 74 óbitos. Existem, atualmente, 26 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

Continuar a ler

Braga

Filha denuncia “donativo” de 10 mil euros em 2018 para aceitar idosa num lar de Braga

Corrupção

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

A filha de uma utente do lar de idosos da Irmandade de Santa Cruz, em Braga, denunciou hoje que em 2018 teve de pagar um “donativo” de 10 mil euro por uma vaga, contrariando uma acusação do Ministério Público.

O Ministério Público (MP) acusou um ex-provedor daquela irmandade de “solicitar ou exigir” o pagamento de quantias monetárias para a admissão de utentes para o lar de idosos, mas indicava que este procedimento terminou em 2017, após a entrada do novo provedor.

Em fevereiro de 2018, porém, e segundo contou à Lusa Maria Pereira Reis, a irmandade pediu-lhe um donativo de 10 mil euros como contrapartida de vaga para a admissão da mãe no lar.

“A diretora técnica disse-me que havia vaga para a minha mãe, na condição de aceitar as condições deles. E as condições passavam por fazer um donativo de 10 mil euros, alegadamente destinada a melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirmou.

A Lusa teve acesso ao recibo emitido pela irmandade, que dá conta de um “donativo” de 10.001,54 euros.

Outra condição era o pagamento de uma mensalidade de 700 euros.

A filha manifestou-se convencida de que o seu não deverá ser “nem pouco mais ou menos um caso único”.

Lar supervisionado pela Arquidiocese de Braga cobrava até 40 mil euros por vaga

Adiantou que a família se prepara para avançar com uma queixa no Ministério Público contra a irmandade, por alegados “atropelos constantes” à lei.

Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, a Irmandade é igualmente arguida no processo.

O MP imputa a ambos os arguidos um crime de corrupção passiva no setor privado.

A acusação diz que a partir de 2017, e já com o atual provedor, a diretora técnica deixou de sugerir a entrega de quaisquer quantias, porque o novo responsável “deixou também de emitir ordens nesse sentido”.

A Lusa tentou ouvir o atual provedor, Luís Rufo, mas sem sucesso até ao momento.

No processo que envolve o anterior provedor, o Ministério Público diz que, com a “exigência” de donativos, a irmandade atuou “à revelia de todos os imperativos legais”.

Aponta o caso de 12 utentes, que terão pago entre 7.500 e 40 mil euros para garantirem um lugar no lar.

Com essa “atividade criminosa”, acrescenta a acusação, a irmandade conseguiu uma vantagem patrimonial de 297.500 euros, valor que o Ministério Público quer que o ex-provedor e a irmandade sejam condenados a pagar ao Estado.

Continuar a ler

Populares