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Alto Minho

5,5 milhões para explorar granito em Ponte de Lima

Exploração mineira

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

O presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, apontou hoje à Lusa a conclusão do polo industrial do granito de Pedras Finas, num investimento global de 5,5 milhões de euros, para janeiro de 2021.


Contactado pela agência Lusa, a propósito da publicação, hoje, em Diário da República (DR), do edital da proposta de regulamento do polo industrial, o autarca do CDS disse que “a conclusão das obras de infraestruturação deverão terminar no próximo mês de outubro” e que “até final do ano estará pronta a construção do acesso do equipamento à Estrada Nacional (EN) 101”.

“Com a publicação, hoje, da proposta de regulamento em DR, a nossa perspetiva é que, se as coisas correrem todas dentro da normalidade, o regulamento será aprovado em assembleia municipal em dezembro. Tudo se conjuga para que, logo em janeiro de 2021, haja condições para que possamos começar a alienar os vários lotes aos empresários do setor. Numa primeira fase, têm preferência os empresários do concelho de Ponte de Lima”, explicou Victor Mendes.

Com a publicação, hoje, em DR, a proposta de regulamento do polo industrial, entra em consulta pública, durante 10 dias úteis.

Previsto há 12 anos, aquele polo abrange uma área de 22 hectares, destinado à indústria transformadora de granito das Pedras Finas.

Localizado no monte de Antelas, próximo das áreas de extração, o novo polo terá 28 lotes, sendo que 24 se destinam a lotes industriais, cujas áreas variam entre os 900 metros quadrados e os 20.000 metros quadrados.

Em 2019, aquando do lançamento da obra, e de acordo com dados da autarquia, dos 5,5 milhões de euros de investimento, mais de 4,3 milhões de euros destinam-se à construção do polo industrial, sendo que a aquisição de terrenos, terraplanagens e elaboração do projeto representam cerca de 1,2 milhões de euros. Do montante global, 1,5 milhões de euros são financiamento do Portugal 2020.

A transformação de pedra, “que emprega 500 pessoas, é um dos setores mais exportadores do concelho, produzindo por ano 571 mil toneladas de granito”.

A nova infraestrutura vai permitir “uma nova abordagem na exploração do granito das Pedras Finas de Ponte de Lima, nomeadamente, na adoção de melhores práticas ambientais, produções mais limpas, melhores técnicas disponíveis e reorganização espacial, beneficiando todas as entidades públicas e privadas envolvidas na adesão a um verdadeiro conceito de eficiência coletiva”.

O granito das Pedras Finas de Ponte de Lima “é exportado principalmente para Espanha e França e, pontualmente, Luxemburgo”.

Segundo o Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais (CEVALOR), “estão previstas exportações para a Rússia, Argélia, Bélgica, entre outros, onde têm sido estabelecidos contactos exploratórios”.

A criação do novo polo industrial é justificada com “a necessidade de reorganizar espacialmente a indústria transformadora de granito, numa estratégia definida em prol da sustentabilidade do setor”.

De acordo com o município, “o projeto contempla a existência de um lote com equipamento de utilização coletiva, dois lotes com um eco centro e uma Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI), e ainda um lote destinado a comércios e serviços”.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez decreta luto municipal pela morte do bispo de Viana

Óbito

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez expressou hoje publicamente “profundo pesar e consternação” pelo “trágico desaparecimento” de D. Anacleto Oliveira, na sexta-feira, vítima de acidente de viação.

Numa nota enviada à Lusa, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez sublinha que D. Anacleto Oliveira, bispo da Diocese de Viana do Castelo foi “uma personalidade marcante para a vida das populações de Arcos de Valdevez e do Alto Minho, pela sua capacidade intelectual e espiritual, simplicidade, humildade, dialogante e proximidade”.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez refere ainda ter decretado luto municipal no dia do funeral.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu na sexta-feira, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou dois dias de luto municipal pela morte do bispo Anacleto Oliveira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota divulgada pela Presidência, lamentou a morte “repentina e trágica” do bispo Anacleto Oliveira e apresentou “sentidas condolências” à sua família e à Igreja Católica.

