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Braga

Braga: Moradores da zona do pavilhão das Gouladas foram à Câmara reclamar das obras

Ricardo Rio diz que empreitada serve comunidade, clube de hóquei e escolas

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Foto: DR / Arquivo

Uma representante dos moradores da zona que circunda o pavilhão desportivo das Gouladas, em São Vítor, Braga, interveio, na tarde de hoje, na reunião da Câmara, para protestar contra os alegados efeitos nefastos das obras, em curso, de ampliação e melhoria da infraestrutura.

Uma parte dos residentes das ruas Adelina Caravana, do Conservatório, Padre Manuel Alaio, Orfeão de Braga e Fundação Calouste Gulbenkian, têm vindo a terreiro denunciar o que consideram ser “uma obra com efeitos desastrosos”, nomeadamente em termos de ruído – com a chegada de autocarros com claques – de estacionamento e tráfego automóvel e com a destruição de um ringue público aberto a moradores.

Em resposta, o presidente da Câmara, Ricardo Rio, disse que o Município considera que a intervenção no pavilhão serve a comunidade local, o clube que o utiliza, o Hóquei Clube de Braga e as escolas.

Descida de taxas

Na reunião, que decorreu na freguesia de Vimieiro, foi aprovada – com os votos contra da CDU no que toca ao IRS – a proposta de descida, em 2022, das taxas de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e de IRS (Imposto sobre o rendimento singular), uma diminuição que acarreta uma perda de receita de dois milhões de euros para os cofres camarários.

Conforme O MINHO noticiou, a taxa de IMI desce de 0,34 por cento para 0,33, enquanto que a de IRS baixa de quatro para 3,75 por cento. A taxa da derrama – que incide sobre os lucros das empresas – mantém-se: 0,1% para as que têm um volume de faturação inferior a 150 mil euros por ano e 1,5 % para os que faturam mais do que esse valor.

Rede ciclável suspensa na Variante

Na reunião, foram ainda debatidos temas como o da suspensão da obra da rede ciclável e pedonal da Variante da Encosta, assunto levantado pelo vereador do PS, Artur Feio. O socialista perguntou quais as razões para a suspensão da empreitada – as quais radicam em problemas legais derivados do facto de o orçamento para o efeito se ter esgotado – e disse que, com a obra, a zona ficou pior.

João Rodrigues explicou as causas da suspensão e contrariou a tese do PS, dizendo que a obra melhora o dia a dia dos cidadãos.

Outro assunto, este levantado pela CDU, foi o da retirada dos pilaretes da Rua do Raio, tendo Ricardo Rio confirmado o facto.

Contrato com a Altice

Os vereadores do PS voltaram a pedir a entrega do contrato que a Câmara renovou, há dias, com a empresa Altice para patrocínio e ‘naming’ do Fórum Braga, o antigo Parque de Exposições.

Ricardo Rio respondeu que o contrato contém cláusulas de confidencialidade, e sublinhou que a sua divulgação iria prejudicar os cofres municipais. Apesar disso, disse que o entregaria aos vereadores da oposição, mas com a condição de estes assinarem uma declaração na qual garantiam que manteriam essa confidencialidade.

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