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Desporto

Vitória visita ‘lanterna vermelha’ para dar sequência ao bom momento

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O Vitória tenta consolidar posição nos lugares europeus na visita ao lanterna-vermelha Tondela, em jogo da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.


Os vimaranenses, que não perdem há cinco jogos e ocupam o quinto lugar com os mesmos 30 pontos do Paços de Ferreira, podem ficar provisoriamente nessa posição, caso vençam em Tondela, enquanto os anfitriões aspiram a aproximar-se do penúltimo classificado e colocar termo à série de seis jogos sem vencer.

O embate entre os comandados de Sérgio Conceição e Petit vai ser arbitrado por Artur Soares Dias, da associação do Porto, e vai ter início às 20:45, pouco depois de o Vitória de Setúbal, nono colocado com 25 pontos, receber o Marítimo, 13.º com 21, a partir das 18:30.

Depois de o Benfica ter inaugurado a 21.ª ronda com uma goleada (5-0) em casa do Belenenses, o que lhe permitiu assumir à condição a liderança da prova, com mais um ponto do que o Sporting, que apenas recebe o Rio Ave na segunda-feira, um dia depois de o FC Porto receber o Arouca.

 

Programa da 21.ª jornada

– Sexta-feira, 05 fevereiro:

Belenenses – Benfica, 0-5

– Sábado, 06 fevereiro:

Vitória de Setúbal – Marítimo, 18:30 (Sport TV)

Tondela – Vitória de Guimarães, 20:45 (Sport TV)

– Domingo, 07 fevereiro:

Paços de Ferreira – Boavista, 16:00

União da Madeira – Moreirense, 16:00

Académica – Nacional, 16:00

FC Porto – Arouca, 19:15 (Sport TV)

– Segunda-feira, 08 fevereiro:

Sporting – Rio Ave, 19:00 (Sport TV)

Sporting de Braga – Estoril-Praia, 21:00 (Sport TV)

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Desporto

Volta a Portugal: As etapas e os números de uma edição especial

Ciclismo

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Foto: Facebook Volta a Portugal

O percurso ‘possível’ da edição especial da Volta a Portugal em bicicleta concentrou a montanha a abrir, deixando apreensivo um pelotão sem ritmo competitivo, que ao quinto dos nove dias da prova já terá subido Senhora da Graça e Torre.

Em contexto de pandemia de covid-19, e depois de a organizadora Podium ter renunciado a erguer a 82.ª edição este ano, a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) assumiu as ‘rédeas’ de uma edição especial e chamou o habitual ‘desenhador’ da Volta a Portugal para ‘salvar’ a prova rainha do calendário nacional.

Resultado? Um percurso à imagem de Joaquim Gomes, com um prólogo a abrir, um contrarrelógio a fechar, e as incontornáveis chegadas a Santa Luzia e Senhora da Graça, com a Torre de regresso para desempenhar o papel de convidada especial.

O traçado, que recupera pontos de partida e chegada previstos para 82.ª edição, que deveria ter ido para a estrada entre 29 de julho e 09 de agosto, peca, contudo, pelo excesso de chegadas em alto nos primeiros dias, um senão inevitável perante um formato mais curto da prova (tem menos duas etapas e abdicou do dia de descanso) e a necessidade de começar em Fafe, no domingo, e terminar em Lisboa, em 05 de outubro.

Após quase seis meses de paragem devido à pandemia de covid-19, o pelotão nacional vai enfrentar três chegadas em alto logo nas quatro primeiras etapas em linha, um risco ‘calculado’ que pode significar que, no final da quarta tirada, a geral individual possa já estar definida, com possíveis acertos a serem realizados no contrarrelógio final ou a resultarem de azares envolvendo candidatos, e que, consequentemente, haja um desinteresse do público, ‘obrigado’ a ver a corrida pela televisão.

Coube a Fafe, uma das paragens habituais da Volta a Portugal, a honra de inaugurar esta edição especial, com um prólogo de sete quilómetros que ‘entregará’ a primeira amarela e que é talhado para homens velozes que se dão bem na luta contra o cronómetro.

A versão mais curta da corrida não permite momentos de descanso ou transição e, assim, logo ao segundo dia, os ciclistas enfrentam a etapa mais longa da competição, uma ligação de 180 quilómetros entre Montalegre e o alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde está instalada uma contagem de montanha de terceira categoria coincidente com a meta.

O primeiro grande teste às forças dos favoritos está, todavia, reservado para a segunda etapa, que começa em Paredes e termina, depois de ultrapassados 167 quilómetros, no alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.

