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Alto Minho

Aposta nos cavalos rendeu 40 milhões a Ponte de Lima em doze anos

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DR

Um estudo realizado pela Câmara Municipal de Ponte de Lima junto dos empresários da hotelaria e restauração do concelho revela que a aposta do município no desporto equestre representou um retorno direto para a economia local na ordem dos 40 milhões de euros.

A revelação foi feita por Victor Mendes, presidente daquela autarquia do Alto Minho, esta terça-feira, durante a apresentação do projeto “Ponte de Lima – Destino Equestre Internacional”.

Apresentação “Ponte de Lima – Destino Equestre Internacional” (09/05/2017) DR

Ao longo de cerca de 12 anos nós já organizámos 50 eventos ligados ao desporto equestre. Tivemos um retorno direto para a nossa economia na ordem dos 40 milhões de euros, o que significa que é uma atividade que arrasta bastante gente a Ponte de Lima, para além de ser uma alavanca fundamental para a promoção do nosso território”, afirmou Victor Mendes, citado pela agência Lusa.

Expolima. DR

Entre maio e agosto, a Expolima irá receber diversas atividades ligadas ao mundo dos cavalos, na Expolima, a começar pelo CSI – Concurso de Saltos Internacional, já no próximo fim-de- semana, de 12 a 14, seguindo-se uma serie de concursos de várias modalidades equestres, com destaque para a Feira do Cavalo, que este ano se realiza de 06 a 09 de julho.

 

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Viana do Castelo

Garranos das serras de Arga e de Santa Luzia estudados em Paris e no Japão

Projeto de preservação

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Foto: DR / Arquivo

O projeto de preservação dos cavalos ibéricos [garranos] levado a cabo pela Câmara de Viana do Castelo foi apresentado, esta quinta-feira, em Paris, durante uma conferência dedicada à equitação, que decorreu na Universidade da Sorbonne.

A preservação dos animais autóctones integra um projeto mais vasto, que associa a Universidade da Sorbonne (França), a Universidade de Kyoto (Japão) e a Universidade de Coimbra, “parceiros científicos” que vão continuar a desenvolver trabalho de investigação em Viana.

O projeto “Percursos do Homem e do Garrano”, financiado pelo programa financeiro Norte 2020, foi desenvolvido pela autarquia ao longo dos últimos anos, com o objetivo de “valorizar esta raça autóctone e aumentar a visitação turística das áreas classificadas”.

“Pretendeu-se contribuir para o reconhecimento do garrano como raça autóctone e as serras de Arga e de Santa Luzia como espaço privilegiado para a sua observação e incrementar a informação das populações locais sobre o valor cultural e natural do garrano, através de ações de educação ambiental e de divulgação”, dá conta a autarquia em nota enviada a O MINHO.

“A projeção da importância do garrano nas suas múltiplas dimensões necessita de estudos científicos profundos e contínuos, de um debate alargado, dacriação de redes de cooperação interinstitucionais e da aposta em ações de divulgação,sensibilização e demonstração que promovam as qualidades e apetências da raça”, aponta a mesma nota.

Os garranos são animais de pequena estatura, com peso aproximado de 290 quilos, de perfil de cabeça reto ou côncavo, cabeça fina e grande, principalmente nos machos, onde se destacam amplas narinas. O pescoço curto é bem musculado, a garupa é forte e larga e os membros são pequenos e fortes. A pelagem é castanho-escura, sendo a crina e a cauda pretas e muito densas. Embora não apresente manchas, pode ter tons mais claros no focinho, ventre e membros.

Sendo o garrano um cavalo pequeno, apresenta uma sólida estrutura e andamento curto, transmitindo uma elevada segurança, típica de um animal habituado a enfrentar caminhos íngremes e pedregosos. Tal como outros cavalos de pequena estatura, o garrano apresenta um andamento artificial, denominado de andadura.

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Alto Minho

Compra de novo raio-X para urgência de Monção em concurso público

Diz ULSAM

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Imagem via Alto Minho TV

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) informou esta quinta-feira estar em curso o concurso público para a aquisição de um novo raio-X para o Serviço de Urgência Básico (SUB) de Monção, que substituirá o aparelho avariado.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, o conselho de administração da ULSAM, presidido por Franklim Ramos, referiu que “logo que o concurso de aquisição do novo equipamento, que decorre ainda, esteja concluído a situação regressará à normalidade”.

