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Braga

Bosch assina nova parceria com UMinho focada na mobilidade e indústria conectada

Multinacional escolheu a academia minhota e a Universidade do Porto para novas parcerias de 50 milhões, até 2022

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O primeiro-ministro António Costa marcou presença esta segunda-feira, dia 25, em Ovar, na cerimónia de assinatura das novas parcerias de inovação da Bosch com a Universidade do Minho (UMinho) e a Universidade do Porto (U.Porto).

Segundo fonte da multinacional alemã, em informação enviada a O MINHO, os projetos, que assinalam um novo ciclo de investimento na inovação em Portugal, têm como foco o desenvolvimento de soluções nas áreas da mobilidade, cidades inteligentes e seguras e indústria conectada.

“Está previsto um investimento total de mais de 50 milhões de euros até 2022 e a contratação de cerca de 300 pessoas pela Bosch e as universidades”, salienta.

Na cerimónia estiveram ainda presentes o ministro Adjunto e da Economia, os reitores das Universidades do Minho e do Porto, o presidente da câmara de Ovar e o presidente da AICEP, entre outros convidados.

A unidade da Bosch em Braga e a UMinho foram pioneiros na aproximação entre a indústria e a academia em Portugal. Ao iniciarem, em 2013, aquela que seria a maior parceria de inovação no país, estavam a criar um modelo mutuamente benéfico visto no país como um exemplo a seguir.

Desde então, cerca de 75 milhões de euros foram investidos na criação de soluções para a mobilidade e indústria conectada, criando conhecimento crítico que, de acordo com a Bosch, contribui ativamente para o aumento da competitividade de Portugal no mercado global.

Com o sucesso das duas primeiras fases, que levou ao desenvolvimento de inovações na área do interface homem-máquina, o evento em Ovar assinalou a continuidade desta parceria e a formalização da terceira fase, que representa um investimento de 35 milhões de euros e a contratação de cerca de 60 novos colaboradores para a Bosch e 70 investigadores para a UMinho.

Para Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal e administrador técnico da Bosch em Braga, “a parceria com a UMinho tem sido decisiva para o crescimento da empresa em Portugal. Hoje, Bosch em Braga é vista como um polo de inovação e contribui fortemente para a mobilidade autónoma e conectada, e muito deste reconhecimento deve-se à forte cooperação com os investigadores dedicados aos projetos de inovação na universidade”.

Até 2022, as equipas da Bosch e da UMinho estarão focadas no desenvolvimento de tecnologia essenciais para que o veículo seja capaz de detetar o ambiente circundante e tomar decisões com base em inteligência artificial e sensores. Para o Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, “Estes novos projetos representam o reconhecimento dos excelentes resultados obtidos até ao momento no âmbito da parceria entre a UMinho e a Bosch ao nível do emprego científico e do emprego qualificado gerado, dos processos de inovação induzidos e dos impactos económicos resultantes. Os novos projetos representam também a possibilidade de se aprofundar o caminho
até agora prosseguido, antecipando-se, face à experiência anterior, novos e importantes avanços na mobilidade e indústria conectada, com base numa plataforma de colaboração entre a UMinho e a Bosch, que se tornou já um exemplo, internacionalmente reconhecido, de colaboração entre a universidade e a indústria.”

Mais segurança nas cidades inteligentes é o foco da nova parceria entre a Bosch e a U.Porto

Motivada pelo sucesso da parceria de inovação com a UMinho, a Bosch aproveitou o evento para assinar uma nova parceria com a Universidade do Porto. Juntos, os parceiros propõem-se a responder e antecipar os desafios que se colocam às sociedades urbanas modernas, desenvolvendo um ecossistema IoT (Internet of Things) para cidades seguras. O projeto “Safe Cities” representa um investimento de 16 milhões de euros e a integração de cerca de 30 novos colaboradores na unidade da Bosch em Ovar e mais de 85 investigadores na Universidade do Porto.