Nesse dia 29 de setembro, o pelotão irá ainda enfrentar, antes da subida ao ponto mais alto do monte Farinha, outras duas outras contagens de primeira categoria, na serra do Marão (aos 96 quilómetros) e no Barreiro (131,7).

Os ‘sprinters’ deverão ter uma oportunidade no final dos 171,9 quilómetros da terceira tirada, entre Felgueiras e Viseu, um dia teoricamente ‘tranquilo’ para os homens da geral, antes da jornada que poderá ser a mais decisiva na luta pela amarela: na quarta etapa, há 148 quilómetros para percorrer entre a Guarda e o ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre.

A meta, coincidente com um prémio de montanha de categoria especial, será alcançada pela vertente que muitos consideram a mais exigente da Serra da Estrela, a subida de 20,2 quilómetros desde a Covilhã, com passagem pelas Penhas da Saúde. A escalada de segunda categoria nas Penhas Douradas (ao quilómetro 72,5) e a subida de terceira categoria em Sarzedo (111) completam a ‘ementa’ montanhosa do dia.

A quinta etapa, que vai ligar Oliveira do Hospital a Águeda, ao longo de 176,3 quilómetros, dará nova hipótese de vitória aos mais velozes, na véspera de a Volta a Portugal assinalar o cinquentenário da primeira vitória de Joaquim Agostinho, num périplo de 155 quilómetros na região Oeste, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras.

Loures, onde a República foi declarada um dia antes do resto do país, em 04 de outubro de 1910, assinala a efeméride com o arranque da sétima etapa, que terminará em Setúbal, já depois de uma subida de segunda categoria na Arrábida, a 13,4 quilómetros da chegada, e de percorridos 161 quilómetros.

No dia em que se celebram oficialmente 110 anos da Implantação da República Portuguesa, Lisboa vai coroar o vencedor da Volta a Portugal de 2020. O dono da camisola amarela será encontrado no final do contrarrelógio de 17,7 quilómetros, que parte da Avenida Ribeira das Naus para chegar na Praça do Comércio, depois de percorridas algumas das artérias mais simbólicas da zona ribeirinha e da baixa da cidade.

Etapas

Etapas da Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:

27 set: Prólogo, Fafe – Fafe, 7 km (CRI).

28 set: 1.ª Etapa, Montalegre – Santa Luzia (Viana do Castelo), 180 km.

29 set: 2.ª Etapa, Paredes – Senhora da Graça (Mondim de Basto), 167 km.

30 set: 3.ª Etapa, Felgueiras – Viseu, 171,9 km.

01 out: 4.ª Etapa, Guarda – Torre (Covilhã), 148 km.

02 out: 5.ª Etapa, Oliveira do Hospital – Águeda, 176,3 km.

03 out: 6.ª Etapa, Caldas da Rainha – Torres Vedras, 155 km.

04 out: 7.ª Etapa, Loures – Setúbal, 161 km.

05 out: 8.ª Etapa, Lisboa – Lisboa, 17,7 km (CRI).

Total: 1.183,9 quilómetros.

Os números da Volta

Números da Volta a Portugal de bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:

0: equipa do World Tour, o escalão principal do ciclismo.

0: dias de descanso.

3: número de corredores cujo tempo conta para a classificação por equipas.

5: equipas ProTeam (Arkéa-Samsic, Burgos-BH, Caja Rural, Nippo Delko Provence e Rally Cycling), o segundo escalão do ciclismo.

5: vencedores de edições anteriores presentes (João Rodrigues, Rui Vinhas, Gustavo Veloso, Alejandro Marque e Ricardo Mestre).

3: chegadas em alto (1.ª, 2.ª e 4.ª etapas).

4: camisolas em disputa – amarela (geral individual), vermelha (pontos), branca e vermelha (montanha) e branca (juventude).

5: recorde de vitórias (David Blanco).

7: extensão em quilómetros do prólogo, em Fafe.

7: máximo de ciclistas por equipa.

9: dias de competição, menos dois do que nas edições anteriores.

15: equipas participantes (10 portuguesas, 2 espanholas, 2 francesas e 1 norte-americana), menos quatro do que no ano passado.

17: contagens do prémio da montanha (1 de categoria especial, 3 de primeira categoria, 3 de segunda, 4 de terceira e 6 de quarta).

30: percentagem máxima de fecho de controlo de tempo previsto pelos regulamentos (8.ª etapa).

21: metas volantes.

17,7: extensão em quilómetros do contrarrelógio individual (8.ª).

33: horas estimadas para o vencedor completar o percurso.

