Seguir o O MINHO

Desporto

Volta a Portugal mantém-se nas datas previstas em novo calendário UCI

Covid-19

em

Foto: Volta a Portugal / Podium

A Volta a Portugal em bicicleta mantém-se nas datas programadas, de 29 de julho a 09 de agosto, segundo o calendário revisto hoje publicado pela União Ciclista Internacional (UCI).


O novo esquema de competição, que já passa a incluir as provas de escalão ProSeries, classes 1 e 2 e provas de seleção, além de sub-23 e juniores, revela ainda que o Grande Prémio Internacional Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho terá este ano menos um dia.

Também as datas foram alteradas, passando agora a prova 2.2 para o período entre 24 e 26 de julho, correndo-se em três dias em vez dos quatro previstos, com a 42.ª edição a ter novo arranque 15 dias depois do inicialmente agendado.

Após a paragem devido à pandemia da covid-19, a primeira prova do calendário UCI é o Sibiu Cycling Tour, na Roménia, de 02 a 05 de julho, marcando o regresso do ciclismo após uma prolongada paragem desde março.

O novo calendário, que também inclui provas das elites femininas, permitiu aos organizadores encontrar “novas datas para 91 eventos” que tinham a sua realização em causa.

Os ciclistas poderão, nota a UCI em comunicado, disputar este ano “uma temporada sem precedente”, no qual mais de 1.000 eventos foram adiados ou cancelados, o equivalente a 45% do calendário.

“A UCI aplaude o empenho dos organizadores em reconstruírem o calendário, apesar do contexto extremamente difícil. […] A segurança dos atletas e todos os envolvidos continua a ser a principal prioridade”, nota aquele organismo, que destaca ainda que poderão ser feitos ajustes ao calendário mediante a evolução da pandemia, em reuniões marcadas para 09 e 10 de junho.

Em 05 de maio, a federação internacional já tinha divulgado o calendário do WorldTour, o principal escalão do ciclismo mundial, que tem o seu reinício agendado para 01 de agosto.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 318 mil mortos e infetou mais de 4,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.247 pessoas das 29.432 confirmadas como infetadas, e há 6.431 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Anúncio

I Liga

Rio Ave vence Portimonense

I Liga

em

Foto: Twitter / I Liga

O Rio Ave venceu hoje por 2-1 na receção ao Portimonense, em jogo da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, com o golo do triunfo a chegar já em período de descontos.

Em Vila do Conde, o Portimonense adiantou-se no marcador com um golo de Ricardo Vaz Tê, aos 06 minutos, mas o Rio Ave deu a volta ao marcador com golos de Mehdi Taremi, aos 35, de grande penalidade, e de Filipe Augusto, aos 90+1.

Com esta vitória, o Rio Ave, que luta por um lugar nas competições europeias, sobe provisoriamente ao quinto lugar, com 50 pontos, enquanto o Portimonense, primeira equipa em zona de despromoção, está em 17.º, com 27 pontos, a três de Vitória de Setúbal e Tondela.

Continuar a ler

Futebol

Oficial: Guimarães não vai receber ‘oitavos’ da ‘Champions’

‘Final a oito’ em Lisboa disputada à porta fechada

em

Estádio D. Afonso Henriques. Foto: DR / Arquivo

A ‘final a oito’ da Liga dos Campeões de futebol, que será disputada em Lisboa em agosto, vai ser jogada à porta fechada, anunciou hoje a UEFA, que vai aplicar a medida também à Liga Europa.

Em comunicado, o organismo de cúpula do futebol europeu dá conta das decisões do Comité Executivo, hoje tomadas para o restante da temporada 2019/20, a ser disputada até agosto devido à pandemia de covid-19.

Outra das decisões prende-se com a realização nos estádios de cada clube dos restantes jogos da segunda mão dos oitavos de final da ‘Champions’ e da Liga Europa, e não em território neutro, como chegou a ser equacionado e que teve o Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, e o Estádio do Dragão, no Porto, como hipóteses.

Há duas exceções a esta medida, já anunciadas em junho, nomeadamente o Inter de Milão-Getafe e o Sevilha-Roma, jogos em que não foi disputada sequer a primeira mão, e que agora serão ‘resolvidos’ num só jogo, na Alemanha, que vai receber a ‘final a oito’ da Liga Europa.

