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Autarca atribui ao mediatismo crianças pequenas a fumar em aldeia de Trás-os-Montes

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Foto: Facebook de Joaquim Silva Gomes (2018)

A Festa dos Reis na aldeia de Vale de Salgueiro, em Mirandela, ganhou visibilidade pela polémica imagem de crianças a fumar cigarros que o presidente da junta garante ser uma tradição, mas em idades mais avançadas.

Situação causou espanto nos Estados Unidos. Notícia: FOX

Carlos Cadavez reiterou, em declarações à Lusa, que os mais velhos desta localidade do distrito de Bragança atestam que se trata de um ritual antigo e que Reis sem cigarros não é festa, mas reconheceu que tem sofrido alterações.

“Começaram a aparecer as televisões e as pessoas põem o cigarro na boca dos filhos com quatro ou cinco anos, só para aparecer. Antigamente só os rapazes e raparigas a partir dos 10, onze anos”, afirmou.

Os Reis, como disse à Lusa, são a festa mais importante desta aldeia, supera inclusive a do verão, e ocorre religiosamente sempre nos dias 05 e 06 de janeiro.

Se a data calhar durante a semana, é como que “feriado” para a população rural da localidade.

Ao certo ninguém sabe como é que o cigarro foi introduzido nesta festa. Segundo o presidente da junta, “o que se fala é que teria a ver com a emancipação” dos jovens.

“Há aqui na aldeia um senhor com 101 anos que diz que já no tempo dele fumavam rapazes e raparigas”, afiançou.

O autarca tem 45 anos e garantiu que também ele fumou desde novo nesta festa, assim como a restante juventude da época.

“Não sou fumador e entre o pessoal da nossa juventude poucos são os que fumam”, assegurou.

O presidente da junta tem três filhas e adiantou que só a mais velha, com 11 anos, vai fumar este fim de semana, assim como a maioria das cerca de 20 crianças e jovens desta aldeia com aproximadamente 200 habitantes.

Segundo disse, é tradição, mas não é obrigatório e o próprio defende que os mais pequenos não devem fumar, assim como há pais que não deixam os filhos pegar nos cigarros, independentemente da idade.

A prática, como admitiu, já trouxe problemas com um deputado municipal a levantar a questão na Assembleia Municipal de Mirandela e o presidente da junta antevê que “amanhã ou passado o cerco irá apertar-se”.

Este fim de semana a tradição repete-se numa festa em que é o “Rei” que paga as despesas, no caso, um jovem da aldeia.

A conta rondará os “2.000 a 2.500 euros” segundo o presidente da junta e não têm faltado mordomos, apesar dos custos que incluem gaiteiro, música, comida, tremoços e vinho.

A celebração dos Reis arranca, no sábado, em Vale de Salgueiro, com uma arruada a cargo do gaiteiro, no final da tarde.

Depois de uma merenda, o animador volta a sair já acompanhado pelo “Rei” e vão de casa em casa a distribuir tremoços e vinho.

O autarca acredita que antigamente estes seriam os produtos com menos custo para oferecer, daí se manterem de ano para ano com o “Rei” a começar a preparação no dia de Natal. É ele que coze os tremoços, para serem curados até á festa.

No domingo, às seis da manhã o gaiteiro faz a alvorada pela povoação e o “Rei” com uma carapuça enfeitada com ouro emprestado pelas pessoas da aldeia, volta a andar de casa em casa a desejar bom ano.

A população contribuiu com o que entender para ajudar nas despesas da festa.

A missa é um dos momentos altos, durante a qual o “Rei” escolhe o sucessor que, depois da procissão de Santo Estêvão, oferece aos populares uns aperitivos.

Um almoço e uma tarde com a dança de origem celta da Murinheira, ao som da gaita-de-foles, encerram as festividades.

Apesar do despovoamento, esta aldeia já teve mais dificuldade em arranjar mordomo do que agora, segundo o presidente da junta.

Como contou, antigamente chegaram a ter de ser os mais velhos a aceitar a coroa e houve anos em que a festa não se realizou por falta de interessados.

“Agora, ainda há muita juventude e a coroa fica logo encomendada”, garantiu o autarca.

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Número de infetados em lar da Misericórdia de Santo Tirso subiu para 20

Covid-19

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O número de infetados com a covid-19 no lar Dra. Leonor Beleza, em Santo Tirso, subiu para 20, sendo nove utentes e 11 colaboradores, após serem conhecidos os testes feitos na sexta-feira, disse hoje à Lusa a porta-voz.

“Todos os utentes que testaram positivo estavam em isolamento profilático desde 24 de março, encontrando-se estáveis. As famílias foram contactadas e mantêm o apoio e a confiança nos nossos profissionais”, lê-se na publicação na página da Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, dona do lar, no Facebook.

Com 93 utentes e 61 colaboradores o lar debate-se, agora, com “a falta de material para continuar com os testes”, disse à Lusa Sara Almeida e Sousa.