125: pontos atribuídos ao vencedor para o “ranking” Continental da União Ciclista Internacional.

148: extensão em quilómetros da etapa mais curta (excluindo os contrarrelógios), entre a Guarda e a Torre (4.ª).

160.2375: Frequência em que as informações da corrida são transmitidas na Rádio-Volta.

105: número máximo de corredores.

125: pontos para os ‘rankings’ da União Ciclista Internacional atribuídos ao vencedor.

180: extensão em quilómetros da etapa mais longa (2.ª), entre Montalegre e o alto de Santa Luzia (Viana do Castelo).

1.183,9: extensão total em quilómetros, menos 347,1 do que no ano passado. *

1.961: maior altitude (metros), na Torre, Serra da Estrela, ponto de chegada da 4.ª etapa.

2.142: prémio em euros para o vencedor da cada etapa, com exceção do prólogo (1.043).

9.090: prémio em euros para o vencedor final.

70.754: valor total dos prémios em euros.

* a prova teve mais dois dias.

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Futebol

Liga feminina: SC Braga assume-se candidato e destaca Famalicão

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

O SC Braga assume que é uma das equipas na linha da frente para conquistar o título de futebol feminino, a par do Sporting e do Benfica, mas também do ‘novo’ Famalicão.

“Considero o Famalicão candidato a todos os títulos”, apontou o treinador bracarense, Miguel Santos, considerando que a primeira fase do ‘remodelado’ campeonato nacional terá o Braga e a equipa famalicense, treinada por João Marques, como favoritos.

O Nacional feminino terá 20 equipas e decorrerá em duas fases, a primeira com duas zonas (norte e sul), apurando-se as quatro primeiras classificadas de cada para a fase de apuramento de campeão, enquanto as 12 restantes discutem a manutenção/descida.

“Na primeira fase, Braga, Benfica, Sporting e Famalicão estão no lote para estarem nos quatro primeiros”, reiterou o técnico, que na sua zona, a norte, destacou também o Valadares Gaia, finalista vencido da Taça em 2018/19.

Para a primeira fase, que terá nove jornadas, com uma única volta, Miguel Santos, destaca as três equipas e admite que a luta pelo último lugar de apuramento na zona norte será alargado a Albergaria, Boavista, Gil Vicente, Fiães e Ovarense, “com o Cadima, mais atrás”.

O aumento de equipas é justificado com a necessidade da Federação Portuguesa de Futebol de “não travar o investimento” que alguns clubes fizeram e que a pandemia da covid-19, com a suspensão e cancelamento do anterior campeonato, veio complicar.

“A federação não vai manter este modelo, mas não quis travar o investimento feito pelos clubes. Será um modelo provisório”, adiantou o técnico, em relação a um campeonato alargado de clubes e que, a curto prazo, voltará a ser reduzido.

Em relação à época cancelada, em que o Braga, campeão de 2018/19, estava já a oito pontos de Benfica e Sporting, o treinador lembrou a ‘fatura paga’ com a sobrecarga de calendário, com Liga dos Campeões, Supertaça e Liga, entre agosto e setembro de 2019.

“Tivemos uma carga elevada de jogos, que nos custou seis pontos”, assinalou Miguel Santos.

Para esta época, o treinador viu saírem 11 jogadoras, entre as quais as internacionais portuguesas Rute Costa (Famalicão), Vanessa Marques (Ferencvaros) e Francisca Cardoso (Heerenveen), mas o clube foi ao ‘mercado’ e apostou em algumas jogadoras da formação.

“Temos a Beatriz Barbosa, a Eduarda Silva, a Maria Gaspar, a Luísa Pinheiro, a Nágela (central brasileira), a Jermaine (extremo sul-africana), a Myra (avançada norte-americana) e a Cindy Konig (avançada alemã)”, adiantou o treinador.

Um cenário que coloca o plantel bracarense, para já, com 22 jogadoras, numa época de especial preocupação devido à pandemia.

“A covid-19 é mais uma lesão, mas com maiores implicações, face ao contágio”, considerou Miguel Santos, lembrando que todo o grupo segue os protocolos recomendados pela Direção-Geral da Saúde e pelo clube.

O SC Braga inicia a época de 2020/21 ainda com as insígnias de campeão, depois de a última temporada ter sido cancelada, e na primeira jornada da zona norte recebe, no domingo, a Ovarense.

