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Vitória SC

Vitória SC perde em Portimão e já não ganha há cinco jogos

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O Vitória perdeu hoje na casa do Portimonense, por 2-1, em jogo da 26.ª jornada, no segundo jogo de José Peseiro à frente da equipa.

A equipa algarvia impôs-se com golos de Wellington Carvalho (17 minutos) e Pires (59), enquanto Raphinha ainda repôs a igualdade, na transformação de uma grande penalidade (22), antes de o Vitória SC ficar reduzido a 10 unidades, por expulsão do guarda-redes Douglas (29).

Com este triunfo, o Portimonense sobe provisoriamente ao nono lugar, com 30 pontos, em igualdade com os vimaranenses, que acumulam cinco jornadas sem ganhar e caem para o décimo posto, arriscando-se a perder a posição para Tondela ou Belenenses, que se defrontam hoje.

Apesar de terem maior tempo de posse de bola nos primeiros dez minutos, os algarvios foram incapazes de materializar a superioridade em golos, período no qual em que o avançado Nakajima foi um autêntico quebra-cabeças para os defesas vimaranenses.

O golo dos algarvios acabou por chegar aos 17 minutos, por intermédio de Wellington, lance em que o avançado, após ter rematado, beneficiou de alguma sorte, com a bola a ser desviada pelo braço de um defesa para dentro do baliza.

Depois do golo, o Vitória SC mostrou-se mais atrevido no ataque e chegou ao empate, quatro minutos depois, através de uma grande penalidade apontada por Raphinha, a castigar derrube de Marcel a Rafael.

Após o empate, verificou-se algum equilíbrio, até ao minuto 20, altura em que o guarda-redes Douglas foi expulso ao ver o cartão vermelho direto, depois de derrubar Fabrício com uma falta violenta, quando o adversário seguia isolado para a baliza.

O Portimonense aproveitou o facto de jogar com mais uma unidade para pegar no jogo, embora não tenha conseguido até ao intervalo criar ocasiões para alterar o marcador.

Depois do descanso, o jogo continuou a ter um só sentido, o da baliza do Vitória, e foi com naturalidade que o Portimonense voltou a colocar-se em vantagem, com um golo de Pires (59), após assistência de Ewerton.

Os vimaranenses acusaram o golo e o Portimonense aproveitou para acentuar o seu domínio, construindo várias ocasiões de golo até ao final, por intermédio de Wellington (62), Nakajima (80), Fede Varela (90) e Galeno (90+5), enquanto o Guimarães apenas teve um lance de perigo protagonizado por Rafeal (87) com uma defesa fácil do guarda-redes Ricardo Ferreira.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio Municipal de Portimão.

Portimonense – Vitória SC, 2-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

1-0, Wellington, 18 minutos.

1-1, Raphinha, 22 (grande penalidade).

2-1, Pires, 59.

Equipas:

– Portimonense: Ricardo Ferreira, Hackman, Marcel, Ruben Fernandes, Rafa Soares, Pedro Sá (Fede Varela, 61), Dener, Ewerton, Wellington (Galeno, 73), Fabrício (Pires, 33) e Nakajima.

(Suplentes: Carlos Henriques, Lucas, Ricardo Pessoa, Ryuki, Fede Varela, Pires e Galeno).

Treinador: Vítor Oliveira.

– Vitória SC: Douglas, Sacko, João Afonso, Dénis, Konan, Rafael Miranda, Celis (Francisco Ramos, 57), Raphinha (Sturgeon, 46), Mattheus, Héldon (Miguel Silva, 33) e Rafael.

(Suplentes: Miguel Silva, Francisco Ramos, Welthon, Hélder,Vigário, Jubal e Sturgeon).

Treinador: José Peseiro.

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Pedro Sá (38), Dener (69), Sturgeon (70) e Fede Varela (78). Cartão vermelho direto para Douglas (30).

Assistência: 1.830 espetadores

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Vitória SC

Sócios do Vitória recusam mudar estatutos e discutir mudanças na SAD

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Os sócios do Vitória SC recusaram hoje alterar os estatutos do clube, o que podia abrir as portas à entrada de novo investimento na SAD, responsável pela equipa da I Liga portuguesa de futebol.

