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Braga

Assistentes operacionais do Hospital de Braga marcam greve

Protesto pela exclusão do acordo de trabalho coletivo vigente nos hospitais EPE

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Os assistentes operacionais do Hospital de Braga decidiram hoje, em plenário, marcar uma greve para 30 de outubro para protestar pela exclusão do acordo de trabalho coletivo vigente nos hospitais Entidades Publicas Empresarial, anunciou um sindicato que os representa.

Em declarações à Lusa, no final do plenário, que teve inicio esta tarde, o representante do Sindicato em Funções Publicas e Sociais do Norte [STFPSN], afeto à CGTP, Orlando Gonçalves, adiantou ainda que, ao mesmo tempo que se irá cumprir a greve os trabalhadores, vão fazer uma manifestação em frente ao ministério da Saúde em Braga.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Segundo explicou o sindicalista, os assistentes operacionais do Hospital de Braga, que funcionou até dia 01 de setembro como Parceria Público Privada (PPP), não passaram a ser abrangidos pelos acordo coletivo em vigor nos restantes hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“O Hospital era PPP, passou a EPE [com estatuto de Entidades Públicas Empresariais] a 01 de setembro. Há um acordo coletivo que dá direito às 35 horas, entre outras questões. Braga, na altura em que o acordo entrou em vigor não era EPE, logo o acordo não se aplicou. Agora é uma EPE e não faz sentido que não se aplique”, apontou.

O sindicalista acusou ainda o ministério da Saúde de andar a “empatar a aplicação deste acordo, dizendo que há contratos a analisar” e que, “para piorar, o Governo a 20 de setembro, quando o Hospital de Braga já era uma EPE, assinou um acordo coletivo para aplicar aos trabalhadores das carreiras não revistas e que continua a deixar de fora o Hospital de Braga”.

“Nós [STFPSN] não assinamos enquanto ainda não estiver lá o Hospital de Braga”, avisou.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Orlando Gonçalves explicou que a situação “gera enormes desigualdades e discriminação” entre trabalhadores dos hospitais que já eram EPE, e mesmo entre os do Hospital de Braga.

“Isto provoca que em todos os hospitais EPE, os assistentes operacionais fazem 35 horas e ganham 635 euros. Aqui em Braga, ou fazem 35 horas e ganham 519 euros de salário base ou fazem 40 e ganham 600 euros”, disse.

Sobre a decisão de partir para uma greve, o sindicalista disse que foi a medida decidida porque “a situação não faz sentido e a resposta da ministra da Saúde é que, tendo em consideração o período eleitoral, não se irá decidir nada e que fica para a próxima legislatura”, referiu.

“Isto é inaceitável e vamos agora seguir com os trâmites legais do pré-aviso de greve, estando sempre, abertos a negociações”, finalizou.

Os trabalhadores estão desde as 16:00 de hoje a manifestar-se frente ao Hospital de Braga.

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Braga

Incêndio num prédio faz cinco feridos em Braga

Ao princípio da noite

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um incêndio no terceiro andar de um prédio, na rua Dr. José Vilaça, em Braga, provocou ferimentos em cinco pessoas, esta terça-feira ao princípio da noite, devido a queimaduras nos membros inferiores e inalação de fumo, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

No local da ocorrência estiveram oito operacionais, incluindo os Bombeiros Sapadores de Braga, com um camião de combate a incêndios, uma autoescada e uma ambulância, e o INEM, com outra ambulância e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

A cozinha da habitação ficou destruída pelo calor e pelo fumo e o exaustor ardeu.

O alerta foi dado cerca das 19:19.

As vítimas foram transportadas para o Hospital de Braga.

A PSP também esteve no local.

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Braga

Cidadão pede indemnização por lesão muscular sofrida em piscina municipal de Braga

Sessão de hidroterapia

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Foto: Ilustrativa / DR

O Tribunal Administrativo de Braga mandou fazer uma perícia médica para confirmar, ou infirmar, a lesão contraída na piscina de Maximinos, por um cidadão, que pede, no mesmo Tribunal, 2.691 euros de indemnização à Câmara Municipal.

No despacho, o juiz envia o caso para julgamento, embora não tenha marcado a respetiva data.

O queixoso alega que terá feito um derrame articular de sete milímetros quando fazia exercícios de fisioterapia naquela piscina municipal.

A Câmara, através do advogado Fernando Barbosa e Silva, e a seguradora dizem que não têm nada a pagar por não ter haver provas de qualquer lesão.

Hidroterapia

Em novembro 2015, o cidadão inscreveu-se no programa de Hidroterapia da Câmara ministrado na piscina. Que frequentava duas vezes por semana. Fê-lo a conselho médico devido a problemas cervicais.

