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Desporto

Wimbledon cancelado pela primeira vez desde a II Guerra Mundial

Covid-19

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Foto: DR

O torneio de ténis de Wimbledon, o mais antigo ‘Grand Slam’ do mundo, foi cancelado pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o All England Club, entidade organizadora da prova.


“É com grande mágoa que a direção do All England [AELTC] e a Comissão de gestão da prova decidiram hoje cancelar o torneio de 2020, devido à crise de saúde pública provocada pelo novo coronavírus”, refere o comunicado divulgado no site oficial do AELTC.

O torneio seria disputado entre 29 de junho e 12 de julho, mas, depois de uma reunião de urgência, a organização optou por cancelar a sua realização este ano, o que significa que a 134.ª edição da prova se vai disputar em 2021, entre 28 de junho e 11 de julho.

Esta é mais uma competição a ser afetada pela pandemia do novo coronavírus, que já levou ao adiamento para 2021 dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 o do Euro2020 de futebol.

“Não tomámos esta decisão de ânimo leve e tomámo-la no melhor interesse da saúde pública. Sabemos que o torneio apenas foi interrompido durante as duas Guerras Mundiais, mas, perante esta crise global, acreditamos ser a decisão certa”, afirmou o presidente do AELTC, Ian Hewitt.

De resto, a organização do torneio de Wimbledon já colocou as instalações do All England Club, em Londres, à disposição do Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido para ajudar no combate à covid-19.

O torneio de Wimbledon é o mais antigo entre os ‘Grand Slams’ e realiza-se desde 1877.

Desde então, apenas foi interrompido por duas vezes, por ocasião das duas ‘grandes guerras’, a última das quais entre 1939 e 1945.

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Futebol

“Faz falta o ambiente, faz falta o público”

Declarações após o Santa Clara-SC Braga (3-2), na 25.ª jornada

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Declarações no final do encontro Santa Clara-SC Braga (3-2), da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado na Cidade do Futebol:


Custódio Castro (treinador do SC Braga):

“Sabíamos que o Santa Clara é uma boa equipa, mas cometemos erros que nos penalizaram. Sabemos muito bem o que temos de melhorar, sobretudo a atitude competitiva e agressividade, mas temos confiança total. Sabíamos que a retoma ia ser difícil e continuamos a acreditar nestes jogadores, nesta equipa. Têm toda a nossa confiança.

Temos de melhorar a circulação da bola, o jogo posicional. A paragem deixou alguma incerteza, mas tenho confiança total na equipa e sei que nos vamos apresentar muito mais fortes nas jornadas que faltam.

Faz falta o ambiente, faz falta o público, mas sabemos o porquê desta situação. Esperemos que passe rápido e possamos ter novamente adeptos, sobretudo os nossos adeptos, no nosso estádio”.

João Henriques (treinador do Santa Clara):

“O Braga entrou por cima, esteve melhor, mas depois as grandes situações foram do Santa Clara. Ao intervalo o empate já era injusto. Fomos superiores na primeira parte e na segunda parte o Sporting de Braga voltou a fazer golo na primeira oportunidade. Mas, com todo o mérito, demos a volta e conseguimos três pontos justíssimos. Respiramos saúde, confiança e dinâmica. Estamos orgulhosos, tranquilos e estamos muito mais perto do primeiro objetivo, que é a manutenção, com o Santa Clara pelo terceiro ano na I Liga, algo inédito.

Sonhamos com o próximo jogo e mais três pontos. Se conseguirmos mais do que os 42 pontos da época passada ficamos satisfeitos, mas somos muito ambiciosos e vamos olhar jogo a jogo para encurtar distâncias.

Somos a equipa com mais coragem da liga. Fomos muito bem recebidos na Cidade do Futebol, com excelentes condições, mas mudar para aqui com todas as bagagens não é fácil. Viemos há seis dias e estamos aqui com todo o prazer a representar uma região. Quisemos ser parte da solução e não do problema, e por isso acedemos a vir para o continente, disputar dez jogos fora de casa”.

