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Futebol

Vitória SC quer vencer Tondela para se apurar para a Taça da Liga

I Liga

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O treinador João Henriques frisou hoje que o Vitória SC quer vencer no reduto do Tondela, na sexta-feira, em partida da oitava jornada da I Liga portuguesa de futebol, e apurar-se para a Taça da Liga.

Oitava classificada, com 10 pontos, a equipa de Guimarães quer somar mais três no Estádio João Cardoso para manter acesa a esperança de participar na fase final da Taça da Liga, destinada aos seis primeiros classificados do escalão principal e aos dois primeiros da II Liga, no final de novembro.

“É um jogo importante por esse fator decisivo da classificação necessária para se entrar na Taça da Liga. Esse é o fator mais importante. É imperativo ganhar”, afirmou o técnico, em conferência de antevisão ao desafio, agendado para as 21:00.

Para João Henriques, há ainda outros dois fatores que acentuam a importância de um triunfo na sexta-feira: responder à goleada infligida pelo Sporting (4-0), na ronda anterior do campeonato, e voltar a marcar golos, depois de ultrapassada a terceira eliminatória da Taça de Portugal, frente ao Arouca, mas no desempate por penáltis (7-6), após um ‘nulo’ nos 120 minutos.

O ‘timoneiro’ admitiu que o Vitória deveria ter criado “mais oportunidades” frente à formação da II Liga, depois de ter vencido por 3-1 um jogo particular com o Vizela, desse mesmo escalão, no qual os seus pupilos exibiram um “nível muito superior”, embora sem a “pressão dos pontos ou de uma eliminatória”.

Quanto ao Tondela, 12.º classificado, com oito pontos, João Henriques realçou que a formação treinada por Pako Ayestarán venceu os dois últimos embates em casa – Portimonense (1-0) e Santa Clara (2-0) -, contrariando a tendência de somar mais pontos nos jogos fora, verificada na época passada – somou 22 dos 36 pontos nessa condição.

“O Tondela inverteu essa situação e fez um somatório de pontos que lhe permite estar numa situação estável na tabela. É uma equipa difícil, que vai lutar pelos três pontos”, perspetivou.

O treinador, de 47 anos, assumiu que os vimaranenses ainda oscilam entre “momentos aceitáveis ou até bons” e outros em que a “estabilidade parece deixar de existir”, referindo que a juventude e o desconhecimento do campeonato e da própria língua portuguesa de vários jogadores do plantel possa alongar o processo necessário para o Vitória ter mais “consistência”.

“Se olharmos para os jogos que fizemos, tivemos dificuldade em manter o ‘onze’, seja pela covid-19, as idas às seleções ou as lesões. Ainda não temos conseguido uma base. Não podemos ficar contentes com 30 ou 45 minutos bons de cada vez. Temos ainda jogadores jovens, que chegaram sem conhecerem o campeonato e a língua. Tudo isto [o processo de adaptação] leva muito mais tempo do que numa equipa estável”, disse.

O Vitória de Guimarães, oitavo classificado da I Liga, com 10 pontos, defronta o Tondela, 12.º, com oito, em partida da oitava jornada, agendada para as 21:00 de sexta-feira, no Estádio João Cardoso, em Tondela.

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“Não estamos preocupados com o Paços de Ferreira ou com outra equipa qualquer”

João Henriques

Foto: Arquivo

– João Henriques (treinador do Vitória SC): “Não estamos preocupados com o Paços de Ferreira ou com outra equipa qualquer. Estamos preocupados sobretudo connosco e sobretudo em somar os três pontos em cada jogo que participamos.

É importante para nós dar seguimento ao que fizemos há três dias. Sabíamos de antemão que ia estar um terreno pesado, difícil para jogarmos. A nossa preocupação foi dar continuidade ao jogo anterior. Queremos sempre olhar para quem está acima de nós para tentar alcançar.

Hoje, ganhámos com o espírito vitoriano que tantas vezes é apregoado e hoje foi passado para aquilo que fizemos dentro de campo. Foi uma vitória do grupo, da equipa.

Ter a capacidade de ultrapassar todas as adversidades, criar as melhores ocasiões, ser mais eficaz e depois vencer como nós vencemos. Sofremos em alguns momentos.

Fala-se muito dos nossos mágicos, que fazem coisas diferentes, e hoje vimos os mesmos mágicos com espírito de ajuda, solidariedade. E isso é tão importante como qualquer trivela deste mundo.

Hoje, ganhou exatamente a equipa. E a equipa é isto. Sólida, continua a fazer nos jogos em que está um grande objetivo que é chegar aos 90 minutos com os três pontos. E isso foi inquestionável hoje.

