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Futebol

Vitória volta a não vencer e fica de fora dos 16 avos de final da Liga Europa

Empate, em casa, com o Standard de Liége

em

Foto: Twitter de B24

O Vitória SC ficou hoje arredado dos 16 avos de final da Liga Europa de futebol, ao empatar 1-1 na receção ao Standard de Liège, num jogo de muita entrega dos jogadores, mas com pouca qualidade.

Os golos de Maxime Lestienne, aos 40 minutos, de penálti, e de André Pereira, aos 45+2, estabeleceram um resultado ajustado a um desafio com várias ocasiões de golo, mas com um futebol muitas vezes atabalhoado.

Os portugueses mantiveram-se no quarto e último lugar do Grupo F, com dois pontos, já a sete do segundo classificado, os germânicos do Eintracht Frankfurt, quando falta um jogo – o Vitória vai à Alemanha, em dezembro -, enquanto o Standard, terceiro, com sete, tem ainda hipóteses de seguir para os 16 avos de final, recebendo o líder Arsenal (10 pontos) no último jogo.

Depois das tochas lançadas pelos adeptos belgas para o relvado, que encobriram a baliza junto à bancada norte com uma ‘nuvem vermelha’, atrasando o apito inicial, a partida começou ‘morna’, sem que as equipas se revelam especialmente criativas na hora de atacar.

Apesar dos vários passes falhados na manobra ofensiva, a formação portuguesa criou o primeiro lance perigoso, quando André Pereira obrigou o guarda-redes Arnaud Bodart a defesa atenta, aos 12 minutos, mas o Standard, mais sereno a circular a bola, respondeu de seguida, numa tentativa de Mehdi Carcela, ex-jogador do Benfica, à malha lateral, aos 13.

Apesar dos vários duelos perdidos no meio-campo e da lentidão na reação à perda da bola, o Vitória aproveitou o contra-ataque para ameaçar de novo as redes belgas, num remate de Sacko, ao minuto 22, e em outro lance em que Bodart negou o golo a Bruno Duarte (30).

O conjunto treinado por Michel Preud’homme também ameaçou a baliza lusa, num remate cruzado de Lestienne, aos 28 minutos, e em outro de Renaud Emond, ao lado, aos 34, antes de chegar mesmo à vantagem, por Lestienne, aos 40, na conversão de um penálti cometido por Douglas sobre Paul-Jose Mpoku, muito duvidoso.

Apesar do ‘golpe’, os minhotos reagiram rapidamente e igualaram na sequência de um passe longo de Sacko e de uma bola amortecida de cabeça por Lucas Evangelista para a finalização certeira de André Pereira, em posição frontal à baliza, em cima do intervalo.

Embalados pelo golo, os vitorianos estiveram perto da reviravolta aos 51 minutos, quando Poha rematou e Davidson, que rendeu o lesionado Bruno Duarte aos 45 minutos, atirou ao lado na recarga.

O Standard ‘arrefeceu’ o ímpeto dos portugueses e o jogo voltou a ficar dividido, com muita luta e muita troca de bolas pelo ar, antes de se ‘partir’ pelo minuto 70, com as ocasiões de golo a surgirem para ambas as formações.

André Pereira (73 minutos), Davidson (75) e Lucas Evangelista (77) não ficaram longe de virar o resultado, mas Amallah também esteve perto de dar o triunfo aos belgas, em dois remates (82 e 89), todos sem sucesso.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – Standard Liège, 1-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

0-1, Maxime Lestienne, 40 minutos (grande penalidade).

1-1, André Pereira, 45+2.

Equipas:

– Vitória SC: Douglas, Sacko, Tapsoba, Pedro Henrique, Florent, Mikel Agu, Dénis Poha, Lucas Evangelista, Marcus Edwards (Rochinha, 76), André Pereira (Léo Bonatini, 86) e Bruno Duarte (Davidson, 45).

(Suplentes: Miguel Silva, Frederico Venâncio, Al Musrati, Pepe, Rochinha, Davidson e Léo Bonatini).

