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Região

Viver no Minho interior pode valer até 4.800 euros em apoios – mapa

Programa “+CO3SO”

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Paredes de Coura. Foto: DR

O primeiro-ministro, António Costa, apresentou, na segunda-feira, dois novos programas de apoio à criação de emprego e atração de pessoas para o interior do país, com incentivos financeiros a empresas e particulares.

No Minho, existem vários concelhos abrangidos por este programa, nomeadamente Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Vieira do Minho, Vila Nova de Cerveira, Arcos de Valdevez, Monção, Melgaço, Paredes de Coura, Ponte da Barca e algumas freguesias de Valença e de Caminha.

Mapa dos concelhos e freguesias classificadas como interior. Fonte: Programa Nacional para a Coesão Territorial

O anúncio dos novos incentivos foi feito em Bragança pelo primeiro-ministro, acompanhado das ministras da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho.

Um dos programas é o “+CO3SO (mais coeso) dedicado ao emprego e o outro é “Trabalhar no Interior”, com incentivos financeiros e majorações para quem se mudar para estes territórios.

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, explicou que o propósito é “atrair pessoas e empresas para o interior e valorizar aquelas que já cá estão, com duas medidas”.

Para uma delas, que aproveita os instrumentos de apoios financeiros já existentes e adapta-os às especificidades dos territórios do interior, as candidaturas avançam já no mês de fevereiro e abrangem áreas desde a inovação produtiva, empreendedorismo, coprodução, contratação de recursos humanos altamente qualificados e ações coletivas como projetos em rede de transferência de conhecimento e tecnologia.

Dentro do programa “+CO3SO” existe outra medida destinada especificamente ao emprego que apoia, segundo a ministra, a contratação de pessoas e custos associados à criação do posto de trabalho.

O apoio pode ir até 1.900 euros por pessoa contratada por mês, o que ao fim dos três anos de duração do programa significa um apoio de 68 mil euros, que aumenta para 82 mil euros se abrangerem pessoas em situação de maior fragilidade.

De acordo com a ministra, “estão em causa 312 milhões de euros em fundos europeus que podem alavancar um investimento de 590 milhões de euros e podem criar cerca de 2.300 postos de trabalho”.

Outro dos programa é o “Trabalhar no Interior” que, segundo a ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho, vai dar um apoio direto financeiro a quem decida mudar-se para o interior para trabalhar, que poderá ir até 4.800 euros.

O programa também abrangerá estudantes que decidam iniciar a sua vida profissional nos territórios do interior e prevê ainda a criação de uma bolsa de emprego dedicada ao interior onde, quer trabalhadores, quer empresas podem colocar a sua disponibilidade.

O Governo decidiu ainda majorar todos os instrumentos de apoio ao emprego para tudo que sejam contratos de trabalho no interior, nomeadamente o apoio ao emprego com majoração de 25%, estágios com 10%, podendo chegar a 90% de financiamento. No âmbito do programa “Regressar”, os emigrantes que decidam voltar para Portugal, se forem trabalhar para o interior, terão uma majoração do apoio em 25%.

Em territórios onde um dos constrangimentos é a falta de emprego e oportunidades, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que “estes dois programas agem nessas duas dimensões, uma dirigida às empresas, o `+CO3SO´, que apoia a criação de postos de trabalho, e outra dimensão, o `Trabalhar no Interior´, que se dirige precisamente às pessoas”.

O primeiro ministro sustentou ainda que os incentivos anunciados hoje também se destinam aos que já vivem no interior, defendendo que a estratégia para estes territórios passa por “medidas muito dirigidas às empresas” e não outros incentivos como a redução do preço da energia para aquecimento em zonas com climas rigorosos no inverno.

António Costa não quis comentar nenhum outro tema de âmbito nacional, afirmando que “o país tem de se concentrar nos desafios estratégicos”.