Na nota, a administração da ULSAM disse “confirma-se que o equipamento de raio-X do SUB de Monção se encontra avariado e que todas as tentativas para o pôr em funcionamento foram infrutíferas”, sem especificar quando ocorreu a avaria.

“A direção clínica e a direção do SUB, face a esta situação, estabeleceram algumas regras de base clínica no sentido de minimizar este problema. Assim foi definido que os doentes mais complexos que necessitassem de exames de raio-X seriam enviados para o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica de Viana do Castelo. Os doentes menos complexos, que necessitassem de raio-X fariam esse exame na Santa Casa da Misericórdia de Monção e permaneceriam na SUB”, especifica a nota.

A ULSAM integra os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 250 mil pessoas.

No total, a ULSAM emprega mais de 2.500 profissionais, entre eles, 501 médicos e 892 enfermeiros.

Também hoje, o Bloco de Esquerda questionou o Ministério da Saúde sobre a avaria, “há aproximadamente dois meses” daquele equipamento da qual disse ter tido conhecimento através de “denúncias” recebidas pelo partido.

No requerimento hoje enviado ao ministério de Marta Temido, o Bloco de Esquerda (BE) quer saber “se o Governo tem conhecimento da situação e que medidas estão a ser desencadeadas para assegurar a celeridade da aquisição ou reparação do raio-X”.

Segundo o BE, aquela avaria obriga os utentes que necessitem de recorrer à SUB de Monção “a deslocarem-se a serviços privados existentes no concelho ou à cidade de Viana do Castelo, que fica a 80 quilómetros de distância”.

O centro de saúde de Monção, no distrito de Viana do Castelo, que integra a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), “é dotado de Serviço de Urgência Básico (SUB), dando resposta a uma população que ascende às 20 mil pessoas”.

“A ULSAM está atenta à situação, mas não tem uma data para solucionar a situação”, sustenta o BE, reforçando que aquela avaria é “altamente penalizadora dos utentes que se vêm impedidos de aceder aos cuidados de saúde de proximidade de que necessitam e aos quais têm direito”.

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Alto Minho

Sobreviveu à crise, ao Facebook e à Netflix: Azenha Club, há 20 anos a ‘dar tudo’ nas noites de Arcos de Valdevez

Reportagem

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Foto: Divulgação

Foi em 1995 que Henrique Lago e José Gonçalves, sócios proprietários de uma cafetaria no centro de Arcos de Valdevez, resolveram iniciar uma nova aventura no mundo da restauração, tomando conta do seu primeiro espaço noturno: o Bar do Rio, um dos mais antigos (ou até o mais antigo) daquele concelho.

Situado na recôndita freguesia de Aboim das Choças, acabou por não resistir ao tempo, mas foi o test drive ideal para que a mesma sociedade fundasse, em janeiro de 2001, uma casa que prevalece até aos dias de hoje, juntando frequentadores vindos desde Valença até Ponte de Lima.

Dois anos como bar e 18 como discoteca, é esta a identidade do Azenha Club, situado a poucos metros da Praia da Valeta, nas margens de um dos rios mais puros de Portugal: o rio Vez.

Henrique Lago Pontes, ou “só Lago”, de 46 anos, conforme se identificou a O MINHO, sempre teve o bichinho destes espaços de diversão, com música, ambiente de boa disposição, dança e, claro, algumas bebidas para animar a noite.

Henrique Lago de visita à estátua de Freedy Mercury. Foto: Facebook de Lago Pontes

Depois de ter estado na organização do Festival dos Arcos, em 2000 [considerado naquele ano o melhor festival de verão do país], decidiu organizar-se com o sócio e fundar, no arranque de 2001, um espaço “de todos e para todos”.

Momentos altos, viu muitos, mas está convicto que “o maior de todos” será este sábado, quando o espaço celebra o vigésimo aniversário. “Correu sempre tudo muito bem ao longo dos anos, com muito público nacional e com os nossos amigos emigrantes”, conta.

Com casa aberta de forma ininterrupta, durante o verão, abre “todos os dias” à noite, para aproveitar o bom tempo, o fresco do rio e, claro, a vinda de quem encontrou uma vida melhor noutro país que não Portugal.

