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Alto Minho

APPACDM com dois novos lares e quatro centros de atividades no distrito de Viana do Castelo

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A criação de dois lares e quatro centros de atividades ocupacionais, orçados em 816 mil euros, vai dar resposta a mais 110 utentes de uma associação de apoio à deficiência de Viana do Castelo, disse esta quinta-feira o presidente.

O presidente da direção da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), Luiz Costa, explicou que as novas estruturas, a inaugurar na sexta-feira pelo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, estão situadas nos concelhos de Melgaço, Valença e Viana do Castelo.

“São estruturas muito importantes porque vêm dar resposta às necessidades existentes, nesta área, no distrito de Viana do Castelo e a prová-lo está o facto dos lugares criados estarem já todos preenchidos”, afirmou.

Luiz Costa sublinhou a região continua a precisar de respostas, sobretudo ao nível dos lares residenciais, “onde a lista de espera tem mais de duas dezenas de utentes”.

Segundo Luiz Costa, as estruturas a inauguradas, esta sexta-feira, em Melgaço, representaram um investimento de 351 mil euros, comparticipado em 232 mil euros por fundos comunitários.

A intervenção “permitiu ampliar a capacidade de resposta do lar residencial existente, passando de oito para 17 utentes, e garantindo funcionamento daquela estrutura durante todo o ano, o que não acontecia até agora”.

Já o novo Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) criou mais 15 vagas que se juntam aos 35 lugares no primeiro CAO em funcionamento naquele concelho do distrito de Viana do Castelo.

Em Valença, com a ampliação do CAO “a capacidade de resposta passou de 20 para 30 utentes, num investimento de 140 mil euros”, sendo que “100 mil foram suportados pela APPACDM e os restantes 40 mil financiados pela Câmara Municipal”.

Em Viana do Castelo, a instituição investiu 366 mil euros em dois CAO com capacidade para 60 utentes e num lar residencial que vai acolher 18 utentes, ambos situados no Cabedelo.

Com 43 anos de existência, a APPACDM tem, nas diversas estruturas espalhadas pelo Alto Minho, mais de 800 utentes. O orçamento anual da instituição ronda os seis milhões de euros, sendo que cerca de quatro milhões são para pagar os salários de 330 trabalhadores.

 

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Alto Minho

Compra de novo raio-X para urgência de Monção em concurso público

Diz ULSAM

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Imagem via Alto Minho TV

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) informou esta quinta-feira estar em curso o concurso público para a aquisição de um novo raio-X para o Serviço de Urgência Básico (SUB) de Monção, que substituirá o aparelho avariado.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, o conselho de administração da ULSAM, presidido por Franklim Ramos, referiu que “logo que o concurso de aquisição do novo equipamento, que decorre ainda, esteja concluído a situação regressará à normalidade”.

Na nota, a administração da ULSAM disse “confirma-se que o equipamento de raio-X do SUB de Monção se encontra avariado e que todas as tentativas para o pôr em funcionamento foram infrutíferas”, sem especificar quando ocorreu a avaria.

“A direção clínica e a direção do SUB, face a esta situação, estabeleceram algumas regras de base clínica no sentido de minimizar este problema. Assim foi definido que os doentes mais complexos que necessitassem de exames de raio-X seriam enviados para o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica de Viana do Castelo. Os doentes menos complexos, que necessitassem de raio-X fariam esse exame na Santa Casa da Misericórdia de Monção e permaneceriam na SUB”, especifica a nota.

A ULSAM integra os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 250 mil pessoas.

No total, a ULSAM emprega mais de 2.500 profissionais, entre eles, 501 médicos e 892 enfermeiros.

Também hoje, o Bloco de Esquerda questionou o Ministério da Saúde sobre a avaria, “há aproximadamente dois meses” daquele equipamento da qual disse ter tido conhecimento através de “denúncias” recebidas pelo partido.

No requerimento hoje enviado ao ministério de Marta Temido, o Bloco de Esquerda (BE) quer saber “se o Governo tem conhecimento da situação e que medidas estão a ser desencadeadas para assegurar a celeridade da aquisição ou reparação do raio-X”.

