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Bolsonaro eleito 38.º Presidente do Brasil

Novo Presidente do Brasil venceu com 64,4% em Lisboa.

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Foto: DR

O candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL) foi hoje eleito Presidente do Brasil, com 55,6% dos votos quando estão 92,08% das secções de voto apuradas.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, que começaram a ser divulgados às 19:00 locais (22:00 em Lisboa), Fernando Haddad (PT, esquerda), conquistou 44,4%% dos votos contabilizados.

Segundo a imprensa brasileira, os votos que faltam contabilizar não alteram a vitória de Bolsonaro.

População de Braga terá crescido 5% com chegada de 10 mil brasileiros

Jair Bolsonaro sucede a Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil.

Capitão do exército reformado e defensor da ditadura militar – regime que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 -, Jair Messias Bolsonaro nasceu a 21 de março de 1955 (63 anos) e iniciou a carreira política como uma figura caricata de posições extremas e discursos agressivos em defesa da autoridade do Estado e dos valores da família cristã.

Chamado de “mito” e “herói” pelos seus apoiantes e de “perigo à democracia” por críticos e adversários, Jair Bolsonaro está na política brasileira há 28 anos e foi eleito deputado (membro da câmara baixa) sete vezes consecutivas, mas sem nunca ter ocupado um cargo importante no Parlamento.

Bolsonaro ganhou notoriedade nos últimos anos e transformou-se num líder capaz de mobilizar milhares de eleitores desiludidos com a mais severa recessão económica da história do Brasil, que eclodiu entre os anos de 2015 e 2016, ao mesmo tempo em que as lideranças políticas tradicionais do país têm sido envolvidas em escândalos de corrupção.

Novo Presidente do Brasil com 64,4% em Lisboa

O candidato da extrema-direita às eleições presidenciais brasileiras, Jair Bolsonaro, venceu a votação nas 27 assembleias de voto em Lisboa, conquistando 64,4% dos 6.948 votos válidos, segundo os resultados oficiais.

De acordo com os dados afixados na Faculdade de Direito, onde decorreu a votação em Lisboa, Jair Bolsonaro (Partido Social Liberal – PSL) obteve 4.475 votos contra 2.473 votos (35,5%) do candidato do PT (Partido dos Trabalhadores, esquerda), Fernando Haddad.

Cerca de 147,3 milhões de eleitores brasileiros foram chamados hoje às urnas para decidir quem será o próximo Presidente da República brasileiro, numa disputa entre a extrema-direita, com Jair Bolsonaro, e a esquerda, com Fernando Haddad.

Além da corrida para o cargo de Presidente, os brasileiros terão também de escolher os próximos representantes no parlamento (Câmara dos Deputados e Senado) e nos governos regionais que não ficaram definidos na primeira volta, que se realizou a 07 de outubro.

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Primeiro dia oficial de campanha começa hoje, com PS e PSD a norte, CDS ao centro, PCP e BE a sul

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR

A campanha oficial para as legislativas de 06 de outubro arranca hoje, apesar de estar na rua há semanas, com os líderes a espalhar-se de norte a sul do país.

No dia em que há eleições regionais na Madeira, o presidente do PSD e o secretário-geral do PS optaram por fazer campanha a norte.

Se não chover, Rui Rio fará um passeio de bicicleta no Porto para assinalar o dia europeu sem carros, e António Costa tem previsto um passeio nas ruas de Espinho, distrito de Aveiro.

É preciso descer no mapa até à Guarda para encontrar a caravana do CDS e de Assunção Cristas, que vai visitar a feira farta, na cidade mais alta do país, e depois desce até ao distrito de Santarém para um passeio na margem do Tejo, em Valada, perto de Salvaterra de Magos.

Os restantes líderes, do Bloco de Esquerda e do PCP, estarão a sul. Catarina Martins vai almoçar com personalidades ligadas à cultura, em Queluz. Jerónimo de Sousa participa num encontro com artistas e trabalhadores da cultura, no Museu do Aljube, na capital, almoça com militantes e apoiantes em Barcarena, Oeiras, e tem uma festa-comício em Loures, distrito de Lisboa.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que elege um deputado em 2015, não tem previstas ações no primeiro dia oficial de campanha, período que se prolonga por duas semanas, até 04 de outubro, sendo o dia 05 o dia de reflexão.

