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Futebol

Vitória-Porto esteve interrompido por arremesso de tochas

Durante a primeira parte

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Foto: O MINHO

O jogo entre o Vitória SC e o FC Porto, a contar para a segunda meia-final da Final Four da Taça da Liga, em Braga, esteve interrompido durante alguns minutos, no decorrer da primeira parte, por arremesso de material pirotécnico para o relvado.

Cerca dos 18 minutos, Jorge Sousa, árbitro do encontro, interrompeu o jogo para que se procedesse à retirada das tochas, vindas da bancada com adeptos afectos ao clube vimaranense.

Ao intervalo, pelas 20:38, a partida encontra-se empatada a zeros.

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Futebol

Nélson Semedo admite que hoje “teria feito o mesmo que Marega”

Caso Marega

em

Foto: DR

O futebolista internacional português Nélson Semedo confessou, em declarações ao jornal Público, que, “hoje, teria feito o mesmo que Marega”, quando em 2017 também foi alvo de insultos racistas no estádio do Vitória.

“Hoje, teria agido de maneira diferente. Na altura não era tão maduro. Se fosse hoje, teria feito exatamente o mesmo que fez o Marega. Teria saído de campo”, expressou o jogador do FC Barcelona, num e-mail enviado ao jornal Público.

Em janeiro de 2017, num encontro da Taça da Liga, o lateral direito, então ao serviço do Benfica, gesticulou para a bancada, em reação aos insultos de que estava a ser alvo, tendo mesmo sido admoestado com um cartão amarelo pelo árbitro Carlos Xistra, no final da primeira parte.

O internacional luso classificou de “lamentável o que se passou em Guimarães”, afirmando que “no futebol, como em tudo na vida, não pode haver espaço para o racismo” e que o avançado do FC Porto “foi muito corajoso por ter saído do jogo” de domingo, com o Vitória SC, no Estádio D. Afonso Henriques.

Semedo revelou que, em 2017, foi “muito apoiado” pelos “colegas e por todo o staff do Benfica”, mas “nem tanto” pela opinião pública. O lateral direito lembrou mesmo que leu um artigo em que condenavam o seu gesto e no qual consideravam que “o cliente [os adeptos] tem sempre razão”.

Nélson Semedo referiu que o racismo “é um problema global”, que tem sido cada vez mais comum “por falta de punição ou por punição leve por parte da UEFA ou dos responsáveis de cada federação”.

“Na minha opinião, o que o árbitro tem de fazer é terminar o jogo e não esperar que um jogador sofra tanto ao ponto de ter de abandonar a partida”, acrescentou.

No domingo, em Guimarães, durante um jogo da 21.ª jornada da I Liga de futebol entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, o avançado maliano dos ‘dragões’ Moussa Marega abandonou o jogo, após ter sido alvo de cânticos e insultos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Ao abandonar o relvado, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

Na sequência do sucedido, o Ministério Público já instaurou um inquérito relacionado com os cânticos e insultos racistas dirigidos ao futebolista, que está “em investigação” pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Guimarães, informou hoje a Procuradoria-Geral da República.

Vários responsáveis políticos, como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, já condenaram o episódio.

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Futebol

Vitória acusa Liga de “gravosa desconsideração institucional”

Caso Marega

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Imagens via Sport TV

A SAD do Vitória SC emitiu um segundo comunicado face ao caso Marega, onde acusa a Liga de desconsideração institucional, lamentando que não tinha sido levado em conta a publicação do primeiro comunicado, onde eram condenados os atos de racismo. A SAD manifesta ainda total apoio às autoridades, disponibilizando-se a colaborar.

Comunicado na Íntegra:

“Em face das posições publicamente assumidas pela Polícia de Segurança Pública e pela Procuradoria-Geral da República, o VITÓRIA SPORT CLUBE reitera a sua total disponibilidade para colaborar ativamente na identificação dos verdadeiros responsáveis pela ocorrência de qualquer manifestação de racismo ou discriminação no Estádio D. Afonso Henriques, para o que apela ainda à cooperação dos seus adeptos e associados.