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Futebol

SC Braga, por duas vezes a vencer, perde frente ao Santa Clara

25.ª jornada

em

Foto: Twitter

O SC Braga perdeu, por 3-2, este sexta-feira em Lisboa, frente ao Santa Clara, em jogo a contar para a 25.ª jornada da I Liga.


A derrota dos arsenalistas na capital impede a equipa minhota de ganhar vantagem no terceiro lugar do campeonato, depois de o Sporting ter empatado frente ao Vitória SC, e confirma que nenhuma das equipas da frente conseguiu vencer no reatamento do campeonato, depois de quase três meses de paragem devido à pandemia de covid-19.

O Sporting de Braga entrou em campo determinado em chegar cedo à vantagem e nos primeiros minutos esteve bastante perto de o conseguir. Aproveitando o espaço entrelinhas na defesa açoriana, a equipa orientada por Custódio chegou por um par de vezes com perigo à baliza de Marco, mas nem Ricardo Horta nem Paulinho conseguiram inaugurar o marcador.

Mas aos 19 minutos o Braga chegou mesmo à vantagem depois de Artur Soares Dias ter sido alertado pelo VAR para uma falta dentro da área do Santa Clara. O árbitro portuense analisou as imagens e assinalou a infração que Fransérgio converteu com sucesso, enganando por completo o guarda redes Marco.

Talvez ‘espicaçado’ pelo golo, o Santa Clara tentou nos minutos seguintes aproximar-se da baliza de Matheus e em dois livres conseguiu pôr em sentido a defesa minhota.

Apesar de controlar territorialmente, o Braga baixou o ritmo e num lance de contra-ataque os insulares chegaram ao empate. O cruzamento do flanco esquerdo apanhou Raul Silva em contrapé e Thiago Santana foi implacável: dominou de pé esquerdo e fuzilou Matheus, com a bola ainda a embater com estrondo na trave, mas a aninhar-se na baliza bracarense.

O golo do Santa Clara claramente destabilizou o Braga e nos minutos seguintes a equipa de João Henriques podia ter-se colocado em vantagem em três ocasiões, com a falta de pontaria a atraiçoar os avançados dos insulares ou a defesa dos minhotos a cortar no limite.

A segunda parte começou com as duas equipas a procurarem impor-se e muita luta a meio a campo. Aos 56 minutos, num lance de entendimento pela esquerda, Sequeira arrancou um cruzamento milimétrico para a entrada da área, onde apareceu Trincão a finalizar. De pé esquerdo, o avançado bracarense atirou rente ao poste e recolocou o Sporting de Braga na frente.

Aos 64 minutos o jogo voltou a mudar e novamente complicando-se para o SC Braga: Raul Silva voltou a ser batido pela rapidez Thiago Santana e empurrou-o na grande área. Artur Soares Dias não hesitou em expulsar o central arsenalista e assinalou a grande penalidade, que o avançado do Santa Clara aproveitou para ‘bisar’ no encontro.

Com o avançar do cronómetro os treinadores começaram a fazer as primeiras substituições e o ritmo de jogo ressentiu-se. As duas formações perderam discernimento na construção e, de um lado e de outro, era maior a facilidade em chegar à baliza adversária com a pressão frouxa de ambas as zonas intermediárias.

À beira do minuto 90 o Braga esteve perto de consumar a vitória, numa jogada em que a defesa do Santa Clara facilitou e foi Marco a resolver a aflição, primeiro a sair aos pés de Paulinho e depois de Wilson Eduardo.

Do outro lado, já em tempo de desconto, o Santa Clara não foi tão meigo e consumou a reviravolta, e o 3-2 final, por Carlos Júnior. Zaidu Sanussi recuperou uma bola na primeira fase de construção do Braga e, apanhando a defesa arsenalista em contrapé, assistiu o avançado no coração da área, que sem dificuldade encostou para o fundo da baliza.

Com este resultado, o Santa Clara soma agora 33 pontos, enquanto o SC Braga não consegue distanciar-se do Sporting no terceiro lugar e, com 46 pontos, tem três de vantagem sobre os ‘leões’.

Ficha de Jogo

Jogo realizado na Cidade do Futebol, em Lisboa.