Segundo o BE, aquela avaria obriga os utentes que necessitem de recorrer à SUB de Monção “a deslocarem-se a serviços privados existentes no concelho ou à cidade de Viana do Castelo, que fica a 80 quilómetros de distância”.

O centro de saúde de Monção, no distrito de Viana do Castelo, que integra a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), “é dotado de Serviço de Urgência Básico (SUB), dando resposta a uma população que ascende às 20 mil pessoas”.

“A ULSAM está atenta à situação, mas não tem uma data para solucionar a situação”, sustenta o BE, reforçando que aquela avaria é “altamente penalizadora dos utentes que se vêm impedidos de aceder aos cuidados de saúde de proximidade de que necessitam e aos quais têm direito”.

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Alto Minho

Sobreviveu à crise, ao Facebook e à Netflix: Azenha Club, há 20 anos a ‘dar tudo’ nas noites de Arcos de Valdevez

Reportagem

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Foto: Divulgação

Foi em 1995 que Henrique Lago e José Gonçalves, sócios proprietários de uma cafetaria no centro de Arcos de Valdevez, resolveram iniciar uma nova aventura no mundo da restauração, tomando conta do seu primeiro espaço noturno: o Bar do Rio, um dos mais antigos (ou até o mais antigo) daquele concelho.

Situado na recôndita freguesia de Aboim das Choças, acabou por não resistir ao tempo, mas foi o test drive ideal para que a mesma sociedade fundasse, em janeiro de 2001, uma casa que prevalece até aos dias de hoje, juntando frequentadores vindos desde Valença até Ponte de Lima.

Dois anos como bar e 18 como discoteca, é esta a identidade do Azenha Club, situado a poucos metros da Praia da Valeta, nas margens de um dos rios mais puros de Portugal: o rio Vez.

Henrique Lago Pontes, ou “só Lago”, de 46 anos, conforme se identificou a O MINHO, sempre teve o bichinho destes espaços de diversão, com música, ambiente de boa disposição, dança e, claro, algumas bebidas para animar a noite.

Henrique Lago de visita à estátua de Freedy Mercury. Foto: Facebook de Lago Pontes

Depois de ter estado na organização do Festival dos Arcos, em 2000 [considerado naquele ano o melhor festival de verão do país], decidiu organizar-se com o sócio e fundar, no arranque de 2001, um espaço “de todos e para todos”.

Momentos altos, viu muitos, mas está convicto que “o maior de todos” será este sábado, quando o espaço celebra o vigésimo aniversário. “Correu sempre tudo muito bem ao longo dos anos, com muito público nacional e com os nossos amigos emigrantes”, conta.

Com casa aberta de forma ininterrupta, durante o verão, abre “todos os dias” à noite, para aproveitar o bom tempo, o fresco do rio e, claro, a vinda de quem encontrou uma vida melhor noutro país que não Portugal.

Azenha Club no verão. Foto: Luís Gonçalves

 

Azenha Club no inverno. Foto: Carlos Barbosa

Num distrito assolado pelo envelhecimento demográfico, onde os jovens, típico público-alvo deste tipo de casas, são em menor número, Lago desvenda a O MINHO o principal segredo para que o negócio apresente lucro todos os anos.

“Publicidade! Promovemos a casa todos os dias, mesmo quando não estamos abertos, e quando estamos, ficámos junto dos clientes de forma a garantir que estão a passar um bom bocado”, refere.

Mas Henrique Lago e José Gonçalves não se ficaram pela publicidade básica. De há 13 anos para cá, durante o mês de julho, é feita uma tour por várias associações e clubes portugueses em Paris, Bordéus e Lausana, onde existe uma forte implementação da comunidade portuguesa.

Azenha Club alvo de homenagem numa associação portuguesa em França. Foto: Facebook de Lago Pontes

“Fazemos lá festas com o nosso staff e apresentamos o cartaz para o mês de agosto para que fiquem a conhecer os eventos que temos agendados”, explica.

