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Região

Assembleia de voto fechada a cadeado em Barcelos

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A assembleia de voto de Remelhe, freguesia do concelho de Barcelos, foi fechada a cadeado.

Os delegados tiveram mesmo que chamar a GNR de Barcelos para resolver a situação.

Segundo foi possível apurar, a ação pretendia ser um boicote às eleições autárquicas devido à falta de condições da Estrada Municipal (EM) 505.

A assembleia de voto, situada na junta de freguesia, acabou por ser reaberta pelas autoridades pouco depois das 07:20 horas.

A insatisfação em Remelhe já vinha a ser proclamada nas redes sociais. Na freguesia chegou-se mesmo a colocar tarjas negras de protesto com falta de solução para aquela via, reclamada há 20 anos.

 

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Viana do Castelo

Carlos Meira “em almoço” em Viana por acordo que vença João Almeida

Eleições no CDS

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Candidatos debateram, ontem, na RTP3. Foto: Imagens RTP

Carlos Meira, militante de Viana do Castelo e candidato à liderança do CDS-PP, manifestou-se disponível para, durante o 28º congresso nacional, chegar a acordo com Filipe Lobo d’Ávila e Francisco Rodrigues dos Santos para ganhar a João Almeida.

“Posso confirmar que almoçamos, em Viana do Castelo, com o Francisco Rodrigues dos Santos e o Filipe Lobo d’Ávila. Fiz uma tentativa de nos unirmos os três para ganharmos ao João Almeida. Posso confirmar que poderemos, no congresso, tentar essa união para conseguirmos ganhar e lutarmos contra o sistema”, afirmou o empresário dos setores florestal e construção civil de 34 anos.

Em entrevista à agência Lusa, Carlos Meira, natural de Viana do Castelo e militante do CDS-PP desde os 19 anos, defendeu que a sua candidatura é a “única fora do círculo de Lisboa que quer lutar contra o sistema e a elite do partido.

“O partido não é só para servir Lisboa e o centralismo de Lisboa”, atirou.

Carlos Meira disse ser “um crítico” da candidatura de João Almeida por ser “de continuidade”.

“Fez parte da direção de Assunção Cristas e, imagine-se, foi seu porta-voz. É a renovação na continuidade. Não vai dar certo”, sustentou o empresário.

Questionado sobre como financiará a sua campanha à liderança do partido, Carlos Meira assegurou que está a ser suportada com “meios próprios”.

“Vivo do meu trabalho e, por isso, é tudo pago com o meu ordenado. Não tenho apoios financeiros”, disse, adiantando que “só em viagens a Lisboa” já gastou “400 euros”.

O ex-presidente da concelhia do CDS-PP de Viana do Castelo defendeu que para “reerguer e reestruturar” o partido é necessário, “em primeiro lugar”, realizar uma “auditoria externa”.

“É um ponto fulcral. Saber como foi feita a sede do Porto e quem andou a receber avenças dentro do partido. Só depois podemos reestruturar o partido e que podemos pensar no futuro”, sustentou.

Meira apontou o “deslumbramento” com os resultados na Câmara Municipal de Lisboa, nas últimas eleições autárquicas, como um dos “principais erros” da anterior liderança do CDS.

“Assunção Cristas esqueceu-se completamente das bases do partido. Entrou no partido a mando de Paulo Portas e que não tinha conhecimento de como funcionava o partido. Esqueceu-se completamente das concelhias, das distritais e com deslumbramento de Lisboa perdeu-se completamente do que deveria ser a governação e a gestão do próprio partido. Julgava que isto era uma gestão à moda da Revista Caras ou da VIP”, referiu.

Carlos Meira, que nas eleições autárquicas de 2013 foi candidato à câmara da capital do Alto Minho, admitiu que “muitos não apreciam o estilo e linguagem” que utiliza, mas defendeu que, “por vezes, é a única forma de conseguir transmitir a mensagem”.

“As críticas que faço são naturalmente políticas e nunca pessoais e não é com base em pressões, ameaças, que irei alterar a minha forma de intervir. Gostava inclusivamente que surgissem outros Carlos Meira noutras forças políticas”, desafiou.

Questionado sobre se com o aparecimento do Chega o CDS poderá radicalizar o seu discurso ou se poderá enveredar por eventual entendimento num cenário de maioria parlamentar ou de um Governo de centro-direita, o candidato defendeu que o partido “deve fazer um caminho próprio, procurando como reafirmar a sua matriz e identidade”.