Para António de Sousa Pereira, Reitor da Universidade do Porto, “É com grande interesse que a Universidade do Porto se associa à Bosch Ovar no projeto Safe Cities”. O consórcio estabelecido “traduz a confiança da Bosch Ovar nas competências científicas e tecnológicas da Universidade do Porto, em particular da sua Faculdade de Engenharia. A Universidade do Porto e a FEUP estão comprometidas com os objetivos do projeto Safe Cities e, neste sentido, vão desenvolver os esforços necessários para que o consórcio com a Bosch Ovar cumpra o seu propósito de produção de conhecimento com valor científico e socioeconómico na área dos sistemas de segurança para cidades”. De resto, a Universidade do Porto dispõe de “massa crítica no abrangente domínio das
smart cities, incluindo competências tecnológicas associadas à Internet das Coisas”, acrescenta.

Para a Bosch, a parceria com a Universidade do Porto é uma situação win-win: “Se por um lado coloca a Bosch Ovar no leque de empresas que beneficiam da capacidade de desenvolvimento e investigação das universidades portuguesas, por outro, permite que a empresa se projete para o futuro de uma forma cada vez mais consistente e assente na premissa Invented in Portugal”, afirma António Pereira, administrador da Bosch em Ovar. Os resultados do projeto “Safe Cities” serão testados na cidade do Porto.

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Braga

Tribunal volta a obrigar António Salvador a pagar mais meio milhão a ex-sócio de Braga

Guerra do ‘camião do fraque’

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Domingos Correia e António Salvador. Fotos: DR / Arquivo

Guerra do camião do fraque. É a segunda sentença desfavorável a António Salvador no Tribunal de Famalicão. E a fatura a pagar ao seu ex-sócio, Domingos Correia, já vai em perto de 800 mil euros. Mas o conhecido empresário, dono da Britalar, de Braga, diz que vai recorrer.

Conforme O MINHO então noticiou, em abril, o Tribunal de Comércio de Famalicão condenou António Salvador a pagar 261 mil euros ao dono das Construções Ar-Lindo. Há dias, e numa segunda sentença, o mesmo Tribunal voltou a rejeitar o embargo apresentado pelo empresário da Britalar, à execução de 438 mil euros ( 500 mil com juros) que lhe foi movida por Domingos Correia, a título pessoal, por uma causa de uma dívida resultante da cessão da quota de 49,5 por cento na firma BritalarMoz, que ambos possuíam em Moçambique. Cessão acordada em 1,1 milhões.

Salvador, que se havia oposto às duas penhoras, apresentando cauções, argumentou que já tinha pago, em 2013, através de transferências bancárias. Tese a que o Tribunal não atribuiu “credibilidade”.

Documentos

Domingos Correia apresentara, na acção, um documento intitulado “Declaração Confissória de Dívida e Acordo de Pagamento”, de 2012, no qual a Britalar Ar-Lindo Moz, SA, assumia uma dívida de 500 mil dólares americanos (438 mil euros) que recebeu a título de empréstimos não remunerados, para necessidades de tesouraria.

Ao todo, Correia exige a Salvador, a quantia de 1,3 milhões de euros, resultante da cessão da posição que detinha na Britalar Ar-Lindo Moz, SA.

Uma terceira execução, de 300 mil euros, vai entrar no Tribunal, disse ao JN fonte da Ar-Lindo.

O caso remonta a 2011, quando os dois construtores constituíram uma parceria para o mercado moçambicano. Para tal, foi constituída a sociedade Using Better, Lda., tendo como sócias a Europa Ar-Lindo, SGPS, e a Britalar, SGPS. De seguida, e com dois sócios moçambicanos, formaram a sociedade Britalar AR-Lindo Moz, SA. Só que – concluiu o Tribunal – “desde cedo as relações entre ambos se deterioraram, o que levou a que, em setembro de 2012, se formalizasse a separação”.

O MINHO contactou António Salvador que não se quis pronunciar, embora fonte que lhe é próxima tenha adiantando que vai recorrer da decisão, para a “Relação do Porto”.

