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Braga

Braga: Banco Alimentar distribuiu 1.403 toneladas de alimentos. Nova campanha em curso

Solidariedade

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Foto: Ilustrativa / DR

O Banco Alimentar Com a Fome (BACF) de Braga distribuiu, este ano, até ao mês de setembro, 1.403 toneladas de alimentar, tendo ajudado 32.937 pessoas. A nova campanha de recolha começou na quinta-feira e prolonga-se até 13 de dezembro através de vales e online.

“Os portugueses, e os cidadãos do distrito de Braga em particular, têm respondido com grande generosidade a estes apelos, com a doação de bens alimentares e como voluntários. Estamos confiantes de que a próxima Campanha não será exceção”, refere a instituição em comunicado.

O BACF de Braga realça que a pandemia, “com as consequências económicas decorrentes das medidas de confinamento, fez aumentar consideravelmente os pedidos de apoio, pelo que as doações de alimentos são, mais do que nunca, essenciais”.

“Teremos de unir esforços, para que nenhum prato fique vazio”, salienta a instituição.

Nova campanha em curso

A nova campanha de recolha do Banco Alimentar começou na quinta-feira, 26 de novembro, e prolonga-se até 13 de dezembro, mas devido à pandemia não se realizará nos moldes habituais com a doação de alimentos a voluntários nos supermercados.

A campanha decorrerá em duas modalidades: através da doação de Vales nos supermercados; e doando online, através do site www.alimentestaideia.pt

O produto da Campanha será distribuído localmente – no distrito de Braga – através de Instituições Privadas de Solidariedade Social, previamente selecionadas e acompanhadas ao longo de todo o ano pelo Banco Alimentar de Braga.

“Este modelo de intervenção permite uma grande proximidade entre quem dá e quem recebe e possibilita o desenvolvimento de um trabalho de inclusão social que vai para além do mero assistencialismo”, salienta o BACF de Braga.

Sob o mote “À nossa mesa há sempre lugar para mais um”, a campanha do BACF-Braga sensibiliza todos para que preencham o vazio das muitas famílias que são afetadas por um cenário de carência alimentar todos os dias, uma situação agora agravada, reforçando a importância do contributo e envolvimento de cada um. Podem fazê-lo através da modalidade Ajuda Vale, já utilizada em campanhas anteriores.

Como pode fazer doações?

A Campanha “Ajuda Vale” permite a recolha de alimentos sob a forma de vales/cupões que representam alguns produtos básicos, como azeite, óleo, leite, salsichas e atum. Cada cupão representa uma unidade do produto (por exemplo, ‘1 litro de azeite’, ‘1 litro de leite’, etc.). Este cupão, para além de mencionar que se trata de uma entrega destinada aos Bancos Alimentares Contra a Fome, refere de forma clara a identificação do tipo de produto, a respetiva unidade e inclui um código de barras próprio, através do qual é efetuado o controlo das dádivas. Ao efetuar o pagamento, o doador deve indicar ao operador da caixa registadora a sua intenção de doar alimentos através de Vales do Banco Alimentar, ficando os produtos claramente identificados no talão de caixa. A logística de transporte para os Bancos Alimentares Contra a Fome fica a cargo de cada uma das cadeias de distribuição. Trata-se de um processo cuja execução é auditada externamente.

Adicionalmente, e dando ainda a oportunidade a todos aqueles que não têm a possibilidade de se deslocarem aos supermercados ou residem fora de Portugal, o Banco Alimentar disponibiliza o portal de doação online alimentestaideia.pt onde podem escolher bens perecíveis para doar.

O Banco Alimentar foi criado em Portugal em 1991 com a missão de lutar contra o desperdício e distribuir apoio a quem mais precisa de se alimentar, em parceria com instituições de solidariedade e com base no trabalho voluntário. Existem atualmente 21 Bancos Alimentares (nas zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Madeira, Zona Oeste, Portalegre, Porto, S. Miguel, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo, Viseu). A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares encoraja a rede e representa os Bancos Alimentares a nível nacional e internacional.

Braga

Parque de campismo no Gerês vence prémio internacional de acessibilidade

Turismo

O Parque Cerdeira, localizado no Parque Nacional Peneda-Gerês, no concelho de Terras de Bouro, venceu um dos prémios internacionais da ADAC Camping Gala 2021, na categoria de Demographic Change & Accessibilitity, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a administração do parque explica que a avaliação foi feita tendo em base testemunhos de inspetores, jornalistas e outros membros do clube ADAC, que valorizaram as condições do parque para com os seus clientes, sobretudo no que diz respeito a necessidades dos mais seniores.

De acordo com o júri, esta distinção não passa apenas pela acessibilidade para pessoas com deficiência, mas também pelos serviços para atender as necessidades crescentes de idosos.

“Numa altura em há um envelhecimento crescente da nossa sociedade, o Parque Cerdeira respondeu ao desafio fazendo um grande investimento na remodelação das instalações, dentro do conceito do design universal, com ajuda da linha de apoio que o Turismo de Portugal lançou para o turismo acessível”, refere José Carlos Pires, da administração.