“A UEFA vai continuar a monitorizar a situação e reserva o direito de remarcar quaisquer jogos para os locais do torneio final [Lisboa ou Alemanha], no caso de surgirem novos acontecimentos que tornem a realização no estádio originalmente planeado impossível”, pode ler-se no comunicado.

A nota detalha ainda o processo que levou à escolha de realizar os jogos à porta fechada, da proteção da saúde face à pandemia de covid-19 à “responsabilidade de providenciar o ambiente mais seguro possível” para garantir a conclusão das competições e a “justiça desportiva”, num momento em que alguns países permitem viagens, e adeptos nos estádios, e outros não.

“O Comité Executivo considerou prudente que todos os jogos UEFA decorram à porta fechada até nova comunicação. A decisão foi tomada em concordância com associações nacionais e as autoridades das ‘finais a oito’, de Portugal, Alemanha e Espanha [este último da Liga dos Campeões feminina]. A restrição aplica-se, também, aos restantes jogos da Youth League”, adianta a nota.

Outra decisão relativa à Liga Europa prende-se com o adiamento da introdução do sistema de vídeoárbitro (VAR), que arrancou na fase a eliminar de 2019/20, mantendo-se na de 2020/21, mas chegando à fase de grupos apenas em 2021/22.

A interdição dos estádios para adeptos mantém-se, igualmente, na fase de qualificação para as competições na época 2020/21, que serão disputados a apenas uma mão.

A UEFA aprovou ainda um protocolo relativo ao regresso ao futebol, e às normas sanitárias e de segurança que exige, que torna obrigatório que todos os clubes e federações cumpram com as regras delineadas no documento no caso de participarem em competições europeias, quer de clubes quer de seleções.

Uma inédita ‘final a oito’ está marcada para Lisboa, a partir de 12 de agosto, com as equipas a disputarem quartos de final, meias-finais e final na capital portuguesa, entre o Estádio José Alvalade e o Estádio da Luz, que recebe a final em 23 de agosto.

Continuar a ler

Desporto

Testes regulares podem inviabilizar retoma das modalidades de pavilhão

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A obrigatoriedade de realizar testes regulares à covid-19, à semelhança do que ocorre com a I Liga de futebol, pode inviabilizar a retoma das modalidades de pavilhão, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

“Precisamos que o Governo e a Direção-Geral da Saúde (DGS) nos diga quais as condições para retomarmos os treinos e as competições, como tem feito noutros setores. Mas se nos disserem que vão ser necessários testes regulares, vai ser difícil retomar”, disse à Lusa a mesma fonte, acrescentando que esta é uma convicção comum às estruturas federativas representativas destas modalidades.

Desde a retoma da I Liga, para as últimas 10 jornadas, os jogadores estão a ser testados “o mais próximo possível” de cada jogo, nunca com mais de 24 horas de antecedência, sendo que são duas vezes submetidos a testes se houver mais de cinco dias de diferença entre os encontros.

As competições de andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins e voleibol de 2019/20 foram canceladas, em 29 de abril, depois de terem sido suspensas em 11 e 12 de março, devido à pandemia de covid-19.

Para sexta-feira está marcada uma reunião por videoconferência entre as federações das cinco principais modalidades de pavilhão – andebol, basquetebol, futebol (futsal), patinagem (hóquei em patins) e voleibol – e a DGS.

As competições destas modalidades ficaram excluídas das medidas de desconfinamento, que permitiram a retoma da atividade desportiva ao ar livre e das competições de modalidades individuais, sujeitas ao cumprimento das regras sanitárias da DGS.

Também na sexta-feira, Comité Olímpico de Portugal (COP), Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e Confederação do Desporto de Portugal (CDP) vão estar numa audiência com caráter de urgência, na comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto da Assembleia da República, para analisar a situação desportiva no país.

Na quarta-feira, o Benfica realçou “o momento de enorme incerteza”, considerando que esta “é agudizada pelas previsíveis dificuldades que muitos clubes terão, eventualmente, para cumprir os requisitos a exigir pela DGS, colocando em causa, no limite, a retoma das competições”.

Continuar a ler

Populares