Braga: DST investe 88 milhões em cem unidades modulares para habitação e residências (estudantis, hospitalares e seniores)

Irá criar 800 postos de trabalho

O dstgroup vai desenvolver no seu campus, em Braga, um empreendimento designado “Living Lab” (Laboratório Vivo), com cerca de 4.000 m2 e aproximadamente 100 unidades modulares habitáveis que responderão a diferentes programas funcionais, designadamente: residências para estudantes, habitações, hotelaria, residências hospitalares e residências seniores.

O seu administrador José Teixeira adiantou a O MINHO que a iniciativa integra um dos programas do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) que a dst lidera, do qual estes projetos fazem parte e que já foram aprovados, com 28 empresas industriais e 17 entidades do sistema científico e tecnológico

. Tem um investimento global de 215 milhões de euros dos quais o dstgroup investe, no seu complexo, em Braga, e nas áreas objeto da unidade de execução de Pitancinhos, cerca de 88 milhões.

Criará 800 postos de trabalho, em que 15% serão doutorados, e tem um objetivo de exportação de 70% da produção.

Três fábricas

Acrescentou que, para isso, serão construídas três fábricas que fazem parte do cluster da construção modular bem como o “living lab” de Investigação e Desenvolvimento (I&D), desenhado pelo arquiteto Norman Foster.

“Trata-se de um exercício de extrema relevância do ponto de vista da sustentabilidade, visto que privilegiará um design baseado nos princípios do Eco-design com recurso a materiais ecológicos (reciclados e recicláveis) e soluções construtivas que visem o Ciclo de Vida do edifício e da sua construção, incluindo estratégias relativas às fases de desmantelamento em fim de vida”, revelou o empresário.

A dst, grupo de engenharia e construção fez uma parceria com a Fundação Norman Foster fez, recentemente, uma parceria para a criação de um laboratório vivo de investigação e testagem de soluções à escala real no âmbito da construção modular e pré-fabricação, em Braga, um projeto que promete “transformar a construção em Portugal”.

O projeto prevê que a equipa da Fundação Norman Foster, liderada pelo conceituado arquiteto, assuma a posição de consultor de investigação e líder de design, trabalhando com outras entidades, numa equipa multidisciplinar, que desenvolverá o design conceptual dos sistemas de construção e de soluções modulares e de pré-fabricação”.

Câmara aprovou

O arranque da iniciativa tornou-se viável após a aprovação, na última reunião de Câmara, de uma proposta do pelouro do Urbanismo, gerido pelo vereador João Rodrigues, para a criação da Unidade de Execução de Pitancinhos, em Palmeira, a qual regula as operações urbanísticas previstas para a zona.

O documento refere que, com a Unidade, se pretende “obter uma adequada estruturação urbana com o novo traçado viário que articule o parque industrial de Pitancinhos com o parque industrial de Adaúfe e a ligação à futura variante do Cávado, articulada com as zonas verdes de utilização coletiva e estacionamento publico”.

Quer-se, ainda, “conseguir uma articulação entre o interesse público e o privado, no uso do equipamento de utilização coletiva em espaço privado, bem como “estimular a instalação de unidade industriais ou de armazenagem de média ou grande dimensão, obedecendo a critérios de integração urbana com a malha existente e com a estrutura viária proposta. – Criação de uma solução urbana que conjugue as necessidades propostas com as previsões e condicionantes regulamentares do PDM nomeadamente, no seu Ordenamento, Classificação e Qualificação do Solo, Estrutura Ecológica, Mobilidade, Património Classificado e Inventariado, Zonamento da Sensibilidade ao Ruído”.

 
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