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Braga

Associação põe cães errantes de Braga num hotel

Em Frossos

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Fotos: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

A chegada ao ‘Canisa’, em plena estrada nacional, em Frossos, Braga está sinalizada por uma placa escrita e pintada à mão. O grande portão ‘esconde’ um verdadeiro paraíso para os cães que a ‘Abandoned Pets’ tem a seu cargo. Os 22 animais resgatados das ruas de Braga estão a viver num hotel, junto com outros cães que ali passam férias, em espaços para todos os gostos e feitios.

Há quem tenha relva e árvores. Há quem tenha pequenas casotas. E há quem viva em simples terrenos limitados com as melhores condições. “Os que vivem nestes espaços estão normalmente a passar por processos de socialização ou têm qualquer problema que precisa, primeiro, ser resolvido”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

É Eduarda Palmeira, presidente da Associação, que faz uma visita guiada. Os cães manifestam-se quando sentem a sua presença. “Dois vieram de caçadores com alegados problemas mas conseguimos recuperá-los; há outros que resgatamos da matilha do Bom Jesus e outros errantes que o CROB nos pede para ficar a tomar conta deles”.

Padrinhos

Os animais ficam no hotel a preços reduzidos à espera de um dono. A associação vive com a ajuda de padrinhos que vão dando uma contribuição por mês. “São pessoas que nos contactam através das redes sociais dizendo que querem ajudar e depois contribuem com o que quiserem por mês”.

Braga terá mais uma “Casa dos Gatos”

Outros escolhem o cão que querem afilhar e vão sendo informados como estão a correr as coisas. “Quantas mais adoções fizermos melhor. Assim mais animais tiramos das ruas”. Os padrinhos são convidados a visitar os cães “mas a esmagadora maioria prefere não fazê-lo para não se afeiçoar”. Os animais passam todos por um processo de esterilização.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Nesta altura, a ‘Abandoned Pets’ tem 25 voluntários e nasceu da vontade de grupo de amigos, amantes de animais, que tinha por hábito resgatá-los das ruas e entregá-los no canil, agora Centro de Recolha Oficial de Braga (CROB). Mas as limitações de espaço e as vantagens que teriam foram os motivos para criarem a associação.

A associação tem em marcha vários projetos. Desde 2013 desenvolvem o “animais sem teto”
junto de famílias carenciadas do concelho, referenciadas pela rede social e onde prestam
cuidados veterinários e dão ração para os animais dessas famílias.

Gatos

Outro projeto que têm no terreno é o CED (Captura, Esterilização e Devolução) de gatos desenvolvido nas colónias errantes referenciadas da cidade. A autarquia já disponibilizou uma segunda verba para que o programa se possa manter. “Na primeira fase esterilizou mais de 80 felinos conseguindo controlar algumas colónias. Agora iremos estender o nosso raio de acção”.

A nova verba ronda os 20 mil euros: “temos um acordo para 4 anos, 20 mil euros por ano, entregue através de cheque veterinário, neste momento podemos dizer que graças ao investimento da câmara temos colónias controladas e apesar de muito trabalho pela frente, porque a cidade tem muitos gatos de rua, acreditamos que no final dos quatro anos vamos dizer que valeu a pena o investimento e o trabalho no terreno”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Há ainda o de ‘A-Z’, numa parceria com a empresa municipal Agere, sensibilizando os alunos para a questão dos animais. “Em dois anos, já chegamos a 800 crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo”, refere Eduarda Palmeira.

“Com a implementação deste projeto nas escolas pretende-se sensibilizar os mais novos para a causa animal, para questões como o abandono animal, o bem-estar animal, cuidados diários de um animal de companhia, legislação animal mais relevante, entre outros. Iniciando a sensibilização pelo bem estar animal, pretendemos um futuro próximo mais risonho, com menos abandono, animais bem tratados e mais adoções”.

Quase 1600 animais foram abandonados em Famalicão nos últimos dois anos

Voluntariado no centro de recolha oficial

Os elementos da ‘Abandoned Pets’ já estão a fazer voluntariado no CROB, onde, entre outras tarefas, passeiam os animais e treinam os cães para depois poderem ser adoptados. “Conseguimos apresentar um projeto sem custos para o erário público que consiste em treinar os cães do CROB, com a colaboração do treinador César Sá. A nossa ideia é que os animais quando forem adotados estejam mais aptos à vivência com humanos”, refere Eduarda Palmeira.

“O nosso CROB tem sido elogiado por movimentos de defesa dos animais. Os cães são muito bem tratados, mas falta-lhes algo: afeto, amor e atenção, porque por mais cuidado, higiene, vacinas, alimentação de qualidade e espaço ao ar livre estes animais precisam de algum carinho. E isso também são coisas que lhes podemos dar”.

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Braga

Detido em flagrante ao furtar moedas de uma máquina no Bom Jesus de Braga

Furto

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O Comando Territorial da GNR de Braga, através do Posto Territorial do Sameiro, no dia 18 de outubro, deteve um homem de 34 anos, pelo crime de furto, na Basílica do Bom Jesus do Monte, em Braga, anunciou esta segunda-feira a guarda.

Em comunicado, é explicado que, na sequência de uma denúncia, em que se encontrava um homem a furtar as moedas de uma máquina de animação que conta a história do santuário, os militares deslocaram-se de imediato ao local, onde verificaram que o suspeito tinha na sua posse moedas no valor de 33 euros e um canivete que foi utilizado para efetuar o arrombamento da caixa que continha o dinheiro.