Azenha Club no verão. Foto: Luís Gonçalves

 

Azenha Club no inverno. Foto: Carlos Barbosa

Num distrito assolado pelo envelhecimento demográfico, onde os jovens, típico público-alvo deste tipo de casas, são em menor número, Lago desvenda a O MINHO o principal segredo para que o negócio apresente lucro todos os anos.

“Publicidade! Promovemos a casa todos os dias, mesmo quando não estamos abertos, e quando estamos, ficámos junto dos clientes de forma a garantir que estão a passar um bom bocado”, refere.

Mas Henrique Lago e José Gonçalves não se ficaram pela publicidade básica. De há 13 anos para cá, durante o mês de julho, é feita uma tour por várias associações e clubes portugueses em Paris, Bordéus e Lausana, onde existe uma forte implementação da comunidade portuguesa.

Azenha Club alvo de homenagem numa associação portuguesa em França. Foto: Facebook de Lago Pontes

“Fazemos lá festas com o nosso staff e apresentamos o cartaz para o mês de agosto para que fiquem a conhecer os eventos que temos agendados”, explica.

Fruto dessa visita, que garante não só o retorno financeiro em agosto mas também uma “enorme felicidade” ao serem recebidos “lá fora”, agosto é mês de casa cheia na Azenha.

Netflix matou as sextas-feiras

Antes de existirem “tantas fábricas” em Arcos de Valdevez, a discoteca abria “sextas e sábados” à noite, conta Lago. “Agora não abrimos à sexta porque muitos estão em turnos e não podem vir”, acrescenta. “Há dois anos que deixámos de abrir à sexta-feira”.

Nuno Araújo concorda, mas só em parte. O atual gerente, que começou, precisamente há 13 anos, como apanha-copos, hoje, aos 31 anos, é o homem de confiança da administração e tem outra justificação para a fraca afluência de sexta à noite.

“São as redes sociais e o streaming… Mataram a sexta-feira… Antigamente era diferente, as pessoas reuniam-se para conversar, mas agora conversam pelas redes sociais, já nem precisam de estar juntas”, diz, apontando ainda o dedo à “Netflix“.

Nuno Araújo no 19.º aniversário do Azenha Club. Foto: Facebook de Nuno Araújo

“Outros preferem passar o serão em casa a ver uma série, tranquilos, e isso antigamente não era tanto assim”, acrescenta.

Nuno destaca ainda outra mudança, a de gerações: “Estas novas gerações já nasceram com as redes sociais, mas também são mais civilizados. Antigamente havia mais gente mas também mais confusão”, recorda.

Vodka e Whisky sempre no topo. Gin passou a ser a terceira bebida

Ainda sobre as diferenças ao longo das duas últimas décadas, Nuno Araújo confidencia que, atualmente, o Gin é das bebidas mais requisitadas, mas nem sempre foi assim. “Antigamente, uma garrafa de Gin durava quase um ano (risos), mas agora é moda”.

Vodka e Whisky, no entanto, foram sempre as duas bebidas mais consumidas no espaço, tanto em 2001 como em 2021, com o Gin a superar os conhaques como terceira “bebida de serviço”.

O que esperar do aniversário

Os primeiros 200 clientes a entrarem no Azenha Club, no próximo sábado, recebem um cocktail gratuito. Para além disso, poderão observar uma “decoração especial”, para além de terem um barman de serviço (vindo de Ponte de Lima) para fazer todo o tipo de cocktails.

Para dar música, dois dj’s que “muito dizem” a gerações mais antigas da música eletrónica. Miguel Rendeiro é repetente. Esteve no primeiro aniversário do espaço e agora regressa para soprar as vinte velas.  Outro dos dj’s convidados é uma estreia: XL Garcia, “velha guarda”, como apelida Nuno.

Ainda aguentam a pedalada

Henrique Lago, de Aboim das Choças, não está farto da vida da noite. “Ainda aguento bem a pedalada”, confidencia. Já Nuno, da freguesia de Oliveira, não só afirma aguentar como quer estar “pelo menos mais vinte anos” a gerir o espaço noturno mais emblemático de Arcos de Valdevez e arredores.

Como chegar:

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