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Braga

Barcas a deixarem entrar água atrasam gravações do filme “Variações”

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

As barcas a deixarem entrar água atrasaram esta quinta-feira as gravações do filme sobre o cantor e cabeleireiro António Variações, que decorrem durante todo o dia nas margens esquerdas do Rio Homem, na terra natal daquele artista, a freguesia de Fiscal, em Amares.

Vídeo: Joaquim Gomes/O MINHO

A recreação do Compasso Pascal de 1956, o último no qual o jovem António Ribeiro (António Variações) se incorporou, com os pais, mais uma irmã e um irmão, antes de aos 12 anos de idade ter ido sozinho trabalhar para Lisboa, como marçano (era empregado de uma mercearia na capital), foi acompanhada com entusiasmo pela população local, entre os quais dois irmãos, Maria Amélia Ribeiro e Carolino Ribeiro, este último chegando até a ser figurante, ao lado do “mordomo” da festa, personagem interpretada pelo presidente da Junta de Freguesia de Fiscal, Augusto Macedo, durante as descidas pelo Rio Homem.

Estas filmagens estão a servir de alguma forma também para “reconciliar” o artista e filho da terra, António Variações, com o povo de Fiscal, que se orgulha hoje em dia de ter sido António Ribeiro, de seu nome verdadeiro, a figura mais ilustre daquela mesma localidade.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O filme, intitulado “Variações”, retrata a vida de António Ribeiro, barbeiro e figura da movida lisboeta no final dos anos 70, perseguindo o seu sonho de se tornar cantor e compositor, apesar de não saber uma nota de música.

A sinopse do filme foca o processo de transformação na personagem de António Variações, artista excêntrico e popular cuja carreira fulgurante foi interrompida pela sua morte em 1984.

Acima de tudo, “Variações” é uma homenagem a todos os que ainda hoje perseguem os seus sonhos aspirando transformar as suas vidas, segundo os responsáveis pelo projeto e que têm obtido uma perfeita interação com as gentes de Fiscal em particular e de Amares em geral, através de uma grande motivação e entrega total de toda a equipa técnica e de apoio daquela produtora, a David & Golias.

João Maia, o realizador “teimoso”

Este filme é também a vitória de um punhado de cidadãos à cabeça dos quais está, entre outros, o argumentista e realizador, João Maia, que chegou a ter de discutir em tribunal, há cerca de dez anos, a autoria da ideia, pleito judicial que venceu, acabando com inteira justiça este trabalho ser realizado pela produtora David & Golias / Cinema e Produção Audiovisual, de Fernando Vendrell.

A carreira já longa de João Maia inclui a presença no Festival de Cinema de Cannes em 1997 com O Prego, curta-metragem, escrita e realizada por si, seguido dos festivais de Toronto, Clermont-Ferrant, Rio de Janeiro, Vila do Conde, Cinema Ibérico, de Valência, do Algarve, exibida no circuito comercial e na RTP.

Licenciado em matemáticas aplicadas, a sua paixão pelo cinema leva-o rumo a Nova Iorque e em 1993, João Maia, natural de Lisboa, concluiu o curso de Cinema da New York Film Academy onde participou em projectos como Slave 13 na direção de fotografia e em Until na escrita, realização e produção.

Foi coordenador de produção, fez direção de casting em filmes como Post Cards from N.Y. com Laurie Anderson, Tom Dicillo, em Welcome to the Doll House de Tod Solondz ou Boy in a Bubble de Seth Rosenthal.

Como assistente de realização nos Estados Unidos da América e em Portugal, trabalhou em cinema e documentários, em projetos como Car Trash de Philippe Doil, On the Run e Amália, uma estranha forma de vida de Bruno de Almeida, Dois Dragões de Margarida Cardoso, ou Tentação de Joaquim Leitão.

Na Diamantino Filmes e mais tarde como freelancer, fez dezenas de filmes publicitários, para marcas como a Optimus, Sagres, Oceanário, Danone, Compal, Turismo do Algarve e muitas mais. Realizou videoclips para bandas como os GNR, Clã, Blind Zero e as séries de televisão Programa da Maria e Manobras de Diversão, Caixinha de música e Vida desfeita foram os telefilmes para a TVI, inseridos na série Casos da Vida.

Escreveu e realizou a curta metragem O Trauma, selecionada para o Festival de Avanca e Arte non Stop, Regresso A Casa, uma adaptação do conto de Miguel Torga, para a RTP, presente nos festivais CINEPORT – Cinema dos países de língua portuguesa e Festival Caminhos do cinema português.

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Terras de Bouro

Quatro jovens estrangeiros perdidos resgatados na Serra do Gerês

Três neozelandeses e um cabo-verdiano

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Foto: O MINHO

Quatro jovens estrangeiros, três neozelandeses e um cabo-verdiano, foram resgatados pela GNR na madrugada de hoje após se terem desorientado na Serra do Gerês, disse à Lusa a GNR de Braga.

Segundo a fonte, cerca das 22:00 de sábado os jovens – três homens e uma mulher – pediram apoio via telemóvel ao posto territorial da GNR de Terras de Bouro, por se terem afastado da trajetória que seguiam e não conseguirem orientar-se.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

“O posto informou o CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] de Braga, que ativou a equipa do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, que procedeu ao resgate”, disse.