O responsável afirma ainda que “o setor atravessa um momento muito difícil, sem fim à vista, pelo que este prémio nos dá um novo alento para mantermos a nossa visão de fazer deste espaço o melhor local do país de prática de Turismo Responsável, de reduzido impacto e íntimo contacto com a Natureza”.

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Braga

Estudantes da UMinho amontoados em corredor à entrada para testes

Universidade apela à responsabilidade da comunidade académica

Foto: DR

Imagens a que O MINHO teve acesso mostram dezenas de estudantes da Universidade do Minho (UM) sem distanciamento no corredor do Complexo Pedagócio 2, no campus de Gualtar, em Braga . Ao que O MINHO apurou, são alunos de dois cursos que esperavam a entrada nas respetivas salas para a realização de testes. A UM nota que o espaço está marcado e apela à responsabilidade dos estudantes – e restante comunidade académica – para cumprir as regras.

A situação registou-se na terça-feira, pelas 18:00, e as imagens foram captadas cerca de dez minutos antes do início dos exames. Um estudante, devidamente identificado por O MINHO, mas que pediu para manter o anonimato, critica o facto de terem sido marcados dois testes, de cursos diferentes, em simultâneo “para o mesmo corredor”, sendo “impossível manter o distanciamento”.

A mesma fonte acrescenta que, àquela hora, a “universidade estava vazia” e, portanto, o ajuntamento era evitável, podendo os testes terem sido marcados para outras salas.

“O local tem sinalética visível e adequada”

O MINHO teve acesso a um primeiro vídeo com o qual confrontou a UM. Posteriormente, já depois da resposta da academia, o nosso jornal teve acesso a um outro vídeo da mesma situação publicado na rede social Instagram. Tendo em conta esse primeiro vídeo, a universidade respondeu que “as imagens não são claras”, mas aponta que “o local tem sinalética visível e adequada que lembra as regras e indica o distanciamento entre todos os utilizadores”.

Nesse sentido, a UM , inclusivamente, enviou a O MINHO imagens do CP2 em que mostra toda a sinalização colocada para garantir o distanciamento social com vista a conter a propagação da pandemia (as quais reproduzimos de seguida).

Foto: UMinho

Foto: UMinho

Foto: UMinho

Foto: UMinho

Foto: UMinho

A UM apela, ainda, à responsabilidade da comunidade académica: “Para fazer face a esta pandemia a UMinho conta com a colaboração de todos os seus agentes de Saúde Pública, os estudantes, os professores, os trabalhadores, solicitando a todos e cada um que sejam responsáveis e zeladores pelo cumprimento das regras”.

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Braga

Delegado de saúde de Braga critica “onda de otimismo irritante” vivido a partir de maio

Covid-19

Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O delegado de Saúde de Braga, Mário Freitas, criticou hoje a “onda de otimismo absolutamente irritante” que o país viveu a partir de maio, que, como disse, ajudou a criar “um mundo imaginário” em Portugal, “onde ia correr tudo bem”, referiu, falando numa videoconferência promovida pela Universidade do Minho.

Mário Freitas disse que o que está acontecer este mês “era previsível”, pelo que lhe custa a entender “esta reatividade tão lenta”, com “tanta demora na tomada de decisões”

“Neste momento, face ao número de mortos por covid-19, é como se todos os dias estivesse a cair um ‘airbus’ cheio de gente em Portugal. Se isso acontecesse, não fazíamos nada? Estamos a fazer o que consideramos adequado para cada momento mas a realidade ultrapassa-nos”, referiu.

Criticou igualmente a manutenção das escolas abertas, sublinhando que a discussão “maiores de 12 ou menores de 12 nem sequer deve ser colocada”.

A este propósito, questionou por que é que a opinião “de um ou dois especialistas vale mais do que a de todos os outros.

“Fechar tudo”

O assessor do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte Óscar Felgueiras admitiu que a pandemia de covid-19 poderá ser “a maior tragédia” da história de Portugal e defendeu que é preciso “fechar tudo” para a combater.

Óscar Felgueiras, que é também professor do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, defendeu que o “fechar tudo” deve também englobar as escolas.

“O que temos à nossa frente é, provavelmente, a maior tragédia dos últimos séculos, se é que possível encontrar na história do país algo semelhante ao que está e vai acontecer em termos da dimensão do número de óbitos”,

Para aquele especialista, o que vai acontecer nas próximas semanas será um “continuado” aumento de casos, de internamentos e de óbitos.

“Serão as semanas mais difíceis de sempre”, alertou.

Para “controlar os danos”, defendeu que Portugal deve seguir o exemplo da Irlanda, fechando tudo.

Tentar controlar os danos é o que podemos fazer, não os resta outra hipótese

“E é isso que vai ter de acontecer, não resta grande alternativa, estamos a enfrentar algo que não tivemos de enfrentar antes. Creio que é inevitável [fechar tudo], perante o que temos pela frente. Tudo o que for feito será pouco, é uma situação que não tem sequer comparação com a primeira ou a segunda vaga”, acrescentou.

Concretamente em relação às escolas, Óscar Felgueiras lembrou que já na semana passada defendeu o encerramento “pelo menos” a partir dos 12 anos.

“Neste momento, já não sei se é suficiente”, frisou.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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