Treinador: Ivo Vieira.

– Standard de Liège: Arnaud Bodart, Mergim Vojvoda, Konstantinos Laifis, Zinho Vanheusden, Nicolas Gavory, Gojko Cimirot, Samuel Bastien, Paul-Jose Mpoku (Duje Cop, 83), Mehdi Carcela, Maxime Lestienne (Selim Amallah, 71) e Renaud Emond (Obbi Oularé, 69).

(Suplentes: Vanja Milinkovic-Savic, Collins Fai, Dimitri Lavalée, Senna Miangue, Selim Amallah, Obbi Oularé e Duje Cop).

Treinador: Michel Preud’homme.

Árbitro: Serhiy Boiko (Ucrânia).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Tapsoba (42), Bastien (42), Lucas Evangelista (47), Paul-Jose Mpoku (51), Konstantinos Laifis (64) e Zinho Vanheusden (85).

Assistência: 11.221 espetadores.

 

Notícia atualizada às 23h45 com mais informação.

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Futebol

Nélson Semedo admite que hoje “teria feito o mesmo que Marega”

Caso Marega

em

Foto: DR

O futebolista internacional português Nélson Semedo confessou, em declarações ao jornal Público, que, “hoje, teria feito o mesmo que Marega”, quando em 2017 também foi alvo de insultos racistas no estádio do Vitória.

“Hoje, teria agido de maneira diferente. Na altura não era tão maduro. Se fosse hoje, teria feito exatamente o mesmo que fez o Marega. Teria saído de campo”, expressou o jogador do FC Barcelona, num e-mail enviado ao jornal Público.

Em janeiro de 2017, num encontro da Taça da Liga, o lateral direito, então ao serviço do Benfica, gesticulou para a bancada, em reação aos insultos de que estava a ser alvo, tendo mesmo sido admoestado com um cartão amarelo pelo árbitro Carlos Xistra, no final da primeira parte.

O internacional luso classificou de “lamentável o que se passou em Guimarães”, afirmando que “no futebol, como em tudo na vida, não pode haver espaço para o racismo” e que o avançado do FC Porto “foi muito corajoso por ter saído do jogo” de domingo, com o Vitória SC, no Estádio D. Afonso Henriques.

Semedo revelou que, em 2017, foi “muito apoiado” pelos “colegas e por todo o staff do Benfica”, mas “nem tanto” pela opinião pública. O lateral direito lembrou mesmo que leu um artigo em que condenavam o seu gesto e no qual consideravam que “o cliente [os adeptos] tem sempre razão”.

Nélson Semedo referiu que o racismo “é um problema global”, que tem sido cada vez mais comum “por falta de punição ou por punição leve por parte da UEFA ou dos responsáveis de cada federação”.

“Na minha opinião, o que o árbitro tem de fazer é terminar o jogo e não esperar que um jogador sofra tanto ao ponto de ter de abandonar a partida”, acrescentou.

No domingo, em Guimarães, durante um jogo da 21.ª jornada da I Liga de futebol entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, o avançado maliano dos ‘dragões’ Moussa Marega abandonou o jogo, após ter sido alvo de cânticos e insultos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Ao abandonar o relvado, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

Na sequência do sucedido, o Ministério Público já instaurou um inquérito relacionado com os cânticos e insultos racistas dirigidos ao futebolista, que está “em investigação” pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Guimarães, informou hoje a Procuradoria-Geral da República.

Vários responsáveis políticos, como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, já condenaram o episódio.

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Futebol

Vitória acusa Liga de “gravosa desconsideração institucional”

Caso Marega

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Imagens via Sport TV

A SAD do Vitória SC emitiu um segundo comunicado face ao caso Marega, onde acusa a Liga de desconsideração institucional, lamentando que não tinha sido levado em conta a publicação do primeiro comunicado, onde eram condenados os atos de racismo. A SAD manifesta ainda total apoio às autoridades, disponibilizando-se a colaborar.