Conforme explicou a fonte do Comando Territorial de Braga da GNR, os jovens enviaram via ‘Whatsapp’ às autoridades as coordenadas GPS do local onde se encontravam, tendo sido localizados pelo GIPS pelas 01:00 de hoje, num local “bastante distante da estrada”.

Os jovens encontravam-se bem e a operação foi dada como finalizada pelas 04:00 da madrugada.

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Braga

Cerca de 30 mil pessoas assistiram ao concerto de Mariza no Bom Jesus

Homenagem à classificação do santuário como Património Imaterial da UNESCO

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Foto: Divulgação/Confraria Bom Jesus

Segundo a Confraria do Bom Jesus do Monte, perto de 30 mil pessoas estiveram concerto da fadista Mariza no local, que celebrou esta sexta-feira a inscrição na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Varico Pereira, da Confraria do Bom Jesus do Monte, referiu que se tratou da verdadeira “festa do Património Mundial” em que o Bom Jesus prestou uma homenagem todos os bracarenses e amigos do Bom Jesus.

Foto: Divulgação/Confraria Bom Jesus

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

A fadista disse ainda que era uma “honra participar nesta data especial” e agradeceu às milhares de pessoas por se terem deslocado ao Bom Jesus para “ouvir cantar em português”.

Este concerto serviu para homenagear a classificação do santuário como Património Imaterial da UNESCO, uma das mais altas distinções para o património a nível mundial.

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Braga

Casa da Arquitectura inaugura primeira exposição retrospetiva sobre Souto de Moura

Arquiteto do Estádio Municipal de Braga

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Foto: DR/Arquivo

A Casa da Arquitectura vai inaugurar, a 18 de outubro, a exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras”, a primeira dedicada em exclusivo ao percurso do arquiteto, patente até setembro de 2020, anunciou hoje a instituição.

“Esta é a primeira mostra monográfica dedicada a Souto de Moura e a maior realizada até à data pela Casa da Arquitectura”, concebida a partir do acervo aí depositado pelo Prémio Pritzker 2011, adiantou a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, à agência Lusa.

A exposição tem curadoria do historiador de arquitetura Francesco Dal Co, do Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza, e do arquiteto Nuno Graça Moura, permitindo “uma singular e rara leitura monográfica do trabalho daquele que é considerado um dos mais prestigiados arquitetos portugueses”, escreve a Casa da Arquitectura, no ‘dossier’ de apresentação da mostra.

Trata-se da “primeira leitura extraída do enorme acervo que o arquiteto depositou na Casa da Arquitectura em maio transato, composto por 604 maquetes, cerca de 8.500 peças desenhadas e toda a documentação textual e fotográfica que complementa os projetos”, universo a partir do qual foram selecionados “cerca de 40”, para a exposição.

A mostra vai “‘invadir’ a Casa da Arquitectura”, segundo a instituição: “Irá ocupar a nave expositiva com 950 metros quadrados e a Galeria da Casa com 150 metros quadrados. O material da exposição, todo original e em grande parte nunca exposto, é apresentado rigorosamente como consta no arquivo da Casa da Arquitectura, sem manipulação ou qualquer omissão”.

Será publicado um catálogo, numa edição conjunta da Casa da Arquitectura e da Yale University Press, com ensaios dos arquitetos Álvaro Siza (Prémio Pritzker 1992), Carlos Machado, Francesco Dal Co, Giovanni Leoni, Jorge Figueira, Nuno Graça Moura e Rafael Moneo.

A par da exposição, será desenvolvido um programa de atividades paralelas, que contempla conferências, debates, visitas guiadas e outras disciplinas (como a música, através de concertos, por exemplo), concebido pelos curadores e pelo diretor da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio.

No passado dia 06 de maio, quando assinou o contrato de depósito do acervo, Souto de Moura disse ter optado pela Casa da Arquitectura, seduzido pelo facto de poder “participar na criação das coisas”.

“As outras [instituições que recebem acervos de arquitetura] são autênticos jazigos e lamento que a obra do [arquiteto Fernando] Távora esteja encerrada”, disse então.

A carreira de Eduardo Souto de Moura soma perto de 40 anos e mais de uma dezena de prémios, como o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, atribuído no ano passado, e o Pritzker, o “Nobel da arquitetura”, em 2011, pelo conjunto da obra.

Entre outras distinções, recebeu o Prémio da X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo, em 2016, o Prémio Wolf de Artes, de Israel, em 2013, o Prémio Pessoa, em 1998, e o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte – Portugal, em 1996.

Em abril, nos Estados Unidos, a sua carreira foi reconhecida pela Academia Americana de Artes e Letras, com o Prémio Arnold W. Brunner 2019.

A Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, o Estádio Municipal de Braga, a Torre Burgo, no Porto, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, a remodelação do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, os interiores dos Armazéns do Chiado, em Lisboa, contam-se entre os seus projetos, assim como o pavilhão da Serpentine Gallery, nos jardins Kensington, em Londres, feito em parceria com Álvaro Siza, com quem iniciou a carreira, em 1981.

A apresentação pública da exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras” será realizada no dia 16 de outubro, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos, no distrito do Porto.

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