Em dia de eleições na Madeira, os maiores partidos têm previstas declarações, à noite, nas suas sedes partidárias, em Lisboa, sobre os resultados das regionais naquela região autónoma.

As caravanas dos partidos fazem milhares de quilómetros, de norte a sul país, e investem milhares de euros nas campanhas eleitorais – este ano os orçamentos dos 21 partidos e coligações atingem 8,1 milhões, ainda assim abaixo dos gastos de 2015.

Segundo um estudo, da autoria de Marco Lisi, investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS), com base em inquéritos pós-eleitorais, um mês antes das eleições de outubro de 2015, a grande maioria dos eleitores inquiridos (70%) já tinha decidido o seu sentido de voto, 10% decidiu durante o mês antes, enquanto menos de 20% restantes afirmaram que só o fizeram na semana anterior à votação, durante a campanha eleitoral.

Os portugueses vão às urnas em 06 de outubro para escolher os 230 deputados à Assembleia da República, numas eleições que determinarão depois a escolha do futuro Governo.

Esta é a 16.ª vez que os portugueses serão chamados a votar em legislativas em democracia, incluindo as eleições para a Constituinte, em 1975, um ano após a “Revolução dos cravos”, em 25 de Abril de 1974.

Às eleições de outubro concorrem partidos e coligações em número recorde – 21 – embora apenas 15 se apresentem a todos os círculos eleitorais.

No total, são eleitos 230 deputados numas eleições que, ao longo dos anos, têm vindo a registar um aumento da taxa de abstenção, uma tendência à escala europeia.

Depois de terem concorrido em coligação em 2015, PSD e CDS apresentam-se em separado às eleições. O PS também concorre sozinho, o mesmo acontecendo ao Bloco de Esquerda. O PCP apresenta-se, mais uma vez, na CDU, com o PEV e independentes. O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que entrou no parlamento em 2015, volta a candidatar-se com listas próprias.

Nestas eleições, há quatro partidos novos – Aliança, Reagir Incluir Reciclar (RIR), Chega, Iniciativa Liberal.

Em 2015, a taxa de abstenção atingiu o recorde de 44,4%, comparando com os 8,3% nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 1985, ou os 16,4% das primeiras legislativas, em 1976.

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Eleições: Inscrição para voto antecipado começa este domingo

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

Os eleitores que não puderem ir às urnas em 06 de outubro podem, a partir deste domingo, pedir o voto antecipado em mobilidade nas legislativas e exercer o seu direito uma semana antes, em 29 de setembro.

Até quinta-feira, os eleitores residentes em território nacional devem manifestar a vontade de votar antes através da plataforma (https://www.votoantecipado.mai.gov.pt/) ou pedir por via postal, enviada à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, Praça do Comércio, Ala Oriental, 1149-015 Lisboa.

No caso de ser usado o portal, o preenchimento é eletrónico e se o pedido seguir por carta o “site” da Comissão Nacional de Eleições tem um folheto explicativo (https://www.portaldoeleitor.pt/Documents/Legislativas%202019/Voto%20Antecipado_Mobilidade.pdf) em que disponibiliza uma minuta para fazer o pedido.

A possibilidade de voto antecipado foi aberta com a mais recente alteração à lei que permite essa possibilidade uma semana antes da data de uma eleição.

Se, por exemplo, um eleitor de Viana do Castelo não puder votar em 06 de outubro – e não precisa de dar justificação – pode pedir para votar na semana anterior e escolher onde pretende fazê-lo, no seu círculo eleitoral ou em qualquer outro à sua escolha. O boletim de voto corresponderá ao do seu círculo.

A primeira vez que este mecanismo foi usado, nas eleições europeias de 26 de maio, mais e 19.500 pessoas inscreveram-se para votar antecipadamente e 85% exerceram o seu direito de voto, segundo afirmou à Lusa a secretário da Estado adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto.