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Futebol

Liga feminina: SC Braga entre os candidatos e Famalicão pode ser a surpresa

Futebol

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Foto: SC Braga

Sporting, Benfica e SC Braga são os ‘suspeitos do costume’ na corrida ao título de futebol feminino, numa época 2020/21 ainda marcada pela pandemia de covid-19 e na qual o promovido Famalicão pode ser a surpresa.

Depois de ter sido cancelada a época anterior, devido à pandemia, quando o Benfica liderava, o campeonato feminino regressa para uma temporada diferente e reformulada, sem público nos estádios e com um substancial aumento do número de equipas.

O trio formado por ‘águias’, ‘leoas’ e ‘guerreiras’ parte na linha da frente entre as 20 equipas em luta: as 12 que se mantêm do anterior campeonato, mais oito provenientes de cada uma das séries do escalão inferior.

Outra novidade é a divisão numa primeira fase da Liga em zona norte e sul, de 10 equipas cada, que disputam até dezembro nove jornadas, a uma única volta, com as quatro primeiras de cada a apurarem-se para a fase de campeão, e as restantes 12 a discutirem a manutenção/descida.

Na zona sul, Benfica e Sporting têm algumas mudanças para a próxima época, com várias entradas e saídas, e plantéis mais curtos.

No Sporting, campeão em 2016/17 e 2017/18, as saídas das internacionais lusas Carole Costa (para o rival Benfica) e Diana Silva (Aston Villa) são de peso, mas também a da sueca Hannah Wilkinson (Djurgarden).

As ‘leoas’ acabaram por contratar a também internacional Mónica Mendes (AC Milan), na tentativa de colmatarem a saída de Carole, que, a par de Matilde Fidalgo (ex-Manchester City), é um dos nomes mais sonantes do Benfica para 2020/21.

Nas ‘águias’, o treinador Luís Andrade teve algumas saídas, a mais importante, talvez, a da lateral Yasmin, mas, além das contratações de Carole e Matilde Fidalgo, também apostou em subidas de juniores e nas entradas da centrocampista nigeriana Christy e da avançada holandesa Jolina, num ataque que continua a ter em Darlene a grande referência.

As ‘encarnadas’ vão procurar chegar aos troféus, depois de ‘sentirem’ que foram ‘travadas’ pela pandemia na temporada anterior, em que venceram a Supertaça, lideravam a Liga, com os mesmos pontos do Sporting e vantagem no confronto direto, eram semifinalistas da Taça de Portugal e finalistas da Taça da Liga, com o Braga.

Com Sporting e Benfica destacados em matéria de favoritismo, a zona sul conta ainda com o histórico Fófó (Futebol Benfica), com a avançada internacional portuguesa Edite Fernandes, de 40 anos, como figura de proa no campeão de 2015 e 2016.

Estoril Praia, Marítimo, A-dos-Francos, Atlético Ouriense, Torreense, Damaiense e Amora completam a zona sul.

A norte, o ‘reinado’ deverá na primeira fase pertencer ao Sporting de Braga, secundado pelo Famalicão, equipa com forte aposta em jogadoras experientes, e pelo Valadares Gaia, finalista vencido na Taça de Portugal de 2018/19.

Nas bracarenses, o treinador Miguel Santos perdeu três nomes de peso, a capitã e médio internacional Vanessa Marques, uma das melhores jogadoras portuguesas da atualidade, que assinou pelo Ferencváros, bem como as avançadas Francisca Cardoso (Heerenveen) e Uchendu (Linkopings).

Em contrapartida, a equipa viu chegar a defesa Nágela Oliveira, mas também a alemã Cindy Konig, a norte-americana Mira Delgadillo e a sul-africana Jermaine Seoposenwe, como reforços para o ataque.

Já o Famalicão, proveniente da II Liga, a entrada na elite foi acompanhada de apostas fortes, com a equipa a contar com a guarda-redes internacional Rute Costa (ex-Braga), as espanholas Mirón e Jesica Miras e a experiente Solange Carvalhas.

À frente das famalicenses estará, novamente, o treinador João Marques, responsável pelo lançamento do Braga ainda em 2016/17 e que em 2017/18 entrou também na estreia do Benfica no futebol feminino e levou a equipa à subida de divisão e à conquista da Taça de Portugal.

Na zona norte, a primeira fase contará também o histórico Boavista, campeão em 11 edições do campeonato, que chega da segunda divisão, o também antigo campeão Atlético Ouriense, a Ovarense, o Condeixa, o Fiães, o Gil Vicente e o Cadima.

A primeira jornada tem início no sábado, com o jogo antecipado entre Futebol Benfica e Damaiense, e prossegue com os restantes nove jogos no domingo, das zonas sul e norte.

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