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Voos da TAP no total da operação no Porto passam de 25% para 3% no 2.º trimestre

ANAC

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Foto: DR / Arquivo

A representatividade da TAP no total dos movimentos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Porto, caiu para 3%, no segundo trimestre, contra 25% no mesmo período de 2019, passando de segunda para oitava maior companhia, segundo dados da ANAC.


De acordo com o Boletim Estatístico Trimestral da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), no aeroporto do Porto, a TAP representou apenas 3% dos movimentos registados no período em análise, passando do segundo para oitavo lugar na lista das 10 maiores companhias a operar naquela infraestrutura, ficando atrás da Federal Express Corporation (18%), Star Air (14%), European Air Transport Leipzig (13%), Ryanair (10%), Swiss International Air Liens (8%), Deutsche Lufthansa (4%) e Luxair (4%).

Também no Aeroporto Humberto Delgado, na Portela, Lisboa, o número de movimentos da TAP no total da operação baixou de 54% no segundo trimestre de 2019, para 15% no mesmo período deste ano, mantendo-se, porém, em primeiro lugar na lista das 10 maiores companhias.

Em segundo lugar, manteve-se a Ryanair com os mesmos 9% também registados entre abril e junho de 2019.

No caso do aeroporto de Faro, onde a companhia aérea portuguesa representou 7% do total de movimentos no segundo trimestre de 2019, este ano nem sequer entra na lista das 10 maiores companhias (4.º lugar no mesmo período do ano passado).

No Aeroporto de Ponta Delgada João Paulo II, nos Açores, a transportadora passou de representar 9% dos movimentos no segundo trimestre de 2019, para 6% no mesmo trimestre deste ano, mantendo-se como terceira maior companhia naquele aeroporto, a seguir à SATA Air Açores e à SATA Internacional.

Apenas no Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, no Funchal, aumentou a representatividade da TAP no total dos movimentos no segundo trimestre, passando de 27% para 28%.

No entanto, neste último, a TAP deixou de ser a maior companhia aérea, passando para segundo lugar, a seguir à Swiftair (30%).

O Conselho de Ministros aprovou em 17 de julho a concessão de um empréstimo de até 1.200 milhões de euros à TAP, em conformidade com a decisão da Comissão Europeia.

Além do empréstimo remunerado a favor do Grupo TAP de 946 milhões, ao qual poderão acrescer 254 milhões, sem que, contudo, o Estado se encontre vinculado à sua disponibilização, as negociações tinham em vista a aquisição, por parte do Estado português, “de participações sociais, de direitos económicos e de uma parte das prestações acessórias da atual acionista da TAP SGPS, Atlantic Gateway, SGPS, Lda.”.

Desta forma, o Estado português passa a deter uma participação social total de 72,5% e os correspondentes direitos económicos na TAP SGPS, pelo montante de 55 milhões de euros.

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PCP mantém todas opções em aberto mas voto a favor é a “mais distante”

Orçamento do Estado 2021

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Foto: DR / Arquivo

O PCP admitiu hoje que “naturalmente” o voto favorável no Orçamento do Estado de 2021 está “mais distante” e insistiu que mantém todas as opções em aberto, como a abstenção e o voto contra.

“O voto a favor está naturalmente mais distante do que as outras duas possibilidades, mas não há nenhuma decisão tomada quanto a isso. Mantém-se a possibilidade de qualquer sentido de voto”, afirmou aos jornalistas, no parlamento, João Oliveira, líder parlamentar do PCP, um dia depois de uma delegação comunista se ter reunido com o primeiro-ministro, António Costa, na terça-feira à tarde.

A uma semana da votação na generalidade, na Assembleia da República, o Governo ainda não tem garantida aprovação do Orçamento do Estado de 2021, estando em conversações com o BE, PCP, PEV e PAN.

Sem nenhum calendário fixado para tomar uma decisão, até 28 de outubro, dia da votação na generalidade e quando terá de ter uma posição, João Oliveira insistiu que há “insuficiências da proposta do orçamento face às necessidades do país”.