“Os testes efetuados ao longo do fim de semana foram feitos com material [zaragatoas] de que já dispúnhamos na Unidade de Cuidados Continuados e na Clínica de Gastroenterologia e depois levados por nós para laboratório, mas acabaram e hoje, apesar dos múltiplos contactos feitos, para privados e para o Serviço Nacional de Saúde, não conseguimos nada”, lamentou.

Perante isto, Sara Almeida e Sousa contabilizou, entre utentes e colaboradores, “99 pessoas à espera de ser testadas”, vincando que “a maior parte dos utentes não apresenta sintomas, e as que os apresentam não estão associados à covid-19”, admitindo, contudo, “que alguns venham a testar positivo”.

Segundo o balanço oficial de hoje, Portugal regista 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas da doença.

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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Porto não reconhece autoridade à DGS e rejeita cerco sanitário

Covid-19

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Foto: Wikipedia / DR

A Câmara do Porto disse hoje que não aceita o cerco sanitário “absurdo” e “inútil” que está a ser equacionado pelas autoridades de saúde e anunciou que deixa de reconhecer autoridade à diretora geral da Saúde, Graça Freitas.

“Tal medida, absurda num momento em que a epidemia de Covid-19 se encontra generalizada na comunidade em toda a região e país, não foi pedida pela Câmara do Porto, não foi pedida pela Proteção Civil do Porto e não foi pedida pela Proteção Civil Distrital. Nenhuma destas instituições e nenhum dos seus responsáveis, incluindo o presidente da Câmara do Porto foi contactado, avisado ou consultado pela Direção Geral da Saúde [DGS]”, afirma a autarquia em comunicado.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou hoje que a medida está a ser equacionada entre as autoridades de saúde regionais, as autoridades de saúde nacionais e o Ministério da Saúde “e provavelmente hoje será tomada uma decisão nesse sentido”.

Na conferência de imprensa diária para fazer o ponto da situação da pandemia de Covid-19 em Portugal, Graça Freitas assegurou a articulação entre as autoridades de saúde e as autoridades municipais, desde logo, com a Câmara Municipal, com a Segurança Social e com a Comissão Municipal de Proteção Civil.

O município garante, contudo, ter sido surpreendido com o anúncio da diretora-geral da Saúde, e acrescenta que “caso a medida, inútil e extemporânea, fosse tomada, tornaria impossível o funcionamento de serviços básicos da cidade, como a limpeza urbana (cuja maior parte dos trabalhadores não reside na cidade), como a recolha de resíduos (cuja LIPOR fica fora da cidade), como o abastecimento e acessos a dois hospitais centrais (Santo António e São João) estariam postos em causa”.

A Câmara do Porto não pode, por isso, “concordar com uma medida dessa natureza, baseada em estatísticas sem consistência científica ou fiabilidade, emitidas diariamente pela DGS e cujas variações demonstram a sua falta de credibilidade. Muito menos faz sentido isolar uma cidade quando à sua volta a situação epidemiológica nos concelhos limítrofes é em tudo igual”.

“Assim sendo, a Câmara do Porto deixa de reconhecer autoridade à senhora Diretora Geral da Saúde, entendendo as suas declarações de hoje como um lapso seguramente provocado por cansaço”, declara o município em comunicado.

Portugal regista hoje 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

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Nasceu o segundo bebé de mãe infetada no Hospital de São João no Porto

Covid-19

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Foto: afiliacoe.med.up.pt / DR

Nasceu, esta quinta-feira, no hospital de São João, no Porto, o segundo bebé filho de uma mulher infetada com o vírus da covid-19, disse à Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar.

O menino nasceu de cesariana, esta madrugada, e tanto a mãe como o filho “estão bem”, acrescentou a mesma fonte do Centro Hospitalar e Universitário São João (CHUSJ).

O bebé – o segundo de uma mãe infetada com o novo coronavírus a nascer no Hospital de São João, no espaço de quase uma semana – vai agora realizar um teste para se apurar se está infetado.

A 17 de março nasceu o primeiro bebé – uma menina – de uma mulher com o novo coronavírus no país e os dois testes que lhe foram realizados deram negativo para a infeção.

Na sexta-feira, Henrique Soares, neonatologista do CHUSJ, assegurou que aquela unidade hospitalar está “preparada” para casos de grávidas infetadas pelo novo coronavírus que causa a doença covid-19, a qual não coloca as gestantes em grupo de risco.

“As equipas estão preparadas quer as médicas, quer as de enfermagem, quer a de obstetrícia, quer as da neonatologia. Estabeleceram-se circuitos próprios para as grávidas Covid-19 positivas ou suspeitas e para as grávidas normais”, disse o neonatologista.

Em Portugal, de acordo com o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registam-se 43 mortes, mais 10 do que na véspera (+30,3%), e 2.995 infeções confirmadas.

Dos infetados, 276 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até hoje.

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