Santa Clara – SC Braga, 3-2.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

0-1, Fransérgio (grande penalidade), 20 minutos.

1-1, Thiago Santana, 34.

1-2, Trincão, 56.

2-2, Thiago Santana (grande penalidade), 66.

3-2, Carlos Júnior, 90 +2.

Equipas:

– Santa Clara: Marco, Pierre Sagna, João Afonso, Fábio Cardoso, Zaidu Sanussi (Salomão, 84), Francisco Ramos, Anderson Carvalho (Osama Rashid, 78), Mamadu Candé, Lincoln, Carlos Júnior e Thiago Santana (Cryzan, 75).

(Suplentes: André Ferreira, Osama Rashid, César Martins, Costinha, Cryzan, Salomão e Zé Manuel).

Treinador: João Henriques.

– SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, Bruno Viana, Raul Silva, Sequeira, David Carmo, Palhinha (Rui Fonte, 83), Fransérgio, Trincão (Galeno, 72), Ricardo Horta (Wilson Eduardo, 84) e Paulinho.

(Suplentes: Eduardo, Rolando, Wilson Eduardo, André Horta, João Novais, Rui Fonte e Galeno).

Treinador: Custódio Castro.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Fábio Cardoso (27), Raul Silva (45+1 e 64), Mamadu Candé (73) e João Afonso (87). Vermelho por acumulação de cartões amarelos para Raul Silva (64).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 21h29)

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Futebol

Fábio Martins, do Famalicão, critica violência contra elementos do Benfica

Vandalismo

em

Foto: DR / Arquivo

Fábio Martins, futebolista do Famalicão, recorreu às redes sociais para condenar os atos de vandalismo contra jogadores, afirmando que “ninguém vai para dentro do campo com vontade de perder”.


“É suposto um jogador sentir-se mais motivado para ajudar o clube a chegar a vitórias depois de ver casa vandalizada, ter cabeças partidas, vidros nos olhos ou ser alvo constante de ameaças e assobios? Comentem, sem aquela conversa do ‘eles ganham milhares, têm de se sujeitar'”, escreveu hoje o jogador na rede social Twitter.

Na noite de quinta-feira, na saída da autoestrada A2, a caminho do centro de estágios do Seixal, o autocarro do Benfica foi atingido por pedras, resultando em estilhaços que atingiram Weigl e Zivkovic.

Além do incidente com o autocarro da equipa de futebol, as casas do treinador e de jogadores foram grafitadas com ameaças, segundo disse hoje à agência Lusa fonte oficial da Polícia de Segurança Pública, que foi alertada para estas ocorrências durante a manhã e já se encontra a investigar o caso.

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, repudiou os atos de vandalismo nas residências do treinador Bruno Lage e dos jogadores Rafa, Grimaldo e Pizzi, um comportamento que classifica de “inaceitável e inqualificável” e que merece uma “punição exemplar”, manifestando também apoio a Julian Weigl e Zivkovic.

A publicação de Fábio Martins já tem milhares de comentários de apoio à ideia do jogador e, nas respostas a alguns desses comentários, Fábio Martins deixa claro que esta não é uma situação isolada e que não se passa apenas num clube.

“Não é uma questão de apenas um clube. Em muitos clubes se passa isto. Não é uma questão de cores. É de mentalidade”, escreveu o jogador do Famalicão que acrescentou ainda: “Toda a gente tem bons e maus dias. Tenho a certeza que ninguém vai para dentro de campo com vontade de perder, de não marcar ou de não correr. São dias. Somos humanos”.

Fábio Martins apontou um dos golos da vitória do Famalicão sobre o FC Porto, na quarta-feira, por 2-1. em jogo a contar para a 25.ª jornada da I Liga, e que marcou o regresso da competição após pausa devido à pandemia da covid-19.

Na quinta-feira, o Benfica assumiu a liderança da I Liga, com os mesmos pontos do FC Porto, apesar do ‘nulo’ na receção ao Tondela, naquele que foi o primeiro jogo dos ‘encarnados’ depois da suspensão da competição devido à pandemia de covid-19, em 12 de março.

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