Sem comentar propostas feitas pelo executivo, o líder da bancada comunista afirmou que o que “falta saber é verdadeiramente qual a perspetiva que o Governo tem para a resposta global para esses problemas, dentro do Orçamento do Estado e fora dele”.

Problemas que, exemplificou, a pandemia de covid-19 agravou na saúde e que o levaram a dizer ser essencial “mais investimento público e contratação de trabalhadores para os serviços públicos”.

A “situação grave” do país não “permite que se considerem duas ou três medidas e quatro ou cinco alterações para se dizer” que é possível “descansar que o OE vai dar resposta aos problemas”, afirmou ainda.

“Não é possível achar que os problemas se resolvem sem gastar dinheiro”, disse João Oliveira, insistindo que “é preciso gastar dinheiro do Orçamento do Estado para resolver os problemas”, por exemplo, com as dificuldades no acesso às consultas, a tratamentos ou com a sobrecarga com os profissionais de saúde ou ainda com a falta de pessoal nas escolas.

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Governo considera que fez aproximações às exigências do BE, PCP e PAN

Orçamento do Estado 2021

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Foto: DR / Arquivo

O Governo considera que nas reuniões de terça-feira com o Bloco de Esquerda, PCP e PAN procurou fazer aproximações às principais exigências destas forças políticas para a viabilização da proposta de Orçamento do Estado para 2021.

Fonte do executivo disse hoje à agência Lusa que, nas reuniões com o PAN, PCP e Bloco, que tiveram a presença do primeiro-ministro, António Costa, o Governo procurou responder “com aproximações” às matérias identificadas como “insuficientes” por estes partidos desde a entrega da proposta do Orçamento do Estado para 2021 na Assembleia da República, no passado dia 12.

Na reunião com o PCP, em particular, o Governo diz que “procurou apresentar garantias em relação à fase de negociação do Orçamento na especialidade” e acredita que se verificaram “avanços em vários domínios, designadamente nas áreas social e da administração pública”.

“Já na reunião de trabalho com o Bloco de Esquerda, o Governo avançou com a proposta para garantir que quem perder o subsídio de desemprego tem acesso à nova prestação social independentemente da condição de recursos. O Governo apresentou também um calendário de contratação de mais 4200 profissionais de saúde”, disse à agência Lusa fonte do executivo socialista.

No que respeita ao PAN, tal como foi anunciado na terça-feira à tarde pela líder parlamentar desta força política, Inês Sousa Real, o Governo manifestou-se disponível para uma “duplicação da verba” para os centros de recolha oficial de animais, campanhas de esterilização e hospitais veterinários públicos, de cinco para 10 milhões de euros, assim como ao nível da concretização do programa universidade segura e em matérias ambientais.

“No caso do PAN, nos próximos dias, haverá um processo de troca de documentação em relação aos compromissos assumidos na terça-feira”, disse um membro do Governo.

Neste quadro, o mesmo membro do executivo adiantou à agência Lusa que o Governo vai “aguardar que Bloco de Esquerda, PCP e PAN” procedam à “avaliação” das propostas apresentadas pelo executivo nos próximos dias, ou seja, antes do início do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2021.

“Os grandes objetivos da proposta do Orçamento do Estado é o combate à pandemia da covid-19, a proteção dos rendimentos das famílias e dos empregos. Pensamos que estas dimensões das propostas orçamental vão sair reforçadas”, acrescentou.

Em declarações à agência Lusa, hoje, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, disse que, nesta reunião, “o Governo considerou não haver possibilidade de aproximação e por isso não apresentar qualquer proposta nem dar abertura para quaisquer posições intermédias em matéria do sistema financeiro, Novo Banco em particular, e em matéria das questões laborais”.

Fonte do Governo justificou à agência Lusa que, relativamente ao Novo Banco e à legislação laboral, o executivo entendeu que já tinha feito “vários avanços nessas matérias” anteriormente neste processo negocial.

“O Governo introduziu uma norma na proposta de Orçamento do Estado em que as grandes empresas com lucro e com benefícios fiscais não podem despedir. Será consagrada uma moratória de dois anos para impedir a caducidade das convenções coletivas”, disse.