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Alto Minho

Infetados com covid-19 de Cerveira e Valença estão todos recuperados. Eram 22

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os 22 casos confirmados com infeção de covid-19 nos concelhos de Valença e Vila Nova de Cerveira já estão todos recuperados, não se registando qualquer caso ativo contabilizado, foi anunciado esta segunda-feira.

Em Valença, os primeiros dois casos de contágio do coronavírus foram conhecidos a 25 de março, há precisamente dois meses. O último caso ativo que ainda restava era o de uma funcionária do lar da Santa Casa da Misericórdia local, cujo resultado negativo foi conhecido esta segunda-feira.

Em declarações à Rádio Vale do Minho, o vice-provedor Hermenegildo Alves confirmou a ‘boa nova’, indicando que, em termos de casos na instituição, “está tudo arrumado”.

Já em Cerveira, foi o município a avançar a novidade, também esta segunda-feira, através do habitual relatório diário com base nos dados da autoridade de saúde local.

“Vila Nova de Cerveira apresenta-se com 0 casos ativos”, escreveu a autarquia, alertando, todavia, para que não se baixe a guarda no concelho.

Portugal registava na segunda-feira 1.330 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no domingo, e 30.788 infetados, mais 165, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. Há 17.549 doentes recuperados, mais 273.

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Ave

Bombeiro de Famalicão recupera e sai de coma após luta contra a covid

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Um operacional dos Bombeiros Famalicenses saiu de estado de coma induzido e ventilação mecânica em que se encontrava no Hospital de Braga depois de ter sofrido complicações de saúde devido ao vírus da covid-19, disse a O MINHO fonte da corporação.

O bombeiro foi um dos oito elementos do quartel a contrair infeção do coronavírus no início de abril, encontrando-se já recuperado da doença após dois testes negativos. “Já fala, já conhece as pessoas e está estável”, disse a fonte.

Com 56 anos, o bombeiro estava a recuperar em casa quando, em meados de abril, viu o quadro clínico agravar-se com dificuldades respiratórias. Acabou por dar entrada na ‘ala covid’ da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Braga, em meados de abril, onde ficou internado durante um mês.

Quanto aos restantes elementos, já todos testaram negativo à doença, depois de um mês conturbado no quartel, onde decorreram algumas homenagens de amigos e familiares de todo o corpo ativo, assim como de civis. Este bombeiro foi o único a necessitar de internamento hospitalar e padecia de comorbidade.

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Ave

Bombeiros resgatam gatos bebé deixados para morrer num ecoponto em Famalicão

Resgate animal

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Foto: Facebook de Bombeiros Famalicenses

Quatro gatos foram resgatados por bombeiros, na segunda-feira, de dentro de um ecoponto na cidade de Famalicão, após alerta popular que dava conta de miados vindos de um dos depósitos de armazenamento de resíduos.

Segundo contou fonte dos Bombeiros Famalicenses a O MINHO, os serviços municipais do centro de acolhimento de animais deslocaram-se ao quartel para dar o alerta da situação, que ocorria no parque de estacionamento de um hipermercado situado no centro da cidade, e que a corporação não quis identificar.

Foto: Facebook de Bombeiros Famalicenses

Foi necessário mobilizar um camião grua que fosse capaz de subir o ecoponto de forma a retirar de lá os animais, contou a fonte, dando conta ainda da deslocação de três operacionais que estiveram envolvidos no resgate em conjunto com os serviços camarários.

Uma vez removida a parte superior do ecoponto, os operacionais encontraram quatro gatos bebé dentro de uma caixa, “três com vida mas um já morto”, disse a fonte.

Foto: Facebook de Bombeiros Famalicenses

“Foram levados pelos serviços camarários para o centro de recolha animal da cidade e encontram-se bem”, acrescentou. Os animais vão, em breve, ficar disponíveis para adoção.

Foto: Facebook de Bombeiros Famalicenses

Através das redes sociais, a corporação famalicense deixa um apelo: “Se tiver algum problema com animais, procure ajuda, não os deite ao lixo”.

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