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Análise à tiróide devia fazer parte do rastreio das grávidas

Segundo especialista

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Foto: DR/Arquivo

A Sociedade Portuguesa de Endocrinologia defende que a análise à função da tiroide deve ser incluída nos rastreios da mulher que quer engravidar, pois o mau funcionamento desta glândula dificulta a fecundação e aumenta o risco de aborto.


Em declarações à agência Lusa a propósito da Semana Internacional da Tiroide, que hoje começa, Maria João Oliveira, da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), explica que, por vezes, a análise à função da tiroide é fácil de fazer, não é dispendiosa, deveria estar incluída no rastreio normal pedido à mulher quer engravidar e ser feita, também, no primeiro trimestre da gravidez.

“A função tiroideia deve ser incluída no rastreio das mulheres que querem engravidar, como a análise para saber se está imune à rubéola ou à toxoplasmose”, defende Maria João Oliveira, explicando que, como esta análise não faz parte do rastreio recomendado, nem todas as unidades de saúde a fazem.

“Assim, [com o rastreio prévio] evitamos que ou a mulher tenha dificuldade em engravidar ou engravide e a gestação não corra bem”, acrescentou.

A endocrinologista explica que a disfunção mais frequente da tiroide é o hipotiroidismo, “quando a tiroide começa a produzir uma menor concentração de hormonas do que aquelas que são necessárias ao funcionamento normal do organismo”.

“É uma doença que se manifesta de forma gradual e insidiosa porque o nosso organismo é tão perfeito que, quando a tiroide começa a funcionar de forma anormal, ele tenta poupar ao máximo as hormonas da tiroide. Portanto, o aparecimento de sintomas geralmente é muito lento e os próprios sintomas são muito inespecíficos”, disse.

O aumento de peso – que nem sempre é o primeiro sintoma a aparecer -, desânimo, cansaço, falta de vontade para realizar as tarefas habituais, enfraquecimento do cabelo, que pode cair mais, e das unhas e alterações do sono são alguns dos sinais que podem indicar uma alteração no funcionamento da tiroide.

“Na mulher em idade fértil pode surgir uma irregularidade menstrual e a pessoa também fica com mais frio”, explica Maria João Oliveira, lembrando que estes sintomas são muito específicos e, se a pessoa e o médico não estiverem atentos, o diagnostico é feito muito tarde, quando já há hipotiroidismo clínico declarado”.

A especialista defende que a análise à função tiroideia deve ser incluída no rastreio das mulheres que querem engravidar, mas também deve ser feita durante o primeiro trimestre da gravidez.

“A tiroide funciona muito mais durante a gravidez. Primeiro, porque o metabolismo da grávida é superior e, depois, porque até às 20 ou 23 semanas de gestação o feto não tem a tiroide dele ainda a funcionar e a mãe tem de produzir hormonas para ela, para o estado de gravidez, e também suficientes para o desenvolvimento fetal, nomeadamente o desenvolvimento neurológico, que é muito sensível à concentração das hormonas da tiroide”, explica.

Se a disfunção for detetada antes da gravidez, a especialista diz que se pode prescrever a toma de uma das hormonas da tiroide que existe em comprimido e que se vai ajustando a dose, sublinhando que o tratamento do hipotiroidismo é mais simples do que o do hipertiroidismo – quando a tiroide funciona a mais -, mas é um tratamento para toda a vida.

“Quando a tiroide trabalha demais raramente passa despercebido pois o metabolismo fica de tal forma acelerado que toda a pessoa fica acelerada. O diagnóstico é mais simples, é mais no início, mas o tratamento é muito mais complicado” e, geralmente, acaba em hipotiroidismo, que é uma doença crónica.

Segundo a SPEDM, as estimativas indicam que os distúrbios da tiroide afetam entre 5% a 10% dos portugueses e que as mulheres são mais afetadas.

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Próximo ano letivo vai ter mais tempo de aulas e menos férias

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os alunos vão ter mais dias de aulas e menos dias de férias no próximo ano letivo, anunciou hoje o ministro da Educação, confirmando que o regresso às escolas será presencial.

“Aumentamos o número de dias de aulas do próximo ano, encurtando, por um lado, a pausa letiva da Páscoa e prolongando a duração do ano letivo para os anos de escolaridade que não estão sujeitos a exame”, explicou.

O anúncio foi feito hoje, numa conferência de imprensa em que Tiago Brandão Rodrigues detalhou algumas das medidas excecionais, devido à pandemia de covid-19, que vão estar em vigor no próximo ano letivo.

https://twitter.com/govpt/status/1279070568117985282?s=19

Na resolução aprovada na quinta-feira pelo Conselho de Ministros, o Governo prevê três cenários de funcionamento das atividades letivas, mediante a evolução da situação epidemiológica: ensino presencial, ensino misto e ensino a distância.