Relativamente ao Novo Banco, o Governo tem insistido que, no âmbito do Orçamento, “não será transferido qualquer montante do Estado para o Fundo de Resolução” e argumenta que não pode aceitar uma solução que coloque em causa a segurança do sistema financeiro.

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Ministro defende que investimento nas Forças Armadas “é tão relevante” como na saúde

João Gomes Cravinho

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Foto: ps.pt / Arquivo

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, destacou hoje o papel das Forças Armadas no combate à pandemia de covid-19 e defendeu que o investimento público nesta área “é tão relevante” quanto na saúde ou na educação.

Gomes Cravinho participou hoje na abertura do seminário “O Exército Português na Resposta Nacional à Covid-19 – Experiência e Desafios”, uma iniciativa que decorreu na Academia Militar, na Amadora (distrito de Lisboa), no âmbito das comemorações do dia do Exército.

Na intervenção, o titular da Defesa começou por fazer um balanço “francamente positivo” da “resposta das Forças Armadas, e em particular do Exército, a esta pandemia”, da covid-19, e salientou que “todos os portugueses podem ter orgulho nesta atuação”.

“Eu creio que se gerou um consenso amplamente partilhado na nossa sociedade de que as Forças Armadas têm sido um elemento crítico, um elemento diferenciador, que tem assegurado um respaldo único, um respaldo indispensável para outras estruturas de governação”, advogou, elencando que os militares têm dado apoio por exemplo na saúde, nas prisões, nas escolas, nos lares e também na Proteção Civil.

Na ótica do ministro da Defesa, “este é um momento em que se deve sublinhar que este nível de prontidão não se consegue sem investimento”.

“O investimento público em Forças Armadas prontas e credíveis é tão relevante como o investimento público na saúde, na educação ou nas infraestruturas do nosso país. Compete ao Estado assegurar que o nível de resiliência nacional que as Forças Armadas garantem seja mantido, como respaldo último do bem-estar da nossa sociedade”, frisou igualmente.

Neste ponto, João Gomes Cravinho referiu que, “analisando as prioridades de investimento” da Defesa, “ao longo dos últimos anos e em particular no âmbito da última revisão da Lei de Programação Militar, é muito claro que a aposta em equipamentos de duplo uso é uma aposta ganha”.

“As novas ameaças e as novas missões das Forças Armadas exigem-nos equipamentos e capacidades distintas”, sublinhou, defendo um reforço do investimento ao nível do “planeamento, e do comando e controlo” por forma a “fazer o melhor uso dos instrumentos à disposição, gerindo, organizando e respondendo da forma mais adequada”.

Salientando o papel dos recursos humanos na atuação do Exército, o ministro assinalou que não é possível “exigir indefinidamente o atual nível de esforço àqueles que compõem o Exército”, pelo que “os portugueses devem entender que é nossa responsabilidade reforçar esta estrutura para que ela possa estar à altura dos desafios que se avizinham no nosso futuro”.

“Se a experiência atual nos ensina alguma coisa, é que esses desafios serão complexos e exigirão muito de todos nós”, frisou.

O ministro da Defesa realçou também que a “implantação do Exército em todo o território nacional” e os protocolos celebrados permitem estar “cautelosamente otimistas quanto à capacidade de resposta para aquilo que se avizinha”.

Gomes Cravinho alertou ainda que “esta nova fase da pandemia não será vivida como a primeira” e que é pedido aos portugueses que “saibam viver com a covid-19 e que mantenham as suas atividades dentro da normalidade possível”.

“Penso que todos entendemos que esta decisão é necessária. Temos de aprender a ser resilientes e a ser disciplinados, num contexto que, não sendo o desejável, é o possível”, sublinhou.

No que toca ao centro de apoio militar covid-19 localizado no antigo hospital militar de Belém (Lisboa), o governante espera que a “sua capacidade possa ser expandida com os recursos humanos que o Ministério da Saúde puder alocar, em complemento aos médicos e enfermeiros do Exército que aí prestam serviço”.

Portugal contabiliza pelo menos 2.213 mortos associados à covid-19 em 103.736 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

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