Fruto dessa visita, que garante não só o retorno financeiro em agosto mas também uma “enorme felicidade” ao serem recebidos “lá fora”, agosto é mês de casa cheia na Azenha.

Netflix matou as sextas-feiras

Antes de existirem “tantas fábricas” em Arcos de Valdevez, a discoteca abria “sextas e sábados” à noite, conta Lago. “Agora não abrimos à sexta porque muitos estão em turnos e não podem vir”, acrescenta. “Há dois anos que deixámos de abrir à sexta-feira”.

Nuno Araújo concorda, mas só em parte. O atual gerente, que começou, precisamente há 13 anos, como apanha-copos, hoje, aos 31 anos, é o homem de confiança da administração e tem outra justificação para a fraca afluência de sexta à noite.

“São as redes sociais e o streaming… Mataram a sexta-feira… Antigamente era diferente, as pessoas reuniam-se para conversar, mas agora conversam pelas redes sociais, já nem precisam de estar juntas”, diz, apontando ainda o dedo à “Netflix“.

Nuno Araújo no 19.º aniversário do Azenha Club. Foto: Facebook de Nuno Araújo

“Outros preferem passar o serão em casa a ver uma série, tranquilos, e isso antigamente não era tanto assim”, acrescenta.

Nuno destaca ainda outra mudança, a de gerações: “Estas novas gerações já nasceram com as redes sociais, mas também são mais civilizados. Antigamente havia mais gente mas também mais confusão”, recorda.

Vodka e Whisky sempre no topo. Gin passou a ser a terceira bebida

Ainda sobre as diferenças ao longo das duas últimas décadas, Nuno Araújo confidencia que, atualmente, o Gin é das bebidas mais requisitadas, mas nem sempre foi assim. “Antigamente, uma garrafa de Gin durava quase um ano (risos), mas agora é moda”.

Vodka e Whisky, no entanto, foram sempre as duas bebidas mais consumidas no espaço, tanto em 2001 como em 2021, com o Gin a superar os conhaques como terceira “bebida de serviço”.

O que esperar do aniversário

Os primeiros 200 clientes a entrarem no Azenha Club, no próximo sábado, recebem um cocktail gratuito. Para além disso, poderão observar uma “decoração especial”, para além de terem um barman de serviço (vindo de Ponte de Lima) para fazer todo o tipo de cocktails.

Para dar música, dois dj’s que “muito dizem” a gerações mais antigas da música eletrónica. Miguel Rendeiro é repetente. Esteve no primeiro aniversário do espaço e agora regressa para soprar as vinte velas.  Outro dos dj’s convidados é uma estreia: XL Garcia, “velha guarda”, como apelida Nuno.

Ainda aguentam a pedalada

Henrique Lago, de Aboim das Choças, não está farto da vida da noite. “Ainda aguento bem a pedalada”, confidencia. Já Nuno, da freguesia de Oliveira, não só afirma aguentar como quer estar “pelo menos mais vinte anos” a gerir o espaço noturno mais emblemático de Arcos de Valdevez e arredores.

Como chegar:

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Alto Minho

Três anos de pena suspensa para mulher que matou marido em Valença

Caso remonta a fevereiro de 2018

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Foto: DR / Arquivo

O tribunal de Viana do Castelo condenou hoje a uma pena suspensa de três anos de prisão uma mulher de 70 anos que matou o marido, em Valença, em 2018, informou hoje à Lusa fonte judicial.

A mesma fonte adiantou que aquela decisão judicial foi tomada por maioria dos membros do coletivo de juízes, com um voto vencido.

O caso ocorreu em fevereiro de 2018, na cidade de Valença.

Na altura, fonte da GNR disse à Lusa que a mulher matou o marido, da mesma idade, com uma faca de cozinha, na sequência de uma agressão que o atingiu na artéria femural.

De acordo com aquela fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, o caso de violência doméstica após “um desentendimento entre o casal, que vivia dentro de uma viatura estacionada naquele local”.

A fonte adiantou que o septuagenário “morreu quando estava a ser assistido dentro da viatura do INEM”.

A Polícia Judiciária foi chamada para investigar o caso.

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