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Alto Minho

Ateou incêndio por vingança em Arcos de Valdevez e fica em prisão preventiva

Em Padreiro Santa Cristina

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Foto: DR / Arquivo

Um homem de 64 anos foi detido pela Polícia Judiciária pelo presumível crime de autoria de incêndio florestal, em Arcos de Valdevez.

Em comunicado revelado hoje por aquela polícia, é indicado que o suspeito terá ateado um incêndio em Padreiro Santa Cristina, em Arcos de Valdevez, aguardando agora julgamento em prisão preventiva.

A PJ sublinha que o incêndio consumiu uma área de aproximadamente 500 metros quadrados de mato, “não tendo atingido outras proporções devido à pronta intervenção de populares e dos bombeiros, que rapidamente extinguiram o fogo, antes de atingir uma habitação situada nas proximidades”.

Refere a PJ que o sexagenário, residente na mesma freguesia onde terá ateado o incêndio, “atuou num quadro de vingança, utilizando para o efeito um isqueiro que possuía e que foi apreendido”

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Ponte de Lima

Divisões no CDS: Ex-vice da Câmara de Ponte de Lima faz campanha pelo PSD

Gaspar Martins, cuja indicação para cabeça de lista do CDS por Viana foi vetada em Lisboa, acompanhou os candidatos do PSD na feira quinzenal

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Gaspar Martins, Jorge Mendes, Emília Cerqueira (n.º2) e Eduardo Teixeira (n.º3). Foto: Facebook de PSD Alto Minho Legislativas 2019

O ex-vice-presidente da Câmara de Ponte de Lima, Gaspar Martins, foi a surpresa na pré-campanha do PSD, esta segunda-feira, em terras limianas. Percorrendo a feira quinzenal, a caravana social democrata contou com a presença do histórico ligado ao CDS-PP, sempre ao lado do candidato laranja, Jorge Mendes.

Número dois da autarquia entre 2009 e 2017, lugar que passou, desde então, a ser ocupado por Mecia Martins, sua filha, Gaspar Martins foi indicado pela concelhia e pela distrital de Viana do Castelo para assumir o lugar de cabeça de lista do CDS no distrito, em maio, opção que foi vetada por Assunção Cristas, tendo a escolha do número um recaído em Filipe Anacoreta Correia.

Segundo O MINHO apurou junto de fontes internas do CDS/Ponte de Lima, a situação provocou grande desagrado a Martins, que, para além de ter sido rejeitado, sentiu que o autarca Víctor Mendes não defendeu convenientemente a proposta do seu nome, já que faltou à reunião da Conselho Nacional em que foram aprovados os cabeças de lista do partido e, dessa forma, não usou da sua influência, enquanto líder da histórica autarquia centrista, para marcar posição por si.

A situação, de acordo com as mesmas fontes, terá mesmo levado a que Gaspar Martins tenha confrontado Victor Mendes, em tom bastante crítico, na reunião da comissão política concelhia que se seguiu.

Divisões na Câmara

Este é mais um sinal, bastante ruidoso, da tensão que existe actualmente no executivo municipal, com duas fações a posicionarem-se pela sucessão no poder no pós-Victor Mendes. Num dos lados está a vice-presidente, Mecia Martins, no outro estão os outros três vereadores: Ana Machado, Vasco Ferraz e Paulo Sousa. Ferraz é considerado o líder desta fação.

Gaspar Martins tem, ultimamente, desafiado o poder instituído com uma série de acções como que demonstrando o poder que ainda tem nos bastidores. O aparecer em público com presidentes de Junta, a colocação de iluminação no prédio do centro histórico aproveitando uma alegada brecha no regulamento municipal ou, agora, ao lado do PSD em campanha, são gestos de quem quer ser um player nas próximas eleições.

Por seu lado, Mecia Martins tem, última e publicamente, assumido uma postura crítica em relação a alguns temas mais quentes dando sinais de que a qualquer momento pode romper com o resto do executivo. O último episódio aconteceu antes das Feiras Novas, quando a Mecia sugeriu que a Polícia Judiciária deveria investigar as contas da Associação Concelhia das Feiras Novas, presidida por Ana Machado, sua colega na vereação do CDS.

A O MINHO, fonte ligada à política limiana refere que Mecia Martins “não irá sair do executivo nem abdicar dos pelouros mas irá fazer alguma política de ‘terra queimada’, sobretudo, em relação aos pelouros dos outros três vereadores”.

