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Ave

Vizela, Fafe, Guimarães e Famalicão ultrapassam valor médio de infeções na região

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O valor da incidência no concelho de Vizela é mais do dobro da média da região, segundo os dados por concelho da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N). O concelho regista 2.782 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.


Apesar destes serem os concelhos da região Norte que apresentam o valor mais elevado da incidência, há ainda outros três concelhos do Minho que ultrapassam a incidência média da região: Fafe, Guimarães e Famalicão

O relatório da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), a que a Lusa teve hoje acesso, reporta a evolução epidemiológica nos concelhos da região Norte a partir de 26 de outubro, dia em que a Direção-Geral de Saúde (DGS) deixou de divulgar os mapas por concelho.

De acordo com o documento, entre a última semana de outubro [de 27 outubro a 02 novembro] e a primeira semana de novembro [03 novembro a 09 novembro] Vizela registou valores superiores à incidência média na região, que se fixa em 1.146 casos por 100 mil habitantes em 14 dias.

Os quatro concelhos minhotos pertencem à lista de 121 municípios abrangidos pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, com novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório devido à covid-19.

Em Paços de Ferreira, no distrito do Porto, a incidência registada entre as duas semanas fixa-se nos 3.948 casos por 100 mil habitantes em 14 dias.

Por sua vez, Lousada, no distrito do Porto, assinala uma incidência de 3.749 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

No distrito de Aveiro, Oliveira de Azeméis é o concelho que supera esse valor.

Em Bragança, o concelho que acompanha esta tendência é Freixo de Espada à Cinta e, no distrito de Vila Real, é o concelho de Murça.

No entanto, é no distrito do Porto que predominam os concelhos com uma maior incidência na região Norte, nomeadamente, Amarante, Felgueiras, Marco de Canaveses, Matosinhos, Paredes, Penafiel, Porto, Santo Tirso e Trofa.

Os 121 concelhos abrangidos pelas medidas mais restritivas têm mais de 240 casos de infeção com novo coronavírus por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, critério utilizado pelo Governo para atualizar a lista de municípios sujeitos a medidas restritivas a 15 dias.

Este critério foi definido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, havendo uma exceção para surtos localizados em concelhos de baixa densidade.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.285.160 mortos em mais de 52,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.181 pessoas dos 198.011 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Guimarães

Atenção, Guimarães. Trânsito condicionado este sábado na rotunda de Silvares

Obras públicas

Foto: CM Guimarães

O trânsito na rotunda de Silvares, em Guimarães, estará condicionado este sábado, 16 de janeiro, foi hoje anunciado.

Segundo a autarquia, este condicionamento decorre “dos trabalhos de pavimentação associados à empreitada em curso, da responsabilidade de execução da Infraestruturas de Portugal”.

“Aconselha-se a utilização de percursos alternativos ao nó de Silvares e da saída da Autoestrada A11 (Guimarães Centro), usando como alternativa o Nó Guimarães Sul. Em todos os trabalhos será acautelada a presença das Autoridades responsáveis pela gestão da circulação rodoviária”, aconselha a Câmara de Guimarães.

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Ave

Marcelo mantém voto em Celorico de Basto (se não testar novamente positivo)

Eleições presidenciais 2021

Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que a campanha para as eleições de 24 de janeiro deve ser feita “pela positiva”, e não pessoalizada, e elogiou a adesão ao voto antecipado.

No final uma visita a uma mercearia social em Lisboa, a sua primeira ação de campanha pública, Marcelo Rebelo de Sousa adiantou aos jornalistas que na próxima semana irá ao Porto e a Celorico de Basto, no distrito de Braga, onde tenciona votar no dia 24.

Na noite eleitoral estará, como há cinco anos, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa, que se recandidata ao cargo de Presidente da República com o apoio do PSD e do CDS-PP, explicou que a sua inscrição para o voto antecipado em mobilidade, no concelho de Lisboa, foi apenas preventiva, para o caso de não se poder deslocar a Celorico, mas elogiou “o bom exemplo dos 200 mil que vão votar já” no próximo domingo.

“Queria agradecer a todos, e são 200 mil, que se inscreveram para votar antecipadamente. E queria agradecer-lhes porque é um sinal para todos os que vão certamente votar no dia 24”, afirmou, argumentando que “há mais razões para os portugueses votarem” no atual contexto, precisamente “porque há crise pandémica e há crise económica”.

“Já basta termos um milhão a mais de recenseados no estrangeiro, que infelizmente a grande maioria deles não vai votar, o que aumenta logo a abstenção em 10%”, observou.

Questionado sobre a forma como o candidato André Ventura, líder do Chega, tem atacado verbalmente adversários políticos nesta campanha, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “é muito importante a pessoa apresentar-se pela positiva e, ao dizer o que pensa, de alguma maneira permite o contraste com a posição de outras e de outros, sem ser uma coisa pessoalizada”.

“O fundamental é olhar para o futuro, e não tanto estar a dizer o que cada um pensa do que o outro usa, se tem barba, se não tem barba, se usa batom, se não usa batom, se realmente se penteia de uma maneira ou se penteia de outra maneira, se é bom, se é mau, se eu gosto dele, se não gosto. Por princípio, um candidato deve gostar de todos os demais candidatos”, considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa saudou o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, pelo seu artigo hoje publicado no Expresso sobre o semipresidencialismo português e reforçou a mensagem de que “o mais importante é verdadeiramente tratar dos problemas do país” e debater o papel do chefe de Estado na resposta à pandemia de covid-19 e à crise que o país enfrentará nos próximos tempos.