Igualmente, o VITÓRIA SC iniciou as diligências de averiguação ao seu dispor, designadamente através da disponibilização das imagens do sistema CCTV do recinto desportivo – que, pasme-se, não se avariou e se mantém em bom estado de funcionamento –, manifestando desde já a sua intenção de se constituir assistente no âmbito dos processos desencadeados pelas autoridades judiciais competentes.

O racismo é um ato de traição à fundação do clube, perante o qual o VITÓRIA SC e os seus adeptos serão, como sempre foram, verdadeiramente implacáveis. No entanto, é imperioso assinalar que este é um problema de dimensão nacional, que se repete e vem repetindo ao longo de vários anos e em diversos estádios, ao qual as entidades com responsabilidade governativa não se podem alhear com declarações simplistas de repúdio e censura seletivas.

Com efeito, não é admissível pretender que o VITÓRIA SC vista a pele de lobo defronte um problema social que já conheceu condenações efetivas no plano desportivo nacional e internacional, contando embora com o silêncio e a parcimónia de todos os órgãos e entidades que agora prontamente se pronunciaram. São conhecidos os casos de racismo, de glorificação da morte, de homicídio, de violência e de discriminação no futebol português, todos sem a indignação correspondente.

O VITÓRIA SC não admite que o bom nome e imagem do clube e dos seus adeptos sejam oportunamente colocados em causa por conta de um ato criminoso que não representa, antes afronta, a sua forma de estar, sentir e atuar.

Por ser assim, é ao lado de todos – e tem de ser com todos – que o VITÓRIA SC se posiciona na promoção de um desporto igual e universal, sem lugar nem tempo para a violência, racismo, xenofobia, intolerância ou discriminação.

Finalmente, cumpre registar a gravosa desconsideração institucional perpetrada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional contra o VITÓRIA SC, ignorando de forma inadmissível a sua posição de censura e condenação sobre os acontecimentos em causa aquando da divulgação, através das redes sociais, de todas as outras levadas a cabo pelos restantes clubes.

O racismo é condenável e o VITÓRIA SC também o condena.”

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Futebol

“O que me choca mais é ter sido em Guimarães onde sempre respeitei os adeptos”

Caso Marega

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Foto: DR / Arquivo

Moussa Marega, futebolista que está no epicentro da atenção mediática depois de ter abandonado o relvado do Estádio Dom Afonso Henriques, em Guimarães, este domingo, por alegados insultos racistas, já reagiu ao caso que tem marcado a ordem do dia.

Em entrevista a uma emissora francesa [RMC], o maliano do FC Porto confessa estar a ser alvo de muito apoio: “Os meus companheiros não compreenderam a minha reação, mas ficaram chocados com o que aconteceu. Foram reações de amigos, que me tentarem acalmar. Conhecem-me muito bem. Fui para casa. Recebi muitas mensagens, dão muita-me força, uma força incrível. Agradeço a todas as pessoas”.

“Foram comportamentos muito duros. Disse-lhes [aos colegas de equipa] que não valia a pena e não consegui jogar nesse terreno. Os insultos começaram no aquecimento. Ao início eram só três pessoas a gritar comigo. É impossível jogar um jogo assim”, disse.

Recordou ainda o período que jogou no Minho: “Joguei no Guimarães [Vitória SC], sempre respeitei o clube e os adeptos. É uma cidade e um clube que já me deu muito. Ficámos em quarto lugar, tivemos acesso às competições europeias, devo muito a este clube. Sempre que marquei golos contra o Guimarães [Vitória SC] nunca festejei”.

O avançado maliano do FC Porto Marega pediu para ser substituído, este domingo, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, no terreno do Vitória SC, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

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