Em Assembleia Geral (AG) extraordinária decorrida no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, a proposta da direção liderada por Júlio Mendes para incluir uma nova alínea no artigo 27.º dos estatutos do clube – “deliberar sobre possíveis alterações aos pactos sociais de sociedades anónimas desportivas das quais o clube seja acionista” – não recolheu os 75% necessários para ser aprovada.

Entre as 606 pessoas que se dirigiram às urnas colocadas no interior do pavilhão, 348 votaram favoravelmente à proposta (57,4%), 254 votaram contra (41,9%), e houve ainda três votos brancos e um nulo.

Com esta recusa, os associados vitorianos não votaram a proposta que se seguia na ordem de trabalhos, a qual previa o “desaparecimento do direito de veto” do clube face à nomeação de membros para o Conselho de Administração da SAD, de forma a torná-la “mais eficiente e atrativa para o investimento”.

Os sócios vimaranenses rejeitaram a alteração estatutária, mesmo depois da redação da nova alínea, que inicialmente dava aos sócios o poder de se “pronunciarem” e não de “deliberarem” sobre as alterações no pacto social entre clube e SAD, ter sido criticada pelos sócios que discursaram numa reunião magna que durou cinco horas.

Na maioria das 16 intervenções que antecederam a votação, os sócios frisaram que votariam contra a proposta pela alegada “pressa” com que surgiu e pela linguagem utilizada, alegando que não dava qualquer poder de decisão aos sócios, mas apenas o direito de emitirem opinião.

Entre as vozes críticas à proposta inicial, surgiram as do candidato derrotado nas últimas eleições para os órgãos sociais do clube Júlio Vieira de Castro e a do presidente da Mesa da AG da SAD do Vitória de Guimarães, Daniel Rodrigues.

O ex-candidato à presidência do clube frisou também que a proposta deveria passar a ter um “caráter deliberativo” e questionou se o Conselho Fiscal, o Conselho de Jurisdição e o Conselho Vitoriano foram “auscultados” pela direção sobre a proposta.

Já o dirigente da SAD também criticou a proposta inicial, referindo que a direção, em qualquer decisão essencial, tem de seguir o “interesse dos sócios”, enquanto membros do clube, detentor de 40% do capital da sociedade, e ainda o caminho ultimamente seguido pelo elenco liderado por Júlio Mendes, no que respeita ao projeto desportivo da SAD.

O presidente vitoriano salientou, por seu turno, que o “paradigma” do emblema vitoriano mudou definitivamente em 2012, quando os sócios aprovaram a constituição da SAD, e rejeitou a pressa em retirar o direito de veto do clube quanto à nomeação de administradores da SAD, o que poderia significar a entrada de novo investimento.

Júlio Mendes avisou ainda que a SAD vitoriana precisa de “receitas para equilibrar as contas”, que são “sempre deficitárias”, a não ser que se vendam passes de jogadores, e disse sempre ter alertado que os estatutos da SAD, tal e qual foram escritos, até fizeram com que a entidade ficasse “blindada de mais” a investimento futuro.

O último ponto da ordem de trabalhos, que se referia a um contrato de arrendamento de uma fração do Estádio D. Afonso Henriques pelo clube à SAD, por um prazo de 30 anos, acabou por ser retirado.

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Vitória SC

André André: “Vitória SC quer exibir melhor futebol após a paragem”

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O médio André André, do Vitória SC, disse esta quinta-feira que a formação quer “solidificar os processos” do treinador Luís Castro para aparecer mais forte depois da interrupção competitiva em curso.

Com quatro rondas disputadas no campeonato, os vimaranenses são oitavos, com seis pontos, e só voltam a competir no fim de semana de 22 e 23 de setembro, quando visitarem o Portimonense, para a quinta jornada, pelo que o jogador, de 29 anos, realçou a necessidade de a “equipa trabalhar ao máximo para melhorar individualmente e coletivamente” até lá.

“[A paragem] Vai ser positiva, para aproveitarmos para melhorar o nosso futebol, para corrigirmos os erros que temos tido. Serve para ajudar a solidificar os processos do mister e o futebol que queremos impor”, explicou, depois do treino matinal de hoje.

Após os desaires das duas primeiras rondas, com Benfica (3-2) e Feirense (1-0), a turma vitoriana alcançou dois triunfos seguidos, sobre o FC Porto (3-2) e o Tondela (1-0), mas, para André André, nem as derrotas, nem as vitórias vão desviar os vimaranenses dos seus principais objetivos: jogar bem e chegar às competições europeus.

