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Futebol

Apresentação: Quem vai ser o próximo presidente do Vitória? – inquérito

Vitória vai a votos no próximo sábado

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Fotos: Facebook

O Vitória vai a votos no próximo sábado. António Miguel Cardoso (Lista A), Miguel Pinto Lisboa (Lista B) e Daniel Rodrigues (Lista C) são os candidatos a suceder a Júlio Mendes à frente do clube.

Numa corrida a três, os candidatos falaram à Lusa sobre o que propõem.

António Miguel Cardoso (Lista A)

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Apostar na formação e na “deteção de talento”

O candidato da lista A às eleições do Vitória SC, António Miguel Cardoso, afirmou que o seu plano para o futebol do emblema da I Liga defende a aposta na formação e na “deteção de talento”.

O concorrente às eleições de sábado realçou o desejo de ver o Vitória apurar-se sempre para as competições europeias nos próximos três anos e, para o conseguir, prometeu uma maior interligação entre o futebol profissional e a formação e também a redução, no futuro imediato, de “despesas que não afetem diretamente o futebol” para “equilibrar as contas” da SAD.

“Não é só quando não há dinheiro que apostamos na formação, e, depois, quando as dívidas começam a desaparecer, começamos a fazer compras e esquecemos a formação. O projeto do Vitória é de formação, por um lado, e de deteção de talento, por outro”, disse, em entrevista à agência Lusa.

António Miguel Cardoso assumiu o desejo de contratar para diretor desportivo José Boto, atualmente no Shakhtar Donetsk (Ucrânia), e de apostar em “mercados periféricos” que conhece, como os da Colômbia, do Equador e da Nigéria, sem ter de investir muito dinheiro.

“Quando se fazem investimentos em jogadores da América Latina, temos de ter algum cuidado. Há empréstimos com opções, há jogadores que podem vir com compras de passe gradual. Há muitas formas para fazer com que as coisas funcionem, sem injetar uma despesa direta muito alta”, acrescentou.

O ‘rosto’ da lista A avisou, no entanto, que esse plano exige que o clube, mesmo com alguns poderes de veto na SAD, responsável pelo futebol, mantenha a “blindagem” dos seus estatutos, para impedir que o presidente do Conselho de Administração e o acionista maioritário, Mário Ferreira (57% do capital), possam, conjuntamente, alterar os estatutos da SAD e controlar assim o futebol.

“Nada nos garante que o próximo presidente do clube não queira mudar os estatutos. Aquilo que eu digo é que nem eu posso ter o direito de decidir sobre isso. Queremos automaticamente ir aos estatutos do clube e dizer que o presidente do Conselho de Administração só pode alterar os estatutos da SAD se os sócios disserem que sim ou não”, afirmou.

António Miguel Cardoso considerou ainda que o futebol do Vitória vale, na totalidade, cerca de 30 milhões de euros e defendeu que Mário Ferreira não deve ter o controlo total nesse capítulo, já que só investiu 2,5 milhões de euros na SAD.

“Imaginemos, um dia mais tarde, que já esgotámos os recursos todos a nível da gestão e que o clube não consegue dar o salto. Aí sim, vamos ter com os sócios e dizemos: temos aqui um investidor A, B ou C que dá 30 milhões para que o Vitória possa crescer”, antecipou.

Vice-presidente do clube entre junho e dezembro de 2004, sob a liderança de Vítor Magalhães, António Miguel Cardoso anunciou ainda os desejos de criar uma equipa sénior feminina de futebol, de construir uma nova academia para o futebol profissional e de ter uma parceria para o basquetebol com o Saski Baskonia, equipa da principal liga espanhola.

Miguel Pinto Lisboa (Lista B)

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Carlos Freitas vai dar “conhecimento” 

O candidato da lista B às eleições do Vitória SC, Miguel Pinto Lisboa, salientou que o futebol do emblema da I Liga portuguesa vai ser valorizado pelo “conhecimento” de Carlos Freitas, homem que escolheu para diretor-geral.

O líder do movimento ‘Todos Vitória’ adiantou que o antigo diretor desportivo de Sporting, Braga e Fiorentina (Itália) vai ajudar os vimaranenses a desenvolverem a “estrutura” para o futebol e a alargarem a rede de prospeção de jogadores.

“O facto de o Carlos Freitas ser uma pessoa com projeção internacional, experiência e contactos valoriza o nosso posicionamento e pode ajudar o Vitória na prossecução dos seus objetivos. É um homem com um profundo conhecimento do mercado e dos jogadores”, disse, em entrevista à agência Lusa.

O ‘rosto’ da lista B confirmou o desejo de ter o Vitória entre as quatro melhores equipas portuguesas em 2022, tendo prometido, para esse fim, a aposta em “parcerias com agentes do futebol”, a contratação de “talentos em fase precoce”, a baixo custo, e a rejeição de empréstimos sem contrapartidas.