Na queixa judicial diz que “em 16 de fevereiro de 2016, durante uma aula, o monitor veio corrigir a posição de um exercício subaquático, que não estava a fazer corretamente.

Nesse instante, “teve um episódio súbito de dor na face anterior da coxa esquerda, que comunicou, de imediato, tendo parado”. Foi para casa com “dores intensas” e dificuldade em andar.

Nas aulas seguintes queixou-se ao monitor que lhe disse para fazer alongamentos da perna e tomar um anti-inflamatório. Depois falou com outro que o aconselhou a para fazer o mesmo.

Dores contínuas

Como as dores prosseguiam, no dia 23 foi a uma consulta na Clínica Fisiátrica Bracara Augusta, e a 29 de março teve uma consulta no Hospital de Braga, que pediu uma ressonância magnética. Noutra clínica, o médico mandou fazer tratamento. Foi, ainda, ao médico de família, e ao Hospital à especialidade de Ortopedia.

Em junho, fez uma ecografia “das partes moles”, que confirmou uma imagem compatível com pequeno derrame articular, acessível com sete milémetros de espessura. Foi, ainda, a uma outra clínica no Porto onde os exames de imagiologia detetaram uma lesão de 6 mm no fémur, “mas sem características de agressividade”.

“Há mais de nove meses que se vem sujeitando a variadíssimos exames, tratamentos, com os consequentes custos, dores e sem resultados”, argumenta.

“Não pagámos” 

A seguradora Açoreana – que tem no Município um seguro de grupo de acidentes pessoais para utentes dos espaços e instalações desportivas, recreativas e culturais – respondeu ao seu pedido de pagamento de despesas dizendo que não houve qualquer evento de natureza traumática, mas sim doença do queixoso, “o que não permite accionar as garantias contratuais”.

Este contrapõe que ”o evento traumático existiu”, pelo que as rés estão obrigadas a reparar o dano: 691 euros de consultas, tratamentos e medicamentos e dois mil de não-patrimoniais, pois “vê-se impossibilitado de fazer as rotinas diárias, pessoais e profissionais”.

Danos futuros

Aos 2.691 euros, hão-de somar-se os “danos futuros”, uma vez que continua a ser seguido na Ortopedia e a fazer fisioterapia.

Na petição, subscrita pelo advogado Amadeu Luís Carvalho, requereu a realização de um exame por Junta médica para avaliar os danos e suas consequências.

Já o jurista municipal Fernando Barbosa e Silva contestou a ação, dizendo que nada fora comunicado pelo utente aos serviços camarários, e que, para haver culpa, teria de haver cumulativamente, “um comportamento voluntário do órgão ou agente, revestindo a forma de ação ou omissão”: Teria, ainda, de “ser provada a ilicitude, a culpa e o nexo de causalidade entre a conduta e o dano. O que não se verifica”.

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Braga

Braga: ‘Spin-off’ do INL premiada em Londres por criar forma não invasiva de detetar cancro

Pela Royal Society of Chemistry

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Foto: DR / Arquivo

Uma “spin-off’ do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) foi distinguida pela Royal Society of Chemistry (Reino Unido) por desenvolver uma “ferramenta de diagnóstico não invasiva” que mostra “em tempo real” a progressão do cancro, anunciou hoje aquele instituto.

Em comunicado enviado à Lusa, o INL, sediado em Braga, explica que a RUBYnanomed recebeu dez mil libras num concurso de Tecnologias Emergentes na categoria Saúde, o “Chemistry Means Business”, em Londres.

Segundo o INL, a tecnologia premiada “demonstrou potencial para conseguir um diagnóstico precoce, que é um dos fatores de sucesso mais relevantes em terapias oncológicas”.

As investigadoras do INL desenvolveram um “novo método de biopsia líquida”, sendo baseada num “dispositivo microfluídico que isola todos os tipos de células tumorais circulantes (CTCs) do sangue total não processado”.

Os resultados alcançados, refere o INL, mostram que aquela tecnologia “consegue levar ao isolamento, deteção e análise, em tempo útil, de material resultante de um tumor de uma forma minimamente invasiva, permitindo ainda investigar a evolução de um tumor ao longo do tempo, a deteção prematura e uma ação terapêutica personalizada”.

Aquela nova feramente está licenciada em exclusivo para a RUBYnanomed, que tem vindo a “trabalhar para a tornar comercialmente viável e fazê-la chegar às clínicas e hospitais, com o objetivo de ajudar a salvar vidas”.

A RUBYnanomed foi distinguida por painel de jurados de empresas multinacionais farmacêuticas, de diagnóstico, consultoria e transferência de tecnologia, sediadas no Reino Unido.

“Este prémio representa um contributo importante para a credibilidade do produto desenvolvido pela RUBYnanomed”, destaca o INL.

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