Estou feliz pelo André Almeida, porque ele andava à procura deste golo. Era a cereja no topo do bolo para ele sentir ainda mais confiança. Felizmente, temos mais ‘Andrés Almeidas’ que vão aparecendo com o crescimento da equipa”.

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“A nossa entrada no jogo foi muito fraca”

João Pedro Sousa

Foto: Arquivo

Declarações no final do encontro Famalicão-Vitória SC (0-1), da 15.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “É um problema para nós perceber que não estamos assim tão consistentes. E consistentes também em termos emocionais. Parece-me que a nossa entrada no jogo foi medíocre, foi muito fraca. E teve a ver com a vitória nos Açores. Infelizmente, não consegui perceber os sinais durante a semana para tentar corrigir.

Na primeira parte não jogámos. Nem bem, nem mal, simplesmente não jogámos. Fomos demasiado passivos. E contra equipas competentes como o Vitória, é difícil ter um resultado positivo. Perdemos o jogo porque não estivemos na primeira parte e temos de estar. Somos obrigados a estar. Temos de abordar os jogos de outra forma”.

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“Por todos os turbilhões que foram acontecendo, o resultado acaba por se ajustar”

I Liga

Foto: Arquivo

Declarações após o jogo Moreirense-Portimonense (2-2), da 15.ª jornada da I Liga de futebol:

– Vasco Seabra (treinador do Moreirense): “Por todos os turbilhões que foram acontecendo, o resultado acaba por se ajustar. Parece-me que a ponta de sorte podia ter caído para nós, não só pelo penálti falhado, que é a maior oportunidade de todo o jogo.

Mesmo com momentos de dificuldade na segunda parte, dispusemos de duas oportunidades claras para fazer o terceiro golo. Se fizéssemos o 3-1, o jogo morria. Não marcámos e acabámos por recuar mais do que o pretendido.

Não entrámos bem e estávamos com dificuldades para ligar mal recuperávamos a bola. Isso remeteu-nos lá para trás, mas, depois do golo do Rafael Martins, reagimos, demos a volta ao jogo e acabámos a primeira parte muito bem.

Na segunda parte, começámos a cair com o tempo. Não tivemos a frescura física necessária, mas vi uma atitude, entrega e vontade muito grandes. Alguns jogadores estavam a fazer 90 minutos pela primeira vez na I Liga e outros vinham de lesão.

Ainda é mais frustrante sentir que sofremos dois golos nascidos em livres. É óbvio que temos de melhorar na capacidade para defender bolas paradas. Temos de ser mais competentes para que a nossa folha fique sem golos sofridos e saia limpa”.

– Paulo Sérgio (treinador do Portimonense): “De facto, houve aqui muitas voltas nos ânimos. Seria injusto não levarmos qualquer ponto, mas o futebol não se compadece dessas coisas. Há que dar mérito ao Ricardo, que parou aquela bola [penálti].

O ponto é mais do que merecido e merecíamos ainda mais pelo que fizemos. A segunda parte foi toda nossa, com muita qualidade e risco. Já na primeira, a equipa retraiu-se a seguir ao golo, desacertou a pressão e o Moreirense empatou sem criar grandes chances.

Sofremos o primeiro golo num lance em que o Willyan está a entrar em campo e não estava ninguém no sítio certo para atacar a segunda bola. O que conta é que duas equipas com qualidade dividiram os pontos e somámos mais um na nossa caminhada.

Fase de maior confiança? Na semana passada perguntaram algo idêntico. São tantas peripécias em 15 jornadas que é difícil dar uma resposta concreta. Perdemos dois jogadores importantes, o Pedro Sá e o Lucas Fernandes, mas ninguém fala disso.

Como não controlamos algumas coisas, temos de nos focar no trabalho e acreditar que este é o caminho. Estamos a dar espaço para o aparecimento de jovens, que têm dado boa conta do recado. Melhor fase? Só acredito se vencermos na próxima semana.

Por vezes, eu não estou satisfeito com a resposta antes de sermos agredidos. Parece é que preciso estar a sofrer para pormos tudo lá dentro. Não é bom quando necessitas de estar a perder para exprimir tudo aquilo de que és capaz. Vamos trabalhar nisso.

A equipa entrou muito bem, mas reagiu mal ao golo que marcou. Foi correndo atrás do prejuízo e apresentou discernimento e qualidade para encontrar as melhores soluções. Temos de entrar por aqui e ser iguais a nós próprios do primeiro ao último minuto”.

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