“Temos um plantel com muita qualidade. Temos todas as possibilidades para jogar um bom futebol, o futebol que o ‘mister’ quer, bonito, mas com objetividade. Propusemo-nos a um objetivo, a um lugar europeu. Vamos ter altos e baixos, mas queremos estar lá em cima”, explicou, dizendo ainda que as equipas “estão muito equilibradas” na I Liga.

Titular em quatro dos cinco jogos oficiais até agora disputados pelo Vitória – a equipa de Luís Castro perdeu ainda contra o Tondela (2-0), para a Taça da Liga -, o médio reconheceu ainda que esse “bom futebol” requer mais ocasiões e golos do que o que foi até agora conseguido, nomeadamente em casa – só marcou um no seu reduto.

Com dois golos já apontados na época de regresso a Guimarães, depois de três épocas ao serviço do FC Porto, André André reconheceu ainda que a competitividade no seu setor – o Vitória ficou com nove médios ao receber Mattheus Oliveira, no fecho do ‘mercado’ de verão – é benéfica.

“A competitividade aumenta sempre o trabalho e a concentração de cada um de nós. Ter colegas com grande qualidade só nos coloca em estado de alerta. Temos de trabalhar sempre no máximo para garantirmos o nosso lugar”, reconheceu.

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Vitória SC

Vitória SC discute entrada de investimento na SAD em AG Extraordinária

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Os sócios do Vitória SC vão pronunciar-se sobre o aumento de investimento no futebol e as eventuais mudanças no pacto social entre a SAD e o clube, no dia 08 de setembro, em Assembleia Geral (AG) extraordinária.

A direção liderada por Júlio Mendes entende, num documento publicado na sexta-feira, no sítio oficial do Vitória na Internet, que a SAD, cinco anos depois da sua constituição, em 2013, precisa de “um novo projeto desportivo”, que terá “necessariamente de assentar em novos investimentos” para garantir a luta pelos primeiros lugares do campeonato.

“A Vitória SAD deverá assumir a implementação de um projeto desportivo que vise não só garantir anualmente o acesso às competições europeias como também competir, em cada época desportiva, com legitimas aspirações, por uma classificação entre os primeiros lugares da I Liga”, lê-se.

Para poderem discutir o assunto, os sócios vão votar primeiro a inclusão de uma alínea no artigo 27.º dos estatutos do clube, que prevê a discussão, em AG, de “possíveis alterações aos pactos sociais de sociedades anónimas desportivas das quais o clube seja acionista”.

A alteração proposta pela direção vitoriana visa o “desaparecimento do direito de veto” do clube face à nomeação de membros para o Conselho de Administração da SAD, com a exceção da função de presidente, cuja indicação mantém-se sob a alçada do clube – Júlio Mendes lidera a SAD desde 2013.

A entrada de um investidor, mostra o documento, requer também que o clube mantenha a participação de 40% no capital social da SAD – o acionista maioritário é Mário Ferreira – e “o direito de veto” quanto à eleição dos membros dos restantes órgãos da SAD – a Assembleia Geral e o Fiscal Único.

Para a direção vimaranense, esta solução torna “a estrutura societária e administrativa da SAD mais eficiente e atrativa para o investimento” e salvaguarda, ao mesmo tempo, os “princípios basilares dos quais o Vitória não poderá nunca prescindir”.

O elenco liderado por Júlio Mendes refere ainda que os orçamentos para o futebol, desde 2013, têm sido, em média, inferiores a 10 milhões de euros, e que, face às receitas ordinárias insuficientes para atingir os valores orçamentados, a SAD precisa de vender passes de jogadores todas as épocas.

Reeleito para um terceiro mandato como presidente do Vitória em 24 de março de 2018, Júlio Mendes disse, na respetiva campanha eleitoral, querer elevar o orçamento anual da SAD para um valor em torno dos 20 milhões de euros, graças à entrada de investimento.

Além da discussão sobre a entrada de investimento na SAD, os sócios vitorianos vão ainda votar a celebração de um contrato de arrendamento do Estádio D. Afonso Henriques, propriedade do clube, à Vitória SAD, por 30 anos, e a ata da AG anterior.

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