O suspeito foi detido e constituído arguido, tendo os factos sido remetidos ao Tribunal Judicial de Braga.

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Braga

Braga: Professora julgada por insultar e bater numa aluna de sete anos

Batia na aluna na escola

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Foto: DR / Arquivo

Iniciava esta segunda-feira o julgamento de uma professora do ensino básico acusada de infligir maus tratos a uma aluna,de sete anos, durante dois anos letivos, mas doença da juíza motivou o adiamento da sessão.

A docente – que nega o crime – tinha a seu cargo uma turma da Escola Básica do 1ºciclo de Ortigueira, em Palmeira, Braga, e volta agora a aguardar o início do julgamento.

A acusação diz que, entre 2014 e 2016, a professora, Maria do Céu Almeida, terá “batido na aluna de várias formas, dando-lhe pontapés, bofetadas  e croques na cabeça”, magoando-a e pondo-a a chorar. Chamava-lhe,  ainda, de “burra, burróide, estúpida e filha da p…”.

A docente, que se encontra apenas em funções administrativas, tinha já  sido alvo de uma sanção disciplinar de 50 dias aplicada pelo  Ministério da Educação. Medida que se encontra suspensa. Inquérito  disciplinar propõe suspensão.

“Burros e estúpidos”

O Ministério da Educação concluiu que a professora Maria do Céu  Almeida, do 2.º ano da escola EB1 da Ortigueira, em Palmeira, bateu em  cinco alunos e insultou-os chamando-lhes “burros” e “estúpidos”.

Considera, por isso, que violou os deveres de correção a que está  obrigada e vai propôr a sua suspensão. O inquérito disciplinar, que lhe foi aberto após um pai ter gravado uma aula, concluiu que a docente batia, com a mão, na cabeça de alguns alunos, mas também nas mãos e no rabo e deu “um tautau” numa menina por esta estar de pé.

Puxava-lhes, ainda, as orelhas. Tudo porque os alunos “faziam asneiras”. O inquérito terá, ainda, concluído que Maria do Céu Almeida usava uma cana, com a qual batia na mesa sempre que os alunos estavam desatentos, usando-a por vezes na cabeça. Os miúdos choravam ou porque lhes doía ou porque tinham medo da docente. Um deles punha a mão na cabeça e desatava a chorar quando antevia que a docente o ia castigar.

Aquela fonte sublinhou que umas vezes, a intensidade dos castigos era pouca, outras com alguma força. A professora desvalorizou, dizendo que se limitou a disciplinar as aulas, já que os alunos falam entre si, assobiam, lançam aviões de papel, levantam-se, ou seja, portam-se mal. Umas palmadas ligeiras ajudam.

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Braga

Ricardo Rio mostra detalhes do custo do Estádio Municipal de Braga. Fatura já passa os 180 milhões

Presidente da Câmara vai apresentar ficheiro informático

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Braga apresenta, esta segunda-feira, à vereação as contas do custo do estádio, construído para o Euro 2004, as quais apontam para que, no final, atinjam os 180 milhões de euros.

Ao que O MINHO soube, o autarca vai disponibilizar um ficheiro informático com os detalhes dos pagamentos já feitos e com os que ainda falta pagar.

O pedido de especificação das faturas foi feito há alguns meses pelo vereador da CDU, Carlos Almeida.

O tema deve tornar-se o assunto principal da reunião de Câmara desta semana, sendo previsível que Rio invoque o elevado custo da obra para os cofres municipais. Já o PS, liderado pelo vereador Artur Feio, tem contestado os números avançados pela maioria PSD/CDS, dizendo que estão empolados com o propósito de “denegrir” a anterior gestão do socialista Mesquita Machado.

Embora O MINHO desconheça os detealhes do ficheiro, sabe-se que, em 2015, o Tribunal de Contas informou o Tribunal Administrativo de que o custo já era de 155 milhões.

Desde então, o Município continuou a pagar prestações de empréstimos bancários e enfrentou uma decisão judicial, já paga, de quatro milhões, por obras a mais no estádio.

Assim sendo, a verba de 180 milhões terá já sido atingida, sendo previsível que – conforme O MINHO noticiou – possa subir para 195 milhões de euros.

Duas sentenças mais

Isto porque a empresa Soares da Costa/ASSOC (Soares da Costa, Grupo Rodrigues e Névoa, Casais, DST, ABB e duas empresas que ficaram insolventes – Eusébios e J. Gomes) enviou um ofício à autarquia pedindo a abertura de negociações para se chegar ao valor a pagar ao consórcio que o construiu, de acordo com uma sentença condenatória do Tribunal Administrativo Central do Norte. Os técnicos prevêem que possa ser de dez milhões.

O Município havia feito um pedido de aclaração de sentença, mas este foi rejeitado pelo que a ação entra em execução. Em julho, aquele Tribunal, do Porto, voltou a sentenciar a Câmara de Braga a pagar, “por horas extraordinárias” na obra, uma quantia não-determinada (mais 13 anos de juros) ao consórcio.

Para além desta verba, a Câmara pode ter de pagar mais quatro milhões ao arquiteto Souto Moura, na sequência de uma sentença do Tribunal local, que se encontra em recurso no do Porto. Tem, ainda, de fazer um acerto de contas – que deve somar mais um milhão – resultante de uma primeira sentença, “por custos de estaleiro”, em que se viu obrigada a pagar outros quatro milhões à ASSOC, o que já está a fazer. Ou seja, faltará pagar 15 milhões de sentenças judiciais.

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