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13.283 trabalhadores foram afetados com o encerramento de fronteiras Norte-Galiza

Relatório do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Rio Minho

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Foto:Tomás Guerreiro / O MINHO (Arquivo)

O estudo de impacto económico encomendado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, à Universidade de Vigo, contabilizou 13.283 trabalhadores diretamente afetados pelo encerramento de fronteiras entre o Norte de Portugal e a comunidade autónoma da Galiza.

O estudo cruzou a nacionalidade e o emprego, entre o Norte de Portugal e a Galiza, chegando à conclusão que, de um total de 13.283 trabalhadores transfronteiriços, 9.000 são trabalhadores portugueses com contrato laboral na Galiza. 4.194 são trabalhadores espanhóis que declaram remunerações no Norte de Portugal.

Aquando do encerramento de fronteiras, vários foram os problemas enfrentados, por esta massa de trabalhadores. “A distribuição da população por empregos, entre a Galiza e Portugal, está situada na costa, ao largo do Eixo Atlântico. Porém, uma boa parte da mobilidade de pessoas entre a fronteira passa, também, por Valença e Tui”, lê-se no relatório elaborado pelo financeiro Xavier Corbas.

O resultado da soma, entre espanhóis e portugueses, da província de Pontevedra e do distrito de Viana do Castelo, a trabalhar do outro lado da fronteira, resulta num total de 6028 trabalhadores. Dos 9.000 trabalhadores portugueses na Galiza, 4.000 labutam na Província de Pontevedra. E, dos 4.194 espanhóis que pagam impostos no Norte de Portugal, 2010 estão empregados em Viana do Castelo.

“O impedimento à livre circulação está a prejudicar a economia e a vida cotidiana de milhares de famílias. A limitação de uma única ponte aberta sobre o Minho, obriga metade das viagens entre os dois países, a passar por um único ponto, causando sempre maiores filas, à medida que a atividade econômica se recupera, e gastos em tempo, dinheiro e custos ambientais nas viagens”, informa o estudo.

A relação entre o emprego e a residência dos trabalhadores transfronteiriços é, no entanto, bem distinta da relação entre nacionalidade e emprego. Há, apenas, 622 trabalhadores portugueses residentes em Portugal e com um contrato de emprego na Galiza. No entanto, são 2659 o número de espanhóis que residem em Espanha com as suas remunerações declaradas no Norte de Portugal.

“Esta é a situação de muitos trabalhadores transfronteiriços, de fim de semana. Residem a maior parte do ano no país em que trabalham (dias úteis) e retornam (até mesmo para as casas de suas famílias) nos finais de semana”, lê-se no relatório.

O estudo aponta ainda para um total de 14.470 portugueses a residir na Galiza e 2.773 espanhóis a residir no Norte de Portugal.

O estudo foi elaborado com os dados de diversas instituições estatais, tanto espanholas, como nacionais. O Instituto Nacional de Estatística, o SEF, o Departamento de Economia, Empreendedorismo e Indústria, da Galiza e o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social são algumas das instituições que forneceram dados para a elaboração do relatório.

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