Zelensky aceitou convite alemão para participar na próxima cimeira do G7

Guerra

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “aceitou um convite” da Alemanha para participar na próxima cimeira do G7, no final de junho, na Baviera, disse o chanceler alemão, Olaf Scholz, que esta quinta-feira visita a Ucrânia.

“Obrigado, Sr. Zelensky, por aceitar o meu convite para participar na cimeira do G7”, que será realizada de 26 a 28 de junho, no castelo de Elmau (sul), escreveu Scholz na rede social Twitter, sem especificar se Zelensky, que não saiu da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, participará presencialmente ou por videoconferência.

“Aceitei com gratidão o convite dos nossos parceiros para participar em grandes eventos internacionais”, a cimeira do G7, na Alemanha, e uma cimeira da NATO, em Madrid, a convite do secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, confirmou o presidente ucraniano no Twitter.

O presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o presidente romeno, Klaus Iohannis, iniciaram hoje uma visita de “apoio” a Kiev, quando a União Europeia deve decidir, na próxima semana, se concederá à Ucrânia o estatuto de candidato oficial à União Europeia.

Os dirigentes europeus visitaram Irpin, um dos subúrbios da capital ucraniana, devastado durante as primeiras semanas da invasão russa à Ucrânia.

Ao observar os danos causados, o chanceler alemão denunciou “a brutalidade da guerra de agressão russa, que visa simplesmente destruir e conquistar”.

“Civis inocentes foram atingidos, casas foram destruídas. Uma cidade inteira foi destruída, apesar de não ter infraestrutura militar”, disse.

Os quatro líderes regressaram depois ao centro de Kiev para um encontro com o presidente Zelensky, e deverão prestar declarações à imprensa hoje à tarde.

Os 27 países da União Europeia devem decidir, durante uma cimeira, nos dias 23 e 24 de junho, se concederão à Ucrânia o estatuto oficial de candidato à adesão, o início de um processo de negociação que pode durar anos.

A Comissão Europeia deve divulgar sua recomendação na sexta-feira.

 
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