A regra, sublinha o ministro, será o ensino presencial.

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“Decisão do Reino Unido é absurda, errada e desapontante”

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros

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Augusto Santos Silva. Foto: Twitter /Ministério dos Negócios Estrangeiros

O chefe da diplomacia portuguesa considerou hoje a decisão do Reino Unido de excluir Portugal dos “corredores de viagem internacionais” como um “absurdo”, “errada” e que causa “muito desapontamento”, trazendo ainda graves consequências económicas e de confiança recíproca.

Em declarações, por telefone, à agência Lusa, Augusto Santos Silva garantiu que as autoridades portuguesas não irão tomar qualquer atitude de reciprocidade em relação aos britânicos que residem em Portugal, mais de 35.000, disse, e que espera que o Reino Unido “corrija uma decisão errada rapidamente”.

Numa nota publicada na sua página oficial, o Ministério dos Transportes britânico excluiu Portugal dos “corredores de viagem internacionais” com destinos turísticos que o Reino Unido vai abrir para permitir aos britânicos passarem férias sem cumprir quarentena no regresso.

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Portugal coberto com rede de alerta de radioatividade até ao fim do ano

Cobrindo todo o território

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Foto: DR / Arquivo

Portugal vai ter até ao fim do ano a rede nacional de alerta de radioatividade no ambiente, RADNET, modernizada e aumentada, cobrindo todo o território, segundo informação oficial hoje divulgada.

A RADNET, a partir do final de 2020, “será constituída por 24 estacões fixas que permitirão garantir a monitorização de radioatividade no ar e na água, neste caso, nos três principais rios nacionais, cobrindo o norte, centro e sul do país”, segundo a fonte.

A rede é gerida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e é constituída por estações que medem em contínuo a radiação gama (radiação eletromagnética, a mais perigosa para o ser humano, geralmente associada à energia nuclear) no ar, podendo a informação ser consultada através da página na internet https://radnet.apambiente.pt/ .

Além das estações fixas a RADNET inclui duas estações portáteis e uma estação numa viatura, que podem ser colocadas em qualquer local, em caso de emergência, ou substituir alguma das estações fixas inoperacionais.

De acordo com a fonte, a melhoria e ampliação da RADNET começou em 2013, com a substituição de estações antigas por modelos de última geração e da instalação de novas estações. Tem um investimento global de cerca de 2,5 milhões de euros com origem em verbas POSEUR, INTERREG (fundos europeus) e do orçamento próprio da APA.

Neste momento a RADNET tem 19 estações, mais cinco do que em 2013, 17 para monitorizar a radioatividade ambiental no ar e duas para vigiar a radioatividade nos rios Tejo e Douro, uma na barragem de Fratel (Tejo) e outra na barragem de Pocinho (Douro).

As estações para monitorizar a radioatividade ambiente no ar ficam em locais que vão de Bragança, Porto, Coimbra, Castelo Branco, Évora, Sines e Faro, além de Ponta Delgada e Funchal.

De acordo com o mapa das estações fornecido à Lusa, quando todas estiveram concluídas e operacionais há pelo menos cinco estações na região interior de Portugal nas zonas de Castelo Branco e Portalegre.

Do lado de Espanha, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira com Portugal, fica a central nuclear de Almaraz, cujo encerramento tem sido pedido insistentemente por diversas organizações e entidades (nomeadamente ambientalistas), quer nacionais quer espanholas.

Esta semana a Câmara de Portalegre pediu o encerramento da central, sublinhando que está “obsoleta e em final de ciclo de vida útil”. O pedido surgiu depois de dois incidentes na central no espaço de cinco dias.

Ainda de acordo com a informação prestada à Lusa a propósito da RADNET foram substituídos equipamentos em nove das 14 estações mais antigas e até ao fim do ano serão substituídos os equipamentos nas estações de Porto, Penhas Douradas, Portalegre, Elvas e Beja. Será também instalada uma nova estação no distrito de Viana do Castelo, previsivelmente em Monção, e outra para monitorizar a radioatividade na água no rio Guadiana.

Além disso, “a rede será ainda dotada de três estações automáticas para a monitorização de aerossóis radioativos e iodo radioativo a instalar em Vila Real, em Abrantes e em Évora”, segundo a mesma informação oficial.

“Com esta melhoria significativa da RADNET, Portugal fica dotado de uma rede moderna, com uma cobertura territorial adequada e com capacidades aumentadas para a deteção e identificação dos radioisótopos que estão na origem de qualquer alarme”, sublinha-se na informação à Lusa.

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