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Braga

Braga: Agere e Braval acordam com sindicatos 35 horas e salário base de 655 euros

Trabalhadores recebem meio ano de retroativos

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Foto: DR / Arquivo

As empresas Agere e Braval assinaram esta sexta-feira, em Braga, no Altice Forum, um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), que fica em 35 horas semanais o período normal de trabalho dos funcionários, salário base de 655 euros. No caso da Braval 42 colaboradores subcontratados serão integrados na empresa. Este acordo preconiza uma previsão de aumentos de custos de 1 milhão de euros na AGERE e de 350 mil euros na Braval.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, dos administradores da Agere, empresa de aguas e resíduos de Braga, da Braval, empresa que procede à valorização e tratamento dos resíduos sólidos no Baixo Cávado,  e dos representantes dos sindicatos acima referidos.

O acordo tem um período de vigência de dois anos e entra em vigor no quinto dia posterior à sua publicação. Exceto a tabela remuneratória que entra em vigor em 01 de julho deste ano, ou seja, os trabalhadores receberão retroativamente meio ano, sendo que, para ambas as empresas, foi definido como ordenado base o valor de 655 euros.

O acordo estipula que o período normal de trabalho passa para as 35 horas, para todos os trabalhadores.

Foram criadas as condições específicas de trabalho, que permitirão em situações devidamente fundamentadas o período normal de trabalho diário ser antecipado ou adiado até duas horas e, por outro lado, por períodos nunca superiores a uma semana de trabalho, pode o período normal de trabalho diário ser aumentado até ao máximo de duas horas em épocas festivas ou quando ocorra a realização nos vários Municípios de eventos para os quais seja necessário garantir condições de higiene, manutenção ou mobilidade em condições extraordinárias.

42 trabalhadores integrados nos quadros da Braval

O período anual de férias tem a duração mínima de vinte e dois dias úteis, ao qual acresce um dia útil por cada dez anos de serviço.

A duração do período de férias pode ainda ser aumentado no quadro de sistemas de recompensa do desempenho, mediante avaliação positiva, em 1 ou 2 dias.

Para além dos feriados legalmente obrigatórios passam a ser ainda considerados os dias dos feriados municipais e a terça-feira de Carnaval, deixando, portanto, esta de ser considerada tolerância.

Serão ainda automaticamente considerados como tolerância de ponto o dia útil anterior ao dia 25 de dezembro; o dia útil anterior ao dia 1 de janeiro; e a segunda-feira de Páscoa.

Relativamente a faltas, para além das legais, passam a contar como justificadas as ausências previamente autorizadas, no caso de trabalhadores que sejam bombeiros voluntários, pelo tempo necessário a acorrer a sinistro ou acidente. Serão também justificadas as ausências para efeitos de doação de sangue.

Há no acordo um capítulo específico para a Igualdade e não discriminação, regulamentando o Direito à igualdade no acesso a emprego e no trabalho, a proibição de discriminação, a indemnização por ato discriminatório e a proibição de assédio.

Relativamente a retribuições, na Braval foi criado um subsídio de triagem de resíduos: os trabalhadores terão direito a um subsídio de 0,40 euros por cada hora de serviço efetivamente prestado. Foi também criado um subsídio de prevenção específico para os trabalhadores da área do biogás e da informática quando escalados para tal de 0,25 euros por hora.

No pagamento do trabalho suplementar, caem os 25% pela primeira hora ou fração desta e passam todas a ser remuneradas a 37,5% por hora ou fração subsequente, em dia normal de trabalho.

Na Agere foi estabelecido um mecanismo de participação nos resultados da empresa de todos os trabalhadores, cujo cálculo base começa para resultados líquidos do exercício de valor igual ou superior a quatro milhões de euros.

Na Braval, os cerca de 42 colaboradores que estavam a trabalhar através da subcontratação de uma empresa de trabalho temporário serão integrados nos quadros da empresa.

Os impactos económicos esperados são de um milhão de euros na Agere e 350 mil na Braval.

“Capital mais importantes são os nossos recursos humanos”

“Mas não existirá maior impacto do que aquele que é esperado pelo aumento da motivação dos nossos colaboradores, por termos conseguido concretizar rapidamente aquilo que muitos prometeram no passado, mas não foram capazes de concretizar”, salienta, em declarações a O MINHO, o presidente das duas empresas, Rui Morais.

“Resta-me por isso agradecer, em nome dos dois conselhos de administração, aos acionistas, ou seja, aos seis presidentes de camara que compõe o baixo cavado, Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde bem como aos acionistas privados, por um lado pela criação das condições necessárias à realização das negociações e por outro pelo impulso necessário ao fecho das mesmas”, declara o responsável, estendendo os agradecimentos “às duas estruturas sindicais pela forma elevada como decorreram as negociações”.

“Acérrimos defensores dos interesses dos trabalhadores, mas sempre cientes da necessidade da obtenção de consensos no sentido de levarmos a bom porto esta ‘empreitada’”, realçou Rui Morais.

O responsável considera que “as apostas dos últimos anos têm colocado a Agere e a Braval no top das empresas nacionais e europeias” e estas continuarão a servir a região “com a máxima qualidade e excelência”.

“Mas o investimento, não pode, e não é só feito em termos materiais. Existe um capital importante, diria mais, fundamental para que esta estratégia chegue a bom porto. Esse capital são os nossos Recursos Humanos”, reforça, lamentando o bloqueio de “sucessivos Orçamentos de Estado, que praticamente congelaram a 100% todas as atualizações pecuniárias, bafejados apenas pela atualização do salário mínimo”.

