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Avaliação bancária das casas sobe em maio para novo recorde

De 1.114 euros/m2

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Foto: O MINHO / Arquivo

O valor médio de avaliação bancária subiu três euros, para 1.114 euros por metro quadrado (m2) em maio face ao mês anterior, ultrapassando o recorde que tinha atingido em abril, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).


Segundo os dados do INE, o valor de 1.111 euros por metro quadrado registado em abril era o mais alto desde pelo menos janeiro de 2011, a primeira data da série estatística do instituto.

De acordo com o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação do INE, os 1.114 euros por metro quadrado de maio representam uma subida de 0,3% relativamente a abril e um aumento de 8,9% face ao mesmo mês do ano anterior.

Dadas as “circunstâncias excecionais” decorrentes da pandemia de covid-19, o número de avaliações bancárias consideradas ascendeu a cerca de 19 mil, menos 21% que no mesmo período do mês do ano anterior.

A nível regional, a maior subida face ao mês anterior registou-se no Alentejo (3,1%), tendo a única descida acontecido na Região Autónoma da Madeira (-0,5%).

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 8,9%, destacando-se a Área Metropolitana de Lisboa (11,2%) com a taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações e o Alentejo (2,5%) com a menor.

Em maio, o valor médio de avaliação dos apartamentos foi de 1.212 euros/m2, aumentando 9,4% relativamente ao mês homólogo de 2019, tendo o valor mais elevado sido observado na Área Metropolitana de Lisboa (1.485 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (864 euros/m2).

Face a abril, o valor para apartamentos subiu 0,2%, com a Região Autónoma dos Açores a apresentar a maior subida (4,4%) e a da Madeira a maior descida (-1,6%).

Já em termos homólogos, a Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento “mais expressivo” (15,6%) e a da Madeira o mais baixo (7,1%).

O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 desceu um euro, para 1.234 euros/m2, tendo os T3 subido um euro, para 1.094 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 80,7% das avaliações de apartamentos realizadas em maio.

Quanto às moradias, o valor médio de avaliação bancária subiu 8,0% em termos homólogos, para 953 euros/m2, com os valores mais elevados a observarem-se no Algarve (1.612 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.485 euros/m2), enquanto o Alentejo registou o valor mais baixo (805 euros/m2).

Comparativamente com abril, o Alentejo apresentou o maior aumento (5,5%) e a Madeira o mais baixo (0,3%), enquanto em termos homólogos o Algarve apresentou o maior crescimento (17,2%) e a única descida ocorreu no Alentejo (-0,2%).

Comparando com o mês anterior, os valores das moradias T2, T3 e T4, tipologias responsáveis por 57,4% das avaliações, atingiram os 813 euros/m2, 849 euros/m2 e 961 euros/m2, correspondendo a aumentos de três euros, 15 euros e 32 euros, respetivamente.

Numa análise por regiões NUTS III, em maio o INE destaca a Área Metropolitana de Lisboa, o Algarve e o Alentejo litoral pelos valores de avaliação superiores à média nacional (36%, 33% e 2%, respetivamente), enquanto as regiões da Beira Baixa e das Terras de Trás-os-Montes foram as que apresentaram os valores mais baixos em relação à mediana do país (-40% ambas).

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DGS admite possível uso obrigatório de máscara nos espaços exteriores

Covid-19

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Foto: DGS

A diretora-geral da Saúde admitiu esta quarta-feira que o Governo e a Direção Geral da Saúde (DGS) podem expandir o uso obrigatório de máscaras para espaços exteriores, caso sejam essas as recomendações científicas a adotar no futuro.

Graça Freitas falava aos jornalistas na habitual conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica do novo coronavírus em Portugal, quando foi questionada sobre essa possibilidade.

“É uma hipótese sempre em aberto”, disse a responsável, salvaguardando que, para isso, “é preciso sustentabilidade científica”, relembrando que existe um grupo especializado em exclusivo para essa matéria.

Portugal regista esta quarta-feira mais dois óbitos por covid-19, em relação a terça-feira, e mais 443 casos de infeção confirmados, dos quais 327 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico diário, o total de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia é agora de 1.631 e o total de casos confirmados é de 44.859.

Há 29.714 casos recuperados, mais 269.

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DGS reconhece “risco acrescido” de contágio por pessoas assintomáticas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Portugal é dos países que descobre mais casos assintomáticos de covid-19, afirmou hoje a diretora-geral da Saúde, apontando que são um “risco acrescido” de transmissão da doença porque não se protegem nem permitem que os outros se protejam.

“Se há país onde as pessoas assintomáticas são detetadas é em Portugal”, afirmou Graça Freitas numa conferência de imprensa no Ministério da Saúde, citando um “estudo muito recente de uma instituição muito prestigiada inglesa”, sem referir números.

“Nós fazemos testes dirigidos a muitas pessoas assintomáticas. Estamos a investigar fortemente os surtos, quando detetamos um caso positivo, vamos à procura de mais casos”, afirmou Graça Freitas, indicando que as pessoas sem sintomas mas infetadas “podem transmitir a doença”.