“Não queremos empréstimos de jogadores. Estamos disponíveis para ter partilhas de passes de jogadores e para ter empréstimos, desde que tenhamos opção de compra ou uma percentagem sobre uma futura mais-valia”, afirmou.

Miguel Pinto Lisboa reconheceu, porém, que espera, inicialmente, “reduzir os gastos com a equipa profissional e com a equipa técnica” para um valor equivalente a 60% das receitas operacionais da SAD, de acordo com os critérios estabelecidos pela UEFA.

O candidato defendeu ainda que o clube, detentor de 40% das ações da SAD, deve “ter uma liderança firme e independente na SAD” e mostrou-se convicto de que o acionista maioritário, Mário Ferreira (57% do capital), vai concordar com o seu “plano estratégico” para o Vitória.

Caso Mário Ferreira não concorde com o seu plano, o líder da lista A tenciona comprar-lhe as ações, através de uma “operação de crédito a nove ou a 15 anos”, com um encargo anual para o clube, ou de um empréstimo obrigacionista, com a criação de uma SGPS associada aos vitorianos.

Apesar de o acionista maioritário ter vincado, num comunicado emitido na segunda-feira, que está “indisponível para vender as ações nesta fase”, Pinto Lisboa adiantou que a operação, caso venha a acontecer, vai deixar o clube com 97% das ações e originar uma Assembleia-Geral para alienar parte desse capital.

“Nessa Assembleia-Geral, o que eu proporia aos sócios era alienar 46% e o Vitória ficar com 51, para garantir a liderança na SAD. Mas eles teriam de estar de acordo”, disse.

Desejoso de ver “mais jovens da formação a chegarem à equipa principal para serem mesmo titulares”, o candidato reconheceu que a academia do clube, face ao crescimento do número de equipas, está “curta”.

Miguel Pinto Lisboa prometeu ainda criar uma equipa de futebol feminino já na próxima época, para competir na III Divisão, e disse ter o objetivo de vê-la na I Divisão, no final do seu mandato.

Daniel Rodrigues (Lista C)

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“Segurar jogadores por mais tempo” 
O candidato da lista C às eleições do Vitória SC, Daniel Rodrigues, afirmou que o clube da I Liga portuguesa de futebol deve manter os “jogadores por mais tempo” para conseguir “melhores negócios” e melhor rendimento desportivo.

O concorrente considerou que, em Portugal, os “clubes precisam sempre de vender para equilibrarem as contas”, mas disse ter a vontade de manter os jogadores da equipa principal por mais tempo, caso seja eleito.

“São precisos mais meios para que possamos segurar os nossos jogadores por mais tempo, rentabilizando-os mais desportivamente, para podermos fazer melhores negócios”, disse, em entrevista à agência Lusa.

O líder do movimento ‘Um Vitória à Vitória’ considerou ainda que o emblema vimaranense pode fazer mais com os orçamentos que tem tido, se for mais “criterioso” nas idas ao ‘mercado’, “desperdiçar menos recursos” e encontrar “profissionais” para a estrutura do futebol que “garantam sucesso”.

Vice-presidente da Assembleia-Geral do clube entre 2012 e 2018, Daniel Rodrigues reiterou que, nos próximos três anos, o emblema vimaranense deve pensar em obter, pelo menos, o quinto lugar na I Liga e em vencer a Taça de Portugal ou a Taça da Liga, para ganhar “músculo” competitivo e “ritmo de vitórias”.

O candidato da lista C adiantou que o futebol, no seu projeto, vai ser controlado pelo Conselho de Administração da SAD, presidido por si, com um diretor, cujo “perfil está encontrado”, mas o nome está ainda por revelar.

“É um membro da futura comissão executiva que fica com a pasta do futebol. É alguém que vai acrescentar valor ao futebol. Abaixo dele, teremos o diretor desportivo e o gabinete de ‘scouting'”, frisou, defendendo que o Vitória tem de saber “descobrir talento”.

O projeto para a SAD contempla também um maior investimento do acionista maioritário, Mário Ferreira (57% do capital), face ao que realizou desde 2013.

“Este acionista é o que existe. Não é outro. Como é que faz melhor intervenção? Alocando mais meios ao Vitória. Existe uma boa relação. Ele quer investir no Vitória e nós queremos que ele invista”, explicou.

O ‘rosto’ da lista C expressou também a intenção de “construir um projeto sustentado” no futebol feminino, embora sem garantir a criação de uma equipa senior já na época 2019/20.

O candidato defendeu ainda que o Vitória SC deve ter “uma voz mais firme” do que a que tem tido no desporto nacional, lutando por “temas que defendam não só os interesses” vitorianos, mas também os “do futebol nacional”.

Apostado em rentabilizar mais o Estádio D. Afonso Henriques e em esgotar a venda de lugares anuais para sócios já na época 2020/21, Daniel Rodrigues admitiu que a atual academia está “limitada em termos de espaços físicos” e que o emblema vitoriano vai precisar de uma nova no futuro.

