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Futebol

Vitória quer “mudar de rumo” em Famalicão

20.ª jornada da I Liga

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O treinador Ivo Vieira afirmou hoje que o Vitória SC precisa de ultrapassar as recentes derrotas e vencer no terreno do Famalicão, no sábado, em partida da 20.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Candidatos assumidos aos cinco primeiros lugares do campeonato, os vimaranenses ocupam o sétimo lugar, com 25 pontos, após as derrotas nas jornadas anteriores, frente a Rio Ave (2-1) e Boavista (2-0), e estão prestes a defrontar o quinto classificado (32 pontos), num duelo que pode “fazer diferença” para o resto da prova e que, segundo Ivo Vieira, exige um Vitória com “cara diferente”.

“Temos estado aquém na soma de pontos para subirmos na tabela. Perante uma equipa forte e motivada, temos de ser muito competitivos e estrategicamente inteligentes na abordagem ao jogo. É preciso mudar o rumo em termos de resultados. A equipa, fora, tem feito pela vida, mas não tem conseguido o essencial, os resultados”, disse, na antevisão à partida, agendada para as 15:30.

O treinador, de 44 anos, admitiu existir uma “tristeza natural” no seio do grupo de trabalho, face aos últimos resultados – um triunfo nas derradeiras seis partidas do campeonato -, mas lembrou que os seus jogadores “podem fazer melhor” e querem apresentar-se “competitivos” em mais um jogo fora de portas, condição na qual somaram oito pontos, em 27 possíveis.

Ivo Vieira reconheceu, porém, que o Famalicão é “uma das equipas mais fortes” do campeonato, com uma prestação a “roçar o brilhante” e “atletas de grande valia” que exibem “boa organização nos processos”, graças ao “trabalho fantástico” do seu treinador, João Pedro Sousa.

O ‘timoneiro’ vimaranense admitiu, por isso, que espera “um bom espetáculo”, entre duas equipas que jogam com sentido de baliza, complementado por um estádio bem composto – o Estádio Municipal de Famalicão tem capacidade para acolher 5.500 pessoas e tem uma média de espetadores de 4.305.

O duelo minhoto vai realizar-se entre as duas mãos da meia-final da Taça de Portugal, que opõe Famalicão e Benfica – os ‘encarnados’ venceram o primeiro jogo, por 3-2, e o segundo disputa-se na terça-feira -, mas o técnico rejeitou que a sua equipa possa retirar proveito disso.

“Não podemos pensar que podemos tirar partido de uma situação dessas. Quando jogámos à quarta e ao fim de semana, eu defendia que ganhar e ter bons desempenhos não cansa. Vamos ter uma equipa competitiva do outro lado, com soluções em termos de gestão [do plantel]”, considerou.

Ivo Vieira recusou ainda esclarecer se vai fazer alterações ao ‘onze’ que apresentou frente ao Boavista, na ronda anterior, tendo dito que o Vitória competiu, em vários momentos da época, sem “onze base”, até porque dispõe de um plantel com muitos jogadores capazes de terem “oportunidade” e de serem “rentabilizados”.

O Vitória SC, sétimo classificado da I Liga, com 25 pontos, defronta o Famalicão, quinto, com 32, em partida da 20.ª jornada, agendada para as 15:30 de sábado, no Estádio Municipal de Famalicão.

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Desporto

Fernando Gomes reúne-se com presidentes dos 34 clubes profissionais

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e os presidentes da Liga e dos clubes das competições profissionais vão reunir-se hoje, após o encontro da UEFA com as suas filiadas devido à pandemia de covid-19.

Fonte ligada ao processo confirmou à Lusa a realização durante a tarde de hoje deste encontro de Fernando Gomes com os 34 presidentes de clubes da I Liga e da II Liga, para a qual foi convidado o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença.

Esta reunião ocorre no mesmo dia em que a UEFA, que rege o futebol europeu, se reuniu com as 55 federações nacionais, na qual o diretor-executivo Tiago Craveiro foi o representante da FPF, e um dia depois de Gomes ter-se reunido com os representantes das 22 associações distritais e regionais.

Na sexta-feira, a FPF decidiu cancelar as provas dos escalões de formação, que estavam suspensas desde 10 de março, dois dias antes de o organismo regulador do futebol português ter decidido suspender também as competições de seniores.

A FPF optou por concluir “as competições nacionais de todos os escalões de formação de futebol e futsal, masculinas e femininas, não resultando das mesmas qualquer efeito desportivo imediato”, acrescentando que “não serão atribuídos títulos nas referidas competições, nem aplicado o regime de subidas e descidas”.

Os jogos da I Liga e II Liga de futebol estão suspensos, por tempo indeterminado, desde 12 de março.

