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Região

Calor ‘esgota’ praias de Ofir, Fafe e Vila Praia de Âncora e deixa outras 10 ‘à bica’

Info Praia

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Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO (Arquivo)

As altas temperaturas que se fazem sentir no interior minhoto aliado ao período normal de férias de maior parte dos portugueses, incluíndo emigrantes, fez com que as praias de rio e de mar do Minho estejam a ser muito procuradas nesta quinta-feira.


Pelas 16:30, há registo de ocupação plena nas praias de Ofir (Esposende), Vila Praia de Âncora (Caminha) e Paçô/Carreço (Viana), registando ainda afluência máxima a praia da Albufeira da Queimadela, em Fafe.

De acordo com a aplicação Info Praia, que monitoriza e divulga os dados de ocupação das praias de todo o país, para além das quatro com lotação esgotada, dá conta de outras dez praias no Minho com ocupação elevada.

Assim sendo, as praias fluviais de Verim (Póvoa de Lanhoso), Vilar de Mouros (Caminha), Adaúfe (Braga), Prado (Vila Verde) e as marítimas de Moledo Sul e de Moledo Mergulho e Vapor (Caminha), Amorosa Chafé Sul e Amorosa Chafé (Viana), encontram-se com mais de um terço da ocupação permitida.

Já as praias fluviais de Valeta (Arcos de Valdevez), Ponte da Barca, Lenta (Cerveira) e Merelim São Paio (Braga), assim como as marítimas de Moledo Norte, Gelfa e Foz do Minho (Caminha), Afife, Arda/Bico, Carreço, Praia Norte, Cabedelo/Luziamar, Cabedelo, Pedra Alta (Viana), Cepães e Suave Mar Centro, Norte e Sul, em Esposende, encontram-se com ocupação baixa.

As praias fluviais de Ermal (Vieira do Minho), Alqueirão (Gerês), Navarra e Cavadinho (Braga) não disponibilizam os dados de ocupação.

Lotação máxima de utentes por praia

Caminha

Moledo – 4.500
Vila Praia de Âncora – 2.700
Foz do Minho – 1.600
Forte do Cão/Gelfa – 500

Esposende

Suave Mar – 3.000
Apúlia – 2.000
Ramalha – 1.200
Apúlia Norte – 900
Ofir – 800
Cepães – 600
Rio de Moinhos – 100

Viana do Castelo

Arda/Bico – 1.400
Afife – 900
Paçô/Carreço – 900
Cabedelo – 800
Cabedelo/Luziamar – 800
Praia Norte – 600
Carreço – 600
Amorosa/Chafé – 400
Amorosa/Bico – 400
Pedra Alta (Castelo do Neiva) – 200

Algumas das normas, para além da lotação máxima, passam pela etiqueta respiratória e pelo distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos no areal.

Há um máximo de 5 utentes por toldo, colmo ou barraca. A distância mínima entre estes locais deve ser de três metros.

Atividades desportivas como raquetes, disco, futebol, não vão ser permitidas este ano por gerar movimentação. Atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares são permitidos.

A época balnear no Minho abriu a 27 de junho e termina a 30 de setembro.

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Guimarães

Guimarães é o quinto concelho do país com maior número de novos casos

Covid-19

em

Foto: CM Guimarães / Arquivo

Guimarães é o quinto concelho do país – e o primeiro da região Norte – com mais novos casos confirmados de covid-19 na última semana. O presidente da Câmara, que apela ao uso da máscara na rua para conter a transmissão comunitária, lamenta falta de infirmação. Há mais de uma centena de alunos e dezenas de professores em isolamento. Instituições, como os Bombeiros Voluntários e o Vitória SC, também foram afetadas. E um surto em lar já provocou três mortes.

De acordo com o último boletim epidemiológico com os dados por concelho da Direção-Geral de Saúde (DGS), Guimarães somou na última semana 129 novos casos – total de 1.302 desde o início da pandemia.
Na região do Norte, é o concelho com maior número de novas infeções pelo novo coronavírus e, a nível nacional, só fica atrás de quatro concelhos mais populosos: Lisboa (467), Sintra (339), Loures (179) e Cascais (156).

Presidente da Câmara critica falta de informação por parte das autoridades de saúde

O presidente da Câmara, Domingos Bragança, alertou que no concelho a transmissão do vírus já era comunitária e fez um apelo forte ao uso da máscara na rua.

Covid-19: Guimarães continua a crescer acima dos 100 novos casos por semana

O autarca lamenta a falta de informação das autoridades de saúde, o que condiciona a ação da Câmara. “As Autoridades de Saúde têm de me dar a informação necessária para eu decidir, e o que não está a acontecer é essa informação chegar ao presidente da Câmara”, criticou na última Assembleia Municipal.