Fraque em julgamento

Foto: Facebook / Arquivo

Antes de recorrer a Tribunal, Domingos Correia pôs a circular na cidade, um «camião do fraque» com os dizeres “Caloteiro! Paga o que deves”. Que estacionou à porta do estádio, em dia de jogo do Sporting de Braga, e em frente à casa de Salvador. Uma alegada “intimidação e difamação” e “ofensa à família”, que motivou queixa de Salvador e que vai ser julgada em setembro no Tribunal de Braga.

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Braga

Jovem hospitalizado após agressões à porta de discoteca na Póvoa de Lanhoso

Na Avenida da República.

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Foto: Arquivo

Um jovem na casa dos 25 anos foi transportado para as urgências do Hospital de Braga na sequência de agressões, esta manhã de domingo, em Póvoa de Lanhoso.

Ao que apurou O MINHO junto de fonte envolvida na emergência, o jovem apresentava hematomas e escoriações, depois de estar envolvido em confronto em frente a um espaço de diversão noturna na Avenida da República.

O alerta foi dado pelas 08:34 deste domingo e, ao que O MINHO apurou, a discoteca já se encontrava encerrada há algum tempo.

Ao local acorreram os Bombeiros da Póvoa de Lanhoso, situados a pouco mais de 50 metros do local, transportando a vítima para o Hospital de Braga com ferimentos considerados “ligeiros”.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Bom Jesus é dos locais mais ‘instagramáveis’ da Europa, diz televisão pública belga

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Foto: Blogger "umpinguinho"

A nomeação de Braga como o segundo destino europeu do ano de 2019 está na base da classificação da cidade como uma das mais instagramáveis da Europa, sobretudo graças ao escadório do Bom Jesus, ou assim o diz a estação de televisão pública belga RTBF.

 

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Mas nem tudo é positivo. Esta descrição do monumento religioso parte de um princípio que, hoje em dia, há uma maior procura de destino de férias, não pelas memórias em si, mas sobretudo pelo enquadramento de fotografias para redes sociais.

A RTBF questiona como é que Braga ficou à frente de Florença na lista de melhores destinos europeus. A resposta? Instagram. Os belgas dizem que “Braga é muito fofa” indicando que já realizaram um trabalho na urbe bracarense “há 7 anos, quando o Norte de Portugal não era tão turístico”, mas que isso por si só não deveria chegar para ultrapassar uma cidade como Florença, à qual apelidam de “jóia de cultura, gastronomia e arte italiana”.

Os belgas acreditam que o escadório do Bom Jesus é o monumento que mais força dá a Braga e que existe um desejo na procura pela “escadaria instagramável” que passa no feed de Instagram de utilizadores um pouco por todo o mundo.

 

 

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Sobre o escadório, “nada a dizer”. “É soberbo”, referem, dando também destaque à Sé Catedral e “às poucas ruas comerciais” do centro da cidade. “Mas daí até propor a cidade como segundo melhor destino turístico… Temos as nossas dúvidas”, escrevem.

O texto surge a propósito de uma nova profissão que começa a existir em alguns destinos turísticos mundiais. o “instabutler“, uma espécie de mordomo para o Instagram.

Explica a publicação que quem vai de férias para um lugar exótico e, ao lado do tradicional concierge de hotel que prepara atividades e passeios, já pode contar com quem o leve aos locais “mais instagramáveis” da região.

E para isso, o instabutler vai equipado com uma variedade de acessórios e sabe as horas em que as fotos serão mais bonitas ou os monumentos que melhor se encaixam numa foto de perfil nas redes sociais.

A National Geographic Portugal publicou em julho deste ano a lista das 10 cidades “mais instagramáveis” de Portugal, e Braga não foi incluída.

Lisboa, Porto, Coimbra, Águeda, Aveiro, Obidos, Peniche, Alcácer do Sal, Seia e Faro foram as cidades escolhidas pela publicação.

Se Braga é, ou não, um dos locais favoritos para retratar momentos apelativos para as redes sociais, não sabemos, mas a verdade é que foi eleito o segundo melhor destino turístico europeu em 2019. E isso ainda parece suscitar discussão em alguns países.

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