Ministério Público

Recorde-se que tanto Vasco Ferraz como Gaspar Martins foram acusados pelo Ministério Público de um crime de prevaricação de titular de cargo político, outro de violação de regras urbanísticas e abuso de poder.

De acordo com o despacho, datado de 22 de outubro do ano passado, o Ministério Público da comarca de Viana do Castelo “considerou indiciado que um dos arguidos, aquele que foi vereador de 2009 a 2013, no dia 02 de setembro de 2013 deferiu o processo de licenciamento de um muro, desconsiderando as normas legais, a circunstância de a obra estar desconforme com o projeto apresentado, os sucessivos pareceres técnicos dos serviços da autarquia que o informaram disso e de que a obra não era legalizável e mesmo anteriores despachos que proferira relativamente à mesma obra indeferindo a sua legalização”.

Este caso pode ainda extremar mais a posição das duas facções e trazer novos dados para esta luta de poder.

Victor Mendes

Tentando acabar o mandato com dignidade mas atento a tudo isto está o actual presidente da Câmara. Victor Mendes tenta apagar os fogos políticos que vão surgindo e publicamente dá sempre a imagem de estar equidistante das duas fações.

No entanto, a mesma fonte não fica “nada admirada, se nos bastidores, Victor Mendes estiveram a fazer caminho para a fação de Vasco Ferraz. São conhecidos os problemas com Gaspar Martins e que não estão de todo sanados”.

O MINHO tentou ouvir os visados mas, para já, sem sucesso.

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Viana do Castelo

Bióloga de Viana eleita embaixadora da ONU para o combate às alterações climáticas

Entre 400 participantes

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Foto cedida a O MINHO

A investigadora Raquel Gaião disse esta terça-feira à Lusa que vai dar o seu melhor como embaixadora da juventude para o combate às alterações climáticas, estatuto que alcançou ao vencer um concurso internacional de vídeo promovido pela ONU.

“É uma responsabilidade. Vou tentar dar o meu melhor para desempenhar bem esse papel. Sempre que puder vou falar sobre a importância de mitigarmos as alterações climáticas e caminharmos todos juntos nesse sentido”, disse esta terça-feira à agência Lusa, a jovem bióloga de 24 anos, natural de Viana do Castelo.

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Ocean Alive, primeira cooperativa em Portugal dedicada à proteção do oceano, revelou que o vídeo realizado por Raquel Gaião venceu o concurso “The Global Youth Video Competition”, organizado no âmbito da Cimeira do Clima da ONU.

O vídeo da bióloga portuguesa, que, em 2018, foi a primeira portuguesa a ganhar o prémio mundial Global Biodiversity Information Facility Young Researchers Award, com um trabalho sobre o impacto das alterações climáticas na distribuição de macroalgas na costa Atlântica da Península Ibérica, “foi selecionado entre 400 candidatos de todo o mundo e obteve já mais de 60 mil visualizações do público”.

O trabalho da investigadora de Viana do Castelo será exibido na Cimeira do Clima, em 23 de setembro em Nova Iorque, e na Conferência das Partes (COP25) em dezembro, no Chile, onde Raquel Gaião Silva marcará presença.

“Sinto-me muito orgulhosa pelo projeto que temos em Portugal, da Ocean Alive. Orgulhosa porque os portugueses ajudaram a partilhar e a divulgar o trabalho da Ocean Alive. Não estava à espera de ver tanta gente a partilhar o vídeo e termos mais visualizações, sendo um país pequenino, a competir com países como a India ou o México. É um sentimento de orgulho nos portugueses e no nosso exemplo”, sublinhou.

Raquel Gaião estudou biologia na Faculdade de Ciências. Em 2018 concluiu o mestrado internacional. Trabalha há um ano na Bluebio Alliance (BBA) uma associação portuguesa sem fins lucrativos, fundada em 2015, que representa todos os participantes dos biorrecursos marinhos e da cadeia de valor biotecnológica azul.

“Tudo que faço é com muita paixão. Tento dar o meu melhor o que não significa que não haja outras pessoas a fazerem um trabalho fantástico. Eu arrisco e concorro, nunca a pensar que vou ganhar, mas para me desafiar a mim própria”, observou.

Além de se ter transformado em embaixadora da juventude para o combate às alterações climáticas, a jovem bióloga irá ser repórter da juventude na COP25, onde apresentará o projeto que inspirou o vídeo que documenta o trabalho da Ocean Alive como “um exemplo da categoria do concurso da ONU Cidades e ação local no combate às alterações climáticas”.