Após 24 das 34 jornadas, o FC Porto lidera o principal escalão, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica, enquanto o Nacional segue no primeiro lugar da II Liga, com 50 pontos, no mesmo número de jogos, mais dois do que o Farense.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 865 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Desporto

Sindicato alerta para “dramas humanos” devido a salários em atraso a jogadores

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A pandemia de covid-19 tem sido usada como justificação da gestão desportiva irresponsável dos clubes e estão a surgir “dramas humanos” devido a incumprimentos salariais, disse hoje à Lusa o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF).

Joaquim Evangelista revela que estão a surgir “dramas humanos”, com “a privação de recursos financeiros para que jogadores, em especial os estrangeiros, satisfaçam as necessidades mais básicas, como a alimentação”.

“Neste momento a situação é preocupante, temos muitos pedidos de apoio, em especial no Campeonato de Portugal (CP) e não vemos da parte dos clubes a capacidade, ou mesmo o interesse, em responder eficaz e solidariamente”, alerta Joaquim Evangelista.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está ao corrente e em articulação diária, para se poder responder com o Fundo de Garantia Salarial, no imediato, mas o SJPF quer mais: “É momento de os dirigentes do CP serem chamados a assumir os compromissos a que se vincularam”, acrescenta.

Para o dirigente, a pandemia de covid-19 foi usada como pretexto “para justificar uma gestão desportiva irresponsável, que já resultava de momento anterior” e a situação verifica-se nas competições profissionais e no CP.

“A situação salarial nas competições profissionais não é tão complexa, ainda, porque, felizmente, os mecanismos de licenciamento introduzidos ajudam a mitigar este tipo de situação”, realça.

Sobre o pagamento dos salários de março, Joaquim Evangelista explica que “alguns clubes já realizaram ou garantiram o pagamento”, mas há casos de clubes que “mesmo sem fundamento legal estão a adiar ou a pressionar os jogadores para aceitarem os cortes”.

“Estamos a monitorizar, com preocupação, existem muitos casos de incumprimento já registados, isso podemos confirmar”, aponta.

Com a pandemia de covid-19 houve ainda pedidos de ajuda ao SJPF por parte de jogadores estrangeiros para abandonarem o país.

Segundo Joaquim Evangelista, os “pedidos de informação” não foram em grande número e o sindicato ajudou os jogadores a contactar as embaixadas dos respetivos países em Portugal.

“Procurámos perceber as condições de um voo de retorno ao país de origem ou repatriamento, em caso de abandono, e articular algumas informações úteis com o SEF, se necessário”, explica.

Considerando que Portugal tem respondido com segurança a esta crise e que dá aos cidadãos que vivem no país, apesar do medo natural, alguma tranquilidade, o responsável do sindicato garantiu que continuará atento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 160 mortes e 7.443 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde.

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Desporto

Treinadores de futebol dispostos a reduzir salários mas sem “abusos”

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Os treinadores estarão disponíveis para reduzir salários por causa da pandemia de covid-19 desde que não ponha em causa a sua “dignidade”, disse hoje o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) à agência Lusa.

“Ninguém pode estar otimista com este momento que vivemos, vai exigir de todos nós numa certa compreensão, e os treinadores também são portugueses e vão compreender, não podem distanciar-se da realidade do país e do resto do mundo. Haverá sempre disponibilidade para negociar [reduções de salários], desde que não haja abusos [dos clubes] que ponham em causa a dignidade dos treinadores”, referiu José Pereira.

O presidente da ANTF disse que não houve qualquer abordagem da Liga de clubes ou da Federação Portuguesa de Futebol sobre o tema, considerando que isso se deve ao facto de o momento ser de incerteza sobre o futuro das competições.

“Hoje haverá uma comunicação ao país [pelo Presidente da República sobre o eventual prolongamento do estado de emergência], teremos de aguardar o que vai ser decidido”, disse.

José Pereira lembrou que “há um contrato coletivo de trabalho, mas depois as eventuais negociações serão caso a caso, clube a clube, porque há situações muito diferentes, e aí a associação não terá qualquer papel”, a não ser que seja solicitado.

O presidente da ANTF revelou que salários em atraso são uma realidade “que existe sempre no futebol”.

“Os treinadores são mais cautelosos em relação a isso por serem líderes de um grupo de trabalho, mas já há quem esteja à espera do salário para fazer face aos seus compromissos, porque nem toda a gente ganha milhões de euros”, frisou.

E José Pereira faz mesmo a distinção nos escalões profissionais.

“Uma coisa é a I Liga, a II Liga já é diferente e outra ainda é o Campeonato de Portugal [equivalente ao terceiro escalão] e as camadas jovens em que, na maior parte das vezes, os treinadores ganham o salário mínimo [do futebol], ou seja, o equivalente a oito salários mínimos”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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