No entanto, “porque são assintomáticas e não se conhecem, constituem um risco acrescido” e não se sabe “exatamente o grau com que as pessoas assintomáticas propagam a doença”, salientou.

“Temos que estar muito atentos a esta probabilidade de transmissão. O que sabemos é que os casos transmitem-se mais facilmente em ambientes fechados, pouco arejados, com determinada taxa de humidade e que não recebem luz natural. Quanto mais confinado o espaço, maior a probabilidade de sintomáticos ou assintomáticos transmitirem a doença”, apontou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 544 mil mortos e infetou mais de 11,85 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.631 pessoas das 44.859 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Quase metade das pessoas passou a beber menos durante confinamento

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Um inquérito nacional hoje divulgado concluiu que o confinamento gerado pela pandemia da covid-19 levou a que 42% das pessoas bebessem menos, por falta da habitual companhia ou por desejo de terem um estilo de vida mais saudável.

O inquérito foi realizado pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), entre abril e maio, e abrangeu 950 consumidores de álcool com 18 ou mais anos, que responderam às perguntas via internet.

O estudo de opinião, que pretendeu avaliar o impacto da pandemia da covid-19 nos padrões de consumo de bebidas alcoólicas, revela que, durante o período de confinamento, 21% das pessoas passaram a beber mais, enquanto 37% continuaram a beber o mesmo.

Perante os resultados, o SICAD assinala que a pandemia da covid-19 “acabou por ter consequências pouco nefastas, apesar de alguns agravamentos dos consumos”, sobretudo em pessoas que “declaram ter ou ter tido problemas relacionados com o consumo de álcool”, que “tendem a ser um grupo de particular risco em situações como esta”.

Entre as pessoas que passaram a beber menos estão os mais jovens (com idades entre os 18 e os 24 anos), os estudantes, quem continuou a sair de casa para trabalhar, possui menos qualificações académicas, vive em agregados familiares de maior conflitualidade, bebia numa base mensal e nunca teve problemas com o álcool.

As razões invocadas pelos inquiridos para beber menos são o não ter a companhia das pessoas com quem costumava beber (45%), o gostar de beber apenas fora de casa, em ambiente festivo (35%) e o procurar um estilo de vida mais saudável possível devido à pandemia (34%).

O beber com menos frequência (33%), a abstinência (26%), a ingestão de bebidas com menor teor alcoólico (20%) e em menor quantidade numa ocasião (20%) são as alterações de comportamento de consumo apontadas pelas pessoas que passaram a beber menos durante o confinamento.

De acordo com o estudo, as pessoas que passaram a beber mais são sobretudo homens (com idades entre os 25 e os 44 anos), possuem mais qualificações académicas, trabalham exclusivamente em casa, apresentam maior ‘stress’ e preocupações com os impactos económicos da pandemia, são quem já bebia numa base semanal ou quase diária e já tinha tido ou ainda se deparava com problemas ligados ao consumo de álcool.

Os motivos para beber mais são o ter mais tempo livre de obrigações e responsabilidades (40%) e a necessidade de algo que ajude a relaxar e a acalmar (37%) ou de algo que ajude a animar (22%).

O aumento da frequência do consumo de bebidas alcoólicas (78%) e da quantidade por ocasião (22%) são as alterações de comportamento manifestadas pelas pessoas que passaram a beber mais durante a pandemia.

No período analisado, 2% dos consumidores recomeçaram a beber depois de mais de um ano de abstinência. O consumo diário ou quase diário de bebidas duplicou.

O vinho foi a bebida mais ingerida pelos inquiridos (71%), seguindo-se a cerveja (46%) e as bebidas destiladas, como licores (28%).

Mais de metade das pessoas (63%) ingeria até uma única dose diária e 12% mais de duas doses.

O consumo de cinco ou mais bebidas alcoólicas numa ocasião é mencionado por 35% dos inquiridos, mas é muito esporádico.

O SICAD ressalva que os resultados do estudo de opinião “devem ser lidos tendo em conta o perfil dos consumidores que constituem a amostra, principalmente no que toca ao padrão prévio de consumo de bebidas alcoólicas, essencialmente não problemático”.

O inquérito sobre a ingestão de bebidas alcoólicas é parte de um estudo mais abrangente sobre os comportamentos aditivos em tempos de covid-19, que inclui os consumos de medicamentos psicoativos, internet, videojogos e canábis, cujos dados o SICAD se compromete a divulgar oportunamente.

A pandemia da covid-19 já provocou mais de 544 mil mortos e infetou mais de 11,85 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.631 pessoas das 44.859 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é transmitida por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Em Portugal, a covid-19 foi confirmada em 02 de março.

Devido à pandemia, o país esteve em confinamento generalizado entre 19 de março e 04 de maio, período que coincidiu na quase totalidade com o estado de emergência.

A partir de 04 de maio, Portugal começou a desconfinar faseadamente.

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