Comunicado na Íntegra:

“Em face das posições publicamente assumidas pela Polícia de Segurança Pública e pela Procuradoria-Geral da República, o VITÓRIA SPORT CLUBE reitera a sua total disponibilidade para colaborar ativamente na identificação dos verdadeiros responsáveis pela ocorrência de qualquer manifestação de racismo ou discriminação no Estádio D. Afonso Henriques, para o que apela ainda à cooperação dos seus adeptos e associados.

Igualmente, o VITÓRIA SC iniciou as diligências de averiguação ao seu dispor, designadamente através da disponibilização das imagens do sistema CCTV do recinto desportivo – que, pasme-se, não se avariou e se mantém em bom estado de funcionamento –, manifestando desde já a sua intenção de se constituir assistente no âmbito dos processos desencadeados pelas autoridades judiciais competentes.

O racismo é um ato de traição à fundação do clube, perante o qual o VITÓRIA SC e os seus adeptos serão, como sempre foram, verdadeiramente implacáveis. No entanto, é imperioso assinalar que este é um problema de dimensão nacional, que se repete e vem repetindo ao longo de vários anos e em diversos estádios, ao qual as entidades com responsabilidade governativa não se podem alhear com declarações simplistas de repúdio e censura seletivas.

Com efeito, não é admissível pretender que o VITÓRIA SC vista a pele de lobo defronte um problema social que já conheceu condenações efetivas no plano desportivo nacional e internacional, contando embora com o silêncio e a parcimónia de todos os órgãos e entidades que agora prontamente se pronunciaram. São conhecidos os casos de racismo, de glorificação da morte, de homicídio, de violência e de discriminação no futebol português, todos sem a indignação correspondente.

O VITÓRIA SC não admite que o bom nome e imagem do clube e dos seus adeptos sejam oportunamente colocados em causa por conta de um ato criminoso que não representa, antes afronta, a sua forma de estar, sentir e atuar.

Por ser assim, é ao lado de todos – e tem de ser com todos – que o VITÓRIA SC se posiciona na promoção de um desporto igual e universal, sem lugar nem tempo para a violência, racismo, xenofobia, intolerância ou discriminação.

Finalmente, cumpre registar a gravosa desconsideração institucional perpetrada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional contra o VITÓRIA SC, ignorando de forma inadmissível a sua posição de censura e condenação sobre os acontecimentos em causa aquando da divulgação, através das redes sociais, de todas as outras levadas a cabo pelos restantes clubes.

O racismo é condenável e o VITÓRIA SC também o condena.”

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Futebol

“O que me choca mais é ter sido em Guimarães onde sempre respeitei os adeptos”

Caso Marega

em

Foto: DR / Arquivo

Moussa Marega, futebolista que está no epicentro da atenção mediática depois de ter abandonado o relvado do Estádio Dom Afonso Henriques, em Guimarães, este domingo, por alegados insultos racistas, já reagiu ao caso que tem marcado a ordem do dia.

Em entrevista a uma emissora francesa [RMC], o maliano do FC Porto confessa estar a ser alvo de muito apoio: “Os meus companheiros não compreenderam a minha reação, mas ficaram chocados com o que aconteceu. Foram reações de amigos, que me tentarem acalmar. Conhecem-me muito bem. Fui para casa. Recebi muitas mensagens, dão muita-me força, uma força incrível. Agradeço a todas as pessoas”.

“Foram comportamentos muito duros. Disse-lhes [aos colegas de equipa] que não valia a pena e não consegui jogar nesse terreno. Os insultos começaram no aquecimento. Ao início eram só três pessoas a gritar comigo. É impossível jogar um jogo assim”, disse.

Recordou ainda o período que jogou no Minho: “Joguei no Guimarães [Vitória SC], sempre respeitei o clube e os adeptos. É uma cidade e um clube que já me deu muito. Ficámos em quarto lugar, tivemos acesso às competições europeias, devo muito a este clube. Sempre que marquei golos contra o Guimarães [Vitória SC] nunca festejei”.

O avançado maliano do FC Porto Marega pediu para ser substituído, este domingo, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, no terreno do Vitória SC, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

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