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Futebol

Bancada do estádio do Rio Ave permanece encerrada por tempo indeterminado

Estádio dos Arcos

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Foto: Divulgação / Rio Ave FC

O Rio Ave, da I Liga portuguesa de futebol, informou hoje que a bancada nascente do seu estádio vai permanecer encerrada ao público por tempo indeterminado.

O emblema vila-condense esclareceu, através de um comunicado, que será feita “uma análise mais profunda ao relatório produzido pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), que, em 08 de agosto último, recomendou a não utilização da estrutura.

“Ao tomar conhecimento do relatório do ISEP, o Rio Ave optou, responsavelmente, pelo encerramento da bancada até que fossem aprofundadas as condições ou pormenores que resultariam de uma análise mais profunda”, pode ler-se no texto publicado no site do clube.

O relatório do ISEP apontava que “a normal utilização da bancada, na sua função de suportar ações provenientes da sobrecarga do público, está severamente comprometida”, recomendando a “suspensão da utilização da bancada para qualquer tipo de atividade que envolva a presença de público”.

“Porque a preservação e a segurança do valor da vida humana estão acima de qualquer outro interesse, o Rio Ave jamais colocou a hipótese de ignorar ou omitir este facto que lhe foi comunicado, ainda que não haja qualquer interdição de uso do espaço ou que este esteja em risco de ruína”, esclareceu o emblema vila-condense.

No mesmo comunicado, os vila-condenses explicaram os contornos que levaram ao adiamento do jogo da primeira jornada do campeonato, frente ao Vitória de Guimarães, dizendo que acataram uma recomendação da PSP, que temia “a existência de tumultos entre os adeptos visitantes”.

Isto porque, para esse jogo, já tinham sido vendidos cerca de 2.500 bilhetes para os adeptos vimaranenses, mas, com a solução de usar apenas a bancada poente do recinto, a lotação para os visitantes teria de ser limitada a apenas 900 lugares.

“Surgiu da parte das forças de segurança (PSP) a informação de que não estariam reunidas as condições de segurança adequadas para a realização do evento. A justificação apresentada baseava-se no receio de reação tumultuosa dos adeptos visitantes que iriam ficar sem os ingressos ou impedidos de o adquirir, dado que teria de haver uma redução para 900 lugares”, explicou o Rio Ave.

Os vila-condenses acrescentaram que, dado que “qualquer problema de ordem publica ou segurança que viesse a ocorrer seria da responsabilidade do Rio Ave, promotor do evento, não haveria outra solução senão aceitar a nova calendarização do jogo, ainda que esta solução não fosse ao encontro do interesse desportivo ou da solução que seria a ideal”.

Segundo disse à Agência Lusa fonte do clube, até que seja encontrada uma solução para a bancada nascente, o público será encaminhado para a bancada poente, que tem uma capacidade para cerca de 5.000 pessoas, sendo que um mínimo de 5% da lotação será destinado aos adeptos dos clubes visitantes.

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Futebol

Spartak de Moscovo vence rival CSKA antes de defrontar SC Braga

Liga Europa

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Foto: DR / Arquivo

O Spartak de Moscovo, adversário do Sporting de Braga no playoff de acesso à Liga Europa, venceu hoje por 2-1 o rival CSKA Moscovo, no encontro de encerramento da sexta jornada da primeira liga russa de futebol.

Os golos apenas aconteceram na segunda parte, quando o defesa-central francês Samuel Gigot, assistido pelo alemão André Schurrle, deu vantagem à equipa da casa, aos 59 minutos, anulada instantes depois, aos 68, pelo russo de origem brasileira, Mário Fernandes.

Samuel Gigot viria a tornar-se a figura da partida a 11 minutos do apito final ao fazer o bis no encontro, confirmando o quarto triunfo consecutivo em todas as competições, antes de se deslocar a Portugal para defrontar os minhotos na primeira mão do playoff, na quinta-feira, pelas 19:45. A segunda mão está agendada para 29 de agosto.

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Futebol

Médio do Gil Vicente convocado por Balakov para a seleção da Bulgária

Autor de golo frente ao FC Porto

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Kraev. Foto: Divulgação / Gil Vicente FC

O médio do Gil Vicente Bozhidar Kraev foi convocado pelo selecionador da Bulgária, Krasimir Balakov, para os duelos com Inglaterra e Irlanda, revelou esta terça-feira o clube da I Liga portuguesa de futebol.

Kraev, de 22 anos, que chegou ao emblema barcelense em julho por empréstimo dos dinamarqueses do Midtjylland, estreou-se pela seleção principal búlgara em março de 2017, contabilizando dois golos em nove internacionalizações.

A Bulgária vai medir forças com a Inglaterra, em Wembley, em 07 de setembro, num encontro da fase de qualificação para o Euro2020, três dias antes de realizar um jogo particular com a Irlanda, em Dublin.

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