Quem estiver inscrito e não votar nesse domingo, pode fazê-lo normalmente no dia das eleições, no caso, 06 de outubro.

Nas europeias, em especial em Lisboa e no Porto, formaram-se filas, com tempos de espera, por vezes, de 40 minutos, o que originou protestos dos eleitores e depois críticas de vários partidos.

Na semana passada, o Governo, através de Isabel Oneto, anunciou que para tentar evitar problemas idênticos das europeias as mesas de voto vão funcionar em locais maiores, a Reitoria da Universidade de Lisboa e o pavilhão do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto.

Além do mais, para evitar a formação de filas, cada mesa 500 eleitores em vez dos habituais 1.500.

No caso dos doentes internados e presos, o pedido para votação antecipada deve ser feito ao presidente da câmara, tendo o prazo terminado em 16 de setembro.

Entre segunda-feira e quinta-feira, o presidente da câmara municipal desloca-se ao estabelecimento hospitalar/prisional e recolhe o voto.

As legislativas para eleger os 230 deputados à Assembleia da República estão marcadas para 06 de outubro. Concorrem a esta eleição, a 16.ª em democracia, um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação.

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António Costa diz que Portugal já paga juros mais baixos que Itália e Espanha

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral do PS, António Costa, disse no sábado que Portugal já está a pagar a dívida com juros mais baixos que Itália e Espanha, porque demonstrou ser “um país que paga o que deve”.

“Este ano vamos gastar da dívida pública menos dois mil milhões de euros do que pagávamos há quatro anos. Começámos por ficar com os juros abaixo de Itália e, desde há poucas semanas, já temos os nossos juros abaixo de Espanha. Conseguimos estes resultados, porque recuperámos a credibilidade internacional do país, conseguimos estabilidade política, devolvemos confiança a quem nos emprestou dinheiro, de que nós somos um país de gente de bem, que paga o que deve, que merece respeito e que pode merecer a confiança de toda a gente”, disse António Costa num jantar-comício realizado em Castelo de Paiva, município do norte do distrito de Aveiro.

À chegada da escola secundária da vila, onde se realizou a atividade partidária, o secretário-geral socialista tinha à espera um pequeno grupo de lesados do BES que protestava pela situação em que se encontra, mas cujas palavras de ordem foram atenuadas pelas dos jovens da JS.

No discurso perante algumas centenas de apoiantes, o líder socialista sublinhou que após vários anos [de gestão PS] com o país a crescer acima da média europeia as previsões, “mesmo as mais pessimistas”, apontam para que a situação “se mantenha nos próximos dois anos”.

“Aqui chegados podemos dizer que a taxa de desemprego está praticamente a metade daquilo que estava há quatro anos. São mais 350 mil novos postos de trabalho criados em termos líquidos no nosso país, a esmagadora maioria dos quais não são contratos a prazo, são contratos sem termo, que dão segurança e perspetivas de futuro a quem arranjou esse posto de trabalho. Conseguimos aumentar o salário mínimo nacional 20%, o rendimento médio das famílias aumentou 9,2%, hoje as famílias vivem melhor e, mesmo assim, as empresas estão a investir e a criar postos de trabalho”, disse.

Por isso, concluiu, “todos em Portugal estão hoje a viver melhor do que viviam há quatro anos”.

Num discurso marcado por muitos números, em jeito de balanço da legislatura na ótica da governação socialista, António Costa acentuou que “nestes quatro anos houve 180 mil famílias que já saíram da situação de pobreza e 280 mil famílias que deixaram de estar numa situação de privação material severa”.

“Com o crescimento económico, com a criação de emprego, com a melhoria do rendimento, com as políticas sociais que desenvolvemos, nós estamos a diminuir a pobreza e a reduzir a desigualdade”, afirmou.

Na intervenção houve ainda tempo para lembrar o investimento no Serviço Nacional de Saúde, sinalizando que se está a investir, no presente, mais 1.600 milhões de euros do que em 2015.

No rol das promessas, destacou a intenção de ser alargado a todo o país, na próxima legislatura, o modelo das Unidades de Saúde Familiares.

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