“Francamente eu sei que é aquilo que anima e que de alguma maneira é notícia no dia a dia numa campanha são coisas diferentes disto, mas eu acho que os portugueses o que querem saber é isto: o que é que aquela pessoa vai fazer, em que condições, e como, nos próximos cinco anos, se for eleito”, acrescentou.

Por outro lado, no seu entender, “o ideal é que as pessoas no fim da campanha se tratem como se tratavam antes do começo da campanha”.

O Presidente da República e recandidato ao cargo encontra-se em vigilância passiva desde a semana passada e até ao dia 24, por ter tido contactos considerados de baixo risco com dois infetados com o novo coronavírus, devendo por isso monitorizar eventuais sintomas e restringir os contactos sociais, evitando “grandes aglomerações”.

Hoje, esteve na mercearia social Valor Humano acompanhado pelo presidente da junta de freguesia de Santo António, Vasco Morgado, que lhe mostrou as instalações e lhe falou deste projeto que apoia 200 famílias.

No final desta iniciativa, o candidato decidiu subir a pé Calçada do Moinho de Vento para uma breve “visita de médico” à Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, onde apenas se cruzou com duas alunas à entrada.

O candidato disse que tenciona fazer ações todos os dias, “na medida em que isso seja admitido pelas autoridades sanitárias” – que considerou que têm acompanhado a sua situação “impecavelmente” – e “sempre com a preocupação de ir a locais onde não haja grandes aglomerações”.

No sábado, às 11:00, fará novo teste de diagnóstico do novo coronavírus, depois de dois resultados negativos em testes realizados pelo Instituto Ricardo Jorge, com amostras colhidas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que infirmaram um anterior resultado positivo, no início desta semana.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa, são candidatos às eleições presidenciais de dia 24 Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, André Ventura, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva.

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Guimarães

Leonel Cosme, poeta natural de Guimarães, morre aos 86 anos

Óbito

Foto: DR

O poeta, ficcionista e ensaísta Leonel Cosme, antigo jornalista da rádio e da imprensa, morreu na quinta-feira, aos 86 anos, em Gondomar, distrito do Porto, informou hoje a família.

“Há um tempo de chegar e um tempo de partir… Chegou a hora de o meu pai, Leonel Cosme, partir”, escreve a filha Ariana Cosme, na sua página do Facebook.

Na publicação, Ariana Cosme recorda que o pai deixou escrito no seu último livro “Homo Sum: Tempo de Partir e Chegar” (no prelo na Unicepe) a sua última vontade: “Quando eu morrer quero apenas sobre a campa uma lápide ou tampa com o meu nome, pois ele diz o que eu valer (…)”.

De acordo com informações disponibilizadas por familiares e amigos, o velório decorre esta manhã, na capela da Ressurreição de S. Cosme, Gondomar, e o funeral realiza-se às 14:30.

Leonel Cosme nasceu em Guimarães, em 1934, e viveu 30 anos em Angola, para onde partiu, em 1950, com a família.

Radicou-se naquela então colónia portuguesa, onde foi funcionário público e exerceu jornalismo, tendo regressado a Portugal em 1975.

Em 1982, voltou a Angola e ali permaneceu até 1987, ano em que regressou definitivamente a Portugal.

Prosseguiu, no Porto e em Lisboa, a atividade jornalística que já desenvolvia em Angola, na imprensa e na rádio, e, em 1990, retirou-se do jornalismo profissional para se dedicar à atividade literária, representada por colaboração em jornais e revistas da especialidade, obras de ficção e ensaio histórico-literário.

Publicou as novelas “Um Homem na Rua” (1958) e “A Dúvida” (1961), os contos “Quando a Tormenta Passar” (1959) e “Graciano” (1960), e ainda o livro de poemas “Ecce Homo” (1973).

No domínio do ensaio, publicou “A Separação das Águas – Angola 1975-1976”, “Cultura e Revolução em Angola” (1978), “Agostinho Neto, a Poesia e o Homem” (1984), “Muitas são as Áfricas” (2006).

Escreveu ainda uma ‘pentalogia’, genericamente intitulada “A Revolta”, iniciada na década de 1980, de que fazem parte títulos mais recentes como “A Terra Da Promissão” e “A Hora Final”.

Em Angola, colaborou na revista Cultura, de Luanda (1957-1961), e no Boletim Cultural de Huambo, publicado na então cidade de Nova Lisboa (1948-1974) e foi um dos fundadores e diretor das Edições Imbondeiro, de Sá da Bandeira (hoje Lubango), onde prefaciou e publicou, em parceria com Garibaldino de Andrade, as que foram consideradas – pelo conteúdo e pelo momento histórico da edição – as mais importantes antologias da nova literatura angolana: “Contos d’ África” (1961), “Novos Contos d’África” (1962) e “Antologia Poética Angolana” (1963).

Leonel Cosme é também o autor do catálogo da Primeira Exposição de Bibliografia Angolana (Sá da Bandeira, hoje Lubango, 1962), com cerca de 700 títulos distribuídos por seis áreas: História e Sociologia, Etnografia, Literatura e Ficção, Viagens e Narrativas, Vários Estudos, Antropologia.

Participou em congressos, seminários e colóquios, promovidos, designadamente, por institutos universitários de Portugal, do Brasil e de Itália.

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