“O CDS deve fazer o seu próprio caminho, de forma autónoma, ativa, serena, recompondo-se e reerguendo-se. Respeitamos igualmente todos os partidos do arco parlamentar e não parlamentar não socialistas. O CDS não deve ter cordões sanitários com partidos não socialistas, mas também não deixará de se bater pelas suas causas. Tudo tem o seu tempo, tudo se verá a seu tempo. O CDS agora precisa é de olhar por si e para si. O nosso vizinho não é preocupação nossa”, observou.

Já sobre um eventual apoio à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa às eleições presidenciais, Carlos Meira disse que o atual chefe de Estado “inovou e instaurou uma presidência inédita em Portugal”, num “registo que não agrada a gregos e a troianos” e defendeu que o CDS deve assumir um “papel e uma posição de responsabilidade”.

“O CDS deve apoiar a candidatura que, no espaço à direita do PS, se venha a apresentar em melhores condições de vencer. É fundamental a eleição de um Presidente da República onde o centro, o centro-direita e a direita democrática se possam rever, mormente num momento em que a esquerda está a governar”, referiu.

Além de Carlos Meira são candidatos à liderança do CDS-PP Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila e Francisco Rodrigues dos Santos.

O 28.º congresso nacional do CDS-PP, marcado para 25 e 26 de janeiro em Aveiro, vai eleger o sucessor de Assunção Cristas na liderança dos centristas.

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Braga

Vieira do Minho espalha sal nas estradas para impedir formação de gelo

Previsão de baixa temperatura

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Foto: CM Vieira do Minho

A Câmara de Vieira do Minho está a espalhar sal pelas estradas do concelho para evitar uma possível formação de gelo esperada para os próximos dias, anunciou a autarquia.

Para esse efeito, estão alocados meios do serviço municipal de Proteção Civil em colaboração com as juntas de freguesia, de forma a “prevenir acidentes rodoviários”.

Esta medida surge face às condições climatéricas que se prevêem para os próximos dias, com os termómetros a atingirem temperaturas mínimas muito baixas.

“O Município apela a todos os automobilistas para adotarem uma condução defensiva e terem cuidados redobrados na circulação, dado que se prevê a continuação de tempo frio e formação de gelo no nosso território”, refere a autarquia, em comunicado.

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Braga

Empresa de Braga conclui restauro: Carrilhões do Palácio de Mafra voltam a tocar

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Os carrilhões do Palácio Nacional de Mafra voltam a tocar em 01 de fevereiro, quase 20 anos depois de terem parado, com o concerto inaugural marcado para dia 02, data anunciada, esta segunda-feira, pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, no Parlamento.

Os mais de 100 sinos do Palácio Nacional de Mafra e os dois carrilhões começaram a ser apeados das torres pela primeira vez, ao fim de mais de 200 anos, em outubro de 2018, para serem analisados e restaurados, num investimento de 1,5 milhões de euros.

As obras arrancaram depois de ter sido dado o visto do Tribunal de Contas para a assinatura do contrato de consignação com o empreiteiro, a empresa Augusto de Oliveira Ferreira Lda (AOF), de Braga, e de os ministérios das Finanças e da Cultura terem autorizado a repartição, por 2018 e 2019, dos encargos, no valor de 1,5 milhões de euros.

Foto: Facebook de Palácio Nacional de Mafra

Filipe Ferreira, atual administrador da AOF, explica que “trabalhar no restauro dos carrilhões do Palácio Real de Mafra é um orgulho e uma enorme responsabilidade” onde “nada pode falhar”.

“Estamos em presença de dois carrilhões, que são instrumentos musicais e exemplares únicos no mundo, pelas suas dimensões e pela qualidade e riqueza dos equipamentos e ornamentos. Existem também sinos de grande porte nas torres sineiras para indicação das horas e toques. Estamos a falar em 119 sinos, com pesos variados, em que os maiores pesam cerca de 12 toneladas. Existem também dois relógios de grandes dimensões, um em cada torre, e quatro enormes cilindros musicais, para o sistema automático de toque”, disse o empresário à revista Business.

Fez parte da empreitada a reabilitação e reformulação de todas as estruturas de suporte dos sinos, em madeira de sucupira, o tratamento dos paramentos de pedra, o tratamento dos dois para-raios das duas torres, o tratamento dos sinos e de todas as peças dos dois relógios, incluindo montagem e desmontagem, entre outros trabalhos.