“O trabalho da Ocean Alive conseguiu sensibilizar as pescadoras da Carrasqueira, no estuário do rio Sado, para a importância de conservar as pradarias marinhas que são o sustento da sua pesca”, destacou Raquel Gaião.

Segundo a investigadora, o trabalho desenvolvido pela cooperativa portuguesa “conseguiu que as guardiãs do mar se tornassem agentes de mudança, influenciando outros pescadores, a utilizarem técnicas menos destrutivas e não poluir tanto as águas do mar”.

As “pradarias marinhas, desconhecidas do grande público, são constituídas por plantas aquáticas que formam uma floresta marinha que sequestram carbono a uma taxa 30 vezes superior ao das florestas terrestres”.

“São estas pradarias que tornam o estuário do Sado único em Portugal, pois como florestas que são, oferecem alimento, abrigo e local de reprodução para muitos organismos marinhos, como os cavalos-marinhos, raias e para as presas dos golfinhos que residem neste estuário. Se estas pradarias marinhas forem destruídas, o carbono por elas armazenado será libertado e uma grande biodiversidade marinha será perdida”, explica a nota da Ocean Alive.

A Ocean Alive “chama a atenção para o risco iminente de degradação das pradarias do estuário do Sado como consequência das extensas dragagens previstas, como parte da obra de melhoria dos acessos ao porto de Setúbal”.

“Não valerá a pena sermos um exemplo distinguido se as pradarias marinhas do estuário do Sado desaparecerem. Por isso, somos uma das organizações promotoras da manifestação contra as dragagens marcada para o dia 28 de setembro, em Setúbal”, adianta a instituição.

A Ocean Alive apela para a “tomada de consciência por parte do governo português para a necessidade de mudar o paradigma da criação de riqueza e empregos, mantendo os benefícios do estuário do Sado como um sistema natural que garanta qualidade de vida e um futuro sustentável, alinhados com os compromissos assumidos pelo nosso país na ONU”.

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Viana do Castelo

Três companhias luso-espanholas em festival de teatro amador de Viana do Castelo

No teatro Sá de Miranda

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Foto: Divulgação

Três companhias, duas espanholas e uma portuguesa, marcaram presença na segunda edição do festival transfronteiriço de teatro amador que decorre nos dias 20 a 22 deste mês no teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, informou esta segunda-feira a organização.

Segundo o Teatro do Noroeste-CDV, companhia profissional de Viana do Castelo, no primeiro dia, a programação do PLATTA, com companhias do Alto Minho, da Galiza e de Castela Leão, inclui a apresentação de Get Back, pelo Porta Aberta Teatro, de Vigo, pelas 21:30.

No sábado, dia 21, também às 21:30, o Teatro Cachivache, de Palencia, sobe a palco com a peça “Meditaciones para una emergencia”.

No último dia do festival, pelas 12:00, são apresentadas as leituras encenadas em três línguas, do texto vencedor do Prémio PLATTA do Teatro Breve, a obra “A Importância de se Chamar António”, de Xacobe García.

Às 15:00, a encenadora Luísa Pinto dará uma palestra, no salão cobre do Teatro Municipal, com o tema “Teatro e Inclusão”.

Às 17:00, o Grupo de Teatro do Vez apresentará “Os 10 Cobrimentos”, espetáculo que encerrará o evento.

Com três edições por cada região membro, o Festival Transfronteiriço é promovido pela PLATTA – Plataforma Transfronteiriça de Teatro Amador, criada há mais de oito anos para “fomentar o diálogo do teatro amador transregional e transnacional como uma realidade dentro do espaço cultural nacional e europeu”.

A primeira edição decorreu, em março de 2018, em Castela e Leão, em junho, na Galiza e, em setembro em Viana do Castelo, organizado, pela primeira vez, na capital do Alto Minho, através da TEIA – Teatro Em Iniciativa Associativa.

A TEIA é uma rede cultural dinamizada pelo projeto Comunidade do Teatro do Noroeste – CDV composta por 23 entidades culturais da região.

Em dezembro de 2017, a TEIA formalizou a adesão à PLATTA, juntando-se à FEGATEA – Federação Galega de Teatro Amador, pela Erregueté – Revista Galega de Teatro, pela Federação de Grupos Amadores de Teatro Castela e Leão.

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