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Braga

BE reclama transformação de quinta do Estado em parque urbano público em Braga

Quinta da Arcela

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Quinta da Arcela. Foto: Google Maps

O Bloco de Esquerda (BE) de Braga defendeu hoje a transformação da Quinta da Arcela, em Lamaçães, naquela cidade, num parque urbano público, considerando que uma eventual urbanização seria “um crime ambiental e patrimonial”.

Em declarações à Lusa, José Maria Cardoso, da Comissão Coordenadora Distrital de Braga e deputado do BE, disse ainda que seria “um crime social” o não aproveitamento para parque urbano daquela quinta, com mais de quatro de hectares e com “interessantes” conjuntos arbóreos.

“Estamos a falar de uma das áreas mais densamente urbanizadas da cidade de Braga”, lembrou.

A Quinta da Arcela acolheu a antiga Estação Agrária, estando, segundo o BE, votada ao abandono “há largos anos”.

A sua tutela é da Direção-Geral do Tesouro e Finanças.

“Com uma intervenção minimalista, os terrenos podem ser rapidamente disponibilizados para usufruto público, contribuindo, assim, para a diminuição do elevado défice de espaços verdes de acesso público na cidade”, considera o Bloco.

Em 2019, aqueles terrenos integraram a bolsa estatal de áreas agrícolas, mas não foram arrendados.

Ao longo dos anos, foi ventilada a hipótese da instalação na Quinta da Arcela de alguns serviços públicos, como os quartéis da GNR e da PSP, mas nada avançou.

Para o BE, a construção daqueles equipamentos naqueles terrenos seria um erro, porque “existem na cidade edifícios a necessitar de reabilitação e com caraterísticas adequadas para alojar serviços do Estado”.

Assim, o BE apresentou, na Assembleia da República, uma pergunta dirigida ao Ministério das Finanças, para saber se o Governo tem algum projeto para a Quinta da Arcela ou se está disponível para a ceder ao município de Braga, com a condição de a destinar a espaço verde de usufruto público.

Contactado pela Lusa, o presidente da câmara, Ricardo Rio, disse que a ideia de construção de um espaço verde “é sempre agradável”, mas ressalvou que o município veria com bons olhos se o terreno fosse destinado, por exemplo, a quartel da GNR.

“Não acho que pudéssemos abdicar de uma valência dessa natureza, mas neste momento o assunto é com o Ministério das Finanças e não com o município”, referiu.

O autarca adiantou que aquela quinta “tem sido sempre falada” quando se equacionam terrenos para estruturas dos ministérios da Justiça ou da Administração Interna, mas continua sem destino.

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