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Vizela supera “falta de maturidade” rumo a inédita permanência

I Liga
Vizela supera “falta de maturidade” rumo a inédita permanência

O Vizela, recém-promovido à I Liga portuguesa de futebol, garantiu a manutenção com o 14.º lugar, no fim de uma temporada em que ‘desperdiçou’ nove vantagens, com o seu treinador Álvaro Pacheco a admitir ocasionalmente “falta de maturidade”.

Depois de uma passagem pela elite do futebol nacional na época 1984/85, em que foi 16.ª e último classificado, o clube minhoto regressou ao ‘convívio dos grandes’ na temporada 2021/22, tendo selado a permanência na 33.ª jornada, após o empate caseiro com o Marítimo (1-1).

Com o treinador Álvaro Pacheco, responsável por duas subidas desde 2019/20, quando os vizelenses militavam ainda no então Campeonato de Portugal, e 11 jogadores já ligados aos ‘azuis e brancos’ nos campeonatos inferiores, a equipa procurou apresentar um futebol atacante desde a primeira jornada, em Alvalade, com o Sporting (derrota por 4-0).

Essa predisposição ofensiva, à base de um sistema tático 4x2x3x1, refletiu-se apenas em três vitórias – Tondela (2-1), Belenenses SAD (2-0) e Arouca (4-1) – numa primeira volta em que cumpriu 11 jogos sem vencer, apesar de ter estado a vencer em cinco deles.

Pese a “falta de maturidade”, Álvaro Pacheco frisou que o Vizela quis sempre “dominar” todos os jogos para que entrou e que a “permanência foi mais do que justa”, após um campeonato em que esteve por uma vez abaixo da ‘linha de água’, no 17.º lugar, após a 18.ª jornada, fruto de quatro derrotas consecutivas.

A formação minhota ascendeu à 12.ª posição na jornada subsequente, com a vitória por 3-2 em Tondela, e não mais ‘caiu’ para a zona de despromoção, apesar da semana entre os jogos com dois adversários diretos – Belenenses SAD, da 30.ª jornada (derrota por 1-0), e Arouca, da 31.ª (triunfo por 2-1) – ter sido “a mais difícil da época”, admitiu o técnico após selada a permanência.

Segunda equipa com mais golos sofridos do campeonato (58), o Vizela teve no ataque os protagonistas da temporada, com Schettine a cotar-se como o melhor marcador da equipa, com oito golos, seguido por Cassiano, que marcou sete.

Atrás surgem Kiko Bondoso, o vizelense mais utilizado da temporada, ao longo de 2.639 minutos, com seis golos e quatro assistências, e Samu, que marcou quatro e assistiu para outros três, ao cabo de 2.469 minutos, a segunda melhor marca de utilização entre a formação minhota.

 
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