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Alto Minho

Minhotos e galegos unidos contra o lítio na ponte de Cerveira

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Foto: Facebook de SOS Serra d'Arga

O movimento SOS Serra d`Arga, no Alto Minho, e associações da Galiza instalaram, este sábado, faixas de protesto nas duas margens do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira e Tomiño, contra a eventual exploração lítio naquela região portuguesa.

Foram instaladas duas lonas pretas e amarelas, com seis metros de comprimento e 1,6 metros de largura, onde ser podia ler a frase “Minho unido contra as Minas”, escrita em português e galego.

Uma das faixas ficou instalada do lado português do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, e a outra, no lado espanhol, em Tomiño.

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

A ação “simbólica” decorreu este sábado, a partir das 10:00, na ponte da Amizade, que liga Vila Nova de Cerveira a Tomiño, na província de Pontevedra, e pretendei “mostrar publicamente a união das duas regiões na defesa de um património comum, o rio Minho, que poderá estar em causa se o projeto de mineração que o Governo português pretende implementar fora para a frente”.

O “ato simbólico de união das populações e autarquias das margens do Rio Minho” pretende ainda mostrar “a consternação e rejeição que assola os portugueses perante um projeto de fomento mineiro altamente lesivo para as gerações presentes e futuras é comum a milhares – senão milhões – de cidadãos galegos, cuja vida económica, social e cultural é construída em torno deste eixo de conexão transfronteiriça”.

O movimento SOS Serra d`Arga tem vindo a promover, desde agosto, “contactos diretos com várias associações galegas, no sentido de delinear ações de sensibilização e apelo popular para o envolvimento numa causa que é comum”.

A iniciativa foi promovida pelo movimento SOS Serra d`Arga, em parceria com a Asociación Naturalista do Baixo Miño (ANABAM), Centro Social Fuscallo e a A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), com o apoio das autarquias de Vila Nova de Cerveira e Tomiño.

A serra d`Arga abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles cinco municípios têm em curso o projeto “Da Serra d`Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d`Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

Em julho de 2019, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d`Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio, mas o porta-voz do movimento SOS Serra d`Arga, Carlos Seixas, assegurou em janeiro que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um `cluster` do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d`Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

Funeral do bispo de Viana realiza-se quarta-feira depois de dois dias de cerimónias

D. Anacleto Oliveira

em

Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O funeral do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, que morreu na sexta-feira num acidente de viação, realiza-se na quarta-feira, no cemitério das Cortes, Leiria, depois de dois dias de cerimónias fúnebres, anunciou hoje a diocese vianense.

O funeral será realizado às 15:00 de quarta-feira no cemitério das Cortes, terra natal de Anacleto Oliveira. Nessa manhã, a partir das 10:00, o corpo do bispo estará em câmara ardente na Sé Catedral de Leiria, informou a diocese de Viana do Castelo, em comunicado hoje divulgado.

Segundo a mesma fonte, as cerimónias fúnebres terão início na segunda-feira e vão seguir as restrições impostas para controlo da covid-19.

“A despedida de D. Anacleto Oliveira decorrerá entre os dias 21 e 22 de setembro, com o fim de evitar constrangimentos desnecessários, e sempre seguindo as normas de saúde prescritas”, refere a entidade.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o bispo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

De acordo com o anúncio feito hoje pela diocese, a Sé Catedral “acolherá os restos mortais de D. Anacleto” no final da tarde de segunda-feira, sendo o acolhimento assinalado com orações antes do fecho da igreja.

Na terça-feira, “a parte da manhã será destinada à oração livre e espontânea dos fiéis”, que terão de respeitar uma entrada controlada e condicionada na igreja, e às 15:00 será celebrada uma missa presidida pelo arcebispo primaz de Braga, Jorge Ferreira da Costa Ortiga.

A cerimónia contará ainda com a presença dos restantes bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, do presbitério da diocese de Viana do Castelo e dos representantes dos diversos movimentos eclesiais, assim como autoridades civis e militares, segundo os lugares disponíveis na Sé Catedral, explica o comunicado.

A diocese pede ainda a “toda a família diocesana” que realize “todas as manifestações de carinho decorram com a maior serenidade e responsabilidade”.

O colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo elegeu, entretanto, monsenhor Sebastião Pires Ferreira como administrador diocesano interino até à nomeação, pelo papa Francisco, de um novo bispo de Viana do Castelo.

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