Foto: Facebook de Palácio Nacional de Mafra

Com 60 anos de atividade, a AOF foi fundada, em Braga, por Augusto de Oliveira Ferreira, empregando mais de 70 trabalhadores. É especializada na reabilitação, conservação e restauro do património material construído, móvel e imóvel, estando ligada a intervenções de grande valor patrimonial no país. Dispõe de equipas especializadas nas várias áreas da construção e conservação e restauro, recorrendo aos métodos e materiais tradicionais, aliados aos novos materiais e tecnologias.

Programa da inauguração

A inauguração do restauro antecede a instalação do Museu Nacional da Música no Palácio, que foi também apresentado por Graça Fonseca como um dos “investimentos prioritários” do Governo para 2020, no âmbito da reabilitação do património cultural.

O programa inicia-se no dia 01, com diversos recitais sobre a herança da família Gato, os compositores ao serviço da Coroa nos séculos XVIII e XIX. No carrilhão da torre sul, serão interpretadas músicas originais compostas para carrilhão, arranjos para carrilhão de música barroca, e sobre as cidades de Antuérpia e Liége, donde são naturais os fundidores dos dois carrilhões, Willem Witlockx e Nicolas Levache. Serão intérpretes os carrilhonistas Francisco Gato, Abel Chaves, Luc Rombousts, Ana Elias, Frank Deleu, Koen Van Assche, Marie-Madeleine Crickboom.

Foto: Facebook de Palácio Nacional de Mafra

Depois do restauro dos seis órgãos históricos, inaugurado em 2010, a reabilitação dos carrilhões — que já não tocam desde 2001 — e dos sinos “vem reforçar uma das singularidades do palácio”, a sua monumentalidade, ao ter o maior conjunto sineiro, a nível mundial, e seis órgãos históricos a tocarem em conjunto, únicos no mundo, disse o diretor do palácio.

Ainda primeiro dia, 01 de fevereiro, estão previstas duas palestras, uma das quais sobre a heranaça de Willem Witlockx, por Luc Rombouts, musicólogo e carrilhonista belga, da cidade de Tienen.

No dia 02, realiza-se a bênção dos sinos e o concerto inaugural do restauro, momento em que os carrilhonistas Abel Chaves e Liesbeth Janssens vão interpretar composições de Vivaldi.

No segundo dia, decorrem também várias palestras sobre a encomenda dos dois carrilhões para o Real Paço de Mafra, por Isabel Iglésias, sobre a empreitada de reabilitação dos carrilhões e torres sineiras, por Luís Marreiros, sobre o complexo sineiro de Mafra, por João Soeiro de Carvalho, e sobre o estudo acústico dos carrilhões, por Vincent Debut.

Palácio Nacional de Mafra. Foto: DR

O Palácio Nacional de Mafra vai manter um programa de concertos de carrilhões ao longo do ano, com a participação de carrilhonistas de todo o mundo, que está a ser ultimado, para ser anunciado, adiantou o diretor à Lusa.

Apesar de as obras de restauro englobarem os dois carrilhões, só o da torre sul vai ficar a funcionar.

A intervenção de restauro, orçada em 1,5 milhões de euros, começou no verão de 2018, depois de, nesse inverno, terem sido adotadas interdições de circulação no local, por sinos e carrilhões ameaçarem cair com o mau tempo.

O concurso público tinha sido lançado em novembro de 2015.

O Governo reconheceu na altura a “urgente necessidade de proceder à reabilitação” dos sinos e carrilhões, “face ao avançado estado de degradação” e aos “riscos de segurança, não só para o património em si, como para os utentes do imóvel e transeuntes da via pública”.

Os sinos, alguns a pesarem 12 toneladas, estavam presos por andaimes desde 2004, para garantir a sua segurança, pois as respetivas estruturas de suporte, em madeira, encontravam-se apodrecidas.

Na altura, os carrilhões de Mafra foram classificados como um dos “Sete sítios mais ameaçados na Europa”, pelo movimento de salvaguarda do património Europa Nostra.

Cada uma das torres contém um carrilhão (e respetivos sinos musicais), um relógio (sinos de horas) e parte de um conjunto sineiro de serviço litúrgico (sinos de bamboar), distribuído por ambas as torres.

Os dois carrilhões e os 119 sinos, repartidos por sinos das horas, da liturgia e dos carrilhões, constituem o maior conjunto sineiro do mundo, sendo, a par dos seis órgãos históricos e da biblioteca, o património mais importante do Palácio Nacional de Mafra, classificado como Património Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no passado mês de julho.

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