Domingos Bragança propôs a criação de uma equipa multidisciplinar no âmbito da Protecção Civil Municipal, à feição do foi feito na área metropolitana de Lisboa.

Guimarães quer uso obrigatório de máscara na via pública

Mais de cem alunos em quarentena

Classificada como uma das áreas mais “críticas”, Guimarães teve um conturbado início de ano letivo.

Registaram-se casos em quatro escolas que colocaram em quarentena mais de 100 alunos e dezenas de professores.

Esta semana, a EB 2,3 Egas Moniz dois alunos testaram positivo colocando duas turmas e cerca de 20 professores em quarentena. No mesmo agrupamento, já tinha havido outro caso de uma turma em isolamento.

Covid-19: Escola em Guimarães com 55 alunos e 20 professores em quarentena

Na Escola EB 2/3 de Caldas das Taipas outros casos colocou uma turma, do 9.º ano, em isolamento profilático.

Na Escola Secundária Martins Sarmento os 28 alunos e seis docentes de uma turma de 12.º ano estão ter aulas à distância após caso positivo.

E na EB 2,3 D. Afonso Henriques uma turma com 20 alunos que frequentam o 8.º ano está em isolamento profilático depois de confirmado um caso.

Equipa sub 23 do Vitória SC em isolamento

Também as instituições foram afetadas. Os Bombeiros Voluntários de Guimarães tiveram um surto com nove operacionais infetados.

No Vitória SC, a equipa de sub 23 suspendeu temporariamente a sua atividade, após a deteção de dez casos positivos no grupo de trabalho. Todo o plantel e equipa técnica estão em quarentena.

Surto em lar provocou três mortes

Há ainda um surto no Lar do Centro Social S. Torcato, com 34 utentes e nove funcionários, que já provocou três mortes.

No Lar Alcide Felgueiras nas Taipas um utente testou positivo e está internado no Hospital da Senhora da Oliveira.

Dois utentes do Lar de S. Paio, da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, também estão infetados.

Surto em lar de Guimarães provoca terceira morte

O Centro de Dia da Casa do Povo de Creixomil foi encerrado após ter sido detetado um caso.

Portugal contabiliza esta quarta-feira mais oito mortos relacionados com a covid-19 e 825 novos casos de infeção com o novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 1.971 mortes e 75.542 casos de infeção, estando hoje ativos 25.041 casos, mais 480 do que na terça-feira.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo o último balanço feito pela agência francesa AFP.

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Ave

Gestão do Castelo de Arnoia transferida para a autarquia de Celorico de Basto

Descentralização

em

Foto: Rota do Românico

O governo transferiu as competências de gestão, valorização e conservação do Castelo de Arnoia para a Câmara de Celorico de Basto.

A ministra da Cultura afirmou que a transferência de competências na área da cultura é um importante impulso no processo de descentralização com as autarquias locais.

“Com este processo, é incentivado um amplo acesso à cultura e maior proximidade às populações. A vasta experiência municipal deixa antever os efeitos positivos ao nível da melhoria ao acesso cultural”, afirmou Graça Fonseca.

A governante falava na Sé Catedral de Idanha-a-Velha, onde se deslocou para proceder à assinatura dos autos de transferência de competências de gestão, valorização e conservação de equipamentos culturais para as autarquias.

Graça Fonseca realçou a importância deste momento em que foram assinados os primeiros autos de transferência de competências na área da cultura e sublinhou que a descentralização serve de base ao sistema pluralista da administração pública, servindo a democracia.

“O acesso ao património e à cultura é uma expressão do exercício de cidadania. O património enquanto fator de desenvolvimento não é um ensaio, é uma estratégia na área da cultura. A proteção e valorização do património têm um forte impacto na atratividade do país e das regiões e no reforço da cidadania e da responsabilidade social”, concluiu.

Já a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, realçou a importância do momento no processo de descentralização em curso.

“É através da descentralização para autarquias que se reforça a autonomia do poder local. Só assim é possível uma resposta aos desafios que Portugal enfrenta no futuro e é fundamental para assegurar a igualdade de oportunidades. Disso temos todos a certeza”, afirmou.

A governante sublinhou que os monumentos em causa pertencem a partir de hoje às autarquias: “Não é apenas um ato simbólico. É um símbolo da descentralização”, sustentou.

Na cerimónia foram assinados vários autos de transferência de competências de gestão, valorização e conservação de equipamentos culturais para um conjunto de autarquias.