“Não poderíamos deixar de aproveitar a abertura legal da possibilidade de atualização através de acordos com os representantes dos trabalhadores”, considera, dando conta de que este processo foi iniciado em 2019 “com total abertura de todas as partes (Agere, Braval, SINTAP e STAL) e, apesar da pandemia, as negociações nunca foram suspensas”.

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Braga

Concelho de Braga com 1.897 casos ativos, 165 mortos e 10.851 recuperados

Covid-19

O concelho de Braga mantém a tendência de subida de novos casos de covid-19, com mais 358 infeções confirmadas nas últimas 48 horas.

Casos ativos são atualmente 1.897, mais 118 do que os registados na quarta-feira.

Estes números foram apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde e atualizados às 17:30 desta sexta-feira.

Desde o início da pandemia foram registados 12.913 casos no concelho.

O número de óbitos subiu para os 165, mais dois em dois dias.

Há ainda um total de 10.851 recuperados, mais 238 desde quarta.

Há 1.603 pessoas em vigilância ativa.

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Braga

‘Doutores Palhaços’ levam alegria às crianças do Hospital de Braga por videochamada

Operação Nariz Vermelho

Foto: DR

As visitais aos hospitais estão suspensas e a Operação Nariz Vermelho encontrou um método alternativo, para levar alguma alegria às crianças hospitalizadas nos diversos hospitais do país, incluindo no Hospital de Braga, desde a primeira semana de dezembro. À terça-feira, uma dupla de “Doutores Palhaços” interage em tempo real, por videochamada, com as crianças e seus familiares. Desta forma, ao Hospital de Braga já levaram boa disposição e alegria a cerca de 60 crianças internadas.

“Esta visita personalizada por videochamada, efetuada por profissionais competentes e treinados a trabalhar em meio hospitalar, é um momento que transporta os doentes e os seus pais para fora do Hospital, para um convívio onde o riso e a bom disposição estão sempre presentes. Há música, teatro e contam-se histórias”, destaca Almerinda Pereira, diretora do serviço de pediatria do Hospital de Braga, em declarações a O MINHO.

Almerinda Pereira, diretora do serviço de pediatria do Hospital de Braga

Neste momento pandémico, “as visitas às crianças internadas estão limitadas e as salas de atividades lúdicas não podem ser usadas, por motivos de saúde e segurança. As crianças internadas e os seus pais estão limitados à permanência no quarto hospitalar”, contextualiza Almerinda Pereira. A diretora salienta, ainda, que, “para as crianças e adolescentes internados, e os seus pais, a interação personalizada com os Doutores Palhaços é um momento de lazer muito positivo”.

Em março, a Operação Nariz Vermelho já havia lançado o seu próprio canal de Youtube, “TV ONV”, no intuito de produzir conteúdos de entretenimento da dupla “Doutores Palhaços” e disponibilizá-los, para todas as crianças no país, que no hospital, e devido à pandemia, não podem receber visitas.

A proposta Palhaços na Linha “permitirá aos artistas criar números específicos em cada quarto e com cada criança, ajudando-a a afastar-se, por momentos, da realidade que vive no hospital”, explica Fernando Escrich, Diretor Artístico da Operação Nariz Vermelho, em comunicado enviado a O MINHO.

Foto: DR

Foto: DR

Foto: DR

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O Diretor Artístico acrescenta ainda: “Os Doutores Palhaços deram mais uma vez rédea solta à sua criatividade, montaram estúdios nas suas casas para terem cenários incríveis para as videochamadas, e conseguem através delas criar uma proximidade muito maior com a criança, o “olhos-nos-olhos” que não tínhamos desde o início da pandemia”.

Este novo modelo de interação em tempo real já vinha a ser pensado há muito tempo, pela Operação Nariz Vermelho, quando os profissionais compreenderam a importância de haver um contacto mais direto entre os artistas e as crianças, que não dependesse do regresso das visitas presenciais aos hospitais.

Além do Hospital de Braga, serão abrangidos pela iniciativa o Hospital Garcia de Orta (Almada), o Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca (Amadora), o Beatriz Ângelo (Loures), o Hospital do Barreiro, o Hospital D. Estefânia, o Hospital de Santa Maria, o Hospital de Santa Marta, o IPO-Porto, o Centro Hospitalar de Gaia-Espinho, o Hospital Pediátrico de Coimbra e Centro Materno-Infantil do Norte.

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Braga

Circulação no centro histórico de Braga condicionada por causa do gelo

Frio

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Polícia Municipal (PM) de Braga efetuou o balizamento de algumas zonas da cidade onde existe possível acumulação de gelo face às baixas temperaturas dos últimos dias.

As camadas de gelo e geada que duram desde o início do mês, já originaram algumas quedas na cidade e, após patrulhamento e reconhecimento, a coordenação da PM identificou numa lista os locais de potencial perigo para os transeuntes.

Nuno Ribeiro, coordenador da PM de Braga, apontou a O MINHO diferentes locais “de risco” situados em zonas do centro histórico, como é o caso da Praça da República, Campo da Vinha, Avenida Central, entre outros.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“O tempo que se faz sentir tem gelado alguns pontos da cidade e a PM, sempre atenta, achou por bem restringir o acesso a determinadas zonas para evitar acidentes”, disse o responsável.

As ‘balizas’ vão perdurar até “se verificar que já não existe risco” de circulação naqueles locais, ou seja, quando as temperaturas mínimas subirem, algo que é esperado que aconteça durante a próxima semana.

Apesar do confinamento geral, ainda há várias lojas abertas no centro da cidade que são exceções, pelo que ainda existe alguma circulação pedonal no centro da cidade.

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