Assim foram transferidos vários equipamentos, como a estação arqueológica de Idanha-a-Velha (Egitânia), para a Câmara de Idanha-a-Nova; Torre ‘Centum Cellas’ (Câmara de Belmonte); Castelo de Arnoia (Câmara de Celorico de Basto); Memorial de Alpendurada (Câmara de Marco de Canaveses); Castro de Cidadelhe (Câmara de Mesão Frio); Castelo de Montemor-o-Velho (Câmara de Montemor-o-Velho); Moinhos de Vento (Câmara de Penacova) e estação romana da Quinta da Abicada e Monumentos de Alcalar (Câmara de Portimão).

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Ave

Inspeção do Ambiente fez 10 inspeções na bacia do rio Vizela nos últimos cinco anos

Poluição

em

Foto: DR / Arquivo

A Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) realizou, nos últimos cinco anos, 10 inspeções na bacia do rio Vizela, mas não fiscalizou a qualidade da água por não ser da sua competência.

A IGAMAOT, nomeadamente o inspetor-geral José Brito e Silva, foi hoje ouvido no parlamento, através de videochamada, no seguimento dos requerimentos de PS e PSD a propósito das descargas poluentes no rio Vizela, ficando por ouvir sobre o mesmo tema a Agência Portuguesa do Ambiente, inicialmente prevista para hoje também.

Aos deputados da Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, José Brito e Silva explicou que entre 2016 e 2020 foram realizadas 10 inspeções, sendo que da última, à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Serzedo, ainda está a ser elaborado o seu relatório.

O deputado do PSD Emídio Guerreiro, um dos partidos que apresentaram o requerimento, referiu que, apesar de já serem conhecidas “há muito tempo as descargas no rio Vizela”, estas ganharam “maior amplitude desde 2017” com a constituição de um plano para a despoluição do rio, com a participação de várias entidades.

“Fomos confrontados com a saída do município de Vizela deste plano e ontem [terça-feira] foram aqui ouvidos os presidentes das câmaras de Vizela, Fafe e Felgueiras e ficou evidenciado pelos convidados que o foco principal é da própria ETAR, contrariado pelas Águas do Norte. Há um problema”, explicou.

Emidio Guerreiro salientou a necessidade de ser conhecido o papel da IGAMAOT neste processo e saber as conclusões que têm resultado das inspeções realizadas, sublinhando que “incomoda o passar dos anos e a situação manter-se”.

Brito e Silva esclareceu que a IGAMAOT “faz inspeções aos operadores e aos efluentes” e “não há qualidade da água”, uma vez que não é da sua competência por não ser gestora do recurso hídrico.

O inspetor-geral reiterou que o organismo faz parte do grupo de trabalho para a despoluição do rio “mas não interage”, uma afirmação que gerou burburinho entre os deputados presentes na comissão.

“O plano de despoluição do rio Vizela e o licenciamento são questões que dizem respeito às entidades que emitem licenças. A IGAMAOT não tem competência alguma, logo não tem contributos”, afirmou o responsável, salientando que a sua autonomia em termos de fiscalização “não pode ficar quartada” por fazer parte do plano de despoluição.

Brito e Silva disse ainda aos deputados que já em 2020 a IGAMAOT recebeu “algumas denúncias” de poluição no rio em questão e que estas foram encaminhadas para a Agência Portuguesa do Ambiente e para a GNR, uma vez que trabalham em articulação, tendo a GNR levantado processos de contraordenação depois de encontrados os infratores.

Os presidentes das câmaras de Vizela, Fafe e Felgueiras defenderam na terça-feira, na Assembleia da República, a necessidade de uma solução técnica eficaz que acabe definitivamente com o problema da poluição do rio Vizela.

Para os três autarcas ouvidos pela Lusa depois de terem participado numa audição sobre o tema na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, o funcionamento da ETAR de Serzedo constitui a questão central do problema.

O presidente da Câmara de Vizela, Vitor Hugo Salgado, tem liderado a contestação pública ao funcionamento daquele equipamento da empresa de capitais públicos Águas do Norte, que considera ser o principal foco poluidor daquele afluente do rio Ave.

O autarca recordou que a solução pode passar pela construção de um emissário que ligue a ETAR de Serzedo (Guimarães) à ETAR de Lordelo, no mesmo concelho, de acordo com um projeto já executado, mas para o qual não há ainda financiamento.

O presidente da Câmara de Fafe, que também preside à Comunidade Intermunicipal do Ave, recordou à Lusa que a poluição de Vizela é um problema transversal a vários municípios, porque se trata do principal afluente do rio Ave.

Raul Cunha assinala que o problema está, de facto, na ETAR de Serzedo e o facto de drenar num ponto do rio que tem, sobretudo no verão, pouco caudal, situação que se acentuou nos últimos anos, agravando as queixas.

O autarca de Fafe admite que a solução pode passar por um emissário ligando à ETAR de Lordelo, mas sublinhou que essa possibilidade não pode